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Movimento promove volta do compartilhamento de sementes

O hábito é tão antigo quanto a própria agricultura: guardar e compartilhar sementes de plantas e alimentos entre produtores. De uns tempos para cá, no entanto, com a intensificação da agricultura industrial e o controle de grandes empresas sobre as patentes de sementes, a prática quase caiu em desuso. Prevaleceu o uso das geneticamente modificadas sobre [...]
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Agronegócio à prova de rigores do clima: sonho ou realidade?

Pêssego e batata também sofrem com o calor Uma das frutas mais apreciadas no mundo, pelo sabor, pela aparência e pelo seu valor econômico, não simpatiza nada com o calor. Por esse motivo, a produção de pêssego brasileira se concentra nos estados do sul do país, onde predomina o clima temperado. Para florescer bem, os pessegueiros precisam de 150 a 300 horas de frio acumulado por ano, dependendo da variedade da fruta. Mas a garantia de uma boa colheita farta depende também do tempo favorável de forma contínua em momentos sensíveis da floração. Nem sempre é o que acontece. “Nos últimos anos, temos visto uma mudança de temperatura muito brusca de uma semana para outra, variando de zero graus a 25 graus”, explica Maria do Carmo Raseira, do Embrapa Clima Temperado. “Se a temperatura estiver elevada, em torno de 29 graus, um pouco antes de abrir a flor, a produção de pêssego é prejudicada”, salienta a pesquisadora, que coordena os testes para identificar um genótipo resistente ao calor da variedade de pêssego Granada, uma das mais sensíveis aos altos e baixos no termômetro. E não é só o pêssego, lá no alto do galho, que sofre com o aumento da temperatura. Mesmo quem está debaixo da terra sente o revés do tempo. É o caso da batata, tubérculo que em situação de secas fica feinho, sem qualidade para chegar ao mercado consumidor, além de perder em produtividade. “Temperaturas noturnas acima de 20 graus Celsius reduzem a produção do tubérculo”, elucida a pesquisadora Caroline Castro. A explicação para as perdas é simples: durante o dia a batata faz fotossíntese, produzindo amido. Mas em noites quentes, o tubérculo respira muito e acaba consumindo esse estoque de energia, afetando assim a produtividade. Junto com outros colegas, Carolina busca encontrar um cultivar de batata mais resistente ao calor e também aos déficits hídricos. O estudo integra o Programa Nacional de Melhoramento de Batata, que, por muito tempo, teve como foco só a tolerância a pragas e doenças como forma de melhor a qualidade. O trabalho de analisar a resistência da batata ao calor e à seca começou em 2010 e tem como ponto de partida o “germoplasma”, que na linguagem de um leigo pode ser traduzido como um grande banco de materiais genéticos. Na prática, o que interessa saber é que os pesquisadores estão fazendo cruzamentos de várias sementes, a fim de gerar uma variedade com as características desejadas para adaptação. Os exemplares são então expostos às condições climáticas adversas, simuladas em laboratório, até que se chegue ao cultivar resistente, um processo que necessita ser repetido à exaustão. Não pode ser diferente. "Já há estudos mostrando que com o aumento da temperatura, regiões que hoje produzem batatas não poderão mais produzir no futuro, como a Chapada da Diamantina”, ressalta Caroline. A lição da abóbora crioula Nem sempre é preciso recorrer a cruzamentos genéticos ou procedimentos mais complexos da ciência para achar a planta capaz de atravessar sã e salva as turbulências do tempo. A semente da sobrevivência muitas vezes está pronta na natureza, esperando só ser “descoberta”. Prova disso vem de antigas variedades de abóbora conhecidas no Brasil como "crioulas" e preservadas como relíquias de famílias entre pequenos agricultores. Durante um projeto que visa resgatar essas variedades do Sul do Brasil, a pesquisadora da Embrapa Rosa Lía Barbieri se deparou com um exemplar mais rústico que demonstra potencial para ser usado em condições de estiagem severa. Essa variedade de abóbora, que ainda não tem nome definido, passou ilesa por uma das piores secas que acometeu o Rio Grande do Sul, em 2006. “Na plantação, todas as abóboras morreram, mas as plantas dessa variedade específica permaneceram lá, no meio da poeira, dando flor”, conta Lía. “Isso mostra a importância de se preservar a agrobiodiversidade brasileira, a semente forte estava ali, desconhecida na diversidade da cultura local”, enfatiza. No momento, a pesquisadora e seus colegas estão finalizando as análises dos exemplares, para em seguida selecionar apenas um que será registrado como nova variedade para pequenos produtores junto ao Ministério da Agricultura. Só depois de registrada, a nova abóbora poderá ser produzida por uma empresa de semente e comercializada, um processo que pode demorar mais de dois anos. É uma corrida contra o tempo.
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Já pensou em comer um lápis? Agora dá

É exatamente isso o que a empresa Democratech fez ao laçar no mercado americano o Sprout, um lápis com cápsulas de semente variadas, acopladas no lugar da borracha, que pode ser plantado.
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