Energia gerada do lixo depende de incentivo público

O Brasil deve aumentar a capacidade instalada de produção de energia a partir de resíduos sólidos para 282 megawatts (MW) até 2039, mas essa utilização de eletricidade depende de incentivo do governo para se tornar competitiva mesmo ante outras fontes de energia limpa, como a eólica e a solar, disse ontem (28) o diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho, ao apresentar o Atlas Brasileiro de Emissões de Gases do Efeito Estufa e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos.

De acordo com a publicação, o país tem atualmente 22 projetos que preveem a geração de energia elétrica em aterros sanitários a partir de resíduos sólidos, mas apenas dois efetivamente comercializam energia, o Bandeirantes e o São João, ambos no estado de São Paulo. A capacidade instalada dos 22 projetos é 254 MW.

Para que os demais também deem início à produção, segundo Silva Filho, são necessários investimentos de US$ 5 milhões para cada 3 MW de capacidade, custo que só será atrativo a investidores com estímulos públicos. “É importante que as autoridades percebam que essa energia pode ser incorporada ao mix brasileiro. Os leilões de energia eólica vendem o megawatt-hora a R$ 250, porque o governo estipula um piso, enquanto o da energia de biomassa é vendido a R$ 120″.

O país tem mais 23 projetos que queimam o biogás sem gerar energia, o que reduz em 21 vezes seu potencial poluente, e o Aterro de Gramacho, que é o único do Brasil que vende o biogás, para a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). De um total de 46 projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, que incluem os que geram energia e os que não geram, 33 ficam na Região Sudeste, sete no Nordeste, quatro no Sul e dois no Norte. A Região Centro-Oeste é a única que não tem nenhum.

Ao apresentar a publicação, Silva Filho disse que o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010 e prevista para entrar em vigor em agosto de 2014, trará uma revolução para o setor no país, e, se cumprida integralmente, poderia elevar para 500 MW a capacidade instalada em 2039.

O cumprimento da PNRS, no entanto, esbarrará em um problema: 91% dos municípios brasileiros não tinham planos para a destinação correta de resíduos sólidos em 2011, 1.607 ainda depositavam todo o lixo recolhido em lixões e 2.358 não tinham nenhuma inciativa de coleta seletiva.

“Até agosto, 100% das cidades brasileiras vão ter que dar uma destinação aos resíduos sólidos, o que gera uma gasto. Os municípios não terão como resolver isso sozinhos e terão que se unir para buscar uma solução. O que não pode é, quando chegar esta data, pôr um cadeado no lixão, prender o prefeito e achar que o problema está resolvido”, disse Silva Filho. Para ele, o objetivo da publicação é incentivar o engajamento da sociedade no tratamento dos resíduos e no seu uso para gerar energia.

Fonte: Agência Brasil

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Monitoramento climático reduz uso de agrotóxico

Em quatro meses, o novo modelo de monitoramento climático, da Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro, reduziu em 42% o uso de agrotóxicos em lavouras de tomate na Região Serrana, informou  segunda- feira (25) o presidente do órgão, Sílvio Galvão.

Os equipamentos coletam informações sobre a quantidade de chuva, umidade relativa do ar e o tempo médio em que a vegetação permanece com água na superfície. A cada 15 minutos, os dados são processados e colocados à disposição dos agricultores na internet, explicou Galvão.

“O projeto é pioneiro no Brasil. Embora em outros países existam estações de transmissão, a ideia do equipamento de monitoramento em lavouras é única. A nossa função, como empresa de pesquisa, é beneficiar a população, propor o consumo de alimentos mais saudáveis, visto que o produtor pelo sistema de monitoramento, aplica a dosagem necessária de agrotóxicos na plantação de tomate. No momento, o foco é o tomate, mas para 2014 devemos ir para a cultura do feijão, couve-flor, algodão e café”, adiantou o engenheiro agrônomo. O tomate é uma das culturas em que mais se usa agrotóxicos.

Segundo Galvão, a queda de 42% no uso de agrotóxicos também reduz o custo do produtor por safra, além de diminuir a contaminação no meio ambiente e os resíduos do produto no fruto. A cada mil pés de tomate, gasta-se R$ 300 com a compra de defensivos agrícolas e 4.800 litros de água limpa no plantio.

Nesta fase inicial, o projeto tem dez estações, com capacidade de monitorar e interpretar dados em um raio de cinco quilômetros cada uma. A partir de abril, mais dez deverão entrar em funcionamento em propriedades nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras e Duas Barras, no sul fluminense. O custo do projeto ainda é considerado alto, por volta de R$ 24 mil anuais para análise dos dados, equipamento, profissional, além de R$ 2 mil para manutenção.

“No momento, o interesse é nas associações de agricultores, em busca do barateamento do modelo. A nossa meta é chegar ao segundo semestre com 50 estações [meteorológicas]. O trabalho do técnico agrícola ou do engenheiro agrônomo será preservado e o do equipamento, apenas para melhorar o trabalho no campo”, explicou Silvio Galvão.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores compradores de agrotóxicos do mundo e as intoxicações por essas substâncias estão aumentando entre os trabalhadores rurais, concluiu Galvão.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil deve ratificar Protocolo de Nagoia até 2013

O Brasil deve ratificar o Protocolo de Nagoia até o ano que vem, quando ocorre a reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), na Coreia. A afirmação foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante uma cerimônia em homenagem aos 10 anos do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), responsável pela discussão sobre o tema no país.

Assinado em 2010, o documento regulamenta o uso e garante os direitos aos benefícios produzidos a partir dos recursos genéticos.

Izabella Teixeira explicou que o governo tem se dedicado a esclarecer as incertezas em torno do tema para conseguir o acordo em torno do tratado internacional e que haverá um reforço especial para que os parlamentares compreendam a importância da ratificação do protocolo.  O texto foi enviado ao Congresso Nacional, no final do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff.

“Esperamos chegar em 2014, na Coreia, com uma parceria com o Congresso Nacional. Temos que ratificar [o Protocolo de Nagoia] para que o Brasil faça parte da concepção internacional que serão as regras. Senão, faremos reativamente”, disse ela, ao lembrar que apenas os países que ratificarem o protocolo vão poder sentar à mesa de negociação para definir os detalhes do acordo.

Izabella Teixeira lembrou que as negociações em Nagoia qualificaram o Brasil como um líder nas discussões. A delegação brasileira conduziu os principais debates do acordo em 2010. Segundo a ministra, o país precisa dar continuidade ao trabalho e apresentar soluções para impasses que ainda travam as negociações, como o clima de insegurança que essas regras produzem sobre alguns setores produtivos que temem perdas financeiras com a implementação das regras internacionais.

No Brasil, o documento que atualiza a legislação de uso e repartição de recursos genéticos vem sendo discutido há quase dez anos e os termos do Protocolo de Nagoia estão tramitando no Congresso Nacional.

Em território nacional, os integrantes do Cgen – representantes de segmentos da sociedade civil, como a comunidade científica, e de várias áreas do governo – tentam alinhavar uma nova legislação.

“O esforço hoje é monumental. O desafio que temos é implementar uma nova fase sobre o acesso aos recursos genéticos. O modelo atual está se esgotando. [Esse modelo] não responde a todos os requisitos de eficácia de uma estratégia de inovação tecnológica, conhecimento e acesso a pesquisas”, disse.

Izabella Teixeira reconheceu que o debate é complexo e não existe uma receita para solucionar os impasses, mas pediu que os integrantes do conselho continuem a trabalhar para modernizar a legislação brasileira e definir “estrategicamente o que queremos para o país com relação a esse acesso e, ao mesmo tempo, trabalhar a inteligência da fiscalização no que diz respeito ao combate à biopirataria e ao tráfico internacional”.

Segundo a ministra, a presença, no Brasil, do primeiro secretário do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (Tirfaa) das Nações Unidas, Shakeel Bhatti, é um reforço aos diálogos com os setores que podem ser impactados pelas mudanças nas regras de uso e repartição de bens de recursos genéticos.

Bhatti, que também participou da cerimônia em Brasília, vai se reunir, ainda hoje, com representantes de comunidades tradicionais para discutir o tema. No próximo dia 28, Bhatti e Izabella Teixeira devem participar de um debate sobre o uso e a repartição dos recursos genéticos na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, na capital paulista, com produtores rurais de várias regiões.

Fonte: Agência Brasil

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Outdoor gera água potável no Peru usando ar

O acesso à água potável é um problema que assola comunidades carentes nos arredores da cidade de Lima, no Peru. Por isso, muitos moradores acabam recorrendo à água de poço, expondo-se ao risco de contaminação.

Pela proximidade com o deserto, quase nunca chove nessas regiões, mas a umidade atmosférica chega a 98%. Atenta a essas características naturais, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) de Lima se uniu a uma agência de publicidade para bolar uma campanha que servisse a dois objetivos: atraír novos alunos para o ano letivo e melhor a condição de vida dessas comunidades.

Dessa parceria nasceu o primeiro outdoor capaz de produzir água potável a partir da umidade do ar. A estrutura conta com cinco purificadores de água e um tanque de armazenamento. Em três meses de operação, o outdoor já gerou 9450 litros de água, que abastecem centenas de famílias por mês. Por dia, o outdoor produz cerca de 100 litros de água própria para consumo humano, dali mesmo, direto da fonte. É só colocar o copo sob a torneira e beber.

Em seu site oficial, a unversidade diz que “o painel reflete a proposta educativa de desenvolver o gênio e o talento dos alunos, para que eles possam se tranformar em profisisonais de alto nível, capazes de aplicar a ciência, a tecnologia e a inovação em benefício do desenvolvimento sustentável do Peru”.

Segue o link  do vídeo sobre o outdoor feito pela universidade:

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/outdoor-gera-agua-potavel-no-peru-usando-ar-25022013-47.shl

Fonte: Info.abril

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Poluição do solo por nitrogênio é a nova ecocrise chinesa?

Em meio à poluição atmosférica recorde que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental pouco conhecida e praticamente invisível: a contaminação do solo por nitrogênio. Segundo um estudo publicado pela revista Nature, a poluição por nitrogênio aumentou 60% em 30 anos no país, o que representa uma ameaça para os ecossistemas e a saúde humana.

Dentre as diversas formas de nitrogênio presentes no meio ambiente, a principal preocupação dos pesquisadores é com a amônia (NH3) e o nitrato (NO3).

O acúmulo dessas substâncias na natureza deriva principalmente do uso indiscriminado de fertilizantes sintéticos, além das emissões causadas pelo transporte e indústria.

Em alta concentração, esses poluentes podem levar à perda da biodiversidade, reduzir o crescimento das plantas, poluir o lençol freático e acidificar o solo.

Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também poluem e deterioram o solo quando usados de forma indiscriminada.

A pesquisa aponta que a deposição de nitrogênio no solo do país subiu anualmente 8 kg por cada 10 mil m²  de terra entre 1980 e 2010. Grosso modo, o nutriente que serviu de pilar da “Revolução Verde” na agricultura, está se tranformando em um verdadeiro vilão ambiental.

Transporte e indústria - Outra constatação do estudo é que as emissões de óxido de nitrogênio provenientes dos transportes e da indústria estão aumentando mais rápido do que as emissões de amoníaco da agricultura.

Desde os anos 1980, o uso de fertilizantes nitrogenados dobrou, ao passo que consumo de carvão aumentou mais de três vezes e o número de veículos a motor, mais de 20 vezes.

“Se as tendências atuais persistirem, as emissões de amônia vão aumentar 85% até 2050 e as emissões de óxido de nitrogênio vão subir mais de oito vezes. O impacto será impensável”, diz Fusuo Zhang, pesquisador da China Agricultural University, em Pequim, e co-autor do estudo.

Mundialmente a cada ano, cerca de 140 milhões de toneladas de nitrogênio são despejadas no meio ambiente. Segundo previsões do cintistas, esse número deverá aumentar em 70% até 2050, quando as economias emergentes da América Latina e do Sul da Ásia começarão a padecer do mesmo mal que a China enfrenta hoje.

Ameaça silenciosa - O maior empecilho para combater este problema crescente é o fato de se tratar de uma poluição silenciosa e invisível. Diferentemente da fuligem escura gerada pelo transporte e indústria ou ainda, de um vazamento de petróleo, que deixa sua marca no local, a poluição por nitrogênio é praticamente imperceptível aos olhos – ainda inda que tenha o poder de desestabilizar os processos naturais, entre outros efeitos negativos ainda em estudo.

Por esse motivo, a poluição por nitrogênio acaba sendo pouco reconhecida como um problema ambiental, dizem os cientistas, já que é difícil conectar o problema à fonte.

Um passo simples no sentido de reduzir a poluição por nitrogênio seria os agricultores começarem a usar de forma mais eficiente os fertilizantes sintéticos, já que estes são reconhecidos mundialmente como a principal fonte do problema.

Fonte: Exame.abril

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Petrobrás deve elevar produção de etanol em 29%

O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, afirmou, em entrevista exclusiva à Agência Estado, que a produção de etanol nas dez usinas e destilarias com participação acionária da companhia deve crescer 29% na safra 2013/2014.

Com isso, a oferta deve sair de em torno de 900 milhões de litros, superar pela primeira vez 1 bilhão de litros, atingindo a marca de 1,15 bilhão de litros no período.

“Esse volume pode variar um pouco, dependendo do direcionamento da oferta de cana para o etanol ou o açúcar, mas a safra será mais alcooleira, diante das boas perspectivas”, afirmou.

O crescimento da oferta do biocombustível ocorrerá, segundo ele, pela melhoria na qualidade da cana-de-açúcar, com a perspectiva de uma safra com maior produtividade, bem como pelos investimentos feitos nas lavouras. “Entre renovação e ampliamos, nas três companhias, foram 60 mil hectares de cana”, disse Rossetto.

Na produção de etanol e açúcar, a Petrobras é sócia minoritária da francesa Tereos nas usinas da Guarani no Estado de São Paulo e em Moçambique, do Grupo São Martinho na Nova Fronteira, no Estado de Goiás, e ainda detém o controle da Usina Total, em Minas Gerais.

“Vamos crescer 18% na capacidade de moagem dessa safra”, afirmou o executivo. Nas unidades, a capacidade de processamento é de 24 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

Segundo Rossetto, além do cenário de melhor qualidade e quantidade de cana para a safra 2013/2014, a perspectiva do setor e etanol é de aumento nas margens das companhias, com as medidas já anunciadas pelo governo. Este mês, foi divulgado o aumento no preço da gasolina, o que melhora a competitividade do etanol, e decidiu ampliar a mistura do anidro ao combustível de petróleo, de 20% para 25%, a partir de 1º maio.

Além disso, o governo estuda outras ações que podem incentivar os investimentos no set, or, que estão praticamente estagnados, como a desoneração do PIS/Cofins para o combustível. “Os movimentos do governo foram positivos. Criam um cenário de recuperação de margem”, disse.

“Entramos em 2013 com outro ambiente, mais positivo, em que os dois ministros (Guido Mantega, da Fazenda, e Edison Lobão, de Minas e Energia) reafirmam o compromisso estratégico do governo com a matriz renovável do etanol”, disse Rossetto, sobre o recente encontro de representantes do setor com os ministros.

Rossetto prevê ainda que só o aumento da mistura do anidro à gasolina para 25% trará um crescimento da produção de etanol no País de 2,5 bilhões de litros na safra 2013/2014, a ser iniciada em abril.

Já a exportação deve ficar estagnada, em 3,5 bilhões de litros, praticamente toda escoada para os Estados Unidos. O executivo evitou falar sobre possíveis aquisições da Petrobras Biocombustível diante do atual cenário otimista. “Vamos ver”, esquivou-se.

Fonte:  Estadão
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Dilma aceita acordo ambiental no Mercosul

A presidenta Dilma Rousseff promulgou o Protocolo Adicional ao Acordo-Quadro sobre Meio Ambiente do Mercado Comum do Sul (Mercosul) em Matéria de Cooperação e Assistência frente a Emergências Ambientais. A ratificação foi oficializada por meio do Decreto 7.940 publicado no Diário Oficial da União de ontem (21).

Aprovado pelo Congresso Nacional brasileiro em 2011, o protocolo foi adotado pela Decisão 14/04 do Conselho do Mercado Comum. Na ocasião, os ministros do Meio Ambiente fizeram um acordo para promover a cooperação mútua entre os países do bloco.

 De acordo com o protocolo, o país que enfrentar uma emergência ou ameaça ambiental deve comunicá-la imediatamente aos outros Estados-Membros, para prevenir, inclusive, que chegue aos seus territórios. Os países potencialmente afetados, conforme o acordo, devem designar especialistas, que farão um parecer do ocorrido com possíveis soluções para os problemas.

As formas de cooperação envolvem, entre outras, capacitação de recursos humanos; incorporação ao Sistema de Informações Ambientais do Mercosul de estatísticas sobre situações de emergências ambientais produzidas na região; e criação de um banco de especialistas.

Para o país que necessite da assistência, há um formulário a ser preenchido com informações como data, hora e local do incidente. Deve ser informado ainda se ocorreu em uma zona urbana ou rural; qual o tipo de acidente; e se ainda está ocorrendo ou é uma ameaça. A resolução pode ser baixada no site do Grupo Mercado Comum.

Fonte: Agência Brasil

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Cientistas em Cubatão descobrem bactéria que ‘come’ poluentes

Um grupo de pesquisadores descobriu uma bactéria que remove poluentes da água utilizada em procedimentos industriais de Cubatão (SP) e a transforma em água totalmente pronta para o reuso. A descoberta é resultado de uma pesquisa feita no Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (CEPEMA), da Universidade de São Paulo ( USP), que é dedicado à pesquisa e educação ambiental em Cubatão.

A pesquisadora e doutora em Biotecnologia Elen Aquino Perpetuo foi a responsável por comandar a pesquisa. Ela conta que os estudos para tentar encontrar alguma bactéria que conseguisse remover os poluentes da água contaminada por resíduos industriais começaram em 2005. Os próprios pesquisadores poluíram uma pequena quantidade de água para realizar os testes. “Isolamos algumas bactérias que apresentam alta capacidade de degradar. Elas foram encontradas no ar de Cubatão mesmo. Estamos em uma região poluída, ao lado das indústrias”, explica ela.

Segundo Elen, o grande desafio era usar essa bactéria em uma água que realmente fosse contaminada pela indústria. A Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, enviou o efluente para os pesquisadores e eles conseguiram constatar que realmente a bactéria consumia os poluentes. “Ela (água) contém compostos bem tóxicos e algumas bactérias têm a capacidade de comer esses compostos, de degradar esses compostos, usam esse composto como fonte de carbono. Eles retiram esse poluente do efluente e transformam em gás carbônico e em água, que é o que a gente chama de mineralização”, afirma a pesquisadora.

Após esse tratamento biológico, a ‘água’ ainda está colorida, com um aspecto ruim. Por isso, é feito um novo processo, uma análise química para remover a cor. É utilizado uma espécie de filtro a base de carvão que é capaz de reter as impurezas e deixar a água transparente.  “É uma água totalmente descontaminada, pronta para reutilizar ou descartar. Não é água potável, é para reuso da própria refinaria. Geralmente águas de indústria não são recomendadas para uso doméstico”, diz Elen. Segundo a pesquisadora, a intenção do estudo é mostrar que há uma possibilidade de reutilizar a água nas indústrias, que gastam muito com a compra desse bem e tem alto consumo. Além disso, a aplicação da bactéria para despoluir a água seria uma ação boa para o meio ambiente e economicamente positiva para as refinarias.

fonte:www.g1.com.br

De acordo com a especialista, existem muitos estudos na área de tratamento de efluentes.  Há bactérias que são capazes de degradar outros contaminantes, como gasolina, diesel, entre outros. Mas o ineditismo nesta pesquisa é em relação a bactéria achromobacter. “Esse tipo de bactéria nunca tinha sido descrita para o tratamento de efluentes. E pode ser que ela seja uma espécie nova, porque ela tem genes diferentes que tem essa alta capacidade de produzir enzimas que degradam o poluente”, explica.

A identificação e a ação de degradação da bactéria foram feitas pela doutora Elen e pelas as outras pesquisadores do CEPEMA. O trabalho de biologia molecular, que identifica as bactérias, foi realizado em São Paulo por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e do curso de Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP). A partir da descoberta, o grupo de jovens que fazem mestrado em Cubatão puderam desenvolver outras pesquisas acadêmicas, relacionadas as proteínas da bactéria, ao tratamento e remoção da cor da água e o isolamento da bactéria em áreas contaminadas por gasolina.

Agora, os pesquisadores querem patentear o processo para ver se conseguem baratear o custo. “A gente viu que na bancada funciona em um processo de até 2 litros. Agora a gente está pensando em um jeito de fazer em grande escala e economicamente viável”, afirma Elen. Eles irão montar uma espécie de aquário para poder fazer a patente para uso industrial e já calcularam que é possível tratar até 60 litros de efluentes por hora.

Fonte: G1

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O mercado da energia eólica no mundo

Enquanto China e Estados Unidos competem pela liderança global, na América Latina, o Brasil lidera 2,5 Gigawatts (GW) de capacidade total instalada.

fonte: www.exame.abril.com.br

Fonte: Exame.abril

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Brasil cria modelo climático inédito no mundo

O Brasil anunciou nesta terça-feira (19) uma contribuição inédita para os debates internacionais a respeito do futuro climático do planeta: trata-se do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM), o primeiro sistema nacional de simulação do clima global, que está sendo produzido desde 2008 por cientistas locais e que foi apresentando oficialmente ontem, durante evento em São Paulo.

A iniciativa promete trazer informações mais detalhadas a respeito dos fenômenos climáticos tropicais que acontecem em todo o continente sul-americano e, sobretudo, no Brasil e que ainda são pouco conhecidos na comunidade internacional. Entre eles, a variação de temperatura das águas do Atlântico Sul e o desmatamento da Amazônia, do Cerrado e de outros biomas brasileiros, que podem trazer consequências climáticas continentais e até globais.

Por seu ineditismo, as informações produzidas pelo modelo climático brasileiro devem ser incorporadas ao AR5 – quinta edição do relatório do IPCC a respeito das mudanças climáticas, que está previsto para ser lançado no segundo semestre de 2013 -, dando ao Brasil o título de primeiro país da América Latina e segundo do Hemisfério Sul – atrás, apenas, da Austrália – a contribuir para os modelos de mudanças climáticas globais produzidos pela ONU.

Além de colaborar internacionalmente, o BESM trará benefícios locais, como:
- o aprimoramento da capacidade de previsão do tempo e da ocorrência de eventos climáticos extremos no Brasil e
- a formação de uma nova geração de pesquisadores climáticos no país, que será mais capacitado para a produção de ciência de qualidade nessa área.

O modelo climático brasileiro foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) no supercomputador Tupã, uma máquina de R$ 50 milhões usada para rodar toda a matemática por trás das previsões. O equipamento foi pago pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e pela Fapesp.

Os primeiros resultados obtidos por meio do BESM foram apresentados ontem durante o evento em São Paulo. Entre eles, está a constatação de que o desmatamento da Amazônia aumenta a ocorrência do fenômeno El Niño.

Fonte: Exame.abril

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