Comunidade isolada no Pará terá energia solar

O primeiro leilão para a contratação de energia elétrica destinada ao suprimento de regiões remotas dos sistemas isolados está marcado para o dia 7 de maio, pelas Centrais Elétricas do Pará (Celpa).

O fornecimento de energia será feito por meio de painéis fotovoltaicos (equipamentos usados para absorver a energia solar e transformá-la em elétrica) com conversão para a corrente alternada. Serão atendidas 1.422 casas da Reserva Extrativista Verde para Sempre, que fica no município de Porto de Moz (PA).

Os moradores serão contemplados pelo Programa Luz para Todos, com investimento previsto em R$ 23,6 milhões. Os custos de investimento serão cobertos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e os custos de operação, manutenção e ampliação, pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

Os valores investidos pelo Luz Para Todos são compartilhados pelo governo federal, estados e distribuidoras de energia elétrica.

No Brasil, o programa já atendeu mais de 3 milhões de famílias, com investimentos de R$ 19,8 bilhões, dos quais R$ 14,3 bilhões do governo federal. No Pará, o programa beneficiou 334.442 famílias, com aplicação de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão do governo federal.

Fonte: Agência Brasil.

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Usinas eólicas alcançam 2,5 megawatts no país

A capacidade eólica brasileira instalada em seus 108 parques alcançou 2,5 gigawatts (GW) no ano de 2012, crescimento de 73% em relação a 2011, segundo o balanço anual divulgado hoje (15) pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Com isso, esse tipo de energia respondeu, no ano passado, por 2% da matriz elétrica do país.

Do total, o equivalente a 1,3 GW é resultado de incentivos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), primeira fase de implantação da energia no país; e 1,2 GW compõe o Leilão de Reserva (LER 2009), que corresponde a uma segunda fase. Segundo a Abeeólica, 622 megawatts (MW) que fazem parte da segunda fase estão fora de operação, sem linha de transmissão, em dois parques localizados no Rio Grande do Norte e dois na Bahia.

Em média, 7,5 milhões de brasileiros receberam, por mês, a energia gerada pela fonte eólica em 2012. Essa média considera residências de famílias com três moradores. Até o final deste ano, a expectativa da Abeeólica é que a capacidade instalada em todo o país chegue a 6,05 GW, alcançando até 2017 os 8,8 GW.

O Fator de Capacidade (FC) da fonte eólica em 2012, que é a proporção entre a geração efetiva das usinas e a sua capacidade total, foi 33% na média. Entre as usinas de primeira fase, a média foi 27%, enquanto na segunda fase, o percentual subiu para 54%.

A presidenta executiva da Abeeólica, Elbia Melo, disse que fatores como o avanço tecnológico dos aerogeradores, o modelo de leilão competitivo e o melhor entendimento do Brasil sobre aproveitamento dos ventos foram as principais razões para o aumento do desempenho das usinas de segunda fase.

Enquanto os primeiros parques eólicos utilizam aerogeradores de 600 quilowatt (kW) e têm 48 metros de altura, os mais novos usam equipamentos com potência de 3 MW e altura de 100 metros. Os aerogeradores transformam a energia eólica em energia elétrica.

“Isso mostra o quanto nós estamos com um modelo de gestão eficiente de energia eólica e acaba desmistificando aquilo que se dizia no passado, de que a fonte eólica é instável, que não contribui para o sistema”, declarou.

A geração realizada pelos parques eólicos bateu recorde histórico em outubro, chegando a 771 MW em média.

“Foi justamente esse período que o sistema estava precisando, porque nós estávamos esperando o período úmido para encher os reservatórios e isso não aconteceu, houve um atraso das chuvas. No momento em que estava seco, a eólica gerou e contribuiu para o sistema. Isso é muito interessante, isso demonstra a complementaridade entre as fontes hidrelétrica e eólica”, disse Elbia.

Fonte: Agência Brasil.

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Franceses transformarão fezes de pandas em energia

O zoológico Francês Beauval planeja transformar as fezes poderosas dos pandas em energia. Agora, o animal em extinção poderá ajudar a diminuir as contas de energia do zoológico.

Em 2012, o zoológico trouxe dois pandas da China por aproximadamente 1 milhão de dólares por ano em um contrato de 10 anos de duração. Segundo os planos do estabelecimento, os pandas produzirão 25 kg de combustível por dia.

Os pandas comem 35 quilos de bambu em um dia e defecam aproximadamente 30 quilos por dia. Isso os torna os principais candidatos para esta iniciativa verde.

Tudo isso a partir de uma nova planta que será capaz de processar dejetos e transformá-los em energia. As plantas de processamento são usadas para purificar a matéria-prima do gás natural. A instalação custará 3 milhões de dólares e deverá ficar pronta em 2014.

A eletricidade será gerada pela queima de biogás coletado a partir de excrementos dos pandas, de outros animais e de resíduos orgânicos. A estimativa do zoológico é que a planta de processamento irá cortar custos de energia em 40%.

Nos últimos anos, os sistemas de biogás, que usam todos os tipos de resíduos orgânicos, ganharam força como uma alternativa de energia renovável nos Estados Unidos e na Europa, além de países em desenvolvimento.

Fonte: Info.abril

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Câmara aprova compensação para exploração nuclear

A Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que cria uma compensação financeira para Estados e municípios que explorem energia nuclear para fins de geração de energia elétrica.

Os parlamentares aprovaram um substitutivo apresentado pelo deputado Luiz Fernando Machado (PSDB-SP) à proposta original do deputado Fernando Jordy (PMDB-RJ).

Por um acordo firmado de última hora, a compensação será de 6% do faturamento bruto aos Estados e municípios onde estejam instaladas as usinas nucleares, aos municípios limítrofes àqueles onde existam usinas nucleares instaladas e aos municípios onde estejam os dejetos radioativos. Os deputados também incluíram a exploração de urânio como passível de compensação.

Contudo, os parlamentares preferiram deixar para a regulamentação do projeto os porcentuais que serão distribuídos por cada uma das unidades da federação e municípios atingidos, direta ou indiretamente, pela exploração da energia nuclear.

“Se a gente quiser avançar o programa nuclear brasileiro, temos que dar aos municípios e aos Estados compensação financeira sim, para que não enterremos o programa”, afirmou Fernando Jordão, autor do projeto e ex-prefeito de Angra dos Reis, cidade fluminense que dispõe de usinas nucleares.

O projeto ainda tem um longo caminho a percorrer. Após aprovada pela Comissão de Minas e Energia, ela terá de passar ainda pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Finanças e Tributação e de Comissão e Justiça.

Só após aprovada na última das comissões não houver recursos de parlamentares para levar a matéria ao plenário da Câmara, ela será encaminhada para apreciação do Senado.

Fonte: Info.abril

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Fukushima tem novo vazamento de radiação

A empresa que opera a central de Fukushima, no Japão, informou nesta quinta-feira um novo vazamento de água radioativa, desta vez em operações de bombeamento destinadas a esvaziar um tanque subterrâneo defeituoso.

De acordo com a Tokyo Electric Power (Tepco), 22 vazaram para a terra.

A Tepco, que tenta recuperar o líquido, reconheceu na quarta-feira a gravidade dos vazamentos de água contaminada registrados nas últimas semanas e prometeu atuar para esvaziar os tanques defeituosos.

A água radioativa procede do resfriamento dos reatores danificados. É parcialmente descontaminada e reciclada para continuar esfriando o combustível, mas existe um excedente que ainda é muito radioativo e deve ser armazenado antes de passar a um segundo dispositivo para descontaminar, que atualmente está sendo examinado.

Fonte: AFP.

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Prédio sustentável imita estrutura do DNA

O arquiteto belga Vincent Callebaut projetou uma torre torcida que imita a dupla-hélice da molécula do DNA. O prédio unirá a microbiologia e a jardinagem vertical na cidade de Taipei, em Taiwan.

fonte: www.info.abril.com.br

O edifício residencial usará plantas para parecer uma selva viva e deixar a construção sustentável. A ideia é que a construção incorpore também pomar, jardim vegetal, espaços e plantas medicinais e aromáticas, além de um sistema de captura de adubo e água da chuva.

Outro ponto de destaque da torre é que ela deverá funcionar parcialmente com energia solar. Uma chaminé de luz circular levará os raios solares para um sistema que fará uso da energia quando necessário. Colheita da água da chuva e compostagem também são itens da lista de tecnologias verdes que estará no prédio.

A torre com a forma de uma das estruturas moleculares mais famosas da ciência terá 20 andares, com 2 apartamentos por andar.  O formato diferente da torre permite que os habitantes tenham uma vista pouco convencional. Dependendo de onde a pessoa estiver, a vista mudará e se transformará com a própria construção.

Os designers afirmam que a construção será toda feita com materiais reciclados ou recicláveis O projeto está previsto para ficar pronto em 2016.

Fonte: Info.abril

 

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Unesp elabora sistema para gerar energia a partir de frango

Resíduos de frango que seriam descartados por granjas podem ser utilizados para gerar energia elétrica por meio da produção de biogás. Um equipamento desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal, separa os dejetos em partes líquidas e sólidas, melhorando o desempenho dos biodigestores.

“A proposta é transformar a criação de animais em sistemas sustentáveis de produção”, declarou o pesquisador Airon Magno Aires, que desenvolveu o equipamento durante sua tese de doutorado em zootecnia na Unesp. Segundo Aires, o produtor de frangos de corte necessita, em média, de 26,5 quilowatt-hora de potência por cada galpão avícola. Com esse invento, um galpão de frangos de corte pode gerar 65.250 metros cúbicos de biogás, os quais podem ser convertidos em 110,1 megawatts de energia.

As avícolas também costumam utilizar lenha para aquecer os galpões durante os primeiros 15 dias de vida das aves. “Com a substituição da energia da lenha pela do biogás, a redução de gases de efeito estufa pode chegar a 8 toneladas de gás carbônico equivalente ao ano por galpão”, destacou.

A geração de biogás ocorre pela utilização de micro-organismos para degradação da matéria orgânica contida nos resíduos. Esse processo gera um composto de gases que pode ser convertido em energia. De acordo com o pesquisador, a novidade desse trabalho é que, antes de colocar os dejetos no biodigestor, é feito um pré-processamento, separando-os em líquido e sólido.

A separação é importante porque a parte líquida concentra grande volume de nutrientes e essa separação melhora o desempenho do biodigestor. “[Além disso] o biogás tem a vantagem de ser um combustível renovável e limpo, quando comparado à energia de combustíveis fósseis e lenha”, destacou.

Aires explica que a proposta da pesquisa teve origem quando foi identificado que os produtores tinham dificuldades para utilizar as tecnologias disponíveis para produção de biogás, principalmente devido à variação das características químicas e físicas dos compostos. Isso provocava, por exemplo, a diminuição do volume útil do equipamento e entupimentos na tubulação.

A pesquisa também propõe que a fração sólida resultante do processamento seja utilizada em um sistema de compostagem chamada in vessel (envazada) para produção de adubos orgânicos. “O processo tradicional de compostagem desagrada aos produtores, porque gera um odor muito forte”, relatou Aires. Outro avanço é que o processo envazado demora cerca de 30 dias, enquanto o tradicional leva entre 120 e 150 dias.

 Fonte: Agência Brasil
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São Paulo não atinge meta de reduzir emissões de gás de efeito estufa

A meta de reduzir 30% das emissões de gás de efeito estufa na capital paulista entre 2003 e 2012, conforme determina a Lei 14.933 de 1999, não foi cumprida pelo município. O Inventário Municipal de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (GEE), apresentado hoje (12) pela prefeitura, mostra que, além de não alcançar o objetivo, a cidade aumentou a emissão de gás em 2010 e 2011. Foram 16 mil gigagramas de gás carbônico equivalente a mais, o que equivale a um ano de emissões.

No último inventário, divulgado em 2005, mas que analisa dados referentes a 2003, as emissões somavam 15.738 gigagramas de gás carbônico equivalente. De 2009 para 2010, o total de emissão de gases saltou de 15.115 para 16.087 gigagramas de gás carbônico equivalente. Em 2011, o número chegou a 16.430 gigagramas de gás carbônico equivalente.

“Não é aquilo que a gente esperava, apesar de todo o esforço que se está fazendo. É importante deixar claro que a cidade de São Paulo não tem o controle sobre a maioria dessas emissões. A gente tem uma lei muito boa, mas todo esse controle, quase nenhum é nosso. É um início e, apesar de termos um aumento, mostra que a cidade está no caminho certo, que está preocupada com a questão”, avaliou o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Teixeira.

O relatório mostra que a grande maioria dos gases (81,9%) são gerados pela queima de combustível e pelo gases que escapam da rede de gás natural. Esses itens compõem a categoria ‘energia’ do inventário. Cerca de 60% do item queima de combustível, por sua vez, está relacionada ao sistema de transporte.

Para o secretário, esses dados reforçam a importância de aperfeiçoamentos da lei de inspeção veicular que está em discussão no município. “Você percebe que o foco principal é energético. Você tem que ter uma conscientização da população para mudar esse modelo. A inspeção veicular, que está engatinhando no Brasil, tem que ser aperfeiçoada e ser mais rigorosa. É um erro, por exemplo, só a capital fazer e a região metropolitana não”, apontou.

O segundo setor que mais contribui para a emissão de gases de efeito estufa, com 15,6%, é o de ‘resíduos’, que inclui efluentes líquidos (esgoto doméstico e efluentes industriais) e sólidos (disposição em aterros, compostagem e incineração). Os aterros são destaque nessa categoria, pois representam 14% das emissões.

Os gases de efeito estufa relacionados aos setores de energia e resíduos, portanto, somam quase 100% das emissões de São Paulo. “Não era muito claro até agora o perfil dessas emissões. Achava-se que era o sistema de transporte, mas não havia uma métrica que fazia essa avaliação. Agora tem. Agora é mais fácil de atacar setores específicos. Se eu trabalhar com transporte e resíduos, vamos ter altos ganhos no resultado. Temos uma ferramenta para orientação de política”. As demais categorias, que são processos industriais (2,4%) e uso da terra (0,1%), têm pequena parcela de contribuição.

Na comparação com Nova Iorque (EUA), São Paulo, apesar de emitir menos gases, tem uma proporção em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) maior: são gerados mais poluentes para produzir a mesma riqueza. Na cidade americana, a relação é de 20 toneladas de gás carbônico equivalente por real. Na cidade brasileira, a proporção é de 39 toneladas de gás carbônico equivalente por real.

Vilela acredita que para possibilitar avaliações mais criteriosas sobre os efeitos dos gases, o período de produção do inventário, que hoje é de cinco anos, deveria ser encurtado. “Fazendo a aferição ano a ano, você avalia quais são os impactos das políticas públicas para as emissões de gás de efeito estufa e dá para estender isso também para a poluição, porque ela impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas”, declarou.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil tem papel de destaque em conferência internacional sobre preservação de espécies animais

Enquanto alguns países alertaram para a ameaça aos elefantes – caçados pelo marfim, e aos crocodilos – caçados pelo couro, o Brasil conseguiu mostrar, para mais de 170 países, o risco da superexploração do setor pesqueiro para quatro espécies marinhas, entre tubarões e arraias.

A oceanógrafa e analista ambiental, Monica Brick Peres, gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) da Secretaria de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que coordenou a elaboração da proposta brasileira, explicou que o alto preço cobrado no mercado internacional pela barbatana ameaça as espécies no mundo e no Brasil.

“Essas espécies estão ameaçadas de extinção no mundo e no Brasil, com declínios populacionais acentuados. A principal ameaça a todas elas é o mercado internacional de barbatanas (nadadeiras, no caso de tubarões e guelras, no caso das raias), que atingem altíssimo valor no mercado oriental”, disse ela.

 

Durante a 16ª Conferência da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que terminou hoje (14), em Bangcoc, na Tailândia, o governo brasileiro defendeu que sem um maior controle desses mercados, essas espécies não terão condições de aguentar a pressão da exploração.

Monica Brick contou à Agência Brasil, que a atuação da delegação brasileira se destacou na conferência. As propostas apresentadas pelo Brasil e a articulação técnica e política com outros países foram trabalhadas por quase um ano pela GBA, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), que se uniram a especialistas de vários países.

“Nosso peso político e técnico foi muito elogiado. Trabalhamos em conjunto com 29 países da União Europeia, Estados Unidos e lideramos os países da América Latina”, disse. Segundo Monica, ao lado de Equador, Colômbia, Costa Rica, El Salvador e República Dominicana, o Brasil foi um dos principais responsáveis pelas iniciativas de conservação de tubarões e raias.

As quatro propostas haviam sido aprovadas por mais de dois terços dos países presentes no Comitê 1 da conferência e voltaram à votação em plenária, no último dia do encontro, numa tentativa de países oponentes – como Japão e China, de barrar os avanços. “O clima estava tenso e havia muita ansiedade no ar durante a última semana em Bangcoc”, disse Monica, lembrando que o Brasil atuou, durante todo o tempo, com ética e competência diplomática.

Além da conquista com essas espécies, o Brasil votou a favor de várias propostas de controle e proteção de outras espécies ameaçadas. A analista ambiental ainda destacou que a inclusão dessas espécies não significa proibição de pesca ou limitação de mercados, mas um maior controle do comércio.

A Cites representa um acordo internacional entre cerca de 180 nações signatárias, há mais de 40 anos, que se comprometeram com a busca de alternativas para reduzir os problemas causados pela extinção em massa de espécies e perda da biodiversidade mundial.

Fonte: Agência Brasil

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BNDES anuncia balanço do Fundo Amazônia em 2012

O Fundo Amazônia fechou 2012 com 36 projetos aprovados, no valor de R$ 439,8 milhões, anunciou na tarde desta quarta-feira (12) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do fundo.

Do total aprovado, R$ 134,7 milhões são para ações relacionadas a atividades produtivas sustentáveis, R$ 154 6 milhões para desenvolvimento institucional de órgãos ambientais, R$ 45,8 milhões para regularização ambiental e fundiária e R$ 104,8 milhões para o desenvolvimento científico e tecnológico.

O BNDES informou também que desembolsou R$ 71,2 milhões do fundo no ano passado. Com esse resultado, desde o início de sua operação, em 2009, o Fundo Amazônia desembolsou um total de R$ 142,1 milhões. Os desembolsos seguem os cronogramas físico-financeiros dos projetos apoiados, cujos prazos de execução variam de um a cinco anos.

Dentre os resultados obtidos pelos projetos, segundo o BNDES, destacam-se a criação de 135 mil quilômetros quadrados de novas Unidades de Conservação (UCs), a regularização fundiária de 800 propriedades rurais e projetos de produção sustentável em 2,2 mil imóveis.

Ao todo, são 560,7 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas com gestão ambiental ou fortalecimento de controle de território. Além disso, R$ 62,7 milhões são destinados a projetos de combate a incêndios florestais e queimadas ilegais.

Fonte: Estadão

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