Ação da ONG SOS Fauna gera polêmica. Qual a sua opinião?

A ação realizada pela ONG SOS Fauna causou muita polêmica nos últimos dias. Em São Paulo, a instituição prendeu pessoas durante um tempo dentro de elevadores de um edifício na capital, que quando soltas recebiam um cartão com  a seguinte mensagem: “Se ficar preso por alguns segundos já é assustador, imagine por toda a vida”.

A intenção era chamar a atenção das pessoas para o tráfico de animais, mostrando para as pessoas durante alguns minutos “na própria pele” o que é ficar preso em um lugar de maneira involuntária.

O vídeo abaixo mostra cenas da ação realizada pela ONG.

Imagem de Amostra do You Tube

As reações foram diversas. Muitos acharam a idéia genial e muitos acharam que a ONG abusou um pouco, prendendo pessoas aleatórias (entre elas crianças e idosos) dentro de um elevador. Qual é a sua opinião a respeito?

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Tenha uma páscoa sustentável!

Todas as festividades acabam de alguma forma incentivando o consumo desnecessário e a produção de lixo, e a Páscoa não é diferente. Mas é possível, por meio de pequenas medidas sustentáveis, minimizar os danos ao meio ambiente.

Já que a data sugere consumo, principalmente de chocolate, o primeiro passo, é claro, é evitar o desperdício. Ao invés de comprar muitos ovos para as crianças, dar algumas lembrancinhas diferentes, evitando o acúmulo de chocolate em casa.

Vale a pena nos atentarmos também para os produtos e empresas que estão preocupados com a conservação do meio ambiente, dando preferência, se possível a chocolates orgânicos (já existem no mercado, mas por enquanto são meio difíceis de serem encontrados) que são livres de agrotóxicos. E sempre tentando fugir das embalagens cheias de fitas e papéis celofanes, optando pelas mais simples. Algumas empresas brasileiras já estão, inclusive, utilizando material reciclado para embalar os ovos de páscoa.

E depois que a páscoa passar  não esqueça da reciclagem, tanto das embalagens quanto do próprio chocolate. Os pedaços de ovo que sobrarem, podem com um pouco de criatividade, se tornarem deliciosas sobremesas.

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Facebook sem carvão? Curta esta idéia!

O Facebook, site de redes sociais mais popular do mundo, utiliza uma das mais arcaicas e sujas fontes de energia, o carvão. Ou seja, eu, você e os outros 500 milhões de usuários estamos de maneira direta ou indireta,  colaborando para a emissão de altos índices de CO² e outros gases causadores do efeito estufa, já que as usinas geradoras de energia movidas a carvão são as mais poluentes.

Como uma instituição moderna e inovadora como o Facebook ainda não aderiu as tecnologias renováveis, a gente ainda não sabe, mas para isso o Greenpeace desenvolveu um manifesto para que a empresa mude a sua matriz energética até o Dia da Terra (22/04). Abaixo está o vídeo da campanha (em inglês):

Imagem de Amostra do You Tube

Caso você seja um usuário e queria fazer algo a respeito, basta entrar na página que o Greenpeace colocou no próprio Facebook e dar um “curtir”, mostrando a todos que você não é amigo do carvão!

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15 descartáveis que podem ser descartados de nossas vidas

Vi essa listagem no EcoD, e resolvi postar aqui para vocês também! Afinal o lixo ainda é um grande problema de nossa atualidade. Diariamente,  são descartados no Brasil cerca de 170 mil toneladas de lixo, das quais  apenas 12% seguem para a reciclagem.  Diante disso, existe a necessidade de refletirmos sobre o nosso consumo e é claro reduzirmos o volume de lixo que produzimos. Abaixo, estão listados 15 descartáveis, muito usados, cujo os quais podemos muito bem viver sem.

1. Papel alumínio

papel-aluminio.jpg
Foto: Sxc.hu

Pode ser substituído por uma travessa ou panela com tampa resistente a altas temperaturas, assim pode ir ao forno ou microondas.

2. Plástico filme

plastico-filme.jpg
Foto: katharine shields

Assim como o papel alumínio, também pode ser substituído por uma vasilha ou recipiente com tampa.

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A mudança climática e o seu vinho

Hoje é o segundo dia da 3ª Conferência Mundial sobre Mudança do Clima e Vinho, que está acontecendo na Espanha, mais precisamente em Marbella. Para a industria do vinho o aquecimento já é praticamente um fato aceito, e uma nova mentalidade começa a aparecer. “Acho que a maioria da indústria de vinho reconheceu que há um problema chamado mudança do clima – os impactos estão sendo observados em regiões de vinhas em todo mundo”, diz Pancho Campo, principal enólogo espanhol e organizador do evento. “Agora, o próximo passo é motivar as pessoas a agir”.

E é por isto que cientistas e pessoas importantes do setor estão reunidos na Espanha, para debater e exibir novas estratégias para adaptação e mitigação dos efeitos da mudança do clima. “Os eventos climáticos de 2010-11 bastam por si mesmos para explicar porque o tema está nas cabeças dos produtores”, diz o climatologista e especialista em vinicultura Greg Jones, da Universidade do Sul de Oregon.

Enquanto 2010 foi o ano mais quente da história no hemisfério norte, nota Jones, o que preocupa mais é a crescente variabilidade do clima – frio recorde no inverno seguidos de verões com calor recorde, secas e incêndios, que por sua vez provocam precipatações extremas de chuvas e inundações. Diz ele: “A variabilidade do clima produz muitas variabilidades na produção e na qualidade da uva, e daí a forte influência sobre a economia do setor no mundo”.

Preocupações com climas extremos recentes que afetaram a qualidade das uvas, especialmente o equilíbrio entre a maturidade no conteúdo de açúcar e o aroma, levaram gigantes como a espanhola Bodega Torres  a agir. A empresa, junto com o governo espanhol, lidera uma pesquisa milionária em toda a Espanha, para estudar os mecanismos da adaptação do vinho à mudança do clima.

Para a chilena Concha y Toro, o lema também é “adaptação ou morte”. Convencida de que as temperaturas na região central do Chile – onde a produção se concentra – continuarão a subir com o tempo, o maior produtor de vinho da América Latina participou de um estudo termográfico da região, que permitiu identificar novs regiões de cultura ao longo de bacias de rios que agem como corredores de ar do Oceano Pacífico para os Andes. Como resultado, no final de 2009, a empresa apresentou sua linha de vinhos Gran Reserva Serie Riberas, com um frescor incomum nos vinhos cuvées.

Campo apóia os esforços para a adaptação à mudanca do clima, mas  acredita que estas medidas apenas adiam o problema por uma década ou duas. “A solução não está apenas em mudanças como novas variedades ou a realocação de vinhas. A solucão é a mitigação -  é mais importante reduzir as emissões de CO2 e o desperdício de energia e aumentar a reciclagem nas vinhas”, afirma ele, segundo a revista Time.

Fonte: Planeta Sustentável e Revista Time

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Na base do troca-troca!

Você já pensou em emprestar aquela TV sobrando para o seu vizinho? Ou trocaria aquele aparelho de som que não usa mais pela coleção de livros do seu amigo que você sempre sonhou? O consumo colaborativo, nome dado para essa prática tem se tornado bastante usual. Nos Estados Unidos, por exemplo,não se fala de outra coisa.

O eco-empresário Roo Rogers de Nova Iorque,  co-autor do livro What´s mine is yours – The rise of collaborative consumption (“O que é meu é seu - A ascensão do consumo colaborativo”, em português) diz que trata-se de um sistema de troca, compartilhamento e doação,mas em grande escala. É um antídoto para o que ele chama em seu livro de “hiperconsumo”, ou o consumo doentio de nossos dias.

A internet, é lógico, é a grande aliada deste tipo de comércio. Há vários sites de comunidades de troca e compartilhamento de qualquer coisa como o Freecycle, ou o Paper Back Swap, para troca de livros, sites para trocas de roupas de grife, ou até mesmo de aluguel e empréstimo de automóveis a preços baratíssimos e especificamente para o horário que se quiser usá-lo, como o Zipcar. No Brasil temos um similar, o Zazcar, e também o Sebo Online, para trocas e venda de livros usados.

A idéia porém é ainda mais abrangente. Vale também para prestação de serviços. Exemplo: um jardineiro pode oferecer-se para cuidar do jardim de um médico em troca de uma consulta. Para organizar essas demandas foi criado em Nova Iorque o Time Bank, ou “banco de tempo”. Você abre uma conta e administra seus créditos e débitos de tempo disponível para pequenas tarefas.

Particularmente, acho essa idéia genial. Uma maneira de retornarmos as práticas comunitárias de antigamente e também de poupar os nossos recursos naturais, é claro.

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Papel feito de cocô de animais?

Elefantes, vacas, cavalos e pandas… Quando é que você imaginaria que o cocô desses animais poderia virar matéria prima para a produção de papel?

Há quem ache a idéia nojenta, mas a PooPooPaper, fábrica artesanal que que transforma o cocô de animais herbívoros em papel, já está ganhando dinheiro com ela! Além de evitar o corte de árvores a matéria prima é totalmente gratuita. A quantidade de esterco produzida diariamente pelos animais nos zoológicos é tanta, que a destinação chega a ser um problema para eles, portanto eles doam ao PooPooPaper todo o esterco repleto de fibras vegetais (a matéria-prima do papel), sem problema algum.

Com matéria-prima grátis, a fábrica produz papel a um custo muito baixo e lucra ainda mais na hora das vendas que estão em alta, pois, o produto tem chamado a atenção de todos! Parte do lucro ainda é destinado para a preservação dos animais citados acima dos quais a PooPooPaper utiliza o esterco.

No site da PooPooPaper, os fabricantes explicam o passo a passo da transformação do cocô em papel. Lá estão disponíveis também os produtos da PooPooPaper, entre eles: bloquinhos, marcadores, agendas e, até, álbuns de fotos. Que tal trocar o papel feito de árvore por um fabricado com cocô? Vale lembrar que os produtos não tem cheiro.

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Apenas mais 50 anos de Petróleo?

Se as atuais taxas de consumo forem mantidas, dentro de 50 anos o mundo não terá mais petróleo, afirma relatório do banco britânico HSBC. A crescente demanda dos países em desenvolvimento ameaça criar elevações dos preços do óleo muito significativas, de maneira que substitutos, como os biocombustíveis, possam servir como alternativas viáveis, alerta o estudo.

“Estamos confiantes de que restam cerca de 50 anos de óleo”, disse Karen Ward, economista sênior do banco global, em entrevista ao canal de televisão CNBC.

O segundo maior banco do mundo em ativos advertiu ainda que as tendências de crescimento nos países em desenvolvimento, como a China, poderiam colocar até um bilhão de carros a mais nas ruas até meados do século. “Isso é uma tremenda pressão sobre o óleo para alimentar todos esses recursos”, analisa o economista.

Entre as fontes alternativas recomendadas como viáveis pela pesquisa estão os biocombustíveis e o petróleo sintético, feito a partir de carvão, o qual poderia preencher a lacuna de deixada pelos combustíveis fósseis, mas isso só seria aplicado se os preços médios do petróleo ultrapassarem US$ 150 o barril, observou o relatório. “Cada vez mais o abastecimento global se vê apertado e reduzido, entretanto, a tendência é de forçar persistentes e dolorosos choques de preços”, afirmou.

A pesquisa do HSBC mostra ainda que, mesmo sem escassez no abastecimento de petróleo, a distribuição desigual dos recursos energéticos restantes provavelmente vai alterar o equilíbrio do poder econômico global nas próximas décadas. Ela estima que o maior perdedor neste sentido será a Europa, onde a escassez de energia pode prejudicar de forma significativa o crescimento econômico até meados do século. “Os países europeus podem estar perdendo sua influência no cenário mundial justamente no momento em que estão mais vulneráveis”, diz o relatório.

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Como seria uma criança adaptada às mudanças climáticas?

Imagem de Amostra do You Tube

Barriga inflada para boiar quando as ruas enchem. Um recipiente para armazenar água quando o recurso natural faltar. E um guarda-sol na cabeça para se proteger nos dias mais quentes. É claro que este vídeo é apenas uma brincadeira, que mostra como seria a evolução da espécie humana para se adaptar às mudanças climáticas, que tem a intenção de educar os pequenos. de maneira divertida. A animação ganhou o nome de “Climate Kid” e é assinada pela organização britânica Do The Green Thing.

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Quem disse que dinheiro não dá em árvore?

Bem, no sentido literal da coisa pode ser que dinheiro não de em árvore mesmo mas é fato que árvores dão dinheiro. As florestas em pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou até abaixo de zero.

Desde que você começou a ler este parágrafo, há 1 segundo, um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Amanhã, neste mesmo horário,  os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo – agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

Trata-se de um investimento. O reflorestamento mantém o curso do rio estável e as árvores, sozinhas, aumentam a quantidade de chuva – as plantas liberam vapor d’água durante a fotossíntese. Resultado: mais água no Yang Tsé. O que isso tem a ver com dinheiro? A água alimenta turbinas das hidrelétricas distribuídas pelo rio – inclusive a megausina de Três Gargantas, 50% maior que Itaipu, que abriu as comportas em 2008.

Investindo em reflorestamento, os chineses agem de forma pragmática. Pagar fazendeiros = mais árvores. Mais árvores = mais água no rio. Mais água = mais energia elétrica barata (ainda mais no país que inaugura duas usinas a carvão por semana para dar conta de crescer como cresce). Mais energia barata, mais produção para a economia – e dinheiro para pagar os reflorestadores. O final dessa equação é surreal para os padrões brasileiros. A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima, tem índice de desmatamento zero. Abaixo de zero, até: eles plantam mais árvores do que derrubam.

Não é só lá que as árvores valem dinheiro. No país que melhor preserva sua floresta tropical acontece a mesma coisa. É a Costa Rica. Os donos de terras de lá são pagos para manter áreas de floresta intactas. Parte do dinheiro vem de uma companhia hidrelétrica interessada em manter os rios que usa fluindo. Florestas, hidrelétricas… Só esses dois pontos já deixam claro que o Brasil tem algo a aprender. O berço da maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (e 3ª do mundo) fica em plena Floresta Amazônica. É Belo Monte, no rio Xingu, a 40 quilômetros da cidade de Altamira, no Pará.

A partir de 2015, ela vai servir 26 milhões de habitantes. O dado mais célebre dela é outro: os 512 km2 de floresta inundada por suas barragens. É a área de uma cidade média, toda debaixo d’água. Mesmo assim, a usina pode fazer mais bem do que mal para a mata. Pelo menos nas próximas décadas. Se seguirmos a lógica da China e da Costa Rica, faz sentido que Belo Monte pague algo pela manutenção da floresta, já que sem ela não tem chuva o bastante, e sem chuva o bastante não tem energia.

E não são só hidrelétricas que lucram com as árvores de pé, e que podem pagar para mantê-las assim. O ciclo de chuvas da Floresta Amazônica é o que garante nossas safras agrícolas – sem ele, boa parte do país seria um deserto. A ONU calcula que mesmo uma queda mínima na quantidade de chuvas que a floresta produz pode trazer prejuízos entre US$ 1 bilhão a US$ 30 bilhões para a agricultura nos arredores da Amazônia.

As estimativas são imprecisas por uma limitação da ciência: não há como saber se um tanto de desmatamento vai provocar outro tanto de bagunça no ritmo das chuvas. Mas todo mundo sabe que a relação existe. O problema é quantificá-la. Mesmo assim, faz sentido imaginar um futuro em que os produtores agrícolas paguem pela preservação de florestas como uma espécie de seguro contra a falta de chuvas.

Claro que, se ficar só na conversa, nunca vai acontecer nada. Mas um grupo de cientistas americanos deu um passo importante. Criaram um software que busca calcular com alguma precisão quanto uma área desmatada ou reflorestada pode gerar em lucros (ou prejuízos) para a economia de uma região. O nome do programa é engenhoso: InVEST (Valoração Integrada de Serviços e Compensações do Ecossistema, em inglês – haja paciência para inventar uma sigla dessas). E ele já saiu do mundo das ideias: é o software que a China usa para gerenciar o retorno de seu reflorestamento. Enquanto isso, devastamos mais 200 Maracanãs no tempo que você levou para ler este texto.

Fonte: Planeta Sustentável

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