Acabo de voltar de viagem da Finlândia, um país muito avançado nos quesitos educação e tecnologia e pelo jeito eu não fui a única, aparentemente a repórter Margarida Telles do blog do planeta também esteve por lá há pouco tempo e ao ver um de seus posts, não poderia deixar de citá-lo aqui.
Costumamos pensar que tecnologias limpas são atitudes de generosidade, usando as palavras de Telles, que elas são caras e não geram grande retorno, mas a jornalista em sua viagem teve a oportunidade de conhecer muitos exemplos de tecnologias limpas que lucram cada vez mais e ao mesmo tempo contribuem com o meio ambiente.
“Neste mês, tive a oportunidade de conhecer bons exemplos de tecnologias limpas que geram lucro na Finlândia. O país é um dos mais fortes no setor, que cresceu 5,6% no ano passado com o faturamento de 17,9 bilhões de euros. Esperam que no futuro o dinheiro movimentado pelas tecnologias limpas ultrapasse o setor de serviços – e a gigante Nokia”, diz Margarida Telles.
A maior parte de todo esse sucesso vem de uma organização chamada Cleantech Finland que concentra aproximadamente 2 mil empresas de diferentes tamanhos que que trabalham em diferentes áreas relacionadas às tecnologias limpas. A geração de energia renovável e o tratamento de água e lixo, são apenas algumas delas. Centralizando todos os serviços fica muito mais fácil para as empresas terem acesso aos diferentes produtos e a Cleantech Finland ainda fornece consultoria pois cada empresa, tem um perfil variado.
“Eficiência energética é o campo que oferece maior potencial para desenvolver novos negócios”, afirma Santtu Hulkkonen, diretor executivo da Cleantech Finland. O país tem bastante experiência na área, e exporta até mesmo tecnologias que não são empregadas em grande escala por lá, como no caso das turbinas de energia eólica, exportadas em abundância mas pouco usadas na Finlândia, devido ao clima. As previsões de crescimento para o setor são altas, e acredita-se que as metas serão cumpridas sem dificuldade se este cenário continuar.














Nos EUA, as temperaturas do inverno estão subindo muito mais do que o as do verão
A agência climática dos Estados Unidos acaba de revelar novos mapas, que mostram que a temperatura nos Estados Unidos está mudando, e isso tem ocorridos nas ultimas décadas. A imagem acima mostra o quanto as temperaturas mínimas de janeiro (correspondente ao inverno nos EUA) têm mudado, de 1971 a 2000 e 1981 a 2010, enquanto a figura abaixo mostra a alteração nas temperaturas máximas de julho (correspondente ao verão no hemisfério norte). A cor laranja indica aumento de temperatura, enquanto a azul queda de temperatura.
Como pode se notar, a situação no país não é nada uniforme.
O mais notável é que as temperaturas mínimas, com exceção da Flórida e partes no sul, estão subindo até cerca de 2ºC em alguns lugares.
As temperaturas máximas de julho não mostram um aumento tão grande, chegando a ter algumas quedas de temperatura em Nova York e algumas regiões do centro-leste. Grande parte do estado de Oregon mostrou temperaturas máximas cerca de 1ºC maiores do que costumavam ser.
Em geral, cada um dos estados do país notou aumento na temperatura média nos últimos 3 anos. Então, enquanto alguns lugares estão tendo invernos mais frios e outros vivenciando verões mais brandos, a tendência geral é para temperaturas médias maiores.