Uma das maiores marcas britânicas de “cuidados com o piso” acaba de revelar sua mais nova criação ecológica (feita por um estudante), o Vax ev, aspirador de papelão que utiliza a sua própria em seu entorno.
O aspirador é vendido em uma caixa, na qual o cliente pode separar em partes que se encaixam ao redor do motor, sem necessidade de usar cola ou qualquer outro material. O papelão tem uma camada de composto retardador de chamas e de acordo com a Vax, se necessário, as peças podem ser facilmente substituídas e custam 10 vezes menos do que uma peça plástica equivalente custaria.
Os componentes que não puderam ser feitos de papelão praticamente, foram produzidos de plástico reciclável feito de nylon puro por meio de um processo diferenciado garantindo que o aspirador seja produzido localmente, sem necessidade de ferramentas de moldes que costumam ser caras e também evitando distribuições de longas distâncias.
O estudante da Universidade de Loughborough, Jake Tyler, foi o inventor da idéia com apoio da equipe de desenvolvimento de novos produtos da empresa. Agora a Vax está explorando a produção de uma linha limitada do aspirador para comercializar.














Tecnologias limpas podem sim ajudar a economia
Acabo de voltar de viagem da Finlândia, um país muito avançado nos quesitos educação e tecnologia e pelo jeito eu não fui a única, aparentemente a repórter Margarida Telles do blog do planeta também esteve por lá há pouco tempo e ao ver um de seus posts, não poderia deixar de citá-lo aqui.
Costumamos pensar que tecnologias limpas são atitudes de generosidade, usando as palavras de Telles, que elas são caras e não geram grande retorno, mas a jornalista em sua viagem teve a oportunidade de conhecer muitos exemplos de tecnologias limpas que lucram cada vez mais e ao mesmo tempo contribuem com o meio ambiente.
“Neste mês, tive a oportunidade de conhecer bons exemplos de tecnologias limpas que geram lucro na Finlândia. O país é um dos mais fortes no setor, que cresceu 5,6% no ano passado com o faturamento de 17,9 bilhões de euros. Esperam que no futuro o dinheiro movimentado pelas tecnologias limpas ultrapasse o setor de serviços – e a gigante Nokia”, diz Margarida Telles.
A maior parte de todo esse sucesso vem de uma organização chamada Cleantech Finland que concentra aproximadamente 2 mil empresas de diferentes tamanhos que que trabalham em diferentes áreas relacionadas às tecnologias limpas. A geração de energia renovável e o tratamento de água e lixo, são apenas algumas delas. Centralizando todos os serviços fica muito mais fácil para as empresas terem acesso aos diferentes produtos e a Cleantech Finland ainda fornece consultoria pois cada empresa, tem um perfil variado.
“Eficiência energética é o campo que oferece maior potencial para desenvolver novos negócios”, afirma Santtu Hulkkonen, diretor executivo da Cleantech Finland. O país tem bastante experiência na área, e exporta até mesmo tecnologias que não são empregadas em grande escala por lá, como no caso das turbinas de energia eólica, exportadas em abundância mas pouco usadas na Finlândia, devido ao clima. As previsões de crescimento para o setor são altas, e acredita-se que as metas serão cumpridas sem dificuldade se este cenário continuar.