Bactéria converte açúcar em biodiesel

A bactéria E. coli é conhecida por fazer parte da chamada “flora intestinal” do ser humano. Ela também é a vilã em muitos casos de intoxicação alimentar. Em breve, porém, ela pode ficar ainda mais famosa, mas por conta de seu potencial para o meio ambiente.

Já é sabido que a bactéria é capaz de converter açúcar em biodiesel (ou, para ser mais exato, em derivados similares à gasolina), mas o custo dessa transformação é alto demais. Cientistas da universidade norte americana de Stanford, porém, decidiram investigar se há uma maneira de transformar a conversão que a E. coli faz em um processo mais produtivo.

Os estudos indicaram que a bactéria possui um potencial de conversão grande e rentável. O mecanismo que transforma açúcar no precursor do biodiesel é poderoso, mas rigorosamente controlado pela célula. Isso significa que os comandos que teriam de ser enviados para a E. coli para que ela comece o processo em larga escala são muito específicos.

O conhecimento que se tem hoje sobre a bactéria não é suficiente para que os cientistas consigam entender como se daria o processo, mas os pesquisadores de Stanford foram capazes de isolar todas as partes que trabalham na conversão. Dessa maneira, o estudo do processo se torna mas eficaz – e evita que as próprias bactérias sejam danificadas.

O produto final do processo feito pela E. coli não é a gasolina ou o biodiesel que vai nos carros, mas é um antecessor desse combustível – e sem os conhecidos problemas que os combustíveis fósseis apresentam. Se os cientistas conseguirem manipular a produção a ponto de diminuir seu custo, o positivo impacto ambiental seria enorme.

FONTE: Planeta Sustentavel.

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Árvores com nanopartículas de ouro brilhante.

As lâmpadas consomem muita energia e muitas ruas são iluminadas.Isso poderia mudar se cada lâmpada passa-se a ter a fluorescência obtida das folhas das árvores. Os cientistas conseguiram estabelecer nanopartículas de ouro brilhante dentro das folhas de uma planta.Estes diodos emissores de luz bio (LEDs biológicos) que absorvem CO2 da atmosfera durante durante 24h por dia!
Na Universidade Nacional de Cheng Kung na Tailândia, o Dr. Yen-Hsun Su descobriu que era possível induzir uma planta a emitir luz através da adição de nanopartículas de ouro às folhas de uma Bacopa caroliniana. O efeito produzido por este experimento revelou-se através de uma emissão avermelhada da clorofila.
Apesar de a experiência ter sido realizada em plantas Bacopa caroliniana (encontrada abundantemente na zona sul do EUA), é possível obter reacções idênticas a partir de outras plantas e até mesmo árvores.
Essas nanopartículas tornam-se um material de absorção e emissão de luz introduzidos em plantas é atingida pela projeção de luz a brilhar no mundo.Portanto LEDs orgânicos podem ser usados para iluminação pública ou re-emitting lados de estradas para melhorar a visibilidade de condução evitando possíveis acidentes.Este sistema além de economizar energia e evitar emissões, absorve dióxido de carbono porque a bio luminescência do LED permite que o cloroplasto da planta realize fotossíntese de forma constante.
A clorofila nas folhas da a cor verde e tem capacidade de absorver certos comprimentos de onda da luz. No entanto, após a exposição à luz violeta, a clorofila também pode produzir sua própria luz. Quando exposto à luz com comprimentos de onda de 400 nanômetros, a clorofila é iluminada em vermelho.
Como a luz violeta é difícil de encontrar pode- se utilizar nanopartículas de ouro, que pode ser encontrado em água muito salgada e ácida.Quando os comprimentos de onda curta da luz, invisível ao olho humano, entra em contato com nanopartículas de ouro, violeta é produzido.
É uma tecnologia sustentável e ambientalmente amigável!Com estas plantas brilhantes, reduzir-se-ia tanto o consumo de energia, como poluição luminosa, enquanto as estas efectuavam o seu habitual trabalho de absorção de CO2. A integração destas nanopartículas poderá potenciar a plantação de mais árvores e plantas nas cidades, o que por si só seria outro ganho.

Imagine que seria como viver em Pandora, o fantástico mundo da ficção (cheio de luz), incrivelmente representado no filme Avatar… ou pelo menos ligeiramente parecido…

FONTE: Natureza Ecológica.

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Amazônia está longe de cumprir Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, mostra relatório.

Dos oito objetivos estabelecidos até 2015, apenas um já foi alcançado na parte amazônica de todos países analisados no estudo: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.
Com 34 milhões de habitantes em nove países, a Amazônia tem indicadores sociais ainda distantes dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). A avaliação considera indicadores de nove países que compartilham a floresta: o Brasil, a Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Venezuela, o Suriname, a Guiana e a Guiana Francesa e está no relatório A Amazônia e os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio.

A pesquisa foi organizada pela Articulação Regional Amazônica (ARA) e divulgada durante o encontro Cenários e Perspectivas da Pan-Amazônia, organizado pelo Fórum Amazônia Sustentável.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio propõem metas para melhorar indicadores de pobreza, educação, saúde, desigualdade de gênero, mortalidade infantil e materna e de meio ambiente. Estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000, os ODM têm metas a serem cumpridas até 2015.

Desde a década de 1990, a Amazônia registrou melhoria na maioria dos indicadores, mas os avanços não foram significativos e ainda deixam os índices regionais abaixo das médias nacionais. Dos oito objetivos estabelecidos até 2015, apenas um já foi alcançado na parte amazônica de todos países analisados no estudo: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.

“Faltam poucos anos para o prazo estabelecido pela ONU para o cumprimento das Metas do Milênio e ainda há muito trabalho para que sejam cumpridas na Amazônia. Há muita diferença de resultados entre os países que compõem a Amazônia, assim como variações internas”, diz o relatório.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 330 bilhões, a região abriga desigualdades e desafios que dificultam a superação da pobreza, uma das principais metas da ONU. De acordo com o estudo, cerca da metade da população que vive na região amazônica desses países encontra-se abaixo da linha de pobreza, com situação crítica no Equador e na Bolívia.

“A Amazônia é sempre a parte mais pobre de cada país porque é uma região que tem padrão de desenvolvimento baseado ainda na extração de recursos naturais, com grande impacto ambiental associado. E os modelos de agregação de valor em uma economia mais intensiva são ainda incipientes. Se desmata e continua pobre, a solução não é desmatar para gerar riqueza”, avaliou o coordenador nacional da pesquisa, Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O Brasil é citado como o único país da região que já cumpriu a meta de reduzir pela metade a proporção da população que sofre de fome. O país tem, por exemplo, taxa de desnutrição infantil de 4%, bem abaixo da média dos países latino-americanos (10%). O Peru e a Bolívia ainda registram taxas altas, com mais de 20% de crianças desnutridas.

A falta de saneamento e baixas taxas de emprego formal também estão entre os obstáculos para a redução da pobreza na Pan-Amazônia, segundo o trabalho. Os índices de desemprego na região são baixos, mas a informalidade é alta. De acordo com o levantamento, mais da metade da população amazônica economicamente ativa trabalham no mercado informal, sem benefícios e direitos sociais.

“Também persistem problemas sérios como o trabalho infantil e o trabalho forçado”, aponta o relatório. Só no Brasil, mais de 15 mil pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão entre 2003 e 2009 em regiões rurais da Amazônia, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) citados no documento.

As taxas de mortalidade materna e infantil – que permanecem altas em alguns países –, a grande ocorrência de doenças como a malária e a tuberculose e o aumento da propagação da aids também rebaixam os indicadores da Pan-Amazônia e distanciam a região do cumprimento dos ODM relacionados à saúde. De acordo com o levantamento da ARA, a mortalidade infantil caiu em todos os países amazônicos, mas não o suficiente para ser reduzida em dois terços até 2015, como previsto nas metas do milênio, com exceção da Venezuela.

Em relação aos indicadores de educação, todos os países avaliados conseguiram aumentar a taxa de matrícula na educação básica, que alcança 90% das crianças em idade escolar. No entanto, mais de dois terços das crianças que ingressam na escola estão fora da idade adequada. Na Amazônia brasileira, por exemplo, 26% dos estudantes da educação básica em 2008 tinham idade superior à recomendada para a série, segundo dados apresentados na pesquisa.

Além da distorção idade-série, a evasão escolar também compromete melhores resultados nos indicadores educacionais da região. “Ainda que o crescimento da taxa de matrícula seja um avanço importante, os países precisam aumentar esforços e investimentos para que os estudantes completem o ciclo escolar”, destaca o documento.

Os indicadores ambientais na região mostram avanços na criação de unidades de conservação e no reconhecimento de terras indígenas. No entanto, o desmatamento ainda ameaça a floresta e a biodiversidade. O Brasil é apontado como responsável por 72% do desmate anual da Amazônia, seguido pela Venezuela (12,5%) e pelo Peru (4,7%). Os autores reconhecem, no entanto, que a participação brasileira pode estar superestimada pela falta de dados de outros países. “Nem todos os países amazônicos têm um sistema de monitoramento anual do desmatamento”, diz o texto. Até o fim de 2011, a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg) deve divulgar mapas mais atualizados da floresta, com indicadores de desmatamento, exploração de gás e óleo e outras pressões.

FONTE: Gazeta do Povo.

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O planeta Terra, visto da Estação Espacial Internacional

O artista plástico alemão Michael König usou imagens de fotografias tiradas por astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para montar um vídeo do planeta Terra visto do espaço. O vídeo mostra uma visão deslumbrante da Terra, da atmosfera do planeta e da ação humana.

A maior parte das fotos foram tiradas pelo astronauta Ron Garan, da NASA, e pela tripulação da ISS, entre os meses de agosto e outubro de 2011. O resultado das fotos em movimento é um tour pelo planeta, com fenômenos como a Aurora Boreal e uma a vista noturna de quase metade do mundo.Saiba mais em: http://colunas.epoca.globo.com/planeta/

Fonte: Época.

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Mais um passo para a eliminação dos lixões até 2014.

Uma das metas de grande relevância definida na Política Nacional dos Resíduos Sólidos é a eliminação dos chamados “lixões” até 2014. Muito se tem discutido e algumas pessoas afirmam ser impossível. Mas o governo tem mostrado empenho e tomado medidas para a concretização.

Na semana passada, gestores públicos de várias partes do Brasil se reuniram com o Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente para deliberar sobre o edital para a elaboração dos planos de resíduos sólidos.
De acordo com a Lei 12.305/2010 ( Política Nacional dos Resíduos Sólidos), os planos de resíduos sólidos são instrumentos da política, e serão elaborados em âmbito nacional, estadual, municipal, intermunicipal, microrregionais e também há o plano de gerenciamento de resíduos.
Em síntese, o plano indica diretrizes para o aproveitamento energético, possibilidades de diminuição de lixões, maior aplicação de reutilização, reciclagem e redução da quantidade de resíduos, medidas para aplicação da gestão de resíduos regionalizada, aplicabilidade de normas para destinação final de rejeitos. São medidas práticas para chegarmos aos objetivos determinados pela Lei.
Agora chegou o momento dos Estados e Municípios elaborarem seus planos, e apresentarem os projetos para concorrerem a liberação de recursos nacionais. As propostas podem ser enviadas até o dia 17 de novembro de 2011, por meio do cadastro da proposta no Portal de Convênios do Governo Federal (Siconv).
O objetivo da elaboração dos planos é provocar uma mudança nos padrões de consumo dos brasileiros e conseqüentemente também na maneira como os cidadãos se relacionam com os resíduos.
Outro ponto relevante é alcançar a sustentabilidade. É a harmonização do meio ambiente com crescimento econômico e social.
Leia mais em: www.vivoverde.com.br

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Coca-Cola lança projeto de reciclagem para Olimpíadas Londres 2012

A Coca-Cola divulgou na quarta-feira, 9 de novembro, que se compromete a reciclar todos os frascos plásticos transparentes (os seus e os da concorrência) que serão coletados nas Olimpíadas de Londres em 2012 e nos Jogos Paraolímpicos.

Para que seja possível reciclar todo recipiente de PET que for descartado no Parque Olímpico, a multinacional irá contar com a ajuda da companhia responsável pela gestão do lixo nos jogos, a Sita UK. A Coca-Cola estima que o plano de reciclagem ficará responsável por um quinto de todos os resíduos produzidos nos locais dos jogos.

Com o material coletado, a empresa pretende produzir 80 milhões de novas garrafas da marca, que serão fabricadas nas seis semanas seguintes ao encerramento das Olimpíadas de 2012. Todas a novas embalagens produzidas utilizarão a tecnologia PlantBottle que possui em sua composição 30% de etanol de cana-de-açúcar.

Além das metas de reciclagem, a Coca-Cola contou que pretende distribuir seus produtos por meio de um depósito mais ecológico localizado na cidade de Dagenham em Londres. A entrega será feita por 14 novos caminhões movidos a biogás e dotados de refrigeradores livres de HFC (gases hidrofluorcarbonetos, causadores do buraco na camada de ozônio).

De acordo com a Coca-Cola, todo esse investimento tem o intuito de ajudar a reduzir em um terço a emissão de gás carbônico de sua distribuição.

Fonte: EcoDesenvolvimento

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Milena Boniolo despolui água com casca de banana

As toneladas de casca de banana jogadas no lixo pelos brasileiros, ajudando na superlotação dos aterros, podem ter um destino muito mais nobre: a despoluição da água contaminada pelas indústrias por metais pesados. Foi o que descobriu, em sua tese de mestrado, a química paulista Milena Boniolo, que agora procura pequenas empresas dispostas a aplicar a técnica.
Pesquisa realizada neste ano, pela Fundação SOS Mata Atlântica, apontou que, atualmente, todos os cursos d’água do Brasil estão poluídos, entre outros resíduos, por conta dos metais pesados jogados na água pelas indústrias do país.A situação não é boa e, ironicamente, podemos estar jogando fora, todos os dias, toneladas de um dos resíduos mais promissores no processo de despoluição da água contaminada por efluentes radioativos: a casca da banana.A descoberta foi feita pela química brasileira Milena Boniolo, especialista em tratamento de águas residuárias, que garante que, além de ser uma alternativa ao desperdício de alimentos no país, o uso da casca da banana para livrar a água de metais pesados é uma das opções mais viáveis e baratas para as indústrias nacionais.

Em entrevista para o Planeta Sustentável Milena Boniolo diz que em um dos seus experimentos realizados, ela fez uma farofa de casca de banana e percebeu que, ao jogá-la na água, ela atraia para si os metais pesados presentes no recurso. Essa reação química acontecia porque a casca da banana possui moléculas de carga negativa que atraem para si substâncias carregadas positivamente, como os metais pesados.

Qual o passo a passo do processo de descontaminação da água com cascas de banana?
O processo é simples. Para potencializar as propriedades da casca da banana é preciso deixá-la exposta ao sol por dias e, em seguida, triturá-la e peneirá-la. A farofa que se forma é colocada na água para atrair para si os metais pesados. O foco do meu estudo foi o urânio, já que entre os objetivos do Ipen estão as pesquisas nucleares, mas a casca de banana também é capaz de atrair da água outros metais pesados que impactam a saúde humana e o meio ambiente, como o cádmio, o níquel e o chumbo.

E o que é feito com a farofa de casca de banana após a despoluição da água? O processo gera algum tipo de resíduo?
Todo o metal é indestrutível. Em alguns casos, é possível, apenas, gerar subprodutos a partir dele, mas nunca destruí-lo. O objetivo da minha pesquisa é transferir o metal de lugar. Ao concentrá-lo na casca da banana, consigo tirá-lo da água. Em seguida, faço o processo contrário, chamado de dessorção, que se caracteriza por um banho de ácido, na farofa de banana, para separá-la dos metais pesados. Feito isso, esses elementos podem ser usados em outros processos químicos e a farofa de banana, reutilizada para a mesma função: a descontaminação da água. No entanto, eu ainda não sei quantas vezes ela pode ser usada até perder a função de despoluidora. Esse será o assunto da minha tese de doutorado.

Quais as consequências da água contaminada por metais pesados para a saúde humana?
Os metais pesados são bioacumuladores, o que significa que eles não saem do nosso corpo, quando são ingeridos. Eles, apenas, se acumulam, podendo causar problemas de saúde que vão desde intoxicação e problemas neurológicos até casos de câncer, que podem levar a morte. O caso de alguns metais pesados classificados como biomagnificantes – o mercúrio, por exemplo – é ainda mais grave, porque suas propriedades se potencializam na medida em que vai sendo ingerido por organismos vivos. Isto é, se como um peixe que está contaminado, o mercúrio fará mais mal a mim do que fez a ele, porque quanto maior o nível da cadeia alimentar, pior os estragos que ele faz no organismo. O homem, por estar no topo dessa cadeia, é o mais afetado por esses metais pesados biomagnificantes.

E quais os malefícios que essa água poluída com metais pesados causa ao meio ambiente?
Muitos, mas entre os mais graves estão a perda da biodiversidade e dos serviços ambientais prestados pelos corpos d’água aos seres vivos. Participei de um congresso na Califórnia em que especialistas disseram que, atualmente, 40% dos rios da China já não têm mais nenhuma utilidade ambiental, porque estão contaminados, em um nível irreversível, por metais pesados. Eles são usados para navegação, mas nada além disso, porque, se qualquer ser vivo entrar em contato com essa água, sua saúde corre sérios riscos. Ou seja, os rios chineses são hoje meras paisagens e esse cenário pode se repetir em qualquer país que não der a devida importância à questão da contaminação da água por metais pesados, inclusive no Brasil.

Fonte: Planeta Sustentável.

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Comissões aprovam texto-base do novo Código Florestal

Na terça dia 08 de novembro foi aprovado por unanimidade pelas comissões de Agricultura e de Ciência e Tecnologia o novo Código Florestal, o texto foi acolhido com 12 votos favoráveis e um contrário na CCT e com 15 votos favoráveis na CRA.

A proposta do relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) mantém os 30 metros de áreas de preservação permanentes (APPs) para os cursos de água de menos de 10 metros de largura, as chamadas matas ciliares. Além disso, o parecer isenta de multas o proprietário rural que derrubou vegetação nativa, antes de 20 de julho de 2008, “ou em casos de baixo impacto ambiental”.
A redução de APP, de 30 para 15 metros, será permitida em torno dos reservatórios artificiais situados em áreas rurais, com até 20 hectares. Luiz Henrique estabelece em seu parecer larguras variáveis, de 30 a 500 metros, para a preservação de APPs em cursos de água de rios que variam de 10 a 600 metros de largura.
Entretanto, o texto faculta o criação de gado e a infraestrutura física associada ao desenvolvimento dessas atividades em APPs consolidadas em região de chapadas, topos de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 metros e inclinação média maior que 25º, e em altitudes superiores a 1,8 mil metros, qualquer que seja a vegetação.

Uma novidade no texto do Senado é a proposta de criação de um programa de incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente.

A proposta do relator prevê ainda que a derrubada de vegetação nativa em APP em casos especiais. Entre eles, em locais onde a função ecológica do manguezal esteja comprometida. Nesse caso, o texto faculta a possibilidade de a área ser usada para a execução de obras habitacionais e de urbanização, “inseridas em projetos de regularização fundiária de interesse sociais, em áreas urbanas consolidadas por população de baixa renda”.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

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Madeira e papelão reciclado em esculturas Insane por Phoebe Washburn

A artista Phoebe Washburn é responsável por diversas instalações em Nova York, atualmente seus trabalhos parecem criar ambientes ainda mais complexos, todos de madeira e papelão reciclados – alguns deles re-utilizados de instalações anteriores.
Recentemente exibido na Zach Feuer Gallery, o último pedaço de Washburn é intitulado “Nunderwater Nort Lab”, que “justapõe duas atividades aparentemente não relacionadas – arte e almoço”:

O almoço é uma atividade diária, que é muitas vezes esquecido,e que ocasionalmente se infiltra na galeria de experiência de visualização de arte. Nesta instalação, os visitantes sentem o cheiro do almoço, bem como observam o almoço sendo feito e comido no interior da instalação.

A estrutura principal, composta por blocos de madeira de sucata que foram adaptados de instalações anteriores, contém “buracos de minhoca” que se estendem dentro da estrutura a partir do qual os visitantes podem colher, além de ouvir e cheirar. No trabalho de Washburn, objetos do cotidiano e as atividades são reinterpretadas para criar apreço pelo processo e experiência.
Washburn tambéms utiliza materiais reciclados para criar paisagens exuberantes de polpa de madeira e plantas.

Fonte:www.treehugger.com

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Sacolas plásticas podem ser vantajosas

Um estudo elaborado pela Fundação Espaço Eco recentemente, conclui que sacolas descartáveis podem ser ecologicamente vantajosas em determinadas situações. A análise foi feita com oito diferentes tipos de sacolas. Das plásticas tradicionais às fabricadas com o chamado plástico verde – produzido com cana-de-açúcar –  e as oxi-biodegradáveis, todas descartáveis, até as de pano e de plástico duráveis, as de TNT (tecido não tecido) e de papel.

Uma das conclusões do estudo é a de que as sacolas descartáveis são mais ecoeficientes em relação às duráveis quando usadas por consumidores que vão ao supermercado apenas uma ou duas vezes por semana.

Diz o estudo que para quem faz compras mais de três vezes por semana as duráveis são a melhor opção, a não ser que esses consumidores utilizem as descartáveis para colocar o lixo na rua também três vezes por semana.

Diga-se de passagem que o conceito de ecoeficiência – palavra ainda ausente dos dicionários, mas criada para classificar produtos com maior valor agregado de utilidade e menor impacto socioambiental – é relativo e questionável. Depende do resultado que se quer alcançar. Na minha modesta opinião, daqui para frente, o que é supérfluo e descartável é antiecológico.

Por isso não vejo ecoeficiência em produtos feitos para virar lixo em poucos minutos, a menos que sejam extremamente úteis, como material hospitalar, por exemplo. E sacolas distribuídas gratuitamente a torto e a direito no comércio, além de desperdiçar recursos naturais são também o combustível de um desastre ambiental já em andamento nas ruas das cidades e principalmente nos oceanos, com as toneladas de saquinhos plásticos invadindo cada vez mais as águas.

Contra esse fato não há argumento plausível de ecoeficiência. Governantes de vários países sabem disso e estão agindo. Basta ver outro estudo, chamado “A sacola plástica na América Latina e no mundo”, publicado no site da Associação Latinoamericana de Supermercados (Alas).

O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Mattar, fez o resumo da ópera em uma declaração à Agência Estado, quando falou das sacolas descartáveis: “Não dá para gastar água, energia e matérias-primas em um produto que depois será jogado no lixo. Esses recursos são limitados e o ideal é investir em bens mais duráveis”.

Na pior das hipóteses, cobrar pelas sacolas descartáveis é uma forma de fazer o consumidor pensar nisso antes de gastar dinheiro com elas. Porque infelizmente, para nós seres humanos, o que vem de graça não tem valor. Nem bons conselhos.

Fonte: Planeta Sustentável

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