O universo luminoso dos fungos bioluminescentes

A bioluminescência é um fenômeno natural bastante conhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pirilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno. Até recentemente, o conhecimento sobre as espécies de fungos bioluminescentes estava concentrado, sobretudo, em regiões temperadas do hemisfério norte e na Australásia. Mas pesquisas recentes, na Mata Atlântica e na Amazônia, descobriram muitas espécies novas e novos registros de bioluminescência, evidenciando que pouco se conhece sobre a biodiversidade de fungos no Brasil.

Em geral, as espécies de fungos bioluminescentes ocorrem em ambientes florestais úmidos, pois dependem da umidade para se alimentar, crescer e reproduzir. Entretanto, mesmo quem visita com frequência a floresta não consegue observar facilmente essa intrigante característica de alguns fungos, principalmente porque a intensidade da emissão é fraca e os cogumelos são efêmeros e sazonais. Uma boa estratégia para tentar localiza-los é visitar a floresta à noite, especialmente no período de lua nova, crescente ou minguante, quando a mata está mais escura. Ainda assim, como geralmente se caminha na mata com lanternas, é necessário fazer paradas sem iluminação por alguns minutos, observando o solo, até que os olhos se habituem à escuridão, e a luz dos fungos possa ser identificada.

Todas as emissões de luz em fungos são esverdeadas, com comprimento de onda em torno de 530 nanometros. Mas existe uma variação de quais partes do fungo emitem luz entre as diferentes espécies. Basicamente, seu corpo é formado por dois tipos de estruturas: o micélio (corpo vegetativo), responsável pelo forrageio, obtenção de alimento e crescimento, e os corpos de frutifi cação (cogumelos) que asseguram a reprodução sexuada e a dispersão dos esporos. Muitas das espécies de fungos bioluminescentes emitem luz apenas do micélio, enquanto outras exibem a bioluminescência restrita ao cogumelo; raramente as duas estruturas emitem luz na mesma espécie.

A maioria dos fungos bioluminescentes é saprófita, ou seja, alimenta-se de matéria orgânica morta de origem vegetal, como folhas, gravetos e troncos. Eles têm uma enorme importância para o funcionamento dos ecossistemas terrestres em todo o planeta, atuando na ciclagem de nutrientes e na nutrição das plantas. Análises filogenéticas moleculares evidenciaram que os fungos bioluminescentes são polifiléticos, isto é, representados por algumas linhagens que, em certos casos, evoluíram de forma independente em relação à emissão de luz. Os fungos bioluminescentes estão distribuídos em três linhagens (mas possivelmente são quatro), confirmando a ideia de que a bioluminescência, algumas vezes, evoluiu independentemente nos fungos.

Por que os fungos emitem luz?

Entre os organismos bioluminescentes, os fungos são os menos conhecidos: não se sabe muito sobre o mecanismo das reações químicas associadas a esse processo, nem por que ele ocorre. A bioluminescência em fungos é decorrente de uma reação química que leva à emissão constante de luz e depende sempre da presença de oxigênio para se manifestar. Algumas hipóteses foram levantadas para explicar o fenômeno, tanto ecológicas quanto fisiológicas.

Bioluminescentes  na Amazônia

Embora sejam conhecidas dezenas de espécies de fungos bioluminescentes no mundo, apenas uma é conhecida na Amazônia. As recentes descobertas de espécies tropicais na Mata Atlântica são oriundas do esforço dos pesquisadores que, após serem informados por moradores locais, se dispuseram a investigar a existência dessa biodiversidade e se surpreenderam com as muitas espécies que ocorrem no Petar.

Como na Amazônia o conhecimento sobre a diversidade de fungos ainda é incipiente, e depende da presença dos especialistas, é provável que novas espécies existam e corram risco de extinção antes mesmo de serem descritas e catalogadas. Caboclos e ribeirinhos, que andam na floresta durante a noite para caçar, já repararam que muitas vezes folhas e galhos no chão brilham. O que eles não sabem é que essas espécies relativamente comuns são fungos não descritos e, portanto, desconhecidas para a ciência.

O biólogo João de Godoy foi o primeiro pesquisador a recolher o cogumelo luminoso e perceber que ali estava uma variedade nova. “Estamos perto de uma lista de quase dez espécies novas de cogumelos bioluminescentes em plena Mata Atlântica.”

Eles tiveram que se embrenhar na escuridão para encontrar algumas amostras. “A reação que acontece, do ponto de vista químico, é similar ao que acontece com o vaga-lume”, explica Cassius.

Veja mais em:http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/o_universo_luminoso_dos_fungos_bioluminescentes_imprimir.html

e Globo Repórter.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Lixo eletrônico vira terra-rara

Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) sobre o reprocessamento de ímãs de neodímio-ferro-boro (NdFeB) abre caminho para o descarte sustentável dos ímãs contidos nos discos rígidos de computadores fora de uso e para o desenvolvimento de tecnologias da cadeia produtiva de terras-raras.

Terras-raras compõem um grupo de 17 elementos químicos – entre os quais cério, praseodímio, térbio e neodímio – com aplicações diversas, como na produção de supercondutores, catalisadores e componentes para carros híbridos.

Realizada com bolsa da FAPESP durante o projeto, a pesquisa de Elio Alberto Périgo empregou uma série de ímãs sinterizados disponíveis comercialmente no mercado.

Segundo ele, a categoria de ímãs é a mais adequada para aplicações que demandem propriedades mais restritivas, como o uso em produtos tecnológicos de alto desempenho, e de maior valor agregado em relação aos ímãs aglomerados, que combinam material particulado e resina e têm propriedades magnéticas menores.

Périgo buscou comprovar a possibilidade de reprocessar o neodímio-ferro-boro e alcançar propriedades superiores às das ferrites, usadas atualmente para a produção dos tipos mais simples de ímãs.

“É o material de menor custo disponível no mercado, mas suas propriedades são relativamente baixas. A aplicação ocorre quando as propriedades magnéticas não são restritivas, como pequenos motores elétricos e alto-falantes”, disse.

Para avançar na tentativa de reciclar compostos sinterizados de NdFeB para fabricar novos ímãs e manter as características originais, o pesquisador realizou o estudo por meio do processo HDDR. A técnica combina as etapas de hidrogenação, desproporção (transformação da fase magneticamente dura em outras fases), dessorção (retirada de hidrogênio da estrutura cristalina do composto previamente hidrogenado) e recombinação (obtenção da fase magneticamente dura com tamanho de grão inferior ao inicial) em ligas à base de neodímio-ferro-boro.

A pesquisa indicou a possibilidade do emprego do material reprocessado em aplicações nas quais é preciso elevada resistência à desmagnetização. E resultou no depósito de uma patente, tendo como titulares Périgo, o IPT, a FAPESP e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), no qual o pesquisador realizou seu doutorado, também com Bolsa da FAPESP.

De acordo com o IPT, embora o material empregado nos ensaios fosse proveniente de ímãs comerciais, o estudo mostrou a viabilidade de extrapolar os dados obtidos para o reaproveitamento dos ímãs contidos em discos rígidos.

Segundo Périgo, os compostos de neodímio-ferro-boro encontrados nos dois produtos têm vários pontos em comum, como não poderem ser expostos ao ar para evitar a oxidação e a perda de propriedades ou pequenas variações de composição, que implicariam poucas alterações nas condições de temperatura e pressão para o processamento.

Para o pesquisador, o aproveitamento dos materiais magnéticos é uma alternativa para fomentar o mercado nacional de reciclagem do lixo eletrônico. Em cada disco rígido, são encontrados cerca de 30 gramas de material magnético, o que configura uma grande oportunidade para a destinação sustentável de computadores antigos.

“Quando o consumidor troca o computador, ele descarta o equipamento porque busca uma maior capacidade de processamento, por exemplo, e não porque o ímã parou de funcionar”, explicou. “O material magnético continua operante e nas mesmas condições da época em que o computador foi comprado.”

A fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho é possível somente com o emprego das terras-raras, o grupo no qual está presente o neodímio. O mercado é atualmente dominado pela China, mas as recentes reduções nas quantidades de materiais que o país pode exportar aumentaram as dúvidas pela continuidade do abastecimento e impulsionaram projetos de desenvolvimento de empreendimentos de mineração em todo o mundo, principalmente no Canadá e na Austrália.

“Recentemente, o preço desses elementos subiu de forma abrupta, e no Brasil quem utiliza ímãs em compressores, motores e a indústria eletroeletrônica precisam importar esses materiais, já que não existem substitutos nacionais”, disse Périgo.

FONTE: Agência FAPESP.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Relator da Comissão de Meio Ambiente do Senado adia leitura de parecer sobre Código Florestal

Jorge Viana pediu mais tempo para analisar sugestões apresentadas pelos senadores. Ele pretende apresentar relatório na próxima segunda

A Comissão de Meio Ambiente do Senado adiou para a próxima semana a leitura do relatório sobre o novo Código Florestal. O relator da proposta, Jorge Viana (PT-AC), alegou que precisava de mais tempo para analisar o grande número de emendas apresentadas. Algumas delas foram entregues apenas ontem no final da tarde. O relatório deve ser lido na próxima segunda-feira, em reunião extraordinária, e votado na quarta.

Viana disse que tem de discutir com os demais senadores a inclusão ou não das novas sugestões ao texto. Um dos itens mais polêmicos em discussão é a recomposição das matas ciliares.

A bancada ruralista quer isenção total de reposição para as matas ciliares desmatadas até 22 de julho de 2008 na beira de rios de até de dez metros de largura. Pelo texto em análise, os produtores precisam recompor o equivalente a metade dessas áreas.

Fonte: Congresso em foco.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Vazamento da Chevron diminui, mas mancha cresce

Volume de óleo que sai de poço da Chevron se reduz, porém petróleo se espalha mais, afirma diretor da ANP. Agência diz que multa a petroleira ‘será alta’ e que houve falha na operação; delegado aponta crime ambiental

Imagens submarinas feitas pela Chevron ontem indicaram que o fluxo de óleo que há dez dias sai de um poço da empresa no pós-sal da bacia de Campos está diminuindo, mas o volume de petróleo que já foi liberado para o mar é bem maior do que o informado inicialmente.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o vazamento ocorreu por problemas de operação da petroleira, e não por falhas geológicas. Segundo Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, o relatórios da equipe do órgão que acompanha na Chevron as operações para interromper o vazamento iniciado no dia 7 informa que ele é residual. Vazaram 2.300 barris.

Ele admitiu, no entanto, que a mancha cresceu nos últimos dias, já que a tendência do óleo é se espalhar. Segundo Lima, a mancha estaria seguindo para o sudeste e já estaria bem diluída.

“O primeiro estágio de cimentação do poço foi concluído hoje com sucesso. Com o fechamento do poço, a mancha vai deixar de ser alimentada.” O escapamento do petróleo para a superfície ocorreu a 150 metros do poço, informou Lima.

Ao todo serão cinco etapas para o fechamento do poço, e a previsão é que o trabalho seja concluído no sábado. Lima disse ainda que a multa à Chevron “será alta”, mas não soube informar o valor. “Temos que avaliar as causas. No princípio eles argumentaram que o acidente foi por causas naturais, mas não aceitamos, vamos investigar”, disse o diretor.

Para o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da PF, no Rio, não há dúvida de que houve crime ambiental. “O crime de poluição já está configurado”, afirmou.

Os funcionários da empresa que estão na plataforma serão chamados a depor no inquérito aberto pela PF a partir na próxima semana.

Sinal vermelho
O secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, quer impor o máximo de punições à empresa. “É um sinal vermelho para o pré-sal que vem aí, por isso apoiamos a ação criminal da PF, não pode ficar barato.”

Segundo o oceanógrafo David Zee, que foi nomeado pela PF como perito técnico para avaliar o caso, o óleo que vaza leva de oito a nove horas para atingir a superfície.

“O óleo continua vazando, não houve estancamento. A mancha tem aumentado, o que não quer dizer que o vazamento não tenha diminuído. O mar e vento podem estar espalhando mais a mancha”, comentou. A Marinha confirmou essa informação.

Como ocorreu o acidente?
A empresa suspeita de que uma fratura provocada por procedimentos de estabilização do poço de avaliação, que estava sendo perfurado, tenha liberado o petróleo que vazou por uma falha geológica.

O que dizem especialistas?
Alguns questionam se não houve erro de avaliação. Há suspeitas de que a perfuração tenha sido mais profunda que o planejado.

Qual o volume total de óleo espalhado no mar?
Ainda não há consenso. Segundo a ANP, a concessionária informou que, no dia 11.nov, o vazamento era de até 330 barris de petróleo por dia. Especialistas dizem que o volume pode ser muito maior.

FONTE: Folha de São Paulo.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Bactéria converte açúcar em biodiesel

A bactéria E. coli é conhecida por fazer parte da chamada “flora intestinal” do ser humano. Ela também é a vilã em muitos casos de intoxicação alimentar. Em breve, porém, ela pode ficar ainda mais famosa, mas por conta de seu potencial para o meio ambiente.

Já é sabido que a bactéria é capaz de converter açúcar em biodiesel (ou, para ser mais exato, em derivados similares à gasolina), mas o custo dessa transformação é alto demais. Cientistas da universidade norte americana de Stanford, porém, decidiram investigar se há uma maneira de transformar a conversão que a E. coli faz em um processo mais produtivo.

Os estudos indicaram que a bactéria possui um potencial de conversão grande e rentável. O mecanismo que transforma açúcar no precursor do biodiesel é poderoso, mas rigorosamente controlado pela célula. Isso significa que os comandos que teriam de ser enviados para a E. coli para que ela comece o processo em larga escala são muito específicos.

O conhecimento que se tem hoje sobre a bactéria não é suficiente para que os cientistas consigam entender como se daria o processo, mas os pesquisadores de Stanford foram capazes de isolar todas as partes que trabalham na conversão. Dessa maneira, o estudo do processo se torna mas eficaz – e evita que as próprias bactérias sejam danificadas.

O produto final do processo feito pela E. coli não é a gasolina ou o biodiesel que vai nos carros, mas é um antecessor desse combustível – e sem os conhecidos problemas que os combustíveis fósseis apresentam. Se os cientistas conseguirem manipular a produção a ponto de diminuir seu custo, o positivo impacto ambiental seria enorme.

FONTE: Planeta Sustentavel.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged , | Deixe um comentário

Árvores com nanopartículas de ouro brilhante.

As lâmpadas consomem muita energia e muitas ruas são iluminadas.Isso poderia mudar se cada lâmpada passa-se a ter a fluorescência obtida das folhas das árvores. Os cientistas conseguiram estabelecer nanopartículas de ouro brilhante dentro das folhas de uma planta.Estes diodos emissores de luz bio (LEDs biológicos) que absorvem CO2 da atmosfera durante durante 24h por dia!
Na Universidade Nacional de Cheng Kung na Tailândia, o Dr. Yen-Hsun Su descobriu que era possível induzir uma planta a emitir luz através da adição de nanopartículas de ouro às folhas de uma Bacopa caroliniana. O efeito produzido por este experimento revelou-se através de uma emissão avermelhada da clorofila.
Apesar de a experiência ter sido realizada em plantas Bacopa caroliniana (encontrada abundantemente na zona sul do EUA), é possível obter reacções idênticas a partir de outras plantas e até mesmo árvores.
Essas nanopartículas tornam-se um material de absorção e emissão de luz introduzidos em plantas é atingida pela projeção de luz a brilhar no mundo.Portanto LEDs orgânicos podem ser usados para iluminação pública ou re-emitting lados de estradas para melhorar a visibilidade de condução evitando possíveis acidentes.Este sistema além de economizar energia e evitar emissões, absorve dióxido de carbono porque a bio luminescência do LED permite que o cloroplasto da planta realize fotossíntese de forma constante.
A clorofila nas folhas da a cor verde e tem capacidade de absorver certos comprimentos de onda da luz. No entanto, após a exposição à luz violeta, a clorofila também pode produzir sua própria luz. Quando exposto à luz com comprimentos de onda de 400 nanômetros, a clorofila é iluminada em vermelho.
Como a luz violeta é difícil de encontrar pode- se utilizar nanopartículas de ouro, que pode ser encontrado em água muito salgada e ácida.Quando os comprimentos de onda curta da luz, invisível ao olho humano, entra em contato com nanopartículas de ouro, violeta é produzido.
É uma tecnologia sustentável e ambientalmente amigável!Com estas plantas brilhantes, reduzir-se-ia tanto o consumo de energia, como poluição luminosa, enquanto as estas efectuavam o seu habitual trabalho de absorção de CO2. A integração destas nanopartículas poderá potenciar a plantação de mais árvores e plantas nas cidades, o que por si só seria outro ganho.

Imagine que seria como viver em Pandora, o fantástico mundo da ficção (cheio de luz), incrivelmente representado no filme Avatar… ou pelo menos ligeiramente parecido…

FONTE: Natureza Ecológica.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Amazônia está longe de cumprir Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, mostra relatório.

Dos oito objetivos estabelecidos até 2015, apenas um já foi alcançado na parte amazônica de todos países analisados no estudo: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.
Com 34 milhões de habitantes em nove países, a Amazônia tem indicadores sociais ainda distantes dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). A avaliação considera indicadores de nove países que compartilham a floresta: o Brasil, a Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Venezuela, o Suriname, a Guiana e a Guiana Francesa e está no relatório A Amazônia e os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio.

A pesquisa foi organizada pela Articulação Regional Amazônica (ARA) e divulgada durante o encontro Cenários e Perspectivas da Pan-Amazônia, organizado pelo Fórum Amazônia Sustentável.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio propõem metas para melhorar indicadores de pobreza, educação, saúde, desigualdade de gênero, mortalidade infantil e materna e de meio ambiente. Estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000, os ODM têm metas a serem cumpridas até 2015.

Desde a década de 1990, a Amazônia registrou melhoria na maioria dos indicadores, mas os avanços não foram significativos e ainda deixam os índices regionais abaixo das médias nacionais. Dos oito objetivos estabelecidos até 2015, apenas um já foi alcançado na parte amazônica de todos países analisados no estudo: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.

“Faltam poucos anos para o prazo estabelecido pela ONU para o cumprimento das Metas do Milênio e ainda há muito trabalho para que sejam cumpridas na Amazônia. Há muita diferença de resultados entre os países que compõem a Amazônia, assim como variações internas”, diz o relatório.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 330 bilhões, a região abriga desigualdades e desafios que dificultam a superação da pobreza, uma das principais metas da ONU. De acordo com o estudo, cerca da metade da população que vive na região amazônica desses países encontra-se abaixo da linha de pobreza, com situação crítica no Equador e na Bolívia.

“A Amazônia é sempre a parte mais pobre de cada país porque é uma região que tem padrão de desenvolvimento baseado ainda na extração de recursos naturais, com grande impacto ambiental associado. E os modelos de agregação de valor em uma economia mais intensiva são ainda incipientes. Se desmata e continua pobre, a solução não é desmatar para gerar riqueza”, avaliou o coordenador nacional da pesquisa, Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O Brasil é citado como o único país da região que já cumpriu a meta de reduzir pela metade a proporção da população que sofre de fome. O país tem, por exemplo, taxa de desnutrição infantil de 4%, bem abaixo da média dos países latino-americanos (10%). O Peru e a Bolívia ainda registram taxas altas, com mais de 20% de crianças desnutridas.

A falta de saneamento e baixas taxas de emprego formal também estão entre os obstáculos para a redução da pobreza na Pan-Amazônia, segundo o trabalho. Os índices de desemprego na região são baixos, mas a informalidade é alta. De acordo com o levantamento, mais da metade da população amazônica economicamente ativa trabalham no mercado informal, sem benefícios e direitos sociais.

“Também persistem problemas sérios como o trabalho infantil e o trabalho forçado”, aponta o relatório. Só no Brasil, mais de 15 mil pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão entre 2003 e 2009 em regiões rurais da Amazônia, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) citados no documento.

As taxas de mortalidade materna e infantil – que permanecem altas em alguns países –, a grande ocorrência de doenças como a malária e a tuberculose e o aumento da propagação da aids também rebaixam os indicadores da Pan-Amazônia e distanciam a região do cumprimento dos ODM relacionados à saúde. De acordo com o levantamento da ARA, a mortalidade infantil caiu em todos os países amazônicos, mas não o suficiente para ser reduzida em dois terços até 2015, como previsto nas metas do milênio, com exceção da Venezuela.

Em relação aos indicadores de educação, todos os países avaliados conseguiram aumentar a taxa de matrícula na educação básica, que alcança 90% das crianças em idade escolar. No entanto, mais de dois terços das crianças que ingressam na escola estão fora da idade adequada. Na Amazônia brasileira, por exemplo, 26% dos estudantes da educação básica em 2008 tinham idade superior à recomendada para a série, segundo dados apresentados na pesquisa.

Além da distorção idade-série, a evasão escolar também compromete melhores resultados nos indicadores educacionais da região. “Ainda que o crescimento da taxa de matrícula seja um avanço importante, os países precisam aumentar esforços e investimentos para que os estudantes completem o ciclo escolar”, destaca o documento.

Os indicadores ambientais na região mostram avanços na criação de unidades de conservação e no reconhecimento de terras indígenas. No entanto, o desmatamento ainda ameaça a floresta e a biodiversidade. O Brasil é apontado como responsável por 72% do desmate anual da Amazônia, seguido pela Venezuela (12,5%) e pelo Peru (4,7%). Os autores reconhecem, no entanto, que a participação brasileira pode estar superestimada pela falta de dados de outros países. “Nem todos os países amazônicos têm um sistema de monitoramento anual do desmatamento”, diz o texto. Até o fim de 2011, a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg) deve divulgar mapas mais atualizados da floresta, com indicadores de desmatamento, exploração de gás e óleo e outras pressões.

FONTE: Gazeta do Povo.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

O planeta Terra, visto da Estação Espacial Internacional

O artista plástico alemão Michael König usou imagens de fotografias tiradas por astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para montar um vídeo do planeta Terra visto do espaço. O vídeo mostra uma visão deslumbrante da Terra, da atmosfera do planeta e da ação humana.

A maior parte das fotos foram tiradas pelo astronauta Ron Garan, da NASA, e pela tripulação da ISS, entre os meses de agosto e outubro de 2011. O resultado das fotos em movimento é um tour pelo planeta, com fenômenos como a Aurora Boreal e uma a vista noturna de quase metade do mundo.Saiba mais em: http://colunas.epoca.globo.com/planeta/

Fonte: Época.

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Mais um passo para a eliminação dos lixões até 2014.

Uma das metas de grande relevância definida na Política Nacional dos Resíduos Sólidos é a eliminação dos chamados “lixões” até 2014. Muito se tem discutido e algumas pessoas afirmam ser impossível. Mas o governo tem mostrado empenho e tomado medidas para a concretização.

Na semana passada, gestores públicos de várias partes do Brasil se reuniram com o Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente para deliberar sobre o edital para a elaboração dos planos de resíduos sólidos.
De acordo com a Lei 12.305/2010 ( Política Nacional dos Resíduos Sólidos), os planos de resíduos sólidos são instrumentos da política, e serão elaborados em âmbito nacional, estadual, municipal, intermunicipal, microrregionais e também há o plano de gerenciamento de resíduos.
Em síntese, o plano indica diretrizes para o aproveitamento energético, possibilidades de diminuição de lixões, maior aplicação de reutilização, reciclagem e redução da quantidade de resíduos, medidas para aplicação da gestão de resíduos regionalizada, aplicabilidade de normas para destinação final de rejeitos. São medidas práticas para chegarmos aos objetivos determinados pela Lei.
Agora chegou o momento dos Estados e Municípios elaborarem seus planos, e apresentarem os projetos para concorrerem a liberação de recursos nacionais. As propostas podem ser enviadas até o dia 17 de novembro de 2011, por meio do cadastro da proposta no Portal de Convênios do Governo Federal (Siconv).
O objetivo da elaboração dos planos é provocar uma mudança nos padrões de consumo dos brasileiros e conseqüentemente também na maneira como os cidadãos se relacionam com os resíduos.
Outro ponto relevante é alcançar a sustentabilidade. É a harmonização do meio ambiente com crescimento econômico e social.
Leia mais em: www.vivoverde.com.br

Email this page
Publicado em Sem categoria | Tagged | Deixe um comentário

Coca-Cola lança projeto de reciclagem para Olimpíadas Londres 2012

A Coca-Cola divulgou na quarta-feira, 9 de novembro, que se compromete a reciclar todos os frascos plásticos transparentes (os seus e os da concorrência) que serão coletados nas Olimpíadas de Londres em 2012 e nos Jogos Paraolímpicos.

Para que seja possível reciclar todo recipiente de PET que for descartado no Parque Olímpico, a multinacional irá contar com a ajuda da companhia responsável pela gestão do lixo nos jogos, a Sita UK. A Coca-Cola estima que o plano de reciclagem ficará responsável por um quinto de todos os resíduos produzidos nos locais dos jogos.

Com o material coletado, a empresa pretende produzir 80 milhões de novas garrafas da marca, que serão fabricadas nas seis semanas seguintes ao encerramento das Olimpíadas de 2012. Todas a novas embalagens produzidas utilizarão a tecnologia PlantBottle que possui em sua composição 30% de etanol de cana-de-açúcar.

Além das metas de reciclagem, a Coca-Cola contou que pretende distribuir seus produtos por meio de um depósito mais ecológico localizado na cidade de Dagenham em Londres. A entrega será feita por 14 novos caminhões movidos a biogás e dotados de refrigeradores livres de HFC (gases hidrofluorcarbonetos, causadores do buraco na camada de ozônio).

De acordo com a Coca-Cola, todo esse investimento tem o intuito de ajudar a reduzir em um terço a emissão de gás carbônico de sua distribuição.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Email this page
Publicado em Sustentabilidade | Tagged | Deixe um comentário