Economizar papel é uma das primeiras bandeiras levantadas por empresas quando querem se dizer “verdes”. Faz sentido já que é bastante fácil colocar em prática e ainda reduz custos para a empresa, como aliás costuma acontecer com muitas iniciativas de foco ambiental embora poucos percebam isso.
A produção do papel, segundo alguns especialistas, contribui para desfigurar a paisagem natural, além de ser grande emissora de gases do efeito estufa e poluidora de rios e lagos. A empresa GCE Papéis, propôs mudar esse cenário, a partir da fabricação de papel feito de bagaço da cana de açúcar, o que segundo ela trará menos impactos ao meio ambiente.
A ideia foi pensada a partir de recentes estudos que comprovaram a existência de fibras de qualidade no bagaço da cana para a criação de papéis diversos com características de pureza, biodegradabilidade e reciclagem 100%.
As vantagens da produção de papel de fibras de cana de açúcar, também foram comprovadas. Uma delas é a quantidade reduzida de produtos químicos utilizados no processo de transformação, assim como na sua forma de branqueamento por meio da utilização do dióxido de cloro (ou ECF), que é menos poluente e já está sendo utilizado por muitas indústrias papeleiras do mundo.
O fato de a matéria-prima ser de grande abundância, oriunda das usinas de açúcar e álcool, torna a produção de papel mais sustentável e com redução de dejetos sólidos agrícolas despejados na natureza.
Ao contrário da madeira de reflorestamento, que necessita de muitos anos para ser utilizada na fabricação de papel, o bagaço da cana de açúcar é abundante praticamente o ano todo, com ciclo médio de 18 meses, o que permite menores gastos no manejo e retorno mais rápido.
De acordo com a GCE, que é a primeira empresa do Brasil a trabalhar com papel sulfite produzido de bagaço de cana de açúcar, o papel feito da fibra pode ser utilizado na produção de revistas, livros, materiais de escritório, folhas para impressão, papéis para desenho, embalagens e cadernos.
Fonte: Eco Desenvolvimento.







Comissão do Senado aprova texto-base do novo Código Florestal
A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou nesta quarta-feira (23) o texto-base do projeto do novo Código Florestal após o relator da proposta, senador Jorge Viana (PT-AC), acatar modificações sugeridas por parlamentares da bancada ruralista.
Os destaques (mudanças) serão apreciados na próxima sessão da comissão. Após votação de destaques, o texto seguirá para o plenário do Senado e, se aprovado, retornará à Câmara.
Foram apresentadas mais de 200 emendas ao relatório. Para viabilizar a aprovação, Viana acolheu várias emendas individuais e uma emenda coletiva que modifica pontos do texto que desagradavam aos ruralistas, tais como a conversão de multa apenas para pequenos agricultores e donos de terras com até quatro módulos fiscais autuados por desmatamento até julho de 2008.
Com a nova redação, os benefícios passam a valer para grandes propriedades rurais que desmataram sem autorização ou licenciamento até julho de 2008. “Estamos possibilitando tirar a multa para todos os produtores. Crime é crime, se praticou crime ambiental e o pequeno pode recuperar, porque o grande não?”, disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO).
Viana também concordou em fazer ajustes no ponto do relatório que trata da recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) – locais como margens de rios, topos de morros e encostas, considerados frágeis, que devem ter a vegetação original protegida.
O texto-base do projeto de reforma do Código Florestal já foi aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Ciência e Tecnologia (CCT) e Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado.
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