Nova lâmpada é movida a gravidade

Os designers londrinos Martin Riddiford e Jim Reeves criaram uma lâmpada alimentada por uma energia renovável que pode ser encontrada a qualquer hora do dia: a gravidade.

fonte: www.info.abril.com.br

Com um baixo custo de produção e pouco consumo de eletricidade, a GravityLight deve ajudar regiões do mundo onde a população não tem acesso à energia elétrica. Os criadores imaginam que a GravityLight terá um impacto muito grande, pois ela consegue manter as pessoas seguras e ainda reduzir as emissões do combustível poluente.

A GravityLight também é mais fácil de usar, mais barata do que as lâmpadas convencionas, e potencialmente mais duradoura. A lâmpada funciona como um relógio de corda. O usuário precisa puxar um cabo durante três segundos para a luz funcionar durante 30 minutos.

Para isso, ela é equipada com uma lâmpada LED, uma corda e um saco, que precisa ser preenchido até ficar pesado e pendurado na lâmpada. Isso pode ser feito com um saco de terra, areia, pedras ou qualquer outro material que dê uma sobrecarga para a lâmpada e consiga gerar energia.

Mas vale ressaltar que o objetivo não é substituir completamente as redes de energia elétrica. A dupla deseja apenas melhorar a situação das pessoas que não tem acesso à rede elétrica. A ideia também não deverá pesar no bolso das pessoas. Quando forem produzidas e vendidas em larga escala, as luzes abastecidas com gravidade deverão custar apenas cinco dólares.

Riddiford e Reeves colocaram o projeto em o site de crowdfunding IndieGoGo para captar recursos a fim de produzir a GravityLight em larga escala. Ainda resta um mês para o grupo encerrar o financiamento, mas eles já bateram a meta de arrecadação. Eles precisavam de 55 mil dólares, mas já conseguiram mais de 170 mil dólares.

Fonte: Info.abril

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Governo e sociedade civil definem metas de desenvolvimento sustentável

Negociadores do Brasil, de vários segmentos da sociedade, que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começam a definir hoje (18), em Brasília, as prioridades do país no âmbito das metas a serem adotadas globalmente. As metas devem ser implementadas a partir de 2015, mas antes têm de ser submetidas a discussões nas Nações Unidas.

A partir de 2015, todas as economias do planeta terão que seguir compromissos e ações estabelecidos no quadro dos objetivos do desenvolvimento sustentável – acordo firmado durante a conferência., em junho, no Rio de Janeiro.

No Brasil, o debate que começou entre representantes do governo, que definiram  como prioridade a erradicação da pobreza no mundo, será ampliado com a inclusão de sugestões da sociedade civil e do setor privado. Um grupo de mais de 50 pessoas se prepara para definir hoje à tarde o que deve ser proposto na agenda global.

“Vamos consultar quais são as ideias de diferentes segmentos e o que entendemos como objetivos do desenvolvimento sustentável”, disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral do Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Rio+20.

Figueiredo destacou que diferentemente do documento que estabelece os Objetivos do Milênio, no qual há metas para os países em desenvolvimento direcionadas principalmente ao combate à pobreza e à miséria, os compromissos do desenvolvimento sustentável “não se traduzem, necessariamente, em metas nacionais”.

“São objetivos para o mundo inteiro, tendo como filosofia o que o planeta e a humanidade necessitam como um todo”, ressaltou o diplomata. As metas serão globais. Se os países signatários das Nações Unidas definirem, por exemplo, que é preciso aumentar a eficiência energética global em 20%, cada país terá cotas específicas para que a soma de todos os esforços atinja a meta estipulada.

“As metas serão globais e vão valer para os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos, em diferentes níveis de exigência. Mas, em muitos casos, o esforço maior será dos países desenvolvidos”, disse Figueiredo. Seria o caso, por exemplo, de um compromisso em busca de energias mais limpas.

Como o Brasil já tem mais de 80% da matriz de energia elétrica formados por fontes alternativas, a exigência maior recairia sobre economias que ainda utilizam, majoritariamente, fontes consideradas “sujas e não sustentáveis”.

As propostas que serão apresentadas pelos representantes da sociedade civil e por empresários e consolidadas com as sugestões do governo brasileiro serão entregues a uma comissão de 30 integrantes, que começa a se reunir em janeiro para alinhavar as sugestões gerais do Brasil. O documento acordado deve ser submetido à discussão nas Nações Unidas, juntamente com as propostas de outros países.

Fonte: Agência Brasil

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Floresta Estacional Sempre-Verde é reconhecida como novo tipo de vegetação brasileira

A partir de agora, um novo tipo de vegetação passará a constar oficialmente em mapeamentos florestais do país. A Floresta Estacional Sempre-Verde, que existe apenas no estado de Mato Grosso, já havia sido identificada há alguns anos, mas só agora passou a constar oficialmente no Sistema de Classificação da Vegetação Brasileira. A descrição do novo tipo de vegetação aparece na segunda edição doManual Técnico da Vegetação Brasileira, lançada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O livro, elaborado por engenheiros florestais, agrônomos, biólogos, geógrafos e geólogos, traz metodologias para a realização de estudos, mapeamentos e pesquisas da vegetação no país. Também chamada de Floresta Estacional Perenifólia, a vegetação se caracteriza pela manutenção de uma coloração muito verde, mesmo em períodos de estiagens.

A floresta se estende por toda a região da Bacia Sedimentar dos Parecis e parte das depressões do Guaporé, Paraguai, Araguaia e Planalto do Tapirapuã. Segundo o IBGE, a vegetação ocorre em áreas de clima tropical que tem duas estações bem distintas: uma chuvosa e uma seca (que varia entre quatro e seis meses).

Três subtipos da vegetação foram identificados: as variações aluvial, de terras baixas e de submontanha. Na floresta aluvial, que pode ser encontrada nas calhas dos rios Culuene, Teles Pires, Verde, Arinos, Sangue, Juruena, Juína, Jauru e Guaporé, as árvores têm, em média 25 metros de altura.

A floresta das terras baixas pode ser encontrada nos terrenos sedimentares das depressões dos rios Paraguai, Guaporé e Araguaia, em altitudes em torno de 200 metros. Nesse subtipo de floresta, as árvores têm, em média, de 35 a 40 metros de altura.

Já a floresta de submontanha, que tem árvores medindo acima de 30 metros, ocorre nos terrenos sedimentares do Planalto dos Parecis, especialmente na região do Alto Xingu, em altitudes que variam de 300 a 450 metros.

A Floresta Estacional Sempre-Verde se junta a outros tipos de vegetação que ocorrem no Brasil, como as florestas ombrófilas (típicas da Amazônia e da Mata Atlântica), as savanas e a Caatinga.

Fonte: Agência Brasil

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Canadá ratifica sua saída do Protocolo de Kioto

O Canadá confirmou nesta segunda-feira que não faz mais parte do Protocolo de Kioto, um ano depois de o país comunicar à ONU sua decisão de se retirar do acordo internacional.

Adam Sweet, porta-voz do ministro do Meio Ambiente do Canadá, Peter Kent, confirmou hoje à Agência Efe que o “Canadá se retirou de Kioto”.

A retirada formal aconteceu no sábado, quando se cumpriu exatamente um ano desde o momento em que o Canadá notificou à ONU sua decisão. Nem o Ministério do Meio Ambiente nem o governo canadense mencionaram no fim de semana a retirada do acordo.

Sweet se limitou a dizer à Efe que o anúncio da retirada foi comunicado há um ano e que simplesmente “no sábado foi efetuado”.

O porta-voz de Kent também disse que as razões pelas quais o Canadá se retirou de Kioto são as mesmas que as dadas pelas autoridades canadenses há um ano, principalmente a de que o acordo “não é o caminho para uma solução global à mudança climática”.

O Canadá é o primeiro país do mundo a abandonar o Protocolo de Kioto, cujo objetivo é reduzir as emissões de dióxido de carbono para lutar contra a mudança climática.

Fonte: Agência EFE

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América do Sul descobriu 100 bilhões de barris de petróleo na última década

Na última década, foram descobertas reservas estimadas em cerca de 100 bilhões de barris de petróleo na América do Sul, levando especialistas a acreditar que a região pode se tornar autossuficiente no setor.

O dado é do diretor executivo da Associação Latino-Americana de Integração Petroleira (ALIP), o engenheiro de petróleo Nicolás Honorato. A ALIP foi criada em 2009 para atender à crescente demanda de profissionais do ramo e para a troca de informações sobre o uso de tecnologia com o aumento das descobertas de petróleo na região.

“Quase todos os dias são anunciadas descobertas de petróleo na América Latina. E a América do Sul vive um momento histórico, porque além das descobertas convencionais surgiram o pré-sal, no Brasil, o gás de xisto, na Argentina, e o aumento impressionante de descobertas e produção de petróleo (convencional) na Colômbia”, disse Honorato à BBC Brasil.

O grosso das novas reservas, 80%, vem do pré-sal brasileiro. Os restantes 20% estão nos subterrâneos de países como Colômbia, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai, Peru e Paraguai.

AUTOSSUFICIÊNCIA

Na avaliação de Honorato, tais descobertas poderiam levar a região perto de se tornar autossuficiente.

Tal opinião é compartilhada pelo ex-secretário de Energia da Argentina, Daniel Montamat, e o ex-vice-ministro da Bolívia, Carlos Alberto López.

Além das descobertas de novos campos, eles também creditaram a previsão otimista à estabilidade econômica e política da região, apesar de anúncios recentes de nacionalização de empresas estrangeiras, como foi o caso da YPF, controlada pela espanhola Repsol, na Argentina.

Segundo Honorato, prova do potencial da região é o interesse recente demonstrado pelas empresas estrangeiras.

Para o especialista, muitas delas têm mirado a América do Sul já que a produção em outras regiões do planeta, como no Mar do Norte, está em queda.

“Todos os olhares do mundo petroleiro estão voltados para a América do Sul e para a América Latina em geral por ser uma das regiões que mais tem anunciado a descoberta de reservas estimadas de petróleo”, destaca.

Para Honorato, grande parte do sucesso da região poderá vir do Brasil.

Segundo ele, caso as reservas do pré-sal brasileiro – estimadas por ele em 80 bilhões de barris de petróleo e pelo governo brasileiro entre 70 a 100 bilhões de barris – sejam realmente confirmadas, o Brasil passaria a ser o sexto país com as maiores reservas da matéria-prima no mundo, atrás de alguns países do Oriente Médio e da Venezuela.

Atualmente, o Brasil tem reservas estimadas em aproximadamente 13 bilhões de barris, de acordo com a agência de energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), e ocupa a 14ª posição mundial.

TECNOLOGIA

Para López, da Bolívia, o segredo da exploração do ouro negro está no uso da tecnologia cada vez mais avançada.

“A aplicação de novas técnicas e condições geopolíticas nos permitem dizer que ser uma região autossuficiente já não é mais apenas um desejo. Só não sabemos quando ocorrerá”, afirmou.

Montamat concorda e diz acreditar que a tecnologia será “decisiva” para que a região passe a ser uma potência petroleira.

“A região como conjunto não é potência de petróleo e de gás porque as reservas ainda precisam ser desenvolvidas”, explica.

“Mas a Venezuela, por exemplo, por si só, já tem mais reservas provadas do que a Arábia Saudita”, acrescenta.

Dados de 2011 da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) indicam que a Venezuela possui reservas estimadas em 297,5 bilhões de barris, enquanto as da Arábia Saudita alcançariam 265,4 bilhões de barris.

Recentemente, lembraram os especialistas, Uruguai e Paraguai também anunciaram ter encontrado petróleo em seus territórios, apesar de o quadro ser ainda embrionário.

ESTABILIDADE

Honorato também lembrou que a estabilidade política e econômica conquistada pela América do Sul nos últimos anos ajudou a atrair o interesse de empresas estrangeiras do ramo do petróleo e gás.

“Empresas, principalmente, da Europa e do Canadá estão se orientando para a América do Sul e este movimento começou antes do pré-sal”, disse.

Apesar de ter mencionado o atraso nos leilões do pós-sal e do pré-sal no Brasil, Honorato afirmou que a situação hoje na região é muito mais favorável ao capital estrangeiro do que antigamente.

Um dos exemplos, segundo ele, foi a Lei do Petróleo no Brasil, que acabou com o monopólio da Petrobras e, assim, permitiu a exploração de campos por empresas estrangeiras.

Honorato mencionou também que, em 2005, a Colômbia mudou seu marco regulatório, despertando uma espécie de “corrida ao ouro negro” do país.

A expectativa é de que o país deixe de ser importador e passe a ser exportador de petróleo e, assim, como ocorre com a Venezuela e o Brasil, passe a desfrutar as maiores receitas geradas pelo combustível.

Segundo ele, o Equador também mudou seu marco regulatório e aumentou a chegada de investimentos no setor petroleiro.

Já o Peru, na sua avaliação, é um país que “ainda não decolou” e registra uma produção abaixo dos 50 mil barris diários.

Fonte: BBC Brasil.

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Tufão Bopha deixou mais de 1.000 mortos nas Filipinas

O número de vítimas do tufão Bopha, o mais importante a afetar as Filipinas este ano, supera 1.000 mortes e pode ser ainda maior, informou neste domingo o governo do país.

O tufão matou 1.020 pessoas, principalmente na ilha meridional de Mindanao, onde inundações e deslizamentos de terra provocaram muitos danos em 4 de dezembro, informou o diretor da Defesa Civil, Benito Ramos.

No total, 844 pessoas continuam desaparecidas, metade pescadores que estavam no mar antes da passagem do tufão. As autoridades temem que os desaparecidos estejam mortos.

Fonte: Exame.abril

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Viking Line constrói navio mais ecológico do mundo na Finlândia

Mais de mil operários trabalham contra o relógio nos estaleiros STX de Turku, na Finlândia, para terminar a construção do Viking Grace, o primeiro transatlântico do mundo movido a gás natural liquidificado (GNL). A atividade a bordo do navio, que está sendo fabricado pela Viking Line, é frenética. O aparente caos faz o visitante pensar que a embarcação não estará pronta a tempo, apesar do otimismo da companhia, que já vendeu boa parte das passagens para a viagem inaugural, no dia 13 de janeiro.

fonte: www .info.abril.com.br

O novo navio fará a rota que une Turku a Estocolmo, capital da Suécia, fazendo uma curta escala nas ilhas Aland, o que permitirá que a empresa aumente seu faturamento vendendo produtos livres de impostos (tax free), graças ao regime fiscal especial do arquipélago autônomo. Com 128m de comprimento, 32m de largura e 57 mil toneladas, o Viking Grace tem capacidade para 2.800 passageiros e 200 automóveis. Suas dimensões são relativamente modestas se comparadas com os 361 metros de comprimento e as 225 mil toneladas dos dois maiores transatlânticos do mundo, o Oasis of the Seas e o Allure of the Seas, construídos no mesmo estaleiro finlandês para a empresa Royal Caribbean.

No entanto, a nova embarcação, cujo custo chega a 240 milhões de euros, superará os dois colossos do mar em eficiência energética e em relação ao meio ambiente, ao reduzir as emissões de gases poluentes graças ao uso de GNL como combustível. “Com seus motores impulsionados por GNL, o modelo hidrodinâmico de seu casco e a nova tecnologia de isolamento de ruídos, o Viking Grace será o navio de passageiros mais ecológico e silencioso do mundo construído até o momento”, afirmou à Agência Efe Kari Granberg, diretor da empresa finlandesa.A regulação marítima internacional que entrará em vigor nos próximos anos exige grandes cortes de emissões de gases poluentes que obrigarão as companhias de navegação a utilizarem combustíveis alternativos ou instalarem purificadores de gases.

A União Europeia (UE) foi além e aprovou recentemente uma diretiva para os navios que operam em regiões especialmente sensíveis, como o Mar Báltico, reduzindo a quantidade de enxofre de seus combustíveis de 1% (atual) para 0,1% antes do final de 2015. “A nova normativa marítima internacional é muito estrita e vai representar fortes investimentos para as companhias marítimas, mas vale a pena porque se trata da saúde das pessoas. As emissões de gases poluentes no setor naval provocam mais de 40 mil mortes por ano só na Europa”, assinala Granberg.

Segundo Granberg, o GNL é o combustível marítimo do futuro, já que praticamente elimina as emissões de óxido de enxofre e permite reduzir 88% as emissões de óxido de nitrogênio e 15% as emissões de dióxido de carbono (CO2) a partir do combustível derivado do petróleo pesado. “Nosso objetivo era chegar a zero emissão no Viking Grace, mas como tecnicamente não é possível, apostamos pelo gás natural, um combustível muito ecológico e que possui grandes reservas no mundo todo”, afirma. O novo cruzeiro dispõe de dois grandes tanques na popa que permitem armazenar até 160 toneladas de GNL, suficientes para cobrir a viagem diária de ida e volta entre Turku e Estocolmo durante três dias sem reabastecer.

Além disso, em caso de necessidade, os motores podem ser alimentados também com combustível derivado do petróleo pesado ou diesel de uso marinho, por isso que poderia continuar navegando caso surjam problemas com a provisão de gás. Por enquanto, o GNL não representa nenhuma economia porque seu preço é similar ao do combustível derivado do petróleo pesado, mas Granberg acredita que no futuro não será apenas uma alternativa mais ecológica, mas também mais econômica.

Fonte: Info.abril

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Painel de energia solar dará desconto na conta de luz

A partir desta segunda-feira, o consumidor disposto a produzir a própria energia em casa no País terá respaldo legal para reivindicar sua integração à rede elétrica comum. Com a promessa de reduzir custos na conta de luz dos interessados, a norma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é a aposta do mercado de energia solar para impulsionar o setor, que ainda esbarra no alto custo dos equipamentos.

fonte: www.info.abril.com.br

 

A expectativa é de que em 2013 a ampliação nas vendas de painéis fotovoltaicos reduza os gastos com a instalação – atualmente, o sistema completo custa, em média, R$ 25 mil. “Nos últimos três anos, o preço caiu pela metade. Com a comercialização em escala, a tendência é que diminua ainda mais nos próximos anos”, diz Luis Felipe Lima, proprietário da Minha Casa Solar.

A empresa de Lima, como a maioria em atividade, é especializada em fornecer painéis para casas situadas em áreas rurais, que usam baterias para armazenar a energia produzida. Com a nova regulamentação, abre-se a possibilidade de que a geração de energia seja absorvida nas cidades pela rede elétrica, em um sistema de compensação. “Durante o dia, com um consumo normalmente reduzido de eletricidade, a residência será fornecedora da rede”, explica Lima.

A ideia é que, no fim do mês, a soma da energia enviada para a rede seja equivalente à quantidade consumida. O valor pago na conta de luz será apenas a diferença – caso haja excedente, a energia produzida a mais será usada como crédito nos meses seguintes. As regras, porém, ficam a critério da concessionária.

 

A AES Eletropaulo, principal distribuidora da capital paulista, determina que esses créditos sejam usados em até 36 meses. Dessa forma, períodos de muito sol fornecem créditos para serem usados em época de pouca geração. A empresa afirma que começou a atender os pedidos de acesso dos clientes desde o sábado (15).

Com as diretrizes definidas, o setor espera agora facilidades para atrair interessados. “A regulamentação foi um passo fundamental, mas temos de pensar em incentivos a financiamento dos equipamentos e políticas de atração de fabricantes para o País”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha Clima e Energia do Greenpeace.

Tecnologia nacional – Todos os equipamentos para a produção de energia solar são importados. Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o engenheiro eletricista Marcelo Villalva desenvolveu em seu projeto de doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) o primeiro inversor eletrônico nacional para sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica. O aparelho injeta na rede a energia produzida pelas placas e permite o uso simultâneo dos dois sistemas.

Ele explica que, no exterior, a autoprodução de energia residencial é feita em larga escala. “Na Itália, Alemanha e Inglaterra, há subsídios financeiros para quem produz energia limpa. Em alguns Estados americanos, o sistema de crédito de energia já é realidade há muito tempo”, afirma Villalva. “O que se espera é que no Brasil, com o grande potencial natural que tem, esse sistema, enfim, deslanche.”

Ele estima que o medidor digital para a geração em residências, que será vendido pelas concessionárias, deverá custar entre R$ 200 e R$ 300. “Uma casa normal, de duas pessoas, consome em torno de 250 quilowatts-hora por mês e precisaria de meia dúzia de painéis, com um custo de cerca de R$ 16 mil”, calcula Villalva. “Em São Paulo, levaria cerca de oito anos para amortizar o investimento. No interior e outros Estados do Brasil com maiores níveis de insolação, pode chegar até a três anos.”

 Fonte: Agência Estado.
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Câmara analisa redução no IR de quem reciclar

O projeto de lei 2551/11 prevê redução no Imposto de Renda das pessoas que entregarem seus resíduos recicláveis nos postos de coleta adequados. A proposta, feita pelo deputado Jhonatan de Jesus, está em análise na câmara e tem como objetivo auxiliar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Caso a ideia seja aceita e entre em vigor, os beneficiados poderão conseguir descontos de até 10% do valor total devido ao governo. Além disso, a proposta é de que o Poder Executivo faça todas as adequações necessárias em até 90 dias após a legislação começar a valer.

Segundo o deputado, a intenção de oferecer o benefício financeiro, em troca do cuidado com o lixo reciclável é uma ação que visa a conscientização. “Incentivar as pessoas físicas a cooperar para a solução do problema revela-se uma medida razoável e sensata, além de coerente e compatível com a grandiosidade do desafio enfrentado por toda a sociedade”, declarou Jhonatan de Jesus.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determina que as empresas fabricantes e os comerciantes de itens como pilhas, baterias, pneus, agrotóxicos, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos, tenham que criar medidas que possibilitem a logística reversa, para que os resíduos sejam descartados adequadamente e passem pelo tratamento que reduz os impactos ao meio ambiente.

Mesmo que os maiores responsáveis pela efetivação da legislação sejam as empresas, a população também terá papel essencial para que ela seja aplicada com sucesso no Brasil. Até porque, conforme aumenta o consumo, aumenta-se também a quantidade de resíduos produzidos. Por isso, é muito importante promover a conscientização dos cidadãos.

Fonte. EXAME.com

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Índia anuncia fabricação de triciclos movidos a hidrogênio

O governo da Índia anunciou, em Nova Délhi, a criação da primeira frota de 15 triciclos movidos a hidrogênio no país. Batizados de “rickshaw“, o veículo não tem pedais e é ecologicamente sustentável.

A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), que destinou meio milhão de dólares ao projeto. A transformação dos triciclos demorou um ano.

Segundo o governo indiano, os veículos movidos a hidrogênio “são uma promessa futura de um ambiente urbano mais limpo”. A índia é um dos países com maiores índices de poluição do mundo, de acordo com o Centro de Ciência e Meio Ambiente da Índia (CSE).

Os triciclos vão fazer parte dos produtos que a Organização do Comércio da Índia irá apresentar em feiras industriais  junto a entidades oficiais.

Os organizadores do projeto esperam exportar os veículos como parte da promoção de “tecnologia verde”.

Fonte: Eco Desenvolvimento.

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