Paralisação de Belo Monte (PA) preocupa empresários da região

A paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte, iniciada ontem por determinação judicial, preocupa os pequenos e médios empresários da região de Altamira (PA), principal município afetado pelo empreendimento.

Segundo o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (Fort Xingu), composto por mais de 200 entidades da sociedade civil, a região poderá sofrer sérios problemas de ordem econômica, social e ambiental caso a interrupção seja mantida.

“A paralisação das obras de construção da usina, além de grave demonstração de insegurança jurídica para os empreendedores privados interessados em investir no avanço da infraestrutura do país, constitui um retrocesso no processo de melhoramento da matriz energética brasileira no que diz respeito ao meio ambiente”, afirmaram os representantes da instituição.

Os empresários disseram que a paralisação significa parar também ações como o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, programa que prevê R$ 500 milhões em investimentos dos empreendedores responsáveis pela usina.

“O setor empresarial da região poderá sofrer com um processo de falência em massa, uma vez que a maior parte fez investimentos altos para atender a demanda gerada pela construção da usina”, comenta a instituição.

Na semana passada, decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a suspensão da construção da usina sob alegação de que os índios da região devem ser consultados pelo Congresso Nacional a respeito do impacto do projeto. A decisão é do desembargador federal Souza Prudente, que se baseou na Constituição brasileira e na legislação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para pedir o interrupção da obra.

Fonte: Folha de São Paulo.

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Argentina autoriza produção de nova soja transgênica

A Argentina, o terceiro maior exportador mundial de soja, autorizou nesta terça-feira (21) a comercialização em seu mercado de uma nova variedade transgênica do grão, desenvolvida pelo multinacional Monsanto.

“É um dia muito especial para a Argentina, porque vamos ter uma segunda geração de soja: hoje aprovamos o evento número 27 e a biotecnologia é uma ferramenta para o crescimento sustentável”, afirmou o ministro da Agricultura argentino, Norberto Jaouhar, na apresentação da nova semente, denominada Intacta RR2.

Esta nova variedade, segundo seus criadores, tem maior rendimento produtivo e demanda uma menor quantidade de água e agrotóxicos para o seu cultivo.

A Argentina produz soja transgênica desde 1996, quando autorizou o cultivo de sementes geneticamente modificadas desenvolvidas pela Monsanto.

A multinacional americana anunciou, no último mês de junho, investimentos de cerca de 1,8 bilhões de pesos (R$ 790 milhões) na Argentina para montar no país uma nova planta industrial para a produção de sementes de milho.

Fonte: Info.abril

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Já pensou em comer um lápis? Agora dá

Quem gosta de usar lápis sabe que a certa altura eles ficam no cotoco, difícil até de segurar entre os dedos. Imagine se você pudesse se desfazer do pedacinho restante simplesmente enterrando-o no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse um broto de coentro, uma flor ou um vegetal?

Fonte:http://exame.abril.com.br

É exatamente isso o que a empresa Democratech fez ao laçar no mercado americano o Sprout, um lápis com cápsulas de semente variadas, acopladas no lugar da borracha, que pode ser plantado. O resultado são brotos de tomate, coentro, salsa, alecrim e até flores, como margaridas, dependendo da escolha do freguês.

A ideia nasceu do curso de design de produto Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, Estados Unidos, onde os alunos foram convidados a criar um produto sustentável para o escritório do futuro.

Ao inserir as sementes no corpo em madeira de cedro convencional, seus criadores aproveitaram para tornar o lápis também atrativos para as crianças, na esperança de estimulá-las a praticar a reciclagem através da jardinagem.

Assista o vídeo de Mario Bollini, um dos designers,que  fala sobre o processo de criação do Sprout:

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/sprout-o-lapis-comestivel-com-semente-que-germina

Fonte: Exame.abril

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CNRH publica Resolução para outorga de lançamento de efluentes

A Resolução Nº - 140, de 21 de março de 2012 do CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS – CNRH estabelece critérios gerais para outorga de lançamento de efluentes com fins de diluição em corpos de água superficiais.

Considerando a Década Brasileira da Água, instituída pelo Decreto de 22 de março de 2005, cujos objetivos são promover e intensificar a formulação e implementação de políticas, programas e projetos relativos ao gerenciamento e uso sustentável da água, em todos os níveis assim como assegurar a ampla participação e cooperação das comunidades voltadas ao alcance dos objetivos contemplados na Política Nacional de Recursos Hídricos ou estabelecidos em convenções, acordos e resoluções a que o Brasil tenha aderido;

Compete ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos formular a Política Nacional de Recursos Hídricos e estabelecer diretrizes complementares à sua implementação, aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos;

O inteiro teor publicado na seção I, página 52, do DOU encontra-se em anexo no link:

http://www.aneam.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1046&catid=42&Itemid=221

Fonte: ANEAM

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Cientistas do MIT usam micróbio para produzir combustível limpo

Cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na tradução do inglês), nos Estados Unidos, manipularam os genes de uma bactéria para dar a ela a capacidade de produzir um tipo de álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina nos automóveis.

'Ralstonia eutropha', que produz bioplástico emcertas condições (Foto: Universiti Sains Malaysia/Ecobiomaterial Research Lab/Divulgação)

Chamado de Ralstonia eutropha, o micróbio é encontrado no solo, de acordo com o estudo divulgado na publicação científica “Applied Microbiology and Biotechnology” (“Microbiologia e Biotecnologia Aplicada”, na tradução do inglês).

Quando ocorre redução nas fontes de nutrientes (como nistrato ou fosfato), a Ralstonia eutropha passa a absorver carbono e criar compostos na forma de polímero para estocagem, segundo a pesquisa.

O polímero criado tem características similares ao plástico produzido a partir do petróleo e é chamado algumas vezes de bioplástico. Retirando alguns genes, inibindo a expressão de outros e inserindo um gene de outro organismo no micróbio, os cientistas conseguiram fazer com que a espécie produzisse álcool isobutanol ao invés do polímero.

Poluição
A equipe do MIT está investindo na adaptação da bactéria para que ela possa absorver o dióxido de carbono, um dos gases causadores do aquecimento global, afirma o cientista Christopher Brigham. Com algumas modificações, diz ele no estudo, é possível que o microorganismo use carbono de fontes como resíduos agrícolas e lixo produzido nas cidades.

Atualmente, a fonte de carbono a que os cientistas estão recorrendo para os testes de produção do álcool  pelo microorganismo é a frutose, um tipo de açúcar.

O próximo passo inclui otimizar a produção a partir dos micróbios e conseguir, no futuro, criar “biorreatores” que usem o processo em escala industrial, pondera Brigham. “Mostramos que, em uma cultura contínua [da bactéria], podemos conseguir quantidades significativas de isobutanol”, afirmou ele no estudo.

O álcool pode servir como combustível em automóveis ou ser usado em uma mistura com gasolina, de acordo com os pesquisadores.

Fonte: G1.com.br

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Crédito de carbono ajudaria financiar pequena hidrelétrica

Na Escola Politécnica (Poli) da USP, estudo demonstra que a utilização de créditos de carbono pode reduzir o investimento necessário para a implantação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). Além de não emitir gás carbônico (CO2) na atmosfera, o que aconteceria com uma usina termelétrica que gera energia utilizando combustível fóssil, a PCH tem menos impacto ambiental na região em que é implantada devido a sua dimensão reduzida. O trabalho da arquiteta Heliana Artigiani foi orientado pelo professor Cláudio Tavares de Alencar, da Poli.

De acordo com a arquiteta, os créditos de carbono, também chamados de Redução Certificada de Emissões (RCE), são obtidos por meio do cálculo que se faz da redução das emissões de CO2. “Para obter esse valor, é admitida a linha de base, que consiste em verificar as emissões produzidas pela matriz energética em operação no país durante um ano”, explica. “Adicionando a energia que será produzida pela nova PCH é possível mensurar quanto CO2 deixará de ser emitido.”

Por meio de uma metodologia de cálculo, é possível definir e converter a quantidade de CO2 que deixa de chegar à atmosfera em créditos de carbono, que serão negociados através da Bolsa Mercantil e Futuros (BM&F), no Mercado de Carbono.

“A concessão dos créditos é regulamentada nos países em desenvolvimento pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), e supervisionada no Brasil pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima”, diz Heliana.“A metodologia pode ser desenvolvida pelo próprio empreendedor que solicita os créditos, ou então pode ser utilizado o método já aprovado e padronizado pela Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (UNFCCC)”.

Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são consideradas PCHs as centrais que tem de 1 a 30 megawatts (MW) de potência e ocupam uma área inundada de até 3 quilômetros quadrados (km2) para a cheia centenária (nível máximo das águas nos últimos cem anos).

Fonte: Exame.abril

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Governo e indústria fazem parceria para diminuir emissão de gases de efeito estufa

O governo e a indústria firmaram ontem (21) uma parceria para a adoção de medidas que diminuam a emissão de gases de efeito estufa. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, pela primeira vez na história do país governo e indústria assumem a tarefa de mudar o paradigma na área ambiental, consoante com um “cenário de competitividade internacional mais acirrado”.

Em solenidade realizada ontem (21) na Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele e a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinaram um acordo de cooperação técnica com a CNI para a realização de estudos setoriais e discussão de contrapartidas econômicas para as ações de redução das emissões de carbono.

Pimentel destacou que a indústria brasileira “é pujante, forte, embora tenha passado dificuldades”, mas acredita que o setor tem todas as condições para retomar o crescimento. Ele destacou que a modernização da indústria tem que ser constante, no rumo da sustentação ambiental, e ressaltou que a parceria  firmada “é o protagonismo que temos que ter com o setor produtivo”.

Por sua vez, a ministra Izabella Teixeira enfatizou a necessidade de ações de longo prazo para o desenvolvimento do país, e disse que a parceria do governo com a indústria “tem importância fundamental nesse sentido”, uma vez que o desafio é enorme. “Precisamos, portanto, compartilhar a visão de desafio em prol da redução da emissão de gases, que virá, certamente, com a modernização do parque industrial”, completou.

Para o presidente da CNI, Robson Braga Andrade, o acordo demonstra o esforço da indústria em atuar com o setor público na direção de uma economia de baixo carbono. Ele disse que o empresariado está ciente de que a parceria é um passo decisivo para transformar o discurso sobre mudança climática em realidade.

A parceria tem vigência até 2015. Período no qual o MDIC, o Ministério do Meio Ambiente e a CNI trabalharão juntos na implantação do Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas do Setor Industrial, cujas diretrizes foram elaboradas pelo governo federal e colocadas em consulta pública até a última quarta-feira (15). A meta do plano é diminuir em pelo menos 5%, até 2020, as emissões de gases nas atividades de alumínio, cimento, papel e celulose, químico, cal, vidro e ferro-gusa.

Na mesma solenidade, o MDIC anunciou também a criação de uma Comissão Técnica do Plano Indústria, que funcionará como fórum de debates e articulação dos diferentes setores industriais na elaboração e cumprimento de metas. No caso, a CNI fará a interlocução com o governo para produzir inventários de emissões e determinar o impacto das mudanças necessárias para promover a competitividade em ambiente mais sustentável.

Fonte: Agência Brasil.

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Caneta Adubo

A Ekobio é a fabricante de uma caneta que vira adubo.

A BIO Resina utilizada é obtida da fermentação de milho, fonte vegetal, renovável e não tóxica. A caneta Ekobio se decompõe na natureza, não deixa resíduos prejudiciais ao meio ambiente, contribui para a proteção e fertilização do solo.

A caneta EKOBIO escreve mais de dois mil metros, norma do Padrão Europeu, não deixa resíduos poluentes, reduz em até 60% a emissão de CO2 e em 30% o consumo de energia elétrica na fabricação.

Além de diminuir o impacto ambiental e por ser um produto inovador de fabricação nacional, a caneta EKOBIO transforma-se em húmus, fertiliza o solo e não agride o Meio Ambiente.

É fabricada com bioresina certificada extraída de fontes vegetais renováveis de amido.

A caneta EKOBIO é composta: corpo, tampa e ponteira que devem ser descartadas no lixo orgânico e, em processo de compostagem ideal, se degrada em uma média de 180 dias após o descarte.

A carga deverá ser descartada no lixo reciclável, onde será utilizada para outras finalidades.

A empresa também fabrica canetas a partir do lixo eletrônico, todas as canetas distribuídas na Ecobusines foram da Ekobio.

Fonte: http://www.grupoekobio.com.br

Saiba mais  em:

http://www.grupoekobio.com.br/

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Novo dispersante para manchas de óleo usa ingredientes do chocolate

Mais de dois anos após o desastre na plataforma Deepwater Horizon, que provocou o vazamento de milhões de litros de óleo no golfo do México, cientistas anunciaram nesta segunda-feira um novo dispersante químico que usa ingredientes de alimentos como o chocolate.

Segundo os inventores, o novo produto não só consegue dispersar as manchas como utiliza conceitos usados em máquinas de lavar para impedir que o óleo grude nas penas das aves atingidas pela mancha de um eventual vazamento.

“Cada um dos ingredientes do nosso dispersante é usado em produtos alimentícios como pasta de amendoim, chocolate e chantilly”, afirma Lisa K. Kemp, pesquisadora do grupo que desenvolveu o produto, anunciado durante o 244° encontro da American Chemical Society, que ocorre esta semana na Filadélfia, nos Estados Unidos. Detalhes sobre quais exatamente são os ingredientes não foram divulgados,

Mal necessárioClassificados como um “mal necessário” no caso de vazamentos no mar, os dispersantes químicos alteram a estrutura do petróleo, provocando seu afundamento. O uso desse tipo de produto no desastre da Deepwater Horizon provocou polêmica quando a BP, a empresa responsável pela plataforma, utilizou em larga escala dispersantes acusados por grupo de ambientalistas de serem tão nocivos quanto o óleo.

No Brasil, a Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de logística, foi multada em abril pelo Ibama por usar um dispersante a menos de dois quilômetros da costa.

Segundo os criadores do novo dispersante, embora o produto tenha a mesma função que a de outros dispersantes polêmicos, sua diferença está na capacidade de minimizar um dos efeitos mais nocivos das manchas de óleo no mar, a morte de aves.

“Outros cientistas estão trabalhando em novos dispersantes e absorventes de óleo, mas nenhum é parecido com o nosso. Ele não só ‘quebra’ as manchas como previne que o óleo atinja pássaros e outros objetos”, disse a Kemp.

Lavagem de roupas — Um protótipo já foi desenvolvido e agora a equipe busca parceiros para o projeto e clientes que estejam dispostos a testar o dispersante. Segundo a equipe que desenvolveu o produto, o novo dispersante foi baseado em antigos princípios que foram usados décadas atrás para desenvolver os detergentes utilizados na lavagem de roupas. Um dos ingredientes, por exemplo, é um polímero especial que gruda na superfície das manchas de óleo para impedir que elas grudem nas penas das aves.

Polímeros similares são usados na indústria de detergentes para impedir que óleo e a gordura removidos durante um ciclo de lavagem voltem a manchar as roupas durante o ciclo de enxague.

“Pássaros podem pousar as manchas do óleo já disperso, podem mergulhar nelas para depois alçar voo tranquilamente, já que o óleo vai se soltar quando eles baterem as asas”, diz Lisa Kemp.

Segundo a pesquisadora, quando detergentes comuns são usados nas aves para remover o óleo que ficou incrustrado nas penas, ele acaba danificando a penugem e deixa os animais mais suscetíveis a sofrer de hipotermia. Algumas estimativas apontam que 225.000 aves morreram no Estado americano do Alasca por causa do vazamento provocado pelo superpetroleiro Exxon Vadlez, em 1989.

Fonte: Veja.abril

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Manejo de resíduos pode gerar US$ 570 mi em créditos de carbono

Além de possibilitar a redução de 54 milhões de toneladas de gases de efeito estufa (GEE) por ano, o manejo adequado dos resíduos sólidos no Brasil também pode render US$ 570 milhões em créditos de carbono, segundo um estudo feito na Universidade de Utrecht (Holanda), encomendado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O trabalho levou em conta o cenário de mudanças estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, na comparação com o padrão atual de descarte. A pesquisa considerou também as estimativas do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para as emissões do setor, e o padrão da composição dos resíduos sólidos no Brasil elaborado pela Abrelpe.

Em 2030, segundo projeção do estudo, 36% do “lixo seco” deverá ser reciclado, e 53% do lixo orgânico deverá ser compostado. O trabalho considera também o aproveitamento de 83% do gás gerado nos aterros para produção de energia elétrica. Com tudo isso, deixaria de ser emitido o equivalente a 54 milhões de toneladas de CO2 por ano – redução de 56% em relação à projeção se nada fosse feito.

“Além do ganho climático, essa diminuição geraria créditos de carbono que poderiam render US$ 570 milhões”, destacou ao Estadão Carlos Silva, diretor executivo da Abrelpe. O trabalho também considerou um cenário mais ousado, com padrões semelhantes aos europeus: reciclagem maior, compostagem de 80% e incineração do que não for reciclado, gerando energia.

A redução poderia chegar ao equivalente a 82 milhões de toneladas de CO2 por ano, com ganho em créditos de US$ 1,3 bilhão. “E nesse cálculo nem foram considerados os ganhos com a venda da reciclagem. A ideia é que essas atividades poderiam gerar recurso para o próprio setor melhorar”, ressaltou Silva.

Cenário sem mudanças

Em 2011, 51,4% dos resíduos brasileiros eram matéria orgânica (passível de compostagem), 31,9% eram recicláveis e 16,7% entravam na categoria outros (em geral rejeitos que não têm nenhum aproveitamento).

Esse quadro foi complementado com o dado de que 42,44% dos resíduos têm destino inadequado (vai para lixões) e só 3% são reciclados. Pelos cálculos dos pesquisadores, em uma projeção para 2030, mantidas essas condições, as emissões do setor seriam equivalentes a 95,5 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Fonte: Ecodesenvolvimento

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