A Argentina, o terceiro maior exportador mundial de soja, autorizou nesta terça-feira (21) a comercialização em seu mercado de uma nova variedade transgênica do grão, desenvolvida pelo multinacional Monsanto.
“É um dia muito especial para a Argentina, porque vamos ter uma segunda geração de soja: hoje aprovamos o evento número 27 e a biotecnologia é uma ferramenta para o crescimento sustentável”, afirmou o ministro da Agricultura argentino, Norberto Jaouhar, na apresentação da nova semente, denominada Intacta RR2.
Esta nova variedade, segundo seus criadores, tem maior rendimento produtivo e demanda uma menor quantidade de água e agrotóxicos para o seu cultivo.
A Argentina produz soja transgênica desde 1996, quando autorizou o cultivo de sementes geneticamente modificadas desenvolvidas pela Monsanto.
A multinacional americana anunciou, no último mês de junho, investimentos de cerca de 1,8 bilhões de pesos (R$ 790 milhões) na Argentina para montar no país uma nova planta industrial para a produção de sementes de milho.
Fonte: Info.abril







Paralisação de Belo Monte (PA) preocupa empresários da região
A paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte, iniciada ontem por determinação judicial, preocupa os pequenos e médios empresários da região de Altamira (PA), principal município afetado pelo empreendimento.
Segundo o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (Fort Xingu), composto por mais de 200 entidades da sociedade civil, a região poderá sofrer sérios problemas de ordem econômica, social e ambiental caso a interrupção seja mantida.
“A paralisação das obras de construção da usina, além de grave demonstração de insegurança jurídica para os empreendedores privados interessados em investir no avanço da infraestrutura do país, constitui um retrocesso no processo de melhoramento da matriz energética brasileira no que diz respeito ao meio ambiente”, afirmaram os representantes da instituição.
Os empresários disseram que a paralisação significa parar também ações como o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, programa que prevê R$ 500 milhões em investimentos dos empreendedores responsáveis pela usina.
“O setor empresarial da região poderá sofrer com um processo de falência em massa, uma vez que a maior parte fez investimentos altos para atender a demanda gerada pela construção da usina”, comenta a instituição.
Na semana passada, decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a suspensão da construção da usina sob alegação de que os índios da região devem ser consultados pelo Congresso Nacional a respeito do impacto do projeto. A decisão é do desembargador federal Souza Prudente, que se baseou na Constituição brasileira e na legislação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para pedir o interrupção da obra.
Fonte: Folha de São Paulo.