Painéis de energia solar devem atender 13 % das residências brasileiras até 2050

A redução do custo e o incentivo à instalação de painéis fotovoltaicos nos telhados das residências devem provocar uma importante mudança na estrutura de fornecimento energético do sistema nacional brasileiro, sinalizou, na semana passada, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim. Segundo ele, projetos dessa natureza, chamados de “geração distribuída fotovoltaica residencial”, podem representar o atendimento a 13% do consumo residencial brasileiro em 2050. Hoje, esse número é de apenas 0,2%.

O potencial técnico para a geração de energia a partir de painéis de energia solar, instalados em telhados de residências, seria de 33 mil MW médios, segundo Tolmasquim. “Olhando a tarifa atual, a energia fotovoltaica já é viável e acreditamos que, entre hoje e 2019, o custo da fotovoltaica continuará competitiva”, afirmou o presidente da EPE, que participou do Fórum GD e Cogeração – Iniciando um novo ciclo de desenvolvimento, organizado pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) e pelo CanalEnergia.

A competitividade citada por ele é pautada pela redução do custo de instalação de sistemas de geração e pela decisão do governo de isentar o ICMS sobre o resultado líquido dos consumidores que geram a própria energia. O resultado líquido viria da diferença entre o volume de energia gerado e o montante consumido – não havendo a isenção, o consumidor que gerava energia seria bitributado.

A evolução do conjunto de projetos fotovoltaicos, aliada à instalação de novos projetos de cogeração de energia, pode fazer com que, em 2050, o equivalente a 16% do consumo total de energia elétrica no Brasil seja atendido por esses dois tipos de projetos, segundo Tolmasquim.

Fonte: Info.abril

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Mudanças climáticas ameaçam extinguir 1 em 6 espécies

Uma em cada seis espécies pode ser extinta se nada for feito para reverter mudanças climáticas, de acordo com analistas.Se as emissões de carbono continuarem no ritmo atual e as temperaturas subirem 4 graus até 2100, 16% dos animais e vegetais se perderão, segundo a pesquisa.

O estudo, publicado na revista científica Science, mostra que os riscos são maiores na América do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Mark Urban, da Universidade de Connecticut, nos EUA, analisou dados de 131 estudos específicos sobre risco de extinção devido à mudança climática.

Alguns deles haviam sugerido que as mudanças climáticas poderiam afetar até 54% das espécies – outros diziam que quase nenhuma seria afetada.

Urban descobriu que, a cada grau que a temperatura aumenta, a taxa de perda de biodiversidade acelera.

Se as temperaturas subirem 2 graus no futuro em comparação com o período pré-industrial, o risco de extinção global vai subir dos 2,8% atuais para 5,2%.

“Se o mundo não se unir e controlar as emissões de gases de efeito estufa e nós permitirmos que a Terra se aqueça consideravelmente, vamos enfrentar uma perda potencial de uma em cada seis espécies”, disse Urban.

América do Sul é uma das regiões onde risco de extinção devido a alterações climáticas é maior

“Muitas espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele.”

Habitats únicos

Os riscos de extinção mais elevados estão previstos para a Austrália, Nova Zelândia e América do Sul, onde há muitas espécies adaptadas a habitats que não existem em outros lugares.

Comentando a pesquisa, o professor John J. Wiens, da Universidade do Arizona, disse que o risco de extinção devido a alterações climáticas pode ser ainda maior do que 16%, já que a maioria dos estudos analisados foram da Europa e América do Norte, onde os riscos de extinção são menores.

 

“Na América do Sul, o risco de extinção foi estimado em 23%”, disse ele.

“Infelizmente, esse número mais elevado pode refletir melhor o número de espécies que podem ser extintas devido às alterações climáticas em um nível global, se considerarmos a forma como as espécies do mundo são distribuídas.”

Mike Barrett, diretor de Ciência e Política da WWF-UK, disse que as descobertas ecoam seu relatório Planeta Vivo, que constatou que populações de espécies de vertebrados caíram pela metade desde 1970.

“Este relatório olha para a frente e descobre que muitas espécies estão ameaçadas de extinção se não formos capazes de combater as alterações climáticas.”

Fonte: BBC Brasil.

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Cientistas desenvolvem planta-robô que promete revolucionar estudo ambiental

 

 

Divulgação

 

Pesquisadores anunciaram a criação de uma planta-robô que pode revolucionar o estudo do solo e do subsolo e abrir novas possibilidades para a exploração do meio ambiente e do comportamento da flora.

Para criar os chamados ‘plantoides’, os cientistas decifraram os movimentos das raízes de vegetais e os transportaram para o mundo da inteligência artificial. Eles então adaptaram a morfologia e as habilidades naturais das raízes a um sistema eficiente de perfuração e análise da terra.

Segundo os pesquisadores, o protótipo da planta sintética tem “vida própria”.

Os ‘plantoides’ são capazes de explorar e penetrar a terra com um gasto mínimo de energia – economia de até 70% se comparado com sistemas tradicionais de perfuração linear – devido à redução do atrito com as barreiras naturais de ambientes irregulares.

“Na universidade, aprendemos questões relativas à botânica, mas aqui se trata de compreender as plantas sob um ponto de vista tecnológico”, disse à BBC Brasil a bióloga italiana Barbara Mazzolai, coordenadora do projeto Plantoid, no Centro de Micro-BioRobótica do Instituto Italiano de Tecnologia(IIT), em Gênova.

 

Entre as aplicações futuras da invenção, estão da descontaminação de um terreno até a exploração de minérios, passando pela busca por água e o estudo da comunicação entre as plantas.

O projeto, financiado pela União Europeia, envolve o IIT, a Universidade dos Estudos de Florença, o Instituto de Bioengenharia de Barcelona, na Espanha, e o Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça.

Raiz robótica

Ao contrário das plantas reais, que crescem sempre, o desenvolvimento do robô vegetal se limita à quantidade de material depositada dentro do tronco. Ele é alimentado por diferentes fontes de energia, entre elas a solar.

 

 

O plantoide foi desenvolvido em plástico, com uma impressora 3D. Um mecanismo interno permite ao robô armazenar dentro de si tudo o que lhe serve para continuar a sua viagem ao interior da terra.

As raízes artificiais do plantoide avançam por meio de tentáculos inteligentes que descem pela base.

“Este robô se autoconstrói. A única parte fixa é a ponta final, onde estão instalados os sensores”, explica Barbara Mazzolai. “É como o crescimento dos nossos cabelos. Eles crescem da raiz na cabeça, e não da ponta final”, diz ela.

As raízes artificiais crescem e investigam o subsolo a partir de um programa que responde a dois estímulos: “ao do operador, que pode dar a ordem de procurar água, por exemplo, e ao do próprio robô, inspirado biologicamente, projetado e programado para medir parâmetros como temperatura, umidade, gravidade”, explica a coordenadora italiana.

“Ele tem ainda sensores químicos – para detectar a presença de fósforo, nitrogênio, potássio – e físicos, como o tato – que é fundamental para a integridade robótica.”

 

A fiação inteligente termina na ponta da raiz artificial, que é formada por uma cápsula de teflon. Esta ponta concentra os dispositivos sensíveis que vão “ler” o terreno. “Entre eles, temos um que mede a força aplicada por uma raiz quando encontra uma pedra no caminho”, conta Barbara Mazzolai.

O desafio foi o de transformar a reação de uma raiz natural diante de um problema como este em complicados algoritmos, que formam a base da linguagem robótica que determina o comportamento do plantoide.

“Tivemos que estudar o movimento das raízes embaixo da terra. Elas mudam de estratégia quando se deparam com um solo muito duro, por exemplo. Quando encontram um obstáculo, giram ao redor como espirais até achar uma saída, ou procuram fraturas. Assim, elas reduzem a força e a energia para superá-lo. Esta foi uma pesquisa difícil de ser feita”, conta Barbara Mazzolai.

A partir daí criaram-se os programas que permitem ao plantoide imitar os movimentos e as percepções das plantas naturais.

Testes

Os pesquisadores estudaram diferentes tipos de plantas para desenvolver os plantoides, mas se concentraram, principalmente, no milho.”Porque era mais fácil de cultivar em laboratório e tem uma raiz bem ramificada, relativamente grande”, disse a pesquisadora.

É muito belo ver a estratégia da planta para sobreviver e se defender no meio ambiente. Ela está presente desde o início dos tempos e tem conseguido se adaptar sempre”, disse Barbara Mazzolai.

O protótipo atual chega a perfurar meio metro de terreno, mas futuras questões mais específicas exigirão uma escavação mais profunda, como uma hipotética exploração de petróleo ou de uma superfície deserta de um planeta distante.

“Em função de uma determinada aplicação, as dimensões devem ser revistas. O nosso robô é demonstrativo, por enquanto”, diz Barbara Mazzolai. “O objetivo é gerar novas tecnologias e linhas de pesquisa.”

Fonte: BBC Brasil.
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Empresa promete ‘revolução’ com baterias para residências

A fabricante americana de carros elétricos Tesla Motors anunciou ter inventado uma bateria que armazena energia para abastecer casas e empresas.

Os dispositivos podem “guardar” energia proveniente de fonte solar, eólica ou captada do sistema elétrico e conseguiriam garantir seu suprimento durante apagões ou em áreas remotas.

A Tesla Motors pretende começar a vender essa bateria nos próximos meses e promete ‘revolucionar’ o mercado da energia no mundo, ao dar a seus usuários mais independência das redes elétricas e uma alternativa a geradores movidos a combustível fóssil.

Segundo o presidente da Tesla Motors, Elon Musk, a inovação pode ser particularmente útil em países em desenvolvimento. “Isso será uma grande solução para pessoas em partes remotas do mundo”, disse Musk.

“Vamos ver algo semelhante ao que aconteceu com os celulares e as linhas fixas de telefone. Com os celulares não houve a necessidade de estender as redes telefônicas em muitos países e em localidades remotas.”

Segundo um comunicado da Tesla Motors “(a nova bateria) é um passo crítico na missão (da empresa) de permitir a geração de energia sem emissão (de poluentes)”.

A empresa é conhecida por suas inovações no ramo de veículos elétricos, mas Musk também tem apostado em pesquisas em outras áreas.

Em 2013, ele revelou um projeto bilionário para a construção de um sistema de transporte de passageiros em cápsulas que podem viajar por cima e por baixo da terra.

O chamado Hyperloop usaria magnetos e ventiladores para impulsionar essas cápsulas, que flutuariam dentro de um longo tubo, movidas a energia solar. Segundo Musk, o sistema poderia permitir que uma viagem de apenas meia hora ligasse as cidades de Los Angeles e San Francisco, que ficam a 610 km uma da outra.

Nova tecnologia

De acordo com analistas, a nova bateria recarregável de íon-lítio da Tesla Motors usaria uma tecnologia semelhante a das baterias dos carros elétricos produzidos pela empresa.

O Deutsche Bank calcula que a venda desses sistemas de armazenamento de energia possa gerar US$4,5 bilhões (R$13,5 bilhões) em receita para a Tesla Motors, que em fevereiro anunciou ter tido um prejuízo de US$ 107 milhões (R$322 milhões) no quarto trimestre de 2014.

A empresa pretende vender a unidade de 7 kWh por US$ 3.000 (R$9.048), enquanto a unidade de 10 kWh sairia por US$ 3,500 (R$10.556) para os instaladores.

Para se ter uma ideia, um kWh é suficiente para garantir dois dias de trabalho em um laptop ou um ciclo de lavagem de roupa na máquina.

Musk diz que os usuários também poderiam usar as baterias em suas casas e empresas para captar energia do sistema elétrico nas horas do dia em que esta é mais barata – o que lhes ajudaria a economizar na conta de luz.

Segundo o executivo, por enquanto será feita uma parceria com a Solar City – empresa na qual o executivo é o maior acionista – para que ela se encarregue da instalação desses dispositivos. Mas outras empresas também teriam mostrado interesse em fazer esse trabalho.

Repercussão

Para Alasdair Cameron, ativista em favor das fontes de energia renováveis da ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra), os painéis solares e baterias para armazenar energia em casa no futuro podem se tornar tão comuns como os sistemas de aquecimento central de residências em países frios.

“Assim como a internet mudou a forma como usamos a informação, as fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar, estão mudando o modo como geramos e usamos esse recurso. E o seu armazenamento é um passo importante nesse processo de mudança”, diz ele.

“Estocar energia de forma eficiente e mais barata permitirá aos indivíduos e às empresas usar essa energia renovável a qualquer momento, reduzindo a necessidade de combustíveis fósseis responsáveis pelas mudanças climáticas.”

Já Richard Taylor, correspondente da BBC News em San Francisco, ressalta os desafios que a Tesla tem pela frente para garantir o sucesso de seu novo produto.

Para começar, pode não ser tão fácil para a empresa conquistar clientes dado o preço relativamente elevado da nova bateria, segundo Taylor.

“A empresa também enfrenta a concorrência de rivais com bolsos mais recheados que tem buscado criar baterias semelhantes, como a General Electric e a sul coreana LG Chem”, diz Taylor.

“Além disso, há o risco de que essa bateria de íon-lítio seja ultrapassada em poucos anos por outra tecnologia que a Tesla não domina.”

Fonte: BBC Brasil.

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Consumo de energia elétrica cai 0,9% em março

O consumo de energia elétrica no país caiu 0,9% em março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. No total, foram consumidos 39,8 mil gigawatts-hora (GWh) no mês passado, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a EPE, o consumo residencial caiu 1,1%, devido a fatores como as temperaturas mais amenas comparadas ao mesmo período do ano passado, que levaram a um uso menor dos aparelhos de ar condicionado.

O consumo das indústrias manteve-se em queda (-3,2%), ainda como reflexo da atividade fraca generalizada do segmento econômico. Já o consumo do comércio cresceu 2,1%, em um ritmo abaixo do seu histórico, devido a fatores como o cenário econômico adverso e temperaturas mais amenas.

No acumulado do terceiro trimestre de 2014, a queda do consumo de energia no país chegou a 0,6%. No acumulado de 12 meses, no entanto, houve alta de 0,5%.

Fonte: Agência Brasil.

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ONU vai fornecer alimentos a 1,4 milhão de atingidos pelo terremoto no Nepal

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai fornecer assistência alimentar às pessoas atingidas pelo terramoto no Nepal, anunciaram hoje (28) as principais agências da instituição em entrevista coletiva.

 “O Programa Alimentar Mundial prevê assistência humanitária nos próximos três meses a 1,4 milhão de pessoas que têm grande necessidade de alimentos. Será uma operação em massa”, disse a porta-voz do organismo, Elizabeth Byrs, adiantando tratar-se de uma operação muito difícil devido à topografia montanhosa do país.Segundo o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Christophe Boulierac, as primeiras avaliações indicam que “1,3 milhão de crianças precisam de ajuda humanitária urgente”. Muitas delas estão em aldeias rurais, onde “ainda não foi feito um balanço exato dos danos”.

Dos cerca de 30 milhões de habitantes do Nepal, 40% são menores. A preocupação imediata do Unicef é o risco de propagação de doenças relacionadas à falta de água potável.

Também preocupa o fato de estar próximo o início da temporada de tempestades, em maio, que aumentará a dificuldade das operações de socorro.

O terremoto registrado no sábado (25) no Nepal devastou o país, causou mais de 4,3 mil mortes e afetou 8 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil.

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Aquecimento global provocado pelo homem influenciam no tempo extremo

O aquecimento global vivido atualmente pela Terra, causado “muito provavelmente” pela ação humana, é responsável por algumas manifestações de clima extremo, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na revista britânica “Nature”.

A pesquisa, desenvolvida por cientistas do Instituto de Ciências Atmosféricas e Climáticas da universidade ETH Zurique, sustenta que 75% de altas temperaturas extremas registradas no mundo todo são consequência do aquecimento global.

A mudança climática, que os autores do estudo, Erich Fischer e Desafio Knutti, consideram que é provocada “muito provavelmente” pelo homem, é também responsável por cerca de 18% das precipitações de chuva extremas que ocorrem no planeta.

“A mudança climática se refere não só às mudanças no clima médio, mas também no tempo extremo. Ele demonstrou que existe contribuição humana na ocorrência de poucas ondas de calor proeminentes e fortes precipitações”, diz o texto.

As porcentagens citadas, afirmam os especialistas no documento, aumentam com a alta das temperaturas.

A experimentação com modelos climáticos demonstra que se as temperaturas aumentassem dois graus centígrados com relação aos “níveis pré-industriais”, por volta de 40% das precipitações de chuva extremas seria consequência da “influência humana”.

Fischer e Knutti recorreram ao uso de “dois parâmetros métricos” para determinar o grau de incidência humana nas variações de precipitações e temperaturas provocadas pela mudança climática.

A essas equações são aplicados os dados recopilados diariamente de 25 modelos climáticos que consideraram simulações históricas do período 1901-2005 e das projeções para 2006-2100 em um cenário de “altas emissões”.

A partir desses experimentos, os pesquisadores sugerem que os eventos climáticos mais “incomuns e extremos” estarão “provavelmente muito mais sujeitos” à influência “das emissões de gases do efeito estufa”.

Fischer e Knutti lembram que a adoção de uma perspectiva global permite chegar a estimativas mais precisas sobre o efeito do aquecimento nos eventos extremos, frente aos estudos que se centram em eventos individuais, nos quais os modelos geram uma “maior incerteza”.

Fonte: Agência EFE.

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Produtores têm dificuldades para realizar CAR e sistema do governo federal apresenta falha

O prazo está vencendo no próximo dia 6 de maio e muitos produtores ainda não fizeram o cadastramento. Nos últimos dias, o site do governo federal que foi disponibilizado para o cadastro apresentou falhas e inoperância. Assim, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e as demais federações de agricultura do país entraram com pedido de prorrogação que ainda não foi anunciado.

Durante a semana passada, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que o prazo para o cadastramento rural não será prorrogado, de acordo com ela, não há motivos para o atraso na entrega da documentação. “Se não tem internet, há o modo off line. Os estados receberam R$ 400 milhões e foram treinadas mais de 40 mil pessoas para o cadastramento”, afirmou em coletiva na ExpoLondrina 2015.

Em Goiás, de acordo com a engenheira agrônoma e consultora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) para a área de Meio Ambiente, Jordana Sara, apenas 12% das propriedades rurais já estão cadastradas. “No Estado, temos um total de 150 mil propriedades, dos quais, apenas 18 mil estão cadastradas no sistema”, explica.

Para ela, as propriedades cadastradas ainda são poucas e um dos problemas é falta de conhecimento de produtores e técnicos na hora do preenchimento no sistema. “O cadastro em si, tem uma série de informações técnicas que precisam ser declaradas durante o preenchimento e muitos técnicos, apesar dos cursos e orientações não estão conseguindo realizá-los”. Um dos motivos é o problema no sistema, que nos últimos dias registrou falhas e inoperância.

Muitas dúvidas

Já no campo, sobram dúvidas e desgastes. O agricultor Odenilton de Oliveira, tem uma propriedade no município de Niquelândia e depois de várias tentativas frustradas, na última, conseguiu por meio de um auxilio técnico, finalizar o cadastramento. “Tive grandes dificuldades. Quando fiquei sabendo do CAR busquei informações com alguns especialistas, mas muitos não conseguiram me auxiliar, foi aí que resolvi contratar um consultor particular para desenrolar com isso”, ressalta.

Em Jussara, o produtor José Simão, há dias não consegue realizar seu cadastro. “Todos os dias tento preencher e finalizar o cadastramento, mas nem o site está funcionando. O que faço? Estou esperando e tentando diariamente até conseguir”. Por meio de um técnico, José Simão, conseguiu adiantar todos os documentos necessários. “Estou com todos os documentos em mãos, corri, gastei dinheiro, mas estão todos aqui”, salientou.

Consequências

Os produtores que não realizarem o cadastro até a data prevista irão sofrer sanções. Muitos encontrarão dificuldades, inclusive na obtenção de crédito, para viabilizar o custeio das próximas safras. Além disso, os proprietários que não realizarem o cadastramento perderão benefícios previstos no Novo Código Florestal, como a suspensão de multas administrativas por corte irregular de vegetação no imóvel e a possibilidade de regularizar áreas de Reserva Legal.

Sobre o CAR

O CAR é uma exigência do Novo Código Florestal, obrigatório para todos os imóveis rurais. Não importa o tamanho, a região e a ocupação do solo. O cadastro ambiental exige que o agricultor conheça a fundo sua propriedade. Não basta, por exemplo, saber apenas se tem morro ou não na sua área. É preciso saber a declividade, quantas nascentes tem na terra e a largura dos rios. É preciso informar as datas de abertura das áreas para saber se está ou não enquadrada nas áreas consolidadas.

Fonte: Agroin.

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Banco Mundial exige ações para reduzir impacto do clima na África

O Banco Mundial exigiu hoje (27) ações imediatas e a adoção de novas abordagens dos governos africanos para reduzir o impacto das mudanças climáticas, que vai sair caro ao continente, alertou a instituição financeira em relatório publicado nesta segunda-feira.

Intitulado Reforçar a Resiliência Climática das Infraestruturas na África, o estudo do Banco Mundial foi divulgado na cúpula sobre a capacidade de resistência climática das infraestruturas na África, que ocorre na capital da Etiópia, Adis Abeba.

Em 2012, os chefes de Estado e de Governo africanos criaram um programa estratégico de desenvolvimento, para resolver os problemas de infraestrutura no continente, e se comprometeram a investir na construção de barragens hidrelétricas, centrais elétricas e canais de irrigação, que estarão potencialmente vulneráveis em caso de um forte impacto das mudanças do clima.

No documento, o Banco Mundial apela aos líderes africanos para que adotem ações imediatas para reduzir os riscos das mudanças climáticas nas hidrelétricas e infraestruturas de irrigação, face às incertezas do futuro.

“As alterações climáticas exigem novas abordagens que ajudarão a tornar os investimentos em infraestrutura na África mais resistentes ao clima de incerteza do futuro. A falta de ação não é uma opção”, disse o assessor regional do Banco Mundial para a África, Jamal Saghir.

A análise dos peritos do Banco Mundial sugere que os benefícios em termos de redução de riscos podem exceder significativamente o custo de modificar planos de investimentos atuais.

Num cenário de seca, decorrente das alterações climáticas, o relatório prevê perdas de receitas da energia produzida pelas hidrelétricas em até 60% e assinala que os custos de consumo de energia podem triplicar.

Por isso, os políticos precisam de informação e ferramentas para criar planos de adaptação que respondam às situações específicas, dizem os peritos do Banco Mundial, citados no relatório.

Fonte: Agência Brasil.

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Audi cira diesel utilizando apenas água e ar

A montadora alemã Audi afirma ter criado o “combustível do futuro”, feito a partir de água, dióxido de carbono e fontes renováveis de energia. Ao contrário do diesel convencional, o chamado “e-diesel” não contém enxofre ou outros poluentes, além de ter uma eficiência energética de cerca de 70%. O combustível foi criado pela startup alemã Sunfire, parceira da Audi na criação de tecnologias limpas para os carros da marca, em uma fábrica em Dresden.

A criação do combustível, chamado de “azul cru” pela Audi, exige o aquecimento de uma quantidade de água até 800 ºC, gerando um processo de eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química) que separa o hidrogênio do oxigênio.

O hidrogênio que resulta do processo de eletrólise reage com o CO2 em reatores criados espeficicamente para síntese de produtos químicos, em processos que mais uma vez acontecem em alta pressão e temperatura. O produto da reação é um líquido composto de hidrocarbonetos de cadeias longas, conhecido como “azul cru”.

Até mesmo o processo para gerar o combustível é ecologicamente correto. A eletricidade usada para aquecer a água é gerada por turbinas eólicas e o CO2 é capturado diretamente do ambiente, retirando o gás causador do efeito estufa da atmosfera.

O combustível sintético criado, livre de enxofre e hidrocarbonetos aromáticos (como benzeno, por exemplo), pode ser misturado com o diesel convencional ou até mesmo ser usado como combustível, de forma independente. A Sunfire estima que o preço de mercado do diesel sintético custe entre 1 e 1,5 euro por litro (4,7 reais), um pouco mais caro do que o diesel comum na Europa, mas com eficiência muito maior do que a gasolina (20%) e o diesel (45%).

Fonte: Info.abril

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