Sandy força fechamento parcial de usina nos EUA

Parte de uma usina nuclear foi fechada nos EUA no começo da madrugada desta terça-feira e outra, a mais antiga do país, declarou estado de alerta após a passagem da tempestade Sandy.

Uma das unidades da usina de Indian Point, localizada a cerca de 72 quilômetros ao norte da cidade de Nova York, foi fechada por volta das 12h45 de hoje (horário de Brasília) por causa de problemas relacionados à rede elétrica. Segundo a Entergy Corp., operadora da usina, não há risco para os funcionários locais ou público em geral. A outra unidade da usina continuou operando normalmente.

Já a usina com mais tempo de operação dos EUA, a de Oyster Creek, em Nova Jersey, já estava inativa por causa de um reabastecimento programado de combustível, mas os altos níveis de água ao redor de sua estrutura levaram oficiais de segurança a declarar “evento incomum” por volta das 9h (de Brasília) de ontem. Duas horas mais tarde, a situação foi elevada para “alerta”, o segundo menor nível em uma sistema de advertência de quatro graus.

Segundo a Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, no entanto, as condições ainda são seguras em Indian Point, Oyster Creek e em todas as demais usinas do país. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

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Cientistas criam chip biodegradável com teia de aranha

Cientistas do Instituto de Física de Rennes, na França, criaram uma forma de usar a seda das aranhas na produção de chips biodegradáveis. A teia consegue conduzir a luz tão bem quanto o vidro da fibra ótica.

Segundo a Wired, durante os testes, eles elaboraram um circuito eletrônico integrado apenas com as teias de aranha. Com isso, eles perceberam que o material tem capacidade para conduzir a luz de um ponto a outro.

A ideia é que esse tipo de circuito eletrônico possa melhorar e ajudar a medicina com exames em locais inacessíveis. Isso porque as teias de aranhas são constituídas de um material extremamente fino, que pode ajudar no diagnóstico prévio de muitas doenças.

A teia de aranha é um material simples, mas que tem incríveis propriedades. Dez vezes mais finos que os fios de cabelo de um ser humano, os filamentos de seda produzidos pelas aranhas são mais resistentes que o kevlar, material usado na confecção de artigos à prova de balas. Além disso, são mais fortes que o aço, são biodegradáveis e podem ser absorvidos pelo corpo humano.

Porém, houve uma falha durante a pesquisa inicial. Isso fez com que uma parte da informação no circuito perdesse o contato com a seda da teia. Mas os cientistas acreditam que o circuito ainda será aprimorado e o problema desaparecerá no futuro.

Fonte: Info.abril

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Japão luta para armazenar água nuclear

O Japão busca desesperadamente lugar para armazenar milhares de toneladas de água altamente contaminada e usada para esfriar os acidentados reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi. Cerca de 200 mil toneladas de água radioativa, suficientes para encher mais de 50 piscinas olímpicas, estão sendo guardadas em tanques gigantes construídos em volta da usina, agora fechada. A empresa privada Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pela central, cortou várias árvores para dar lugar a mais tanques, e prevê que a quantidade de água mais do que triplicará nos próximos três anos.

“É uma questão urgente porque o armazenamento de água tem seus limites, há um espaço limitado”, disse o gerente de tratamento de águas Yuichi Okamura, em entrevista exclusiva à agência de notícias AP. Utilizar enormes quantidades de água para esfriar os reatores foi a única forma de evitar uma catástrofe ainda maior, depois que estes foram afetados por um tsunami e um terremoto no dia 11 de março de 2011. Okamura recorda o quanto procurou, desesperadamente, formas de desviar a água para as piscinas de combustível usado, localizadas no andar mais alto da central, que tem 50 metros de altura.

Sem água, o combustível usado provavelmente teria superesquentado e derretido, causando nuvens de fumaça radioativa com alcance de vários quilômetros, e possivelmente afetando milhões de pessoas. Contudo, as medidas tomadas para manter a usina sob controle causaram outra dor de cabeça para a companhia responsável por ela: o que fazer com toda a água radioativada que vazou dos reatores afetados e que foi armazenada em porões da central e em instalações próximas? “Na ocasião não esperávamos que a água altamente contaminada fosse parar na sala de turbinas”, admitiu Okamura.

O funcionário foi encarregado da criação de um sistema de tratamento que limpasse a água para poder ser reutilizada para resfriamento, além de reduzir os riscos para a saúde dos trabalhadores e os danos ambientais. Inicialmente, a empresa desviou a água para tanques de armazenamento já existentes, próximos aos reatores. A equipe de Okamura, de 55 pessoas, trabalhou rapidamente para instalar uma unidade de tratamento em poucos meses, sendo um projeto que normalmente demora dois anos, afirmou. Com esse equipamento, a Tepco pôde fazer circular a água reprocessada novamente nos núcleos dos reatores.

Apesar de estes estarem sendo resfriados hoje exclusivamente com água reciclada, o volume total da água radioativada continua aumentando, sobretudo porque as rachaduras nos reatores e nos porões das salas de turbinas estão contaminando os recursos hídricos subterrâneos. No mês que vem, o grupo de Okamura pretende ativar um novo equipamento purificador usando tecnologia da empresa Toshiba Corp. “Usando o sistema ALPS, teoricamente, todos os produtos radioativos podem ser purificados até ficarem abaixo dos níveis de detecção”, afirmou o funcionário. Mas, enquanto isso, os tanques vão enchendo.

Masashi Goto, engenheiro nuclear e conferencista universitário, alertou que a água contaminada representa uma grande ameaça no longo prazo para a saúde e o meio ambiente. Ele também disse estar especialmente preocupado porque a água radioativa nos porões estaria vazando para o sistema hídrico subterrâneo, por cujos canais poderia chegar muito mais longe e, possivelmente, alcançar o oceano ou a rede pública de fornecimento.

“Há piscinas com cerca de dez mil ou 20 mil toneladas de água contaminada em cada usina, e há muitas dessas. Trasladar tudo isso para um só lugar significaria tratar centenas de milhares de toneladas de água, o que é uma loucura”, ponderou Goto. “É uma quantidade escandalosa, realmente escandalosa”, ressaltou. A usina terá que manejar a água contaminada até que todo o combustível derretido e outros escombros sejam removidos, processo que facilmente levará mais de uma década.

Fonte: Envolverde, Publicado sob acordo com a Al Jazeera.


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Comissão sobre mudanças climáticas discutirá planos governamentais

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas promoverá audiência pública na próxima quarta-feira (31) para discutir três planos governamentais relacionados ao tema: o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia; o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado; e o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono.

Foram convidados para o debate representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de organizações não governamentais. A reunião será realizada no Senado, a partir das 14 horas, na sala 9 da Ala Alexandre Costa.

COP 18
Na semana passada, o colegiado debateu as políticas  do País que serão apresentadas na 18ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 18). Esse evento, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), acontecerá em Doha, no Catar, de 26 de novembro a 7 de dezembro.

A comissão mista é presidida pelo deputado Márcio Macêdo (PT-SE). A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) é a vice-presidente e o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), o relator.

Fonte:Agência Camara de noticias.

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Furacão Sandy cancela voos entre o Brasil e a Costa Leste dos EUA

Pelo menos 10 voos entre cidades brasileiras e a Costa Leste dos Estados Unidos foram cancelados nesta segunda-feira (29) por causa do furacão Sandy.

 Um voo previsto para a terça-feira (30) também não deve partir.A previsão é que o furacão chegue à Costa Leste dos EUA entre a tarde e a noite desta segunda. Apesar disso, a maior parte das companhias aéreas que operam entre os dois países não soube informar sobre a situação dos voos amanhã.
A TAM confirmou o cancelamento de dois voos que partiriam de Nova York na noite desta segunda com destino ao Brasil – um para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e um que pousaria no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Outros dois voos já haviam sido cancelados na manhã desta segunda pela TAM.
A companhia ainda não tem previsão para os voos de terça-feira.
A Delta informou que os dois voos agendados para a noite desta segunda-feira – com partida de Guarulhos e Nova York – foram novamente cancelados. Segundo a empresa, ainda não há confirmação em relação aos voos agendados para amanhã, mas a previsão é que os aeroportos de Nova York voltem á normalidade até o final da manhã de terça.
A American Airlines cancelou hoje dois voos partindo de São Paulo e um que sairia do Rio de Janeiro para Nova York. A companhia também informou que o voo AA966, que estava previsto para partir na terça de São Paulo, está cancelado. Outras duas partidas foram canceladas no domingo (28).
A United Airlines cancelou três voos neste domingo com saída de São Paulo para Houston, Washington e Newark.
Segundo a companhia, apenas o vôo de São Paulo para Nova York da United foi cancelado nesta segunda. A empresa afirma que os impactos em relação às passagens aéreas para os Estados Unidos devem ser sentidos até esta terça pelo menos, mas ainda não há confirmação sobre cancelamento de outros vôos.
Informações e o mapa abaixo tiradas do site www.g1.globo.com

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AIE apresenta como dobrar energia hidrelétrica até 2050

 

A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou nesta segunda-feira uma série recomendações para dobrar a produção de energia hidrelétrica no mundo até 2050, com o objetivo de limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa e conter o aquecimento do planeta

Em 2010, as fontes hídricas geraram 16,3% da energia consumida no mundo, quase 3.500 terawatts (TWh), recordou a AIE, uma agência com sede em Paris ligada à OCDE, em um mapa do caminho divulgado por ocasião do congresso Hidro 2012, que acontece até quarta-feira em Bilbao, norte da Espanha.
Esta produção supera a energia nuclear (12,8%), o que faz desta a primeira fonte renovável de energia elétrica, muito à frente da eólica, solar, geotérmica e outras energias renováveis (3,6%).
Mas é relativamente pouco na comparação com as energias fósseis (petróleo, carvão e gás), que asseguram 67% da produção mundial de eletricidade.
Para duplicar a capacidade e a produção hidrelétrica até 2050, a agência pediu o fim dos obstáculos legais e que a energia seja melhor aceita.
Também defende a modernização e aumento da capacidade das usinas existentes com mais turbinas. A AIE sugere uma série de ações governamentais como a adoção de planos de desenvolvimento nacionais, maior cooperação entre as fronteiras ao redor das grances baciais fluviais, simplificação dos processo administrativos, entre outros.
A agência faz recomendações em termos de aceitação ambiental e social, ponto fraco da energia hídrica.
As represas, que não emitem CO2 com exceção da construção, são geralmente rejeitadas pelas consequências para a fauna e a flora, assim como para as populações próximas.
A AIE não oferece respostas milagrosas para o dilema e sugere “evitar tanto quanto possível os impactos negativos” e “quando for impossível evitá-los, que sejam minimizados, atenuados ou compensados”.
Fonte: AFP
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Guarani Kaiowá não serão obrigados a deixar fazenda ocupada

Os 170 índios guaranis kaiowás que há quase um ano ocupam parte de uma fazenda da cidade de Iguatemi, a cerca de 460 quilômetros da capital sul-matogrossense, Campo Grande, e cuja situação ganhou destaque nacional nos últimos dias não terão que deixar a área. A medida vale pelo menos até que a real situação da propriedade seja esclarecida ou que laudos antropológicos descartem se tratar, como afirmam os índios, de terra tradicional indígena.

Segundo a Justiça de Mato Grosso do Sul, diferentemente do que os índios, as organizações indigenistas e o próprio Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul chegaram a anunciar, a decisão do juiz federal Sergio Henrique Bonachela, da 1ª Vara Federal em Naviraí (MS), constitui liminar de manutenção de posse e não de reintegração da área ocupada por 100 adultos e 70 crianças guaranis kaiowás desde novembro de 2011

A Agência Brasil entrou em contato com a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul hoje (26) de manhã e continua aguardando uma posição oficial sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil

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Projeto transforma bitucas de cigarro em papel

Três estudantes da Favela de Heliópolis desenvolveram um projeto para reutilizar as 34,2 milhões de bitucas de cigarros descartadas por dia na capital. A iniciativa, chamada de Sementuca, transforma os resíduos em folhas de papel semente

Segundo os jovens, de 16 a 18 anos, a ideia veio depois da Lei Antifumo, que entrou em vigor em agosto de 2009. “Aumentou muito o número de bitucas jogadas nas calçadas da cidade e isso nos incomodava”, diz Alan Melo, um dos três alunos da Escola Técnica Estadual Heliópolis.
O projeto foi desenvolvido no curso de Administração e ajudou os garotos a aprender conceitos de química para colocar a ideia em prática. Antes de formar a pasta de celulose, as bitucas são limpas em uma solução química que tira o odor do fumo. O experimento envolveu 200 gramas (cerca de 300 bitucas), que conseguiram produzir sete folhas de papel em tamanho A4.
“Usamos 50% de bituca e 50% de papel reciclado na produção, mas o processo pode ser feito apenas com as bitucas”, afirma Vinicius de Souza, que também integra o projeto. Com as melhores notas da escola,ele ganhou uma bolsa do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, que mantém a escola, e passou o mês de setembro na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, fazendo cursos na área.
O projeto foi apresentado na 6.ª Feira Tecnológica do Centro Paula de Souza, que acaba hoje, na Expo Barra Funda. Foram apresentados mais de 280 projetos de escolas técnicas do Estado. Vinícius diz que o grupo tem a intenção de levar a ideia adiante. “O processo é artesanal, mas pode ser feito em escala maior se houver empresas interessadas”, afirma.
Coordenadora do projeto, a professora Taís Bisbocci conta o próximo passo é fazer um registro na Biblioteca Nacional, no Rio. A esperança é de que o projeto seja apresentado na Feira Brasileira de Ciências (Febrace) da USP, o que poderia render convites para feiras internacionais.
As bitucas usadas pelos alunos de Heliópolis foram fornecidas pela empresa Bituca Verde, que busca soluções para o problema. Nesta quinta-feira, eles apresentam na Feira do Empreendedor, promovida pelo Sebare, em São Paulo, um projeto que pretende reutilizar as bitucas nas indústrias siderúrgica e cimenteira. “Já temos companhias interessadas”,afirma o gerente comercial, Fabiano Russo. “É preciso buscar alternativas, pois não há uma legislação específica para este tipo de resíduo, cada vez mais comum nas ruas e calçadas.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: Agência Estado
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Plano de contingência em petróleo deve sair em breve, diz Ibama

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardi, afirmou nesta quarta-feira que o Plano Nacional de Contingência (PNC), em elaboração pelo governo para minimizar os danos causados por vazamentos de petróleo, deve sair em breve.

Zanardi participou ontem de reunião na Casa Civil, último estágio para a aprovação do documento que precisará ainda da assinatura da presidente Dilma Rousseff para que seja feito um decreto.

‘Deve sair logo’, disse Zanardi, ao apresentar palestra no XIV Congresso Brasileiro de Energia (CBE), realizado pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No entanto, o presidente do Ibama evitou prever quando o PNC será finalizado. De acordo com ele, atualmente o trabalho está em fase de ‘algumas correções’ no texto que será apresentado à presidente da República.

A elaboração do PNC, previsto em lei desde 2000, está atrasada. O assunto veio de novo à tona com o vazamento de petróleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, da americana Chevron, no fim do ano passado.

Com o incidente, diversos setores da sociedade voltaram a cobrar a necessidade do PNC. A notícia de o decreto já estaria quase pronto já foi anunciada algumas vezes.

Fonte: G1

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Índios ameaçam fazer suicídio coletivo

Um grupo de 170 índios da tribo Guarani-Kaiowá decidiu resistir à ordem de desocupação da Justiça Federal e até mesmo morrer para não ter que abandonar a terra nativa. A comunidade vive na margem de um rio próximo do território Pyelito Kue/Mbarakay, no município de Naviraí, no Mato Grosso do Sul.

fonte: www.info.abril.com.br

O grupo é composto por 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças. A tribo pede há vários anos a demarcação de suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. A determinação judicial é do juiz federal Henrique Bonachela. Ele fixou uma multa de R$ 500,00 por dia por descumprimento da ordem.

Em carta entregue ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e à direção nacional da Fundação Nacional do Índio (Funai), os índios anunciaram as atuais condições da comunidade e a falta de perspectiva de sobrevivência. “Seremos atacados, violentados e expulsos da margem do rio. A ação da Justiça Federal gera e aumenta a violência contra nós, ignora os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio próximo de nosso território tradicional”.

Desesperados, os líderes contam na carta que estão acampados em um local sem segurança, onde quatro índios já morreram. Dois se suicidaram e os outros dois foram assassinados por fazendeiros. “Moramos na margem deste rio há mais de um ano. Comemos uma vez por dia. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros”.

Os índios da tribo dizem na carta que a única solução encontrada é a morte coletiva, se a decisão da Justiça não for revertida. “Nós já avaliamos a nossa situação e concluímos que vamos morrer em pouco tempo. Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa na margem do rio ou longe daqui”.

“Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos”, diz um trecho da carta. A promessa deverá ser cumprida caso o despejo seja confirmado, após liminar concedida na semana passada.

Diante do caso, a Funai informou que não pode desobedecer ordem do magistrado, o que aumentou a tensão no acampamento, instalado na fazenda Cambará, à margem do Rio Joguico, no município de Iguatemi. Por sua vez, o Cimi divulgou uma nota em que afirma que a situação no local é “gravíssima”.

Soldados da Força Nacional e agentes da Polícia Federal acompanham a movimentação para atuar em qualquer emergência.

Fonte: Info.abril

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