Atividades em Belo Monte devem ser retomadas

Após suspender a reintegração de posse da área ocupada por manifestantes em um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a área foi desocupada na noite de ontem (9). Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pela construção da usina no Rio Xingu, no Pará, a expectativa é que as atividades sejam retomadas ao longo desta sexta-feira (10), depois de oito dias suspensas por questões de segurança. O prejuízo causado pela interrupção das atividades ainda não foi calculado pelo consórcio.

O Canteiro Belo Monte, a cerca de 75 quilômetros de Altamira, foi ocupado na quinta-feira (2) por um grupo de aproximadamente 150 manifestantes, entre os quais índios da etnia Munduruku, ribeirinhos e ambientalistas. O grupo montou acampamento no local e exigia a regulamentação do processo de consulta aos povos tradicionais.

Os manifestantes também pediam a paralisação de todos os projetos hidrelétricos em curso, até que a regulamentação fosse concluída e as comunidades fossem ouvidas. As consultas prévias estão previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A suspensão da reintegração ocorreu um dia após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ter permitido o uso da força policial, na desocupação do canteiro. A decisão de suspender a reintegração atendeu a um pedido feito pelo Ministério Público Federal do Pará, na tarde de ontem, à desembargadora Selene Almeida, do TRF1, para que o mandado de reintegração fosse revisto.

Na avaliação do MPF, a ocupação ocorria de forma pacífica e uma solução poderia ser alcançada sem necessidade de uso da força. O documento, enviado pelo MPF à desembargadora, também registra que lideranças indígenas e um representante da Secretaria-Geral da Presidência da República se reuniram por quase um dia inteiro para discutir uma solução para o impasse.

Em nota, o MPF destaca que relatos da Fundação Nacional do Índio (Funai), que acompanhou todos os dias de ocupação por ordem da Justiça federal em Altamira, demonstram que “os indígenas pretendiam dialogar e não tinham qualquer ingerência sobre a entrada e saída do canteiro. Além disso, não havia qualquer conflito entre indígenas e trabalhadores do Consórcio Construtor de Belo Monte”.

Há cerca de um mês, uma comitiva do governo federal se reuniu, em Jacareacanga (PA), com supostas lideranças do povo Munduruku, além de representantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, para dialogar a respeito do processo de consulta aos povos indígenas que vivem na Bacia do Rio Tapajós e sobre os projetos de empreendimentos hidrelétricos.

Segundo nota divulgada à época pela Secretaria-Geral da Presidência da República, outras lideranças indígenas convidadas para o debate não compareceram, exigindo, de última hora, que o encontro fosse alterado para outro lugar, algo considerado inviável pelos responsáveis.

Entre os participantes do encontro estava o secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, que lembrou que a Convenção 169 já está em vigor no país e que um grupo interministerial está encarregado de regulamentar, com a participação de representantes indígenas e de populações tradicionais, o processo de consulta. “O processo de consulta na região do Tapajós será a primeira experiência prática, de participação planejada e conjunta, uma espécie de laboratório para a regulamentação da Convenção 169 no país”, acrescentou o secretário à época.

Fonte: Agência Brasil.
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Os 6 setores mais promissores na economia verde

Tempo de oportunidades

A transição para uma economia verde é passo fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, defende a ONU em novo relatório. E o caminho está repleto de oportunidades, principalmente para os países em desenvolvimento. Segundo o estudo, o mercado de produtos, serviços e tecnologias verdes vai triplicar até 2020, atingindo 2,2 trilhões de dólares. Seis setores se mostram mais promissores. Veja quais são eles:

Agricultura

A expectativa é que o mercado internacional de bebidas e alimentos orgânicos quase duplique até 2015, passando dos 62,9 bilhões de dólares registrados em 2011 para 105 bilhões de dólares. O chá e um exemplo de sucesso dentro desse mercado. Para se ter uma ideia, a produção de chá de acordo com as normas de sustentabilidade cresceu 2000% entre os anos de 2005 e 2009.

Energias renováveis

Desde 1990, o crescimento anual na capacidade de oferta de biocombustíveis, energia eólica e solar fotovoltaica tem sido em média de 42,25 e 15%, respectivamente. Em 2010, os investimentos em oferta de energia renovável, só dos EUA, atingiram 21 bilhões de dólares , representando um aumento de cinco vezes em relação a 2004 – e mais de metade desses investimentos foram feitos em países desenvolvimento.

O relatório ressalta que os países em desenvolvimento têm aumentado significativamente as exportações de equipamentos de energia renovável, como painéis solares, turbinas eólicas e aquecedores de água, e também estão expandindo seu potencial de exportação de electricidade a partir de fontes renováveis.

Turismo

Em 2012, pela primeira vez, o turismo internacional atingiu a marca de um bilhão de viagens no ano. Nos países em desenvolvimento, a cota de mercado da indústria aumentou de 30% em 1980 para 47% em 2011. Para o futuro, a projeção é de saltos ainda maiores, com aumento de 57% até 2030.
O subsetor que mais cresce no turismo sustentável é o ecoturismo, que se concentra em atividades ao ar livre. Muitos países em desenvolvimento desfrutam de uma vantagem comparativa em ecoturismo por causa de seus ambientes naturais, herança cultural e do potencial para o turismo de aventura.

Pesca e Aquicultura

A pesca certificada já contabiliza uma captura anual de 18 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar. Isso representa cerca 17% da pesca internacional – e a demanda ainda supera a oferta. Além disso, prevê-se que o valor total de produtos marinhos coletados de acordo com padrões de certificação sustentável aumente dos US $ 300 milhões em 2008 para U$1,2 bilhões até 2015.

Indústria

De acordo com o relatório do Pnuma, muitas indústrias estão melhorando suas práticas de sustentabilidade a fim de proteger suas posições dentro das cadeias de fornecimento internacionais. Prova disso é o aumento impressionante de 1500 % na ISO 14001, de sistemas de gestão ambiental, entre 1999 e 2009.

Setor florestal

No início de 2013, a área total de florestas certificadas equivalia a cerca de 400 milhões de hectares, correspondendo a 10% dos recursos florestais globais. As vendas de madeira com certificados excede os 20 bilhões de dólares anualmente nos EUA.

Fonte: Info.abril

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Empresa é interditada após operação sobre adulteração no leite no RS

O Ministério Público e o Departamento de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul interditaram na manhã desta quarta-feira (8) a empresa Latvida, investigada pela Operação Leite Compensado, que apura adulteração no leite no estado. De acordo com o MP, a Latvida foi proibida de comercializar qualquer tipo de produto. Fiscais da Inspetoria Veterinária estiveram na sede em Estrela, no Vale do Taquari, para autuar a empresa.

Até o momento, foram presas oito pessoas em três cidades por envolvimento na fraude que adicionava água e ureia ao produto. De acordo com a investigação, cinco empresas de transporte de leite adulteraram o produto cru entregue para a indústria. São cumpridos nove mandados de prisão nesta manhã.

Em Ibirubá, no Noroeste, a água adicionada ao leite vinha de um poço artesiano e nem sequer era tratada, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja no vídeo acima). Do galpão, o produto seguia para os postos de resfriamento. A movimentação nos sítios onde a fraude acontecia era maior à noite, quando caminhões deixavam os locais discretamente, acompanhados de batedores.

Em um dos sítios, no mesmo local onde são criados porcos, funcionava um galpão onde a água e a ureia eram misturados ao leite, que eram posteriormente armazenados em caminhões tanque sem qualquer refrigeração. O ambiente é sujo, de chão batido, e sem qualquer condição de higiene. A ureia era acrescentada ao líquido em forma de pó e contém formol, uma substância cancerígena.

A interdição da empresa em Estrela, segundo o MP, se deve ao descumprimento de uma decisão judicial que determinou a suspensão das vendas de leites UHT a partir de 1º de abril deste ano. Em contato com o G1, a assessoria de comunicação da Latvida nega que a empresa tenha sido interditada e alega que está operando normalmente. A Latvida ainda afirmou que os problemas ocorreram no lote 196 do leite UHT desnatado e que todos os outros estão liberados para o consumo.

Por meio de nota, a Vonpar, que produz o leite Mumu, salienta que a fraude ocorre nas transportadoras, que “a empresa atende a todos os requisitos e protocolos de testes de matéria prima exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento” e se coloca à disposição do MP e do Ministério. O G1 procurou e aguarda retorno das marcas Líder e Italac.

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindlat) também emitiu nota em que condena a adulteração e relata que acompanha a investigação desde o início. “Todos os lotes identificados com problema foram retirados do mercado e não se encontram mais à disposição do consumidor. Os estoques disponíveis no varejo estão aptos para o consumo humano”, afirma a nota.

Como funcionava a adulteração
Conforme o MP, a simples adição de água com o objetivo de aumentar o volume acarreta perda nutricional, que é compensada pela adição da ureia, produto que contém formol em sua composição e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A fraude foi comprovada através de análises químicas do leite cru, onde foi possível identificar a presença do formol. Mesmo depois dos processos de pasteurização, ele persiste no produto final. As ordens de prisão foram cumpridas em três regiões do Rio Grande do Sul. O MP suspeita que o esquema possa ter adulterado até 100 milhões de litros nos últimos 12 meses. A investigação começou depois de uma denúncia ao Ministério da Agricultura.

A investigação apontou que a fraude ocorria no meio do caminho, entre o produtor e a indústria, nos chamados postos de resfriamento, para onde o leite é levado e armazenado antes de ser industrializado. Após a descoberta do esquema, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de lotes de quatro marcas nas prateleiras dos supermercados: Latvida, Italac, Líder e Mumu (veja lista abaixo).

Fiscalização periódica detectou primeiras alterações

O Ministério da Agricultura emitiu nota técnica para explicar como foi detectada a fraude. De acordo com o Ministério, desde 2007, há fiscalização periódica por parte do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para atestar a qualidade do produto. A partir de junho de 2012, o SIF começou a detectar a presença de formaldeído nas amostas de leite cru em alguns postos de refrigeração no estado.

No início deste ano, o laboratório do Ministério em Pedro Leopoldo (MG) confirmou a presença da substância em seis lotes da marca Italac pertencente à Goias Minas, em Passo Fundo. A partir deste resultado, foram coletadas amostras de todos os leites UHT produzidos no Rio Grande do Sul. Foi encontrada adulteração em lotes das marcas Líder e Mumu.

As investigações apontam para adição de ureia agrícola no leite cru, com o formaldeído acrescido por fazer parte da composição do produto. A adulteração tinha como objetivo aumentar o volume com água e tentar manter os padrões do leite. A Superintendência Federal de Agricultura no RS concluiu que a fraude não ocorria nas indústrias, mas nos transportadores, que só podem ser fiscalizados quando estão nas indústrias ou nos postos de resfriamento de leite.

De acordo com a nota, alguns transportadores atuam de forma independente e negociam o volume e o preço do leite entre os produtores e as indústrias. A remuneração ocorre por volume e não por quilômetro rodado.  A investigação mostra que as indústrias não sabiam da fraude. No entanto, segundo o MP, teriam falhado ao não detectar o esquema no controle de qualidade.

A orientação dos promotores é que os consumidores deixem de beber o leite de lotes específicos de fabricação. Quem tiver o produto em casa ou identificar a presença do produto no comércio pode informar o MPRS por e-mail, destacando marca, número do lote e data de fabricação.

Confira os lotes não recomendados para consumo pelo Ministério Público

Leite Líder – UHT Integral
SIF 4182 – Fabricação: 17/12/12
Lote: TAP 1 MB

Leite Italac – UHT Integral
Goiás Minas – SIF 1369
Fabricação: 30/10/12 – Lote: L05 KM3
Fabricação: 5/11/12 – Lote: L13 KM3
Fabricação: 7/11/12 – Lote: L18 KM3
Fabricação: 8/11/12 – Lote: L22 KM4
Fabricação: 9/11/12 – Lote: L23 KM1

Leite Italac – UHT semidesnatado
Goiás Minas – SIF 1369
Fabricação: 5/11/12 – Lote: L12 KM1

Leite Mumu – UHT Integral
Vonpar – SIF 1792
Fabricação: 18/01/13
Lote: 3 ARC

Leite Latvida – UHT Desnatado
VRS – Latvida – CISPOA 661
Fabricação: 16/2/2013 Validade: 16/6/2013
O MP não divulgou o número do lote

Fraude em 2007 foi investigada pela Polícia Federal
Em outubro de 2007, a Polícia Federal desencadeou uma operação chamada Ouro Branco, que investigava cooperativas por adulteração de leite. Cerca de 200 policiais federais realizaram a operação na Copervale, em Uberaba e na Casmil, em Passos, ambas em Minas Gerais. Na ocasião, galões e sacos de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e citrato de sódio, foram apreendidos. Segundo o Ministério Público, as substâncias eram adicionadas ao leite com o objetivo de aumentar o tempo de conservação do produto e disfarçar a adição de soro usado para dar mais volume à bebida.

Fonte: G1.

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Luz elétrica? Esqueça, compre uma planta

Em um futuro próximo, as luzes da sua casa podem não ser comandadas por aplicativos de iPhone como você imaginou. Elas também não virão de fontes sustentáveis como a energia eólica ou a solar. A iluminação da sua sala pode vir de uma planta – ou de muitas plantas – graças a um projeto norte-americano batizado de “Glowing Plants” ou algo como “Plantas brilhantes”.

Para criar essa luz, os pesquisadores estão utilizando biologia sintética (combinação entre biologia e engenharia) e um software chamado “Compilador de Genoma”. “Não temos a planta brilhante ainda. Nós desenhamos a sequência do DNA da planta nesse software e iremos imprimi-la em pequenas bactérias inteligentes chamadas ‘Agrobacterias’”, disse o gerente do projeto e mestre em Matemática, Antony Evans, a INFO Online.

Essas bactérias irão receber o DNA produzido pelo software e serão colocadas nas sementes que, ao longo do tempo, se tornarão plantas capazes de produzir luz. Para conseguir esse resultado é preciso combinar duas proteínas, a luciferin e a luciferase, presente em animais como libélulas e vagalumes. O software separa as sequências dessas proteínas e as sintetiza para criar bactérias mutantes que irão se unir aos tecidos embrionários das plantas.

A vida desses novos seres, no entanto, não deve ser tão longa. Uma Arabidopsis, tipo de planta usada nos experimentos, vive por cerca de três a quatro meses. Ela foi escolhida por ser a mais estudada na biologia molecular, embora seja possível trabalhar com qualquer planta. 

Ainda não é possível prever se esses seres geneticamente modificados poderiam abastecer uma cidade inteira. “Essa é uma meta de longo prazo, é muito difícil saber quanto precisaria ser investido. Estamos inicialmente focados em usos ornamentais, mais tarde vamos decidir os próximos investimentos”, afirmou Evans.

Para angariar fundos, os pesquisadores inseriram o projeto no Kickstarter, uma famosa plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) dos EUA. No site, os internautas podem doar dinheiro para tornar realidade a inovação. No início de maio, mais de 3,5 mil doações já haviam sido feitas somando um total de mais de US$ 200 mil. Com esse montante, Evans conta que já é possível criar a primeira planta brilhante em meados de agosto deste ano.

As plantas não serão comercializadas, mas os pesquisadores prometeram enviar sementes aos norte-americanos que doaram pelo menos US$ 40 para que possam criá-las em casa. Eles devem recebê-las entre maio e junho de 2014. Os brasileiros, por enquanto, não poderão ver esse brilho.

Fonte: Info.abril

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Começa contenção de óleo após vazamento provocado por furto de combustível em instalação da Petrobras

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Petrobras Transportes S.A (Transpetro) e Defesa Civil acompanharam hoje (7), em Barra do Piraí, no sul fluminense, o trabalho de contenção do óleo que vazou devido a um furto de combustível na instalação da Petrobras em São José Barreiro (SP).

Cerca de 8 mil litros de óleo diesel vazaram para o Rio Formosa, a 400 metros do local, no domingo (5). O vazamento chegou ontem (6) ao estado do Rio de Janeiro pelo Rio Sesmaria, em Resende. Por último, o vazamento atingiu o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte. Cinco municípios da região sul fluminense estão com o abastecimento reduzido: Volta Redonda, Barra do Piraí, Barra Mansa, Quatis e Porto Real.

Apesar de o óleo ter atingido o município de Resende, o vazamento não prejudicou o abastecimento de água na cidade porque a captação ocorre antes de o Rio Sesmaria desaguar no Paraíba do Sul. A secretária municipal de Meio Ambiente de Barra do Piraí, Renata Gonzaga, explicou que a notícia do vazamento de óleo chegou ontem ao município.

“O óleo ainda não chegou na Estação Santa Cecília, [em Barra do Piraí], canal que liga o Rio Paraíba do Sul ao Sistema Guandu e que abastece de água o Rio e Grande Rio. No entanto, os técnicos montaram uma barreira próximo à estação [Santa Cecília] e estão no local averiguando as condições da região, mas tudo está normalizada, por aqui”, explicou a secretaria.

Em nota, a Agência do Meio Ambiente de Resende (Amar) informou que acompanha com a Defesa Civil desde segunda-feira (6) o trabalho feito por empresas contratadas pela Transpetro para fazer a captação do óleo diesel que vazou da base da empresa em São José do Barreiro e atingiu o Rio Sesmaria no início da tarde de ontem.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) também esteve hoje  em Resende para acompanhar as ações da Transpetro. Em São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) está apurando o ocorrido na tubulação. Segundo a Amar, só a partir daí é que, juntamente com o Inea, será avaliada se caberá alguma medida contra a Petrobras.

O Inea informou, em nota, que, após o sobrevoo, nesta tarde, pelo Rio Paraíba do Sul, os técnicos estimaram que a mancha de óleo está com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, entre os municípios de Porto Real e Barra Mansa.  “A camada, porém, já estava bastante fina e superficial e em processo de degradação, ou seja, de evaporação quando atinge a coloração prateada.  O Centro de Informações e Emergências Ambientais do Inea  e a Superintendência Regional do Médio Paraíba continuam monitorando a implementação das medidas de contenção e de recolhimento do combustível ao encargo da empresa”, informou o órgão.

De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), todo o abastecimento de água está normalizado no Rio e Grande Rio.

Fonte: Agência Brasil

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Curitiba é a 2.ª cidade que mais reduziu poluição do ar

Imagens comparadas de três satélites, analisadas pela Universidade de Tel Aviv (Israel), indicam que, na última década, Curitiba foi a segunda metrópole no mundo que mais diminuiu a poluição atmosférica. Outras cidades brasileiras, como Brasília e Campinas, também aparecem bem no levantamento. O Brasil, assim, segue no sentido contrário ao da tendência mundial, que apontou aumento na quantidade de partículas, gases tóxicos e fumaça no ar dos grandes centros urbanos. Os pesquisadores reconhecem que os dados menos precisos são os referentes à América do Sul. Mas, como existem informações de três fontes diferentes e há uma tendência clara de queda na emissão de poluentes, o estudo foi validado.

O superintendente da Se­­cretaria do Meio Ambiente de Curitiba, Alfredo Trin­­dade, comemora a presença da cidade no ranking e destaca que isso é resultado de uma soma de fatores. O aumento da quantidade de veículos flex, a utilização de biocombustíveis no transporte coletivo e a fiscalização de potenciais poluentes, como indústrias, são apontados como aspectos que tiveram influência na qualidade do ar da cidade. Ele faz questão de frisar que a queda na poluição acontece num momento de constante aumento da frota circulante na cidade: a quantidade de veículos cresceu na faixa de 70% na década.

Monitoramento confirma queda nas emissões

As estações de monitoramento da qualidade do ar espalhadas por 12 pontos de Curitiba e Região Metropolitana também apontam, assim como a imagens de satélite avaliadas pelos pesquisadores israelenses, redução na quantidade de poluentes na atmosfera no decorrer da década. O levantamento é feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O superintendente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Alfredo Trindade, conta que Curitiba registra, por ano, três ou quatro dias em que o ar não está em condições regulares – número considerado pequeno em comparação com outras cidades, que chegam a recomendar que os moradores não saiam de casa.

“Hoje o principal fator de poluição atmosférica é a queima de combustível pelos veículos automotores”, comenta. A meta é investir mais em transporte coletivo e opções menos impactantes, como bicicletas, e ampliar a rede de monitoramento. Ações como o projeto-piloto de diminuição da quantidade de chumbo no combustível usado no transporte coletivo e até a conservação de áreas verdes também podem ajudar na melhoria atmosférica. “Temos 17% de Curitiba ainda com cobertura florestal, além das 300 mil árvores plantadas nas ruas da cidade. A vegetação atua retirando os poluentes, que ficam retidos na copa e no tronco.”

Ranking do Estudo

O estudo compara a situação atmosférica em 2002 e 2012, avaliando a quantidade de poluentes “percebidos” por três satélites: MODIS-Terra, MODIS-Aqua e MISR. O porcentual apresentado no ranking das cidades é uma média ponderada das variações detectadas nas imagens feitas pelos equipamentos.

1.º - Houston, EUA – 30,8%

2.º - Curitiba – 26,2%

3.º - São Petersburgo, Rússia – 23%

4.º - Estocolmo, Suécia – 22,8%

5.º - Brasília, Brasil – 20,2%

6.º - Dallas, EUA – 19,9%

7.º - Nanning, China – 19,9%

8.º - Hamburgo, Alemanha – 19,6%

9.º - Campinas, Brasil – 19,2%

10.º - Nairóbi, Quênia – 18,9%

Fonte: Gazeta do Povo.

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Coleta genética garante futuro de árvores raras

A parte mais empolgante do trabalho dos pesquisadores Pablo Melo Hoffmann e Christopher Thomas Blum é entrar na mata em busca de árvores raras ou ameaçadas da floresta de Araucária. Eles procuram por exemplares saudáveis e adultos que possam ser fornecedores de material genético capaz de assegurar que as espécies não desapareçam no futuro. Por enquanto, o trabalho de dois anos já deu frutos – ou melhor, sementes e mudas. Mas há muito mais a fazer: das 88 “procuradas”, apenas 30 foram localizadas até agora.

Os engenheiros florestais já percorreram dez cidades, como Lapa, São João do Triunfo e Palmas, em busca de áreas de preservação ou unidades públicas de conservação que possam “esconder” árvores conhecidas (mas cada vez menos encontradas), como Imbuia e Canela Sassafrás, outras menos famosas, como Saputa e Canemaçu, e até espécies que não têm nome popular – apenas denominação científica. Até agora foram cadastrados 492 exemplares. As árvores recebem uma plaqueta, são marcadas com fita plástica e uma tinta especial azul, e têm a localização por GPS registrada. As descobertas em campo foram para viveiros, onde as características de germinação de cada espécie passaram a ser estudadas.

“Ter um banco de dados sobre matrizes é o primeiro passo para a criação de um banco de sementes. E, de certa forma, um cadastro de matrizes é mais importante que um banco porque algumas sementes perdem a capacidade de germinar depois de um tempo guardadas”, comenta Blum. O trabalho é desenvolvido pela Sociedade Chauá e é um dos financiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza (veja acima). Foram R$ 40 mil para a primeira fase, que terminou em 2012, e mais R$ 40 mil para a etapa que começa agora.

Fonte: Gazeta do Povo.

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Bolsista da Fapesp leva prêmio de ciência e sustentabilidade

Jonas Gazoli (à direita), ao lado do seu orientador, Ernesto Rubbert Filho

fonte:www.exame.abril.com.br

 

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Ministério confirma desligamento de 4 usinas térmicas

O Ministério de Minas e Energia confirmou que vai desligar quatro usinas térmicas até o fim de maio. As usinas ficam no Nordeste, são movidas a óleo diesel e estão entre as mais caras do País. São elas: Potiguar 2 e Potiguar 3, no Rio Grande do Norte, e Pau Ferro e Termomanaus, no Pernambuco.

As informações foram dadas em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo. “Essas quatro usinas, por serem realmente muito caras, além de R$ 1.000 por megawatt/hora, nós vamos economizar com elas aproximadamente R$ 80 a R$ 100 milhões por mês. É uma economia significativa”, afirmou o ministro.

Durante a entrevista, o ministro informou que o nível dos reservatórios das hidrelétricas aumentou nas últimas semanas e chegou a 96% na Região Norte, 49% no Nordeste, 59,4% no Sul e 62,6% no Sudeste/Centro Oeste. “Nós esperávamos que, no fim de abril, esses reservatórios, no geral, como média, estivessem com 50% de acumulação de água. E estão com 63%. Portanto, a situação está muito boa”, disse o ministro.

Fonte: Exame.com

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Governo não irá negociar com índios em Belo Monte

Em nota divulgada hoje (6), a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que não irá negociar com índios que ocupam um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, desde a última quinta-feira (2). A maioria dos manifestantes é da etnia Munduruku.

“Para a Secretaria-Geral, as condições apresentadas pelas autodenominadas lideranças mundurukus são insinceras e inaceitáveis. Só após a retirada dos invasores dos canteiros de Belo Monte iniciaremos um diálogo para estabelecer condições mútuas de negociação, com o acompanhamento do Ministério Público, da imprensa e da sociedade”, diz a nota da secretaria, responsável pela articulação do governo com movimentos sociais.

Desde que ocuparam o canteiro de obras, eles disseram que só aceitariam conversar com um representante do governo federal e que não tinham “uma lista de pedidos ou reivindicações específicas” para fazer à Norte Energia, responsável pela instalação e operação da usina, ou ao Consórcio Construtor Belo Monte. Em uma carta divulgada por meio do site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização indigenista vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, os manifestantes cobram a regulamentaçãodo processo de consulta prévia sobre a construção de empreendimentos que afetem populações tradicionais, como os índios, ribeirinhos e quilombolas. Hoje, a Agência Brasil conversou, por telefone, com Waldelírio Manhuary, liderança munduruku, que reafirmou que seu povo não aceita sequer conversar sobre a proposta de construção de um complexo hidrelétrico no Rio Tapajós.

De acordo com a secretaria, os índios recusaram dois encontros para debater o assunto. “Tal reivindicação causa estranheza. Em sua relação com o governo federal essas pretensas lideranças mundurukus têm feito propostas contraditórias e se conduzido sem a honestidade necessária a qualquer negociação [...] Em fevereiro de 2013, vieram a Brasília e recusaram-se a fazer uma reunião com o ministro Gilberto Carvalho [da Secretaria-Geral], afirmando que o governo iria usar esse encontro para dizer ter feito uma consulta prévia. No dia 25/4, essas mesmas pretensas lideranças deixaram de comparecer a uma reunião que tinham marcado com a Secretaria-Geral em Jacareacanga e publicaram nos sites de seus aliados uma versão mentirosa e distorcida sobre esse fato”, diz a nota.

“Agora invadem Belo Monte e dizem que querem consulta prévia e suspensão dos estudos. Isso é impossível. A consulta prévia exige a realização anterior de estudos técnicos qualificados. Se essas autodenominadas lideranças não querem os estudos, como podem querer a consulta? Na verdade, alguns mundurukus não querem nenhum empreendimento em sua região porque estão envolvidos com o garimpo ilegal de ouro no Tapajós e afluentes. Um dos principais porta-vozes dos invasores em Belo Monte é proprietário de seis balsas de garimpo ilegal”, acrescenta o texto.

Em novembro de 2012, uma operação policial para desarticular uma organização criminosa que extraía ouro ilegalmente do interior e do entorno das reservas indígenas Kayabi e Munduruku resultou na morte de um munduruku.

Fonte: Agência Brasil.

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