Concentração de CO2 deixa o planeta em ” zona de perigo”

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que superou pela primeira vez a marca de 400 partes por milhão (ppm), deixa o planeta em uma “zona de perigo”, advertiu nesta segunda-feira (13) Christiana Figueres, diretora da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Clima.

“Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, superamos o limite histórico e entramos em uma zona de perigo”, afirma Figueres em um comunicado divulgado em Bonn, na Alemanha. “O mundo tem que acordar e perceber o que isto significa para a segurança dos seres humanos, para seu bem-estar e seu desenvolvimento econômico.”

Figueres destacou que “ainda existe uma oportunidade para evitar os piores efeitos da mudança climática” e fez um pedido à comunidade internacional para dar uma “resposta política capaz de enfrentar este desafio”.

O observatório situado no vulcão de Mauna Loa, no Havaí, registrou na semana passada uma concentração de CO2 de 400,03 ppm, informou a Agência Norte-Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

Apesar desta ser uma medida pontual, a média anual de 2013 superará sem dúvida os 400 ppm, um número simbólico que marca uma tendência inquietante do planeta para o aquecimento, segundo os analistas.

O objetivo fixado pela comunidade internacional em 2009 é manter o aquecimento global a um máximo de mais 2° C em relação aos níveis registrados antes da era industrial. Caso esses 2º C sejam superados, os cientistas consideram que o planeta entrará em um sistema climático marcado pelos fenômenos extremos.

Com uma média anual de 400 ppm de concentração de CO2, o aquecimento global previsto será de pelo menos 2,4°C, segundo o relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

E as perspectivas são pessimistas: as emissões de CO2 na atmosfera não param de aumentar e, caso a tendência persista, a temperatura pode aumentar entre 3 e 5 graus.

Fonte: Uol.

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Manaus precisará de transatlântico para receber torcedores na Copa

Manaus, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, terá de receber transatlânticos para acomodar os turistas que chegarão à cidade para o mais importante torneio internacional de futebol.

A cidade terá quatro jogos da Copa, em junho do próximo ano. A prefeitura está fazendo estudos sobre o perfil dos turistas que receberá, mas a estimativa é que dos 44 mil torcedores que a Arena Amazônia comporta, cerca de 70%, ou 31 mil, sejam de outras cidades brasileiras ou de outros países.

“Não vejo como escapar de transatlântico”, disse hoje (10) o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo ele, embora o número de leitos tenha melhorado, e possa chegar a 20 mil até a Copa, é preciso contar com os transatlânticos. A equipe do prefeito estuda, no momento, a quantidade de transatlânticos necessários para suprir a demanda para o torneio.

Arthur Virgílio disse que será preparada uma operação especial nos dias dos jogos para organizar o trânsito e decretado ponto facultativo para evitar “transtornos”. “O ideal teria sido antes, mas não fizeram, a transição para formas mais avançadas e tecnológicas de transporte. Como não foi feito, a gente vai fazer o possível”. Segundo o prefeito, até a Copa estarão prontos 55 quilômetros de corredores exclusivos para quem for à Arena Amazônia.

Após a reunião com a presidenta Dilma, Arthur Virgílio disse que sua equipe se reunirá no Ministério do Planejamento para tentar inserir obras de mobilidade urbana, no valor de R$ 850 milhões, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Fonte: Agência Brasil.

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Marrocos lança megaprojeto solar em Ouarzazate

O Marrocos lançou oficialmente na sexta-feira a construção de uma usina solar com capacidade para gerar 160 megawatts perto da cidade desértica de Ouarzazate, a primeira de uma série de grandes projetos de geração de energia a partir de fonte solar planejados no país.

A usina termo-solar, a maior do tipo no mundo, segundo Mustafá Bakkoury, diretor da agência de energia solar marroquina MASEN, custará 630 milhões de euros, e espera-se que esteja pronta em 2015, segundo a agência oficial de notícias MAP.

O projeto ambicioso “reforça o desejo de otimizar a exploração dos recursos naturais do Marrocos, preservar seu meio ambiente e sustentar seu desenvolvimento”, afirmou Bakkoury durante uma cerimônia, à qual esteve presente o rei Mohammed VI.

Um consórcio liderado pelo desenvolvedor saudita ACWA Power venceu a licitação para construir a usina, perto da cidade marroquina, em setembro passado.

O Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento Africano e o Banco de Investimento Europeu ajudam a financiar o complexo.

Esta é a primeira fase de um projeto que consiste de duas, cuja conclusão está prevista para 2020, e espera-se que se estenda por 3.000 hectares e tenha uma capacidade de geração de energia de 500 megawatts, o suficiente para atender às demandas do 1,5 milhão de habitantes de Ouarzazate.

Em março, a MASEN informou que companhias interessadas na fase dois do projeto precisariam apresentar suas propostas até meados de abril e que a licitação seria definida no ano que vem.

O país norte-africano visa a se tornar um gerador com relevância mundial de energias renováveis e está de olho na oportunidade de exportar eletricidade limpa para a vizinha Europa.

O Marrocos espera construir cinco usinas solares até o final da década, com uma capacidade produtiva combinada de 2.000 megawatts e a um custo estimado de 9 bilhões de dólares (6,9 bilhões de euros).

O reino não tem reservas de gás e petróleo e sua esperança é que, com estes projetos de energia solar, juntamente com os planos de desenvolver uma cadeia de fazendas eólicas ao longo de sua costa Atlântica, consiga aumentar a produção de energia renovável a 42% do total de sua matriz energética até 2020.

Fonte: AFP.

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Fezes de cachorros gerarão energia limpa na Grã-Bretanha

Um projeto desenvolvido na Grã-Bretanha pretende transformar as fezes de cachorros em energia limpa com um baixo custo. Apelidado de “Poopy Power”, o sistema deve começar a funcionar em julho.

Segundo o jornal Daily Mail, mais de 700 mil toneladas de fezes de cães são retiradas das ruas e enviadas aos aterros sanitários britânicos em ano. O processo custa 225 mil reais aos cofres públicos

Pensando nisso, o ex-banqueiro de Manhattan Gary Downie teve a ideia de converter as fezes em biogás. Além de abastecer a rede de iluminação pública, o sistema colabora para a limpeza das ruas britânicas.

Os donos de cachorros poderão contribuir para a geração de energia limpa ao depositar os dejetos dos animais em um coletor especial, conectado ao sistema biodigestor, instalado no subsolo. O sistema faz diversas reações químicas para processar as fezes até virarem metano e gás carbônico.

O biogás gerado pode, então, ser usado para alimentar uma turbina de geração de energia, enquanto que o calor e gás carbônico vão para uma estufa comercial para cultivar plantas. O sistema deve ser capaz de alimentar até 60 casas de uma vez e gerar 200 mil horas de quilowatts de eletricidade por ano. Cada tonelada de fezes mantidas fora de aterros deslocará  450 kg de gases de efeito estufa.

Fonte: Info.abril

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Atividades em Belo Monte devem ser retomadas

Após suspender a reintegração de posse da área ocupada por manifestantes em um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a área foi desocupada na noite de ontem (9). Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pela construção da usina no Rio Xingu, no Pará, a expectativa é que as atividades sejam retomadas ao longo desta sexta-feira (10), depois de oito dias suspensas por questões de segurança. O prejuízo causado pela interrupção das atividades ainda não foi calculado pelo consórcio.

O Canteiro Belo Monte, a cerca de 75 quilômetros de Altamira, foi ocupado na quinta-feira (2) por um grupo de aproximadamente 150 manifestantes, entre os quais índios da etnia Munduruku, ribeirinhos e ambientalistas. O grupo montou acampamento no local e exigia a regulamentação do processo de consulta aos povos tradicionais.

Os manifestantes também pediam a paralisação de todos os projetos hidrelétricos em curso, até que a regulamentação fosse concluída e as comunidades fossem ouvidas. As consultas prévias estão previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A suspensão da reintegração ocorreu um dia após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ter permitido o uso da força policial, na desocupação do canteiro. A decisão de suspender a reintegração atendeu a um pedido feito pelo Ministério Público Federal do Pará, na tarde de ontem, à desembargadora Selene Almeida, do TRF1, para que o mandado de reintegração fosse revisto.

Na avaliação do MPF, a ocupação ocorria de forma pacífica e uma solução poderia ser alcançada sem necessidade de uso da força. O documento, enviado pelo MPF à desembargadora, também registra que lideranças indígenas e um representante da Secretaria-Geral da Presidência da República se reuniram por quase um dia inteiro para discutir uma solução para o impasse.

Em nota, o MPF destaca que relatos da Fundação Nacional do Índio (Funai), que acompanhou todos os dias de ocupação por ordem da Justiça federal em Altamira, demonstram que “os indígenas pretendiam dialogar e não tinham qualquer ingerência sobre a entrada e saída do canteiro. Além disso, não havia qualquer conflito entre indígenas e trabalhadores do Consórcio Construtor de Belo Monte”.

Há cerca de um mês, uma comitiva do governo federal se reuniu, em Jacareacanga (PA), com supostas lideranças do povo Munduruku, além de representantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, para dialogar a respeito do processo de consulta aos povos indígenas que vivem na Bacia do Rio Tapajós e sobre os projetos de empreendimentos hidrelétricos.

Segundo nota divulgada à época pela Secretaria-Geral da Presidência da República, outras lideranças indígenas convidadas para o debate não compareceram, exigindo, de última hora, que o encontro fosse alterado para outro lugar, algo considerado inviável pelos responsáveis.

Entre os participantes do encontro estava o secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, que lembrou que a Convenção 169 já está em vigor no país e que um grupo interministerial está encarregado de regulamentar, com a participação de representantes indígenas e de populações tradicionais, o processo de consulta. “O processo de consulta na região do Tapajós será a primeira experiência prática, de participação planejada e conjunta, uma espécie de laboratório para a regulamentação da Convenção 169 no país”, acrescentou o secretário à época.

Fonte: Agência Brasil.
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Os 6 setores mais promissores na economia verde

Tempo de oportunidades

A transição para uma economia verde é passo fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, defende a ONU em novo relatório. E o caminho está repleto de oportunidades, principalmente para os países em desenvolvimento. Segundo o estudo, o mercado de produtos, serviços e tecnologias verdes vai triplicar até 2020, atingindo 2,2 trilhões de dólares. Seis setores se mostram mais promissores. Veja quais são eles:

Agricultura

A expectativa é que o mercado internacional de bebidas e alimentos orgânicos quase duplique até 2015, passando dos 62,9 bilhões de dólares registrados em 2011 para 105 bilhões de dólares. O chá e um exemplo de sucesso dentro desse mercado. Para se ter uma ideia, a produção de chá de acordo com as normas de sustentabilidade cresceu 2000% entre os anos de 2005 e 2009.

Energias renováveis

Desde 1990, o crescimento anual na capacidade de oferta de biocombustíveis, energia eólica e solar fotovoltaica tem sido em média de 42,25 e 15%, respectivamente. Em 2010, os investimentos em oferta de energia renovável, só dos EUA, atingiram 21 bilhões de dólares , representando um aumento de cinco vezes em relação a 2004 – e mais de metade desses investimentos foram feitos em países desenvolvimento.

O relatório ressalta que os países em desenvolvimento têm aumentado significativamente as exportações de equipamentos de energia renovável, como painéis solares, turbinas eólicas e aquecedores de água, e também estão expandindo seu potencial de exportação de electricidade a partir de fontes renováveis.

Turismo

Em 2012, pela primeira vez, o turismo internacional atingiu a marca de um bilhão de viagens no ano. Nos países em desenvolvimento, a cota de mercado da indústria aumentou de 30% em 1980 para 47% em 2011. Para o futuro, a projeção é de saltos ainda maiores, com aumento de 57% até 2030.
O subsetor que mais cresce no turismo sustentável é o ecoturismo, que se concentra em atividades ao ar livre. Muitos países em desenvolvimento desfrutam de uma vantagem comparativa em ecoturismo por causa de seus ambientes naturais, herança cultural e do potencial para o turismo de aventura.

Pesca e Aquicultura

A pesca certificada já contabiliza uma captura anual de 18 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar. Isso representa cerca 17% da pesca internacional – e a demanda ainda supera a oferta. Além disso, prevê-se que o valor total de produtos marinhos coletados de acordo com padrões de certificação sustentável aumente dos US $ 300 milhões em 2008 para U$1,2 bilhões até 2015.

Indústria

De acordo com o relatório do Pnuma, muitas indústrias estão melhorando suas práticas de sustentabilidade a fim de proteger suas posições dentro das cadeias de fornecimento internacionais. Prova disso é o aumento impressionante de 1500 % na ISO 14001, de sistemas de gestão ambiental, entre 1999 e 2009.

Setor florestal

No início de 2013, a área total de florestas certificadas equivalia a cerca de 400 milhões de hectares, correspondendo a 10% dos recursos florestais globais. As vendas de madeira com certificados excede os 20 bilhões de dólares anualmente nos EUA.

Fonte: Info.abril

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Empresa é interditada após operação sobre adulteração no leite no RS

O Ministério Público e o Departamento de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul interditaram na manhã desta quarta-feira (8) a empresa Latvida, investigada pela Operação Leite Compensado, que apura adulteração no leite no estado. De acordo com o MP, a Latvida foi proibida de comercializar qualquer tipo de produto. Fiscais da Inspetoria Veterinária estiveram na sede em Estrela, no Vale do Taquari, para autuar a empresa.

Até o momento, foram presas oito pessoas em três cidades por envolvimento na fraude que adicionava água e ureia ao produto. De acordo com a investigação, cinco empresas de transporte de leite adulteraram o produto cru entregue para a indústria. São cumpridos nove mandados de prisão nesta manhã.

Em Ibirubá, no Noroeste, a água adicionada ao leite vinha de um poço artesiano e nem sequer era tratada, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja no vídeo acima). Do galpão, o produto seguia para os postos de resfriamento. A movimentação nos sítios onde a fraude acontecia era maior à noite, quando caminhões deixavam os locais discretamente, acompanhados de batedores.

Em um dos sítios, no mesmo local onde são criados porcos, funcionava um galpão onde a água e a ureia eram misturados ao leite, que eram posteriormente armazenados em caminhões tanque sem qualquer refrigeração. O ambiente é sujo, de chão batido, e sem qualquer condição de higiene. A ureia era acrescentada ao líquido em forma de pó e contém formol, uma substância cancerígena.

A interdição da empresa em Estrela, segundo o MP, se deve ao descumprimento de uma decisão judicial que determinou a suspensão das vendas de leites UHT a partir de 1º de abril deste ano. Em contato com o G1, a assessoria de comunicação da Latvida nega que a empresa tenha sido interditada e alega que está operando normalmente. A Latvida ainda afirmou que os problemas ocorreram no lote 196 do leite UHT desnatado e que todos os outros estão liberados para o consumo.

Por meio de nota, a Vonpar, que produz o leite Mumu, salienta que a fraude ocorre nas transportadoras, que “a empresa atende a todos os requisitos e protocolos de testes de matéria prima exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento” e se coloca à disposição do MP e do Ministério. O G1 procurou e aguarda retorno das marcas Líder e Italac.

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindlat) também emitiu nota em que condena a adulteração e relata que acompanha a investigação desde o início. “Todos os lotes identificados com problema foram retirados do mercado e não se encontram mais à disposição do consumidor. Os estoques disponíveis no varejo estão aptos para o consumo humano”, afirma a nota.

Como funcionava a adulteração
Conforme o MP, a simples adição de água com o objetivo de aumentar o volume acarreta perda nutricional, que é compensada pela adição da ureia, produto que contém formol em sua composição e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A fraude foi comprovada através de análises químicas do leite cru, onde foi possível identificar a presença do formol. Mesmo depois dos processos de pasteurização, ele persiste no produto final. As ordens de prisão foram cumpridas em três regiões do Rio Grande do Sul. O MP suspeita que o esquema possa ter adulterado até 100 milhões de litros nos últimos 12 meses. A investigação começou depois de uma denúncia ao Ministério da Agricultura.

A investigação apontou que a fraude ocorria no meio do caminho, entre o produtor e a indústria, nos chamados postos de resfriamento, para onde o leite é levado e armazenado antes de ser industrializado. Após a descoberta do esquema, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de lotes de quatro marcas nas prateleiras dos supermercados: Latvida, Italac, Líder e Mumu (veja lista abaixo).

Fiscalização periódica detectou primeiras alterações

O Ministério da Agricultura emitiu nota técnica para explicar como foi detectada a fraude. De acordo com o Ministério, desde 2007, há fiscalização periódica por parte do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para atestar a qualidade do produto. A partir de junho de 2012, o SIF começou a detectar a presença de formaldeído nas amostas de leite cru em alguns postos de refrigeração no estado.

No início deste ano, o laboratório do Ministério em Pedro Leopoldo (MG) confirmou a presença da substância em seis lotes da marca Italac pertencente à Goias Minas, em Passo Fundo. A partir deste resultado, foram coletadas amostras de todos os leites UHT produzidos no Rio Grande do Sul. Foi encontrada adulteração em lotes das marcas Líder e Mumu.

As investigações apontam para adição de ureia agrícola no leite cru, com o formaldeído acrescido por fazer parte da composição do produto. A adulteração tinha como objetivo aumentar o volume com água e tentar manter os padrões do leite. A Superintendência Federal de Agricultura no RS concluiu que a fraude não ocorria nas indústrias, mas nos transportadores, que só podem ser fiscalizados quando estão nas indústrias ou nos postos de resfriamento de leite.

De acordo com a nota, alguns transportadores atuam de forma independente e negociam o volume e o preço do leite entre os produtores e as indústrias. A remuneração ocorre por volume e não por quilômetro rodado.  A investigação mostra que as indústrias não sabiam da fraude. No entanto, segundo o MP, teriam falhado ao não detectar o esquema no controle de qualidade.

A orientação dos promotores é que os consumidores deixem de beber o leite de lotes específicos de fabricação. Quem tiver o produto em casa ou identificar a presença do produto no comércio pode informar o MPRS por e-mail, destacando marca, número do lote e data de fabricação.

Confira os lotes não recomendados para consumo pelo Ministério Público

Leite Líder – UHT Integral
SIF 4182 – Fabricação: 17/12/12
Lote: TAP 1 MB

Leite Italac – UHT Integral
Goiás Minas – SIF 1369
Fabricação: 30/10/12 – Lote: L05 KM3
Fabricação: 5/11/12 – Lote: L13 KM3
Fabricação: 7/11/12 – Lote: L18 KM3
Fabricação: 8/11/12 – Lote: L22 KM4
Fabricação: 9/11/12 – Lote: L23 KM1

Leite Italac – UHT semidesnatado
Goiás Minas – SIF 1369
Fabricação: 5/11/12 – Lote: L12 KM1

Leite Mumu – UHT Integral
Vonpar – SIF 1792
Fabricação: 18/01/13
Lote: 3 ARC

Leite Latvida – UHT Desnatado
VRS – Latvida – CISPOA 661
Fabricação: 16/2/2013 Validade: 16/6/2013
O MP não divulgou o número do lote

Fraude em 2007 foi investigada pela Polícia Federal
Em outubro de 2007, a Polícia Federal desencadeou uma operação chamada Ouro Branco, que investigava cooperativas por adulteração de leite. Cerca de 200 policiais federais realizaram a operação na Copervale, em Uberaba e na Casmil, em Passos, ambas em Minas Gerais. Na ocasião, galões e sacos de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e citrato de sódio, foram apreendidos. Segundo o Ministério Público, as substâncias eram adicionadas ao leite com o objetivo de aumentar o tempo de conservação do produto e disfarçar a adição de soro usado para dar mais volume à bebida.

Fonte: G1.

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Luz elétrica? Esqueça, compre uma planta

Em um futuro próximo, as luzes da sua casa podem não ser comandadas por aplicativos de iPhone como você imaginou. Elas também não virão de fontes sustentáveis como a energia eólica ou a solar. A iluminação da sua sala pode vir de uma planta – ou de muitas plantas – graças a um projeto norte-americano batizado de “Glowing Plants” ou algo como “Plantas brilhantes”.

Para criar essa luz, os pesquisadores estão utilizando biologia sintética (combinação entre biologia e engenharia) e um software chamado “Compilador de Genoma”. “Não temos a planta brilhante ainda. Nós desenhamos a sequência do DNA da planta nesse software e iremos imprimi-la em pequenas bactérias inteligentes chamadas ‘Agrobacterias’”, disse o gerente do projeto e mestre em Matemática, Antony Evans, a INFO Online.

Essas bactérias irão receber o DNA produzido pelo software e serão colocadas nas sementes que, ao longo do tempo, se tornarão plantas capazes de produzir luz. Para conseguir esse resultado é preciso combinar duas proteínas, a luciferin e a luciferase, presente em animais como libélulas e vagalumes. O software separa as sequências dessas proteínas e as sintetiza para criar bactérias mutantes que irão se unir aos tecidos embrionários das plantas.

A vida desses novos seres, no entanto, não deve ser tão longa. Uma Arabidopsis, tipo de planta usada nos experimentos, vive por cerca de três a quatro meses. Ela foi escolhida por ser a mais estudada na biologia molecular, embora seja possível trabalhar com qualquer planta. 

Ainda não é possível prever se esses seres geneticamente modificados poderiam abastecer uma cidade inteira. “Essa é uma meta de longo prazo, é muito difícil saber quanto precisaria ser investido. Estamos inicialmente focados em usos ornamentais, mais tarde vamos decidir os próximos investimentos”, afirmou Evans.

Para angariar fundos, os pesquisadores inseriram o projeto no Kickstarter, uma famosa plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) dos EUA. No site, os internautas podem doar dinheiro para tornar realidade a inovação. No início de maio, mais de 3,5 mil doações já haviam sido feitas somando um total de mais de US$ 200 mil. Com esse montante, Evans conta que já é possível criar a primeira planta brilhante em meados de agosto deste ano.

As plantas não serão comercializadas, mas os pesquisadores prometeram enviar sementes aos norte-americanos que doaram pelo menos US$ 40 para que possam criá-las em casa. Eles devem recebê-las entre maio e junho de 2014. Os brasileiros, por enquanto, não poderão ver esse brilho.

Fonte: Info.abril

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Começa contenção de óleo após vazamento provocado por furto de combustível em instalação da Petrobras

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Petrobras Transportes S.A (Transpetro) e Defesa Civil acompanharam hoje (7), em Barra do Piraí, no sul fluminense, o trabalho de contenção do óleo que vazou devido a um furto de combustível na instalação da Petrobras em São José Barreiro (SP).

Cerca de 8 mil litros de óleo diesel vazaram para o Rio Formosa, a 400 metros do local, no domingo (5). O vazamento chegou ontem (6) ao estado do Rio de Janeiro pelo Rio Sesmaria, em Resende. Por último, o vazamento atingiu o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte. Cinco municípios da região sul fluminense estão com o abastecimento reduzido: Volta Redonda, Barra do Piraí, Barra Mansa, Quatis e Porto Real.

Apesar de o óleo ter atingido o município de Resende, o vazamento não prejudicou o abastecimento de água na cidade porque a captação ocorre antes de o Rio Sesmaria desaguar no Paraíba do Sul. A secretária municipal de Meio Ambiente de Barra do Piraí, Renata Gonzaga, explicou que a notícia do vazamento de óleo chegou ontem ao município.

“O óleo ainda não chegou na Estação Santa Cecília, [em Barra do Piraí], canal que liga o Rio Paraíba do Sul ao Sistema Guandu e que abastece de água o Rio e Grande Rio. No entanto, os técnicos montaram uma barreira próximo à estação [Santa Cecília] e estão no local averiguando as condições da região, mas tudo está normalizada, por aqui”, explicou a secretaria.

Em nota, a Agência do Meio Ambiente de Resende (Amar) informou que acompanha com a Defesa Civil desde segunda-feira (6) o trabalho feito por empresas contratadas pela Transpetro para fazer a captação do óleo diesel que vazou da base da empresa em São José do Barreiro e atingiu o Rio Sesmaria no início da tarde de ontem.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) também esteve hoje  em Resende para acompanhar as ações da Transpetro. Em São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) está apurando o ocorrido na tubulação. Segundo a Amar, só a partir daí é que, juntamente com o Inea, será avaliada se caberá alguma medida contra a Petrobras.

O Inea informou, em nota, que, após o sobrevoo, nesta tarde, pelo Rio Paraíba do Sul, os técnicos estimaram que a mancha de óleo está com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, entre os municípios de Porto Real e Barra Mansa.  “A camada, porém, já estava bastante fina e superficial e em processo de degradação, ou seja, de evaporação quando atinge a coloração prateada.  O Centro de Informações e Emergências Ambientais do Inea  e a Superintendência Regional do Médio Paraíba continuam monitorando a implementação das medidas de contenção e de recolhimento do combustível ao encargo da empresa”, informou o órgão.

De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), todo o abastecimento de água está normalizado no Rio e Grande Rio.

Fonte: Agência Brasil

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Curitiba é a 2.ª cidade que mais reduziu poluição do ar

Imagens comparadas de três satélites, analisadas pela Universidade de Tel Aviv (Israel), indicam que, na última década, Curitiba foi a segunda metrópole no mundo que mais diminuiu a poluição atmosférica. Outras cidades brasileiras, como Brasília e Campinas, também aparecem bem no levantamento. O Brasil, assim, segue no sentido contrário ao da tendência mundial, que apontou aumento na quantidade de partículas, gases tóxicos e fumaça no ar dos grandes centros urbanos. Os pesquisadores reconhecem que os dados menos precisos são os referentes à América do Sul. Mas, como existem informações de três fontes diferentes e há uma tendência clara de queda na emissão de poluentes, o estudo foi validado.

O superintendente da Se­­cretaria do Meio Ambiente de Curitiba, Alfredo Trin­­dade, comemora a presença da cidade no ranking e destaca que isso é resultado de uma soma de fatores. O aumento da quantidade de veículos flex, a utilização de biocombustíveis no transporte coletivo e a fiscalização de potenciais poluentes, como indústrias, são apontados como aspectos que tiveram influência na qualidade do ar da cidade. Ele faz questão de frisar que a queda na poluição acontece num momento de constante aumento da frota circulante na cidade: a quantidade de veículos cresceu na faixa de 70% na década.

Monitoramento confirma queda nas emissões

As estações de monitoramento da qualidade do ar espalhadas por 12 pontos de Curitiba e Região Metropolitana também apontam, assim como a imagens de satélite avaliadas pelos pesquisadores israelenses, redução na quantidade de poluentes na atmosfera no decorrer da década. O levantamento é feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O superintendente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Alfredo Trindade, conta que Curitiba registra, por ano, três ou quatro dias em que o ar não está em condições regulares – número considerado pequeno em comparação com outras cidades, que chegam a recomendar que os moradores não saiam de casa.

“Hoje o principal fator de poluição atmosférica é a queima de combustível pelos veículos automotores”, comenta. A meta é investir mais em transporte coletivo e opções menos impactantes, como bicicletas, e ampliar a rede de monitoramento. Ações como o projeto-piloto de diminuição da quantidade de chumbo no combustível usado no transporte coletivo e até a conservação de áreas verdes também podem ajudar na melhoria atmosférica. “Temos 17% de Curitiba ainda com cobertura florestal, além das 300 mil árvores plantadas nas ruas da cidade. A vegetação atua retirando os poluentes, que ficam retidos na copa e no tronco.”

Ranking do Estudo

O estudo compara a situação atmosférica em 2002 e 2012, avaliando a quantidade de poluentes “percebidos” por três satélites: MODIS-Terra, MODIS-Aqua e MISR. O porcentual apresentado no ranking das cidades é uma média ponderada das variações detectadas nas imagens feitas pelos equipamentos.

1.º - Houston, EUA – 30,8%

2.º - Curitiba – 26,2%

3.º - São Petersburgo, Rússia – 23%

4.º - Estocolmo, Suécia – 22,8%

5.º - Brasília, Brasil – 20,2%

6.º - Dallas, EUA – 19,9%

7.º - Nanning, China – 19,9%

8.º - Hamburgo, Alemanha – 19,6%

9.º - Campinas, Brasil – 19,2%

10.º - Nairóbi, Quênia – 18,9%

Fonte: Gazeta do Povo.

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