Japão vai propor corte de 20% das emissões de gases entre 2013 e 2030

O governo japonês deverá propor uma redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa no período 2013-2030, no âmbito do acordo internacional a ser firmado em Paris no fim do ano, informou na quinta- feira  (9) a imprensa local.

A proposta vai ser formulada em junho na Alemanha, durante encontro preparatório à Conferência das Partes sobre Alterações Climáticas (COP21), que será realizada na capital francesa em dezembro, diz o jornal Nikkei.

A União Europeia, os Estados Unidos, o México, a Noruega, a Suíça e a Rússia – membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas – já apresentaram parte das suas metas para conter o aumento do aquecimento global.

A reunião de Paris é considerada limite para o consenso que marque uma virada na luta contra o aquecimento global.

Teoricamente, todos os países devem anunciar as suas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa nas próximas semanas para que seja feita uma avaliação global dos esforços empreendidos.

Fonte: Agência Brasil.

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Com novo investimento, maior aeronave do mund está próxima a ser concluída

O Airlander 10, considerada a maior aeronave do mundo, recebeu nesta semana um novo investimento, que aproxima o projeto de sua conclusão.

Os fabricantes do balão, a Hybrid Air Vehicles,ganhou uma bolsa de 2,5 milhões de euros de um fundo da União Europeia que apoia iniciativas de transporte verde.

A quantia se soma aos 3,4 milhões de libras recebidos do governo do Reino Unido no começo do ano. Nos próximos meses, a empresa espera receber outros 2 milhões de libras por meio da plataforma de financiamento coletivo Crowdcube.

A Airlander 10 tem 92 metros de comprimento, quase o tamanho de um campo de futebol oficial. Uma espécie de híbrido de dirigível, avião e helicóptero, os primeiros voos testes da aeronave devem ser feitos até o final do ano.

A principal vantagem da Airlander 10 em relação a um avião convencional é o fato de ela ser inflada com hélio. Com isso, pode ficar flutuando durante dias, sem gastar muito combustível. O problema é a velocidade. O máximo atingido pelo Airlander 10 é 160 km/h.

Quando ela se move, utiliza apenas um terço do combustível de aeronaves comuns e sua capacidade de planador permite que pouse em qualquer lugar, até mesmo na água.

A Airlander 10 também possui uma das mais baixas emissões de carbono de qualquer aeronave do planeta e é capaz de carregar 50 toneladas de carga por até 2 500 quilômetros.

A aeronave foi desenvolvida originalmente para missões de vigilância das forças armadas dos Estados Unidos. Mas, quando cortes no orçamento ameaçaram a conclusão do projeto, a Hybrid Air Vehicles comprou o protótipo de volta.

Agora, a Airlander 10 tem objetivos meramente comerciais, incluindo entrega de cargas, distribuição de mantimentos em lugares remotos, propaganda, vigilância, comunicações e transporte de luxo de passageiros.

Fonte: Info.abril

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Técnica prduz combustíveis a base de hidrogênio a partir de biomassa

Cientistas norte-americanos conseguiram produzir hidrogênio a partir de biomassa em um procedimento experimental que poderia reduzir significativamente o tempo e os custos de produção do combustível – muito promissor para os chamados “carros verdes”.

A descoberta, publicada na revista norte-americana da Academia de Ciências (PNAS), poderia ajudar a acelerar a produção em larga escala de veículos a hidrogênio mais econômicos e que não emitem gases de efeito estufa.

Atualmente, um dos maiores obstáculos para a produção em grande escala de hidrogênio é seu alto custo, já que é produzido a partir do gás natural.

Mas a distribuição do hidrogênio para usuários equipados com veículos movidos a células de combustível é outro desafio.

Ao contrário de outros métodos de produção de hidrogênio, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Virgínia (Virginia Tech) criaram um processo biológico que utiliza enzimas que permitem produzir hidrogênio rapidamente e com altos rendimentos a partir de glicose e xilose, açúcares abundantes em resíduos de espigas de milho e folhas.

“Nós mostramos o passo mais importante para uma economia baseada no hidrogênio, ou seja, produzindo um hidrogênio acessível e limpo que vem de biomassa local”, explicou Percival Zhang, professor de engenharia de sistemas biológicos em Virginia Tech.

Os pesquisadores disseram que já receberam um financiamento importante para a próxima etapa do projeto, que consiste em demonstrar a capacidade de produzir hidrogênio a partir de biomassa em escala industrial.

“Embora seja difícil prever o custo de produção em larga escala, esta nova técnica representa uma abordagem revolucionária que oferece muitas vantagens”, afirmou Lonnie Ingram, diretor do centro para combustíveis renováveis da Universidade da Flórida, que não participou da pesquisa.

O projeto foi financiado em parte pela empresa petrolífera Shell no marco do programa GameChanger (ponto de inflexão) e da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

Fonte: Info Abril

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Ministra diz ao Banco Mundial que Brasil pode produzir mais sem desmatar

Durante reunião com a vice-presidente do Banco Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Rachel Kyte, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o Brasil cumprirá a meta definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) de aumentar em 40% a produção de alimentos até 2050, contribuindo para o desafio de vencer a fome no mundo.

“Com tecnologia e inclusão social no campo, o país tem condições de alavancar sua produção sem aumentar a área desmatada”, afirmou Kátia Abreu durante reunião na quarta-feira (1º) com a equipe do Banco Mundial.

“Temos um exército de produtores que estão excluídos do agronegócio. Sabemos que, com investimento em tecnologia, podemos tornar produtivas terras que estão sem uso adequado. Assim, ultrapassaremos a meta da FAO de aumentar em 40% a produção até 2050. Podemos chegar muito além do que isso, e sem desmatar”, declarou a ministra.

Rachel Kyte elogiou o desempenho da agricultura brasileira e destacou a “revolução de produtividade” pela qual passou o setor de grãos nas últimas décadas. “Mas entendemos que as mudanças que estão à frente são um desafio ainda maior”, acrescentou. “Temos convicção de que podemos gerenciar a terra de forma que a emissão de gases de efeito estufa reduza e a produtividade aumente”, afirmou a vice-presidente do Banco Mundial.

Agricultura de Baixo Carbono

Para alavancar a produtividade dos agricultores brasileiros sem aumentar o desmatamento e a emissão de carbono no meio ambiente, o Mapa pretende manter investimentos no Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), apoiar agricultores de baixa renda com capacitação técnica e conhecimento sobre agricultura sustentável, investir em irrigação e plantação de florestas.

“Há diversas técnicas eficientes para evitar a liberação de CO2, mas que ainda precisam ser democratizadas entre os nossos agricultores. Nós fazemos uma agricultura sustentável, porém temos que ajudar os pequenos a também contribuírem com o meio ambiente”, afirmou.

Kátia Abreu afirmou aos executivos que o Brasil tem 61% dos seus biomas preservados, o que representa 517 milhões de hectares de vegetação nativa. O continente africano, por exemplo, tem apenas 7,8%, a Ásia, 5,6% e a Europa, 0,3%. “É o maior território mundial de preservação. Nós só produzimos essa gigantesca agricultura em 27% do território nacional”, explicou.

Fonte: Agroin Comunicação.

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Índia lança índice de qualidade do ar para monitorar níveis de poluição

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, lançou hoje (6) um índice de qualidade do ar para monitorar os níveis de poluição nas dez principais cidades. “Ninguém pode questionar as nossas intenções de proteger o ambiente. A Índia deveria ter assumido a liderança no âmbito das alterações climáticas”, disse Nodi.

O primeiro-ministro indiano falou após o lançamento do índice, em uma conferência de dois dias que reuniu os ministros do ambiente de todos os estados na capital, Nova Délhi.

Ele destacou que o mundo não sabe como resolver o problema das alterações climáticas e do aquecimento global. “A Índia tem uma tradição de longa data de reciclagem”, disse. “[O país] deve assumir a liderança pensando em formas de proteger o meio ambiente”, completou.

Fonte: Agência Brasil.

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Reator destruído em Chernobyl ganhará ‘escudo’

Ao lado do local onde ocorreu o mais grave acidente nuclear da história, em Chernobyl, está sendo construída a maior estrutura móvel de que se tem notícia.

O complexo de usinas nucleares domina a paisagem desta região do noroeste da Ucrânia há décadas. Mas a nova construção é ainda mais imponente.

O objetivo do projeto é fazer um escudo gigante para “tampar” o reator 4, que explodiu em 26 de abril de 1986, em uma tragédia que deixou cerca de 4 mil mortos – algumas na hora, a maioria nos anos seguintes, em consequência da radiação – e forçou o deslocamento de 135 mil pessoas.

A radiação na parte superior do reator ainda é muito intensa, e os danos à estrutura geram temor de que ela ceda, liberando ainda mais material contaminante.

Uma área próxima foi esvaziada e descontaminada, para permitir que a estrutura móvel fosse construída ali, antes de ser colocada sobre o reator.

Quando finalizada, ela pesará 31 mil toneadas, terá tamanho suficiente para acomodar dois Boeings 747 e será quase tão alta quanto catedrais como a de St. Paul, em Londres.

Durante vários dias, será empurrada até que fique por cima do retor. Daí será selada

Complexidade

A tarefa é de “uma complexidade e singuralidade que nunca vimos”, diz Vince Novak, encarregado do departamento de segurança nuclear do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento.

“Até que o projeto termine, não estaremos seguros. O objetivo final é proteger o meio ambiente, conter a ameaça (nuclear) e lidar com o material radioativo que está lá dentro.”

Esse material é uma mistura de mais de 100 toneladas de urânio, uma de plutônio e outros elementos altamente contaminantes.

Nos meses após o acidente – quando o reator explodiu e queimou durante dez dias, liberando radiação por diversos países da antiga União Soviética -, as autoridades tentaram resolver o problema com uma espécie de “sarcófago” de concreto e aço.

Mas a medida temporária deixou pendentes reparos urgentes a serem feitos na estrutura.

“Ela pode desmoronar de repente”, diz Lenar Sagidulin, um dos gerentes que trabalhava na usina em 1986. Por isso, ele acha que a nova estrutura é “uma boa ideia”.

A cobertura é um complexo projeto de engenharia: foi projetado para supostamente resistir a um terremoto de magnitude 3, tornado de categoria 3 e temperaturas extremas, de -43ºC a +45ºC.

Uma capa dupla ajuda a regular a temperatura e a umidade, e um sistema de ventilação será responsável por manter o pó radioativo preso lá dentro.

O objetivo não é só isolar o reator danificado dos corrosivos efeitos climáticos, mas também criar um espaço para desmontar, com a ajuda de gruas movidas a controle remoto, seus componentes mais perigosos.

A construção do sistema de confinamento deverá custar US$ 1,6 bilhão. Se somados os custos de segurança e descontaminação ao redor, a conta sobe para US$ 2,3 bilhões.

A ideia é que a nova estrutura esteja instalada até novembro de 2017, quando já terão se passado 31 anos desde a tragédia. Mas espera-se que a proteção dure ao menos um século.

Assista a um filme sobre essa estrutura em : http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2015/04/150401_chernobyl_cobertura_pai

 

Fonte: BBC Brasil.

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Produtores agrícolas da Amazônia descumprem Código Florestal

A mais recente publicação do Ipam – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – indica que, apesar da considerável redução nos índices de desmatamento na região, grande parte das propriedades produtoras não cumprem fundamentos do Código Florestal.

A pesquisa “Produção de commodities no Brasil: Desmatamento zero e ilegalidade zero” foi divulgada pelo Ipam no último dia 20. Commoditie significa mercadoria e se refere principalmente a produtos agrícolas produzidos em larga escala.

O estudo indica que a taxa anual de desmatamento em 2014 foi 75% menor do que a média histórica entre 96 e 2005. Somente no estado do Mato Grosso, as propriedades que cultivam soja no bioma Amazônia tiveram diminuição de 80%. O estado possui mais de três mil propriedades que cultivam o insumo.

No entanto, quase 65% dessas propriedades não cumprem requisitos de restauração de áreas de reserva legal.

De acordo com Andrea Azevedo, diretora de Políticas Públicas do Ipam, a queda do desmatamento no Brasil se deve a ações de políticas públicas, melhorias na governança ambiental e ao mercado.

Um exemplo seria a moratória da soja, que suspendeu a compra da commoditie vinda de novas áreas desmatadas. Mas a especialista ressalta que somente o desmatamento zero, não é suficiente. É preciso alcançar também a ilegalidade zero.

Para Andrea Azevedo, uma das soluções para evitar as ilegalidades seria a exigência por parte das indústrias do CAR – o Cadastramento Ambiental Rural. Desta forma seria possível identificar se a propriedade está cumprindo o Código Florestal e selecionar fornecedores.

O diretor de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia do MMA, o Ministério do Meio Ambiente, Francisco Oliveira, admite que existem ilegalidades no cumprimento do Código florestal em algumas propriedades. Mas alega que somente após a conclusão do CAR será possível para o governo constatar as irregularidades.

Todos os proprietários de imóveis rurais e posseiros devem fazer a inscrição no Cadastro Ambiental Rural até o dia cinco de maio pelo site www.car.gov.br

Considerado o maior produtor de soja e carne do Brasil, o Mato Grosso permanece como o estado com maior passivo ambiental em relação ao Código Florestal, ou seja, com maior área de reserva legal ou preservação permanente a ser recuperada.

A reportagem entrou em contato com a Aprosoja – Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, que preferiu não comentar a pesquisa. A assessoria de imprensa da Famato – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso – disse que não conseguiu contatar os dirigentes para falar sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil.

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EUA prometem reduzir emissões de gases do efeito estufa até 2025

O governo dos EUA se comprometeu formalmente a reduzir para 2025 suas emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005, um objetivo traçado em novembro e que pretende levar à conferência da ONU em Paris no final deste ano.

Esse objetivo, traçado pelo presidente americano, Barack Obama, durante sua visita à China em novembro, está incluído em um documento que a Casa Branca enviou hoje à Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), segundo anunciou nesta terça-feira um assessor do líder, Brian Deese.

A meta traçada por Obama representa o dobro do corte previsto entre 2005 e 2020, e foi fixada no marco de um acordo com o presidente da China, Xi Jinping, que disse que os níveis de emissões da China alcançarão seu nível máximo em 2030 e começarão a ser reduzidos a partir de então.

“O objetivo dos Estados Unidos é ambicioso e alcançável, e temos as ferramentas que necessitamos para isso. Esse objetivo quase duplicará o ritmo ao qual estivemos reduzindo a poluição decarbono”, disse Deese em mensagem no site “Medium”.

Além disso, o cumprimento dessa meta colocaria os Estados Unidos “no caminho de uma redução de mais de 80% para 2050″, segundo assegurou a jornalistas o enviado especial para mudança climática do Departamento de Estado de EUA, Todd Stern.

Com a entrega hoje do objetivo dos Estados Unidos, “os países que emitem mais da metade – 58%- do total da poluição de carbono por parte do setor energético entregaram ou anunciaram o que farão no período posterior a 2020 para combater a mudança climática”, assegurou Deese.

“Isso inclui o México, nosso próximo aliado econômico, que na sexta-feira traçou um alto padrão para países similares quando se transformou na primeira economia emergente a entregar seu objetivo à ONU”, acrescentou o assessor de Obama.

O governo mexicano se comprometeu na sexta-feira a reduzir em 25% as emissões de gases e compostos do efeito estufa previstas para 2030, um número que pode ser elevado a 40% caso receba ajuda internacional.

O resto desses grandes emissores citados pela Casa Branca que já enviaram compromissos concretos à ONU são os 28 países da União Europeia (UE) e a China, segundo Deese.

“É hora de outros países fazerem o que os Estados Unidos, México e outros membros da UE fizeram e entregarem objetivos ambiciosos e transparentes para diminuir as emissões de carbono”, a fim de alcançar um “acordo global em Paris em dezembro”, ressaltou Deese.

A conferência de Paris será a primeira vez nos mais de 20 anos de história das negociações sobre o aquecimento global na qual todos os países, sem exceção, desenvolvidos e em desenvolvimento, terão que se comprometer com ações para lutar contra este problema.

Os Estados Unidos querem que a maioria dos países antecipem seus objetivos de redução de emissões antes da realização da conferência, e insistem especialmente na necessidade das nações emergentes apresentarem também seus compromissos.

Fonte: Agência EFE.

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Lavar lixo reciclável e usar copo plástico gastam mais água

Em tempos de escassez hídrica, a necessidade de rever hábitos para economizar água se tornou prioridade. O de lavar o lixo antes de destiná-lo à reciclagem é um que precisa ser revisto.

Você que está acostumado a “passar uma aguinha” naquela caixa de leite longa vida ou lata de leite condensado antes do descarte, um recado: apenas pare de fazer isso pelo resto de sua vida.

É o que dizem especialistas ouvidos pelo G1. Lavar itens como potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.

Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem.

“Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, explica Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.


Copo descartável: vilão ou herói?
Um dos produtos que ganharam destaque após episódios de falta d’água foi o copo descartável.

Restaurantes e bares, principalmente da cidade de São Paulo, decidiram suspender o uso de recipientes de vidro pelos copos feitos de plástico.

Para quem é atingido pela falta de água para lavar louça, a compra pode ser a solução do momento. A longo prazo, pode contribuir para prejudicar ainda mais o abastecimento.

O motivo? A fabricação de apenas um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, de acordo com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) de Itapetininga (SP).

A lavagem na máquina é ainda mais econômica e gasta apenas 100 ml por copo, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

“Não se pode culpar a população por essa troca. Mas a grande questão é: será que grandes restaurantes e praças de alimentação realmente não podem usar máquinas mais econômicas?”, recomenda Bruno Fernando Gianelli, professor de materiais do instituto federal.

 

Fonte: G1.

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Sucesso nos anos 60, carro-anfíbio é disputado por colecionadores

Nossos céus não estão repletos de carros voadores e o Lotus Esprit submarino de James Bond continua sendo apenas ficção, mas em plenos anos 60, muitas pessoas podiam comprar um carro que também funcionava como barco – e que era produzido em larga escala.

Apesar de não ter um desempenho brilhante, o Amphicar funcionava dos dois modos. Sua fabricante, o Quandt Group, pertencia à BMW e não a uma montadora de fundo de quintal. Era um produto comercial de verdade.

Fabricado entre 1961 e 1968, o Amphicar inaugurou não só uma nova modalidade de veículo como também quebrou a cabeça das seguradoras.

A americana Hagerty Insurance começou sua vida corporativa fazendo seguros para barcos. Mas seus clientes donos de um Amphicar tinham que ter duas apólices, uma para a “metade” carro e outra para a “metade” barco do veículo. Da mesma maneira, o veículo tinha duas matrículas. Ou seja, ser dono de um Amphicar não era muito barato.

“Não era nem um bom carro nem um bom barco, mas era bastante peculiar”, decreta Jonathan Klinger, vice-presidente de comunicações da Hagerty, hoje especializada em fazer seguros de veículos de colecionadores.

Desenvolvido pelo designer alemão Hans Trippel (mais conhecido por ter criado as portas “asa-de-gaivota” da Mercedes-Benz 300SL), o Amphicar se parece com muitos outros sedãs compactos alemães fabricados nos anos 50. É praticamente o cruzamento de um DKW, um Wartburg e um Trabant, andando na ponta dos pés.

A parte inferior do Amphicar se erguia acima das rodas salientes para evitar que elas raspassem ao entrar na água.

A base da proa era pontuda, mas se escondia discretamente sob a frente convencional do carro, ajudando a disfarçar sua identidade secreta, como o terno de Clark Kent cobrindo o chamativo “S” vermelho em seu peito.

Mas assim como a capa do Super-Homem aparecendo por trás do paletó de Kent, a popa, com suas duas hélices idênticas, revelavam os superpoderes do carro.

De maneira geral, o Amphicar disfarçava tão bem seu duplo papel que, conta-se, o então presidente americano Lyndon Johnson, dono de um modelo Lagoon Blue, adorava dirigir o veículo até entrar em um lago de sua fazenda enquanto gritava “O freio não está funcionando, vamos cair na água!”, assustando seus empregados.

Os Amphicars que sobreviveram após o encerramento da produção têm hoje entre 48 e 55 anos. Alguns ainda encaram a água, mas precisam ter sua lataria testada antes por causa da ferrugem.

O problema acontece principalmente quando a água não é bombeada para fora corretamente e se acumula no fundo do casco, provocando uma corrosão. Um buraco no chão de um carro é uma dor de cabeça, mas um buraco no chão de um barco é um desastre.

De acordo com o material promocional original do Amphicar, seu motor de quatro cilindros atingia 1.147 cilindradas e 38 cavalos de potência.

O motor comandava as rodas traseiras com um câmbio manual de quatro marchas. Através de uma caixa de transferência semelhante à encontrada em antigos veículos 4 x 4, o motor gira as duas hélices.

Como suas rodas continuam no lugar quando estão submersas, a velocidade máxima oficial atingida pelo Amphicar na água era de 12 km/h. Ou seja, ele está mais para um pedalinho do que para uma lancha.

As rodas dianteiras também serviam como lemes, orientando o Amphicar na água assim como faziam em terra firme.

As portas tinham uma segunda vedação de borracha. O teto conversível flexível e as janelas retráteis ajudavam o carro a encarar todo tipo de clima tanto na água quanto na estrada – se bem que poucos donos se aventuravam com ele no mar, por exemplo, por causa dos apenas 55 centímetros separando a superfície da água das janelas.

Alguns modelos vinham com rádio opcional, como era comum entre os carros da época. Remos, coletes salva-vidas e um extintor de incêndio também poderiam vir com o carro, se o comprador desejasse.

A mediocridade do Amphicar tanto como barco quanto como carro limitou as vendas a pouco menos de 4 mil unidades enquanto o veículo foi produzido.

Mas o interesse entre os colecionadores pelo modelo sempre foi grande. “Esse carro é tão raro que seu valor só tende a aumentar”, afirma Klinger. “Hoje ele é uma boa aposta para quem quer ter uma coleção variada de veículos que marcaram época.”

Fonte: BBC Brasil.

 

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