Manaus, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, terá de receber transatlânticos para acomodar os turistas que chegarão à cidade para o mais importante torneio internacional de futebol.
A cidade terá quatro jogos da Copa, em junho do próximo ano. A prefeitura está fazendo estudos sobre o perfil dos turistas que receberá, mas a estimativa é que dos 44 mil torcedores que a Arena Amazônia comporta, cerca de 70%, ou 31 mil, sejam de outras cidades brasileiras ou de outros países.
“Não vejo como escapar de transatlântico”, disse hoje (10) o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo ele, embora o número de leitos tenha melhorado, e possa chegar a 20 mil até a Copa, é preciso contar com os transatlânticos. A equipe do prefeito estuda, no momento, a quantidade de transatlânticos necessários para suprir a demanda para o torneio.
Arthur Virgílio disse que será preparada uma operação especial nos dias dos jogos para organizar o trânsito e decretado ponto facultativo para evitar “transtornos”. “O ideal teria sido antes, mas não fizeram, a transição para formas mais avançadas e tecnológicas de transporte. Como não foi feito, a gente vai fazer o possível”. Segundo o prefeito, até a Copa estarão prontos 55 quilômetros de corredores exclusivos para quem for à Arena Amazônia.
Após a reunião com a presidenta Dilma, Arthur Virgílio disse que sua equipe se reunirá no Ministério do Planejamento para tentar inserir obras de mobilidade urbana, no valor de R$ 850 milhões, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Fonte: Agência Brasil.




Concentração de CO2 deixa o planeta em ” zona de perigo”
A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que superou pela primeira vez a marca de 400 partes por milhão (ppm), deixa o planeta em uma “zona de perigo”, advertiu nesta segunda-feira (13) Christiana Figueres, diretora da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Clima.
“Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, superamos o limite histórico e entramos em uma zona de perigo”, afirma Figueres em um comunicado divulgado em Bonn, na Alemanha. “O mundo tem que acordar e perceber o que isto significa para a segurança dos seres humanos, para seu bem-estar e seu desenvolvimento econômico.”
Figueres destacou que “ainda existe uma oportunidade para evitar os piores efeitos da mudança climática” e fez um pedido à comunidade internacional para dar uma “resposta política capaz de enfrentar este desafio”.
O observatório situado no vulcão de Mauna Loa, no Havaí, registrou na semana passada uma concentração de CO2 de 400,03 ppm, informou a Agência Norte-Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).
Apesar desta ser uma medida pontual, a média anual de 2013 superará sem dúvida os 400 ppm, um número simbólico que marca uma tendência inquietante do planeta para o aquecimento, segundo os analistas.
O objetivo fixado pela comunidade internacional em 2009 é manter o aquecimento global a um máximo de mais 2° C em relação aos níveis registrados antes da era industrial. Caso esses 2º C sejam superados, os cientistas consideram que o planeta entrará em um sistema climático marcado pelos fenômenos extremos.
Com uma média anual de 400 ppm de concentração de CO2, o aquecimento global previsto será de pelo menos 2,4°C, segundo o relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
E as perspectivas são pessimistas: as emissões de CO2 na atmosfera não param de aumentar e, caso a tendência persista, a temperatura pode aumentar entre 3 e 5 graus.
Fonte: Uol.