Cinco estudantes do Nepal descobriram que os fios de cabelo podem gerar energia fotovoltaica. Eles acreditam que essa pode ser a fonte renovável mais barata do mundo.
Segundo o portal de notícias Daily Mail, para descobrir esse gerador de energia
alternativo, os adolescentes fizeram uma experiência. Comandados por Milan Karki, eles começaram em um vilarejo da zona rural do país asiático, na própria casa do estudante. O objetivo de Karki era descobrir algum método para gerar eletricidade para a sua própria casa e, futuramente, para o vilarejo onde vive e até mesmo para outros países.
Foi dessa forma que eles descobriram que, na verdade, os fios de cabelo podem ser mais do que uma forma de conduzir energia. A melanina pode ser a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. Então, se o material orgânico for usado, a energia solar poderá ser gerada por pessoas de baixa renda.
Agora, os jovens acreditam que o novo método tenha ampla viabilidade comercial. Os painéis produzidos pela equipe de jovens medem 15 polegadas. Eles são capazes de gerar até 18W de eletricidade. O custo de produção de gerador fica em torno de 38 dólares.
Fonte: Info.abril






BNDES aprova R$ 22,5 bi para financiar Belo Monte
a passada, foi anunciada hoje (26) em coletiva de imprensa.
A chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, Márcia Leal, disse que se trata do maior investimento já aprovado pela instituição. O valor total do empreendimento é R$ 28,9 bilhões. A diferença de R$ 6,4 bilhões virá de aportes da própria Norte Energia, concessionária da usina.
De acordo com o BNDES, o projeto prevê energia assegurada de 4.571 MW médios e deve assegurar 33% da expansão de capacidade do país prevista para o período de 2015 a 2019. A usina será capaz de suprir o abastecimento de 18 milhões de residências, o que equivale ao consumo das regiões Sul e Nordeste juntas.
Márcia destaca que, com o processo de otimização do projeto, a área inundada foi diminuída de 1.225 quilômetros quadrados para 516 quilômetros quadrados, “sem alagamento de terras indígenas”, o que torna Belo Monte a hidrelétrica brasileira com a melhor proporção entre capacidade de geração e área alagada, atrás apenas de Xingó e Paulo Afonso, que utilizam o reservatório de Sobradinho.
A dirigente lembrou que o BNDES já desembolsou R$ 2,9 bilhões para Belo Monte, em empréstimos-ponte, de curto prazo. Esse valor está incluído no total de R$ 22,5 bilhões liberado agora, assim como R$ 3,7 bilhões para a compra de equipamentos dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O prazo total do financiamento é 30 anos.
Quanto aos aspectos socioambientais do projeto, a chefe do Departamento de Energia Elétrica destacou a geração de 18.700 empregos diretos e 23 mil indiretos durante a construção, além de arrecadação estimada de R$ 183 milhões ao ano em tributos.
“O BNDES vai acompanhar de perto a mitigação e compensação dos impactos ambientais e os outros projetos, como a adequação da infraestrutura urbana, programa de capacitação profissional e realocação dos trabalhadores da obra, mecanismos de transposição de embarcações, regularização fundiária, realocação de famílias ribeirinhas e capacitação dos gestores públicos municipais”, informou. Do total investido, 11,2%, equivalentes a R$ 3,2 bilhões, serão destinado a esse fim.
O Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-Xingu) vai receber R$ 500 milhões a serem administrados pelo comitê gestor para melhorar a vida da população dos 11 municípios abrangidos pelo plano.
Além disso, a chefe do Departamento de Políticas, Articulação e Sustentabilidade da Área de Planejamento do BNDES, Ana Maia, informou que o banco vai atuar no entorno do empreendimento, oferecendo os serviços disponíveis para pequenos produtores e empreendedores.
“O banco tem uma atuação calcada na política de entorno, a gente pretende aumentar ainda mais a presença do banco financiando outros potenciais clientes da região, tanto no setor público como no setor privado, para a pegar a dinamização econômica que o projeto traz para a região. Estamos movidos pelo lado positivo, das oportunidades”.
O BNDES informou também que os investimentos em infraestrutura feitos pela instituição vão somar R$ 60 bilhões este ano. De acordo com o superintendente da área de infraestrutura do banco, Nelson Fontes Siffert, só no setor de energia e logística o crescimento é 20%, passando de R$ 19 bilhões em 2011 para R$ 23,5 bilhões em 2012.
Siffert explica que a área de infraestrutura envolve mais de um setor do banco. “A participação do BNDES em infraestrutura envolve a parte de energia e logística e a parte da Finame [Agência Especial de Financiamento Industrial], que financia máquinas equipamentos, além da área social, como saneamento. Estimando todos os setores, devemos chegar aos R$ 60 bilhões”. Segundo ele, o valor corresponde a 40% do orçamento do BNDES.
Fonte: Agência Brasil