Desde segunda-feira (26), a Casal precisou recorrer ao sistema de rodízio para o abastecimento de água dos municípios de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba, cujos mananciais estão quase secos e só têm água suficiente para, no máximo, 30 dias. A medida foi adotada em função do agravamento da seca, considerada a maior dos últimos 30 anos, que provocou uma drástica diminuição do nível de água nos mananciais que abastecem essas cidades.
Juntas, as três cidades têm 28 mil habitantes que sofrem com o racionamento. De acordo com informações da Casal, em Satuba o sistema de rodízio dividiu a cidade em duas áreas para o abastecimento. A parte alta do município recebe água em dois dias e passa outros dois dias sem receber, enquanto a parte baixa é abastecida.
O revezamento também se repete em Santa Luzia do Norte. O Centro da cidade é abastecido por dois dias e passa dois dias sem receber, quando o fornecimento é direcionado para os bairros periféricos da cidade. Em Coqueiro Seco, a vazão da distribuição foi diminuída em 35% para toda a cidade.
De acordo com o assessor técnico e representante da Casal no Comitê da Seca, engenheiro Jorge Briseno, a medida foi tomada para prevenir um esvaziamento total dos mananciais. “Mas infelizmente mesmo com o rodízio, eles não mostram sinais de recuperação. Se essa situação permanecer nos próximos dias, em cerca de um mês esses reservatórios estarão esvaziados”, alerta Briseno.
Ainda de acordo com Briseno, em outras circunstâncias a Barragem do Catolé poderia fornecer água para Satuba, mas como também está comprometida não haverá condições de fornecer água para outras localidades.
Abastecimento x demografia
Os sistemas de abastecimento de água das cidades de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba foram implantados há cerca de 30 anos e não acompanharam o desenvolvimento da região. Por isso, o governo estadual busca, junto ao governo federal, garantir a execução das obras de um sistema integrado de abastecimento para as três cidades.
Dados do IBGE apontam para o crescimento da população desses municípios. Há 32 anos, em 1980, quando o sistema de água foi implantado na região, Satuba tinha uma população total de 6.228 habitantes. Atualmente a população do município passa de 14 mil habitantes. A situação se repete em Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco.
Rodízio se repete na capital
A partir desta quarta-feira (28), a Casal também adotou o sistema de rodízio no abastecimento da parte alta de Maceió. A medida foi adotada em função da redução do volume de água da barragem do Catolé, que abastece 20% da cidade de Maceió. Essa redução é causada pela falta de chuva na região.
De acordo com o cronograma estabelecido pelo setor operacional da Casal, nos dias pares serão abastecidos o conjunto Medeiros Neto e o bairro do Tabuleiro Velho; nos dias ímpares, o abastecimento contempla o conjunto Santos Dumont e os bairros do Clima Bom e Rio Novo.
De acordo com o presidente da Casal, Álvaro Menezes, a previsão é de que as chuvas no Estado só ocorram a partir do segundo bimestre de 2013.
Fonte: Uol





Cientistas transformam poluição em combustível
Imagine se fosse possível retirar o CO2 da atmosfera, reduzindo o aquecimento global, e de quebra transformar esse gás em fonte de energia para a humanidade? É justamente isso que cientistas da empresa inglesa Air Fuel Syntesis dizem ter conseguido. A chave da descoberta está em um processo químico que funciona mais ou menos assim. Primeiro, o ar atmosférico é combinado com soda cáustica (hidróxido de sódio), numa reação que gera CO2 puro. Depois, aplica-se corrente elétrica para quebrar o CO2, que é decomposto em carbono e oxigênio. O carbono é misturado com hidrogênio, e isso, após mais algumas reações, forma os chamados hidrocarbonetos – entre eles, gasolina. Pode parecer milagre, mas é apenas ciência.
“Os princípios químicos dessa reação são conhecidos desde o fim do século 19”, diz o engenheiro aeroespacial americano Robert Zubrin. Ele é presidente da ONG Mars Society, que defende a exploração do planeta vermelho – onde esse processo de transformação do CO2 em combustível poderia ser utilizado para gerar energia. A Air Fuel Syntesis quer usar a tecnologia aqui mesmo na Terra, agora, para resolver os problemas ambientais do planeta. Mas o grande obstáculo é econômico. Os cientistas da empresa gastaram dois anos e quase US$ 2 milhões para montar um reator experimental que, por enquanto, produziu apenas cinco litros de combustível. Mas eles acreditam que o aperfeiçoamento do processo vá torná-lo economicamente viável. E a fumaça possa ser transformada em combustível – e em dinheiro.
Fonte: Super Interessante.