Cientistas transformam poluição em combustível

Imagine se fosse possível retirar o CO2 da atmosfera, reduzindo o aquecimento global, e de quebra transformar esse gás em fonte de energia para a humanidade? É justamente isso que cientistas da empresa inglesa Air Fuel Syntesis dizem ter conseguido. A chave da descoberta está em um processo químico que funciona mais ou menos assim. Primeiro, o ar atmosférico é combinado com soda cáustica (hidróxido de sódio), numa reação que gera CO2 puro. Depois, aplica-se corrente elétrica para quebrar o CO2, que é decomposto em carbono e oxigênio. O carbono é misturado com hidrogênio, e isso, após mais algumas reações, forma os chamados hidrocarbonetos – entre eles, gasolina. Pode parecer milagre, mas é apenas ciência.

“Os princípios químicos dessa reação são conhecidos desde o fim do século 19”, diz o engenheiro aeroespacial americano Robert Zubrin. Ele é presidente da ONG Mars Society, que defende a exploração do planeta vermelho – onde esse processo de transformação do CO2 em combustível poderia ser utilizado para gerar energia. A Air Fuel Syntesis quer usar a tecnologia aqui mesmo na Terra, agora, para resolver os problemas ambientais do planeta. Mas o grande obstáculo é econômico. Os cientistas da empresa gastaram dois anos e quase US$ 2 milhões para montar um reator experimental que, por enquanto, produziu apenas cinco litros de combustível. Mas eles acreditam que o aperfeiçoamento do processo vá torná-lo economicamente viável. E a fumaça possa ser transformada em combustível – e em dinheiro.

Fonte: Super Interessante.

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Três cidades vizinhas de Maceió só têm água para 1 mês: mananciais secam

Desde segunda-feira (26), a Casal precisou recorrer ao sistema de rodízio para o abastecimento de água dos municípios de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba, cujos mananciais estão quase secos e só têm água suficiente para, no máximo, 30 dias. A medida foi adotada em função do agravamento da seca, considerada a maior dos últimos 30 anos, que provocou uma drástica diminuição do nível de água nos mananciais que abastecem essas cidades.

Juntas, as três cidades têm 28 mil habitantes que sofrem com o racionamento. De acordo com informações da Casal, em Satuba o sistema de rodízio dividiu a cidade em duas áreas para o abastecimento. A parte alta do município recebe água em dois dias e passa outros dois dias sem receber, enquanto a parte baixa é abastecida.

O revezamento também se repete em Santa Luzia do Norte. O Centro da cidade é abastecido por dois dias e passa dois dias sem receber, quando o fornecimento é direcionado para os bairros periféricos da cidade. Em Coqueiro Seco, a vazão da distribuição foi diminuída em 35% para toda a cidade.

De acordo com o assessor técnico e representante da Casal no Comitê da Seca, engenheiro Jorge Briseno, a medida foi tomada para prevenir um esvaziamento total dos mananciais. “Mas infelizmente mesmo com o rodízio, eles não mostram sinais de recuperação. Se essa situação permanecer nos próximos dias, em cerca de um mês esses reservatórios estarão esvaziados”, alerta Briseno.

Ainda de acordo com Briseno, em outras circunstâncias a Barragem do Catolé poderia fornecer água para Satuba, mas como também está comprometida não haverá condições de fornecer água para outras localidades.

Abastecimento x demografia

Os sistemas de abastecimento de água das cidades de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba foram implantados há cerca de 30 anos e não acompanharam o desenvolvimento da região. Por isso, o governo estadual busca, junto ao governo federal, garantir a execução das obras de um sistema integrado de abastecimento para as três cidades.

Dados do IBGE apontam para o crescimento da população desses municípios. Há 32 anos, em 1980, quando o sistema de água foi implantado na região, Satuba tinha uma população total de 6.228 habitantes. Atualmente a população do município passa de 14 mil habitantes. A situação se repete em Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco.

Rodízio se repete na capital

A partir desta quarta-feira (28), a Casal também adotou o sistema de rodízio no abastecimento da parte alta de Maceió. A medida foi adotada em função da redução do volume de água da barragem do Catolé, que abastece 20% da cidade de Maceió. Essa redução é causada pela falta de chuva na região.

De acordo com o cronograma estabelecido pelo setor operacional da Casal, nos dias pares serão abastecidos o conjunto Medeiros Neto e o bairro do Tabuleiro Velho; nos dias ímpares, o abastecimento contempla o conjunto Santos Dumont e os bairros do Clima Bom e Rio Novo.

De acordo com o presidente da Casal, Álvaro Menezes, a previsão é de que as chuvas no Estado só ocorram a partir do segundo bimestre de 2013.

Fonte: Uol

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Onze estados aderem ao Cadastro Ambiental Rural

A reserva de R$ 3,5 milhões que seria investida, a partir do final do ano, para mapear propriedades rurais gaúchas serão remanejadas para outras ações de regularização fundiária e zoneamento florestal no estado. O dinheiro é parte de um convênio entre o governo do Rio Grande do Sul e o Banco Mundial para organizar a ocupação das zonas rurais no estado. Como o governo gaúcho assinou hoje (28) o acordo de cooperação com o governo federal para implantar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), as imagens de satélites com alta resolução vão ser disponibilizadas gratuitamente.

“Vamos investir esse dinheiro em outras ações agora e vamos conseguir encurtar o cronograma porque as imagens que iríamos contratar só chegariam no final do ano que vem”, explicou o secretário estadual do Meio Ambiente, Helio Corbellini. Segundo ele, com essas imagens, o cadastro gaúcho vai reunir informações detalhadas de cerca de 20 mil propriedades rurais, onde as principais atividades desenvolvidas são a pecuária e a produção de soja.

Além do Rio Grande do Sul, mais dez estados aderiram ao acordo com o governo federal para a implantação do CAR. A expectativa é que, com a adesão, a partir do ano que vem, Amazonas, Acre, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Sergipe, Ceará e Espírito Santo já comecem a receber os cursos de capacitação de técnicos para montar o cadastro e os dados e as imagens que foram contratadas pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Rio de Janeiro já tinha aderido à implantação do CAR. Seis estados, que têm seus próprios cadastros, como Mato Grosso do Sul e o Pará, terão apenas que fazer ajustes para integrar os dados com o banco de informações nacional.

A expectativa do governo federal é que, até o final do ano, Maranhão, Distrito Federal, Paraíba e Alagoas também assinem o acordo. Uma mudança nas cláusulas do acordo atrasou a adesão de alguns estados. Há poucos dias, o ministério incluiu uma cláusula que obriga os estados a informar todas as autorizações de supressão de vegetação estadual.

Com a novidade, o presidente do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, Adriano Augusto de Araújo Jorge, explicou que terá que ajustar o documento, mas assegurou que o estado vai cumprir a exigência. Segundo ele, a maioria das pequenas propriedades no estado não tem um documento oficial de posse. Calcula-se que o estado abrigue cerca de 90 mil imóveis rurais com menos de 50 hectares.

“Com essas imagens [que serão disponibilizadas pelo governo federal], que tem resolução de 1 metro para 5 metros, vamos conseguir ver até os animais nessas propriedades. Vamos conseguir enxergar as cercas. Essa qualidade é fantástica para que possamos fazer a regularização fundiária em Alagoas”, explicou.

“O acordo é importante para que todos estejam no CAR”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo ela, a partir desse cadastro será possível identificar os déficits ambientais no campo, as formas possíveis de recuperação em cada região e as situações mais críticas. “A partir daí, vamos poder propor, para cada situação, um programa de regularização ambiental.”

Os estados terão as imagens de um satélite alemão que foi contrato pelo governo federal e mapeou as áreas rurais do território brasileiro durante todo o ano passado. A expectativa é que com esse material seja possível identificar, com precisão, a situação nos 5,2 milhões de imóveis rurais que existem no país e localizar áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade.

Além da adesão dos estados, o governo tem procurado parcerias com entidades representativas. Segundo Izabella Teixeira, esta semana foi acertado com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar uma parceria para que a entidade estimule a adesão dos produtores. “Eles podem fazer o cadastro nos órgãos ambientais dos estados ou no Ibama [Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]”, explicou.

A ministra ainda acrescentou que o governo mantém o mesmo diálogo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que tem 1,5 milhão de filiados. E a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que tem tem 2 milhões de cadastrados.

Fonte: Agência Brasil.

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Petrobras bate recorde na geração de energia termelétrica

A Petrobras obteve esta semana novo recorde de geração de energia termelétrica a gás natural. A empresa forneceu para o Sistema Interligado Nacional (SIN) 7.415 megawatts (MW) médios de energia. A geração demandou 39,8 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Do total gerado, 5.404 MW médios foram provenientes de termelétricas a gás natural do Parque Gerador da estatal, cuja capacidade instalada é 5.741 MW, e 2.011 MW médios de termelétricas privadas, para as quais a estatal fornece gás natural.

As informações da Petrobras indicam que, considerando os mercados termelétrico, não termelétrico e o consumo interno da companhia, a movimentação de gás no dia 26, segunda-feira, quando o recorde foi alcançado, foi 95 milhões de metros cúbicos por dia.

O recorde anterior de geração a gás, segundo a empresa, ocorreu no dia 23 deste mês, quando foram gerados 7.362 MW médios, sendo 5.350 MW médios de termelétricas próprias e 2.011 MW médios de termelétricas privadas, com demanda de 40,1 milhões de metros cúbicos diário de gás natural.

A Petrobras esclareceu, ainda, que os sucessivos recordes de geração de energia termelétrica no Parque Gerador da Petrobras devem-se “ao aumento do despacho termelétrico ordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)”.

Fonte: Agência Brasil

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Desmatamento deixa de ser vilão das emissões aos poucos

Em 2012, o desmatamento deve dar adeus ao título de maior vilão das emissões de gases efeito estufa no Brasil. Na sequência, os setores de energia e agricultura se tornarão as principais fontes emissoras dos gases que contribuem para o aquecimento gl

obal.

É o que aponta um estudo preliminar e independente que o engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente Tasso Azevedo vai levar para a COP-18, em Doha, no Catar.

Os dados são de impressionar, a começar pela redução estimada das emissões totais: uma queda de incríveis 35% entre 2005 e 2011, isso durante um período em que as emissões aumentaram 9% em todo o mundo.

A queda do desmatamento foi de longe o fator que mais contribuiu para o país alcançar a taxa de fazer inveja. “Com esses números, estamos bem abaixo da meta de redução para 2020”, disse Azevedo à EXAME.com poucas horas antes de embarcar rumo à COP-18 nesta quarta. “O desafio agora é manter as taxas de desmatamento baixas e passar a combater outras fontes de emissões”.

Novos vilões, velhos problemas:

De mãos dadas com os números otimistas, o estudo revela um dado perturbador. Deixando o desmatamento de fora dos cálculos, as emissões totais do Brasil, acredite, subiram no período analisado, puxadas pelas agricultura e o setor de energia, que inclui transportes.

Ao invés de cairem 35%, elas aumentaram 18%. “Ou seja, crescemos mais que a média global, de 9%”, destaca o especialista. Para se ter uma ideia, o estudo estima que, entre 2005 e 2011, a emissões do setor de energia cresceram 33%, as da agricultura, 6,7%, e as da indústria 16% – ao passo que as emissões do desmatamento caíram impressionantes 64%.

Os vilões das emissões têm nova cara. Em 2005, dois terços das emissões eram explicadas pelo desmatamento e em 2011 caiu para pouco mais de um terço. Já energia e agricultura passaram a responder por cerca de 56% das emissões. “O consumo de combustível pelo setor de transporte aumentou muito, assim como o uso de carvão mineral e as emissões da produção do petróleo”, explica.

E agora?

Na opinião do especialista, o momento é de buscar eficiência energética, tanto no setor de transporte como nas indústrias. Na prática, precisamos produzir mais, gerando menos emissões.

O estudo mostra que a quantidade de dólares em PIB gerada para cada tonelada emitida cresceu de forma significativa passando de pouco mais de US$ 200 por tCO2e (tonelada equivalente de CO2) em 2004 para quase US$ 1600/tCO2e em 2011.

“Isto quer dizer que estamos aumentando nossa eficiência

econômica em relação as emissões, ou seja, geramos mais PIB por unidade de carbono emitida”, diz Azevedo. “Mas para a meta de redução ideal, precisamos gerar US$ 20 mil/tCO2e”, conclui.

Sem isso, o Brasil corre o risco de entrar novamente em uma saia-justa ambiental. Conforme o estudo, o crescimento das emissões nos setores de energia, agricultura, processos industriais e tratamento de resíduos devem levar ao crescimento das emissões nos próximos anos, devendo se aproximar ao valor da meta para 2020.

Fonte: Exame.abril

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Incra institui programa de sustentabilidade para assentamentos na Amazônia

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) instituiu hoje (28) o Programa Assentamentos Verdes, para coibir o desmatamento ilegal em áreas de reforma agrária na Amazônia. O programa pretende desenvolver atividades produtivas sustentáveis nos assentamentos e realizar a recuperação ambiental das áreas já degradadas.

A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira e prevê um plano plurianual que vai vigorar entre 2013 e 2019 para atender a até 190 mil famílias, em 980 assentamentos. Também prevê visitas para coibir crimes ambientais.

O plano, que será encaminhado ao Incra até o dia 17 de dezembro, será feito em quatro oficinas por servidores das 11 superintendências regionais da Amazônia Legal. Depois disso, segue para aprovação dos órgãos da administração pública e da sociedade civil envolvidos com as questões ambientais direta e indiretamente. Em 28 de março do ano que vem, o plano deve ser publicado.

O programa vai se aplicar aos assentamentos beneficiados com o Bolsa Verde – auxílio do Programa Brasil sem Miséria para assentados em locais com mais de 50% de área florestal, e atuará nas seguintes linhas: capacitação e formação; diagnóstico de potencial florestal e mercados; regulação das relações entre empresas e comunidades; e assistência técnica.

Fonte: Agência Brasil

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Cerca de 85% dos brasileiros separariam o lixo caso serviço de coleta seletiva estivesse disponível, aponta Ibope

A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada hoje (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.

Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o percentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínios ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.

Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.

O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relaciona ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.

Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.

Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto percentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.

O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias»Tecnologias verdes Governo tem nova tecnologia para fiscalizar desmatamento

Os níveis de desmatamento na Amazônia Legal devem diminuir ainda mais em 2012/13

, por causa das ferramentas que serão utilizadas para fiscalização no próximo ano, como a autuação por meio eletrônico e um novo satélite que permitirá imagens mais detalhadas das florestas. A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Vamos enxergar mais”, disse nesta terça-feira, após o anúncio do lançamento de mais um satélite, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.

Pouco antes, a ministra divulgou que a taxa de desmatamento da Amazônia Legal foi 27% menor de agosto de 2011 a julho de 2012 na comparação com os 12 meses anteriores (agosto de 2010 a julho de 2011). Foi a menor taxa da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mesmo assim, o desmatamento da Amazônia Legal ficou em 4.656 quilômetros quadrados no período. No Pará, a taxa de desmatamento diminuiu em 44%. Houve aumento da taxa em Tocantins (33%), Amazonas (29%) e Acre (10%).

Izabella informou que o ministério investiu R$ 15 milhões para desenvolver o dispositivo eletrônico que será utilizado em campo pelos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para computar os dados relativos às autuações. A ministra acredita que o meio eletrônico tornará as informações mais precisas do que nas atuações feitas em papel, o que reduzirá os questionamentos dos escritórios de advocacia para retirar o recolhimento das multas.

A ministra aposta na tecnologia da informação para apertar o cerco contra o desmatamento. Ela afirmou que tanto na elaboração do cadastro ambiental rural (CAR) das propriedades como na emissão de licenças ambientais serão usados códigos de barras, o que permitirá ao governo e ao Ibama maior controle.

Ela disse que, ainda nesta terça-feira, irá assinar uma parceria com as entidades ligadas aos trabalhadores rurais e pequenos produtores, para acelerar o processo de adesão ao cadastro ambiental rural. Na quarta-feira, será firmado acordo com os governos estaduais e, nos próximos dias, com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OC).

Governo comemora reduções

Ao divulgar o balanço do desmatamento relativo ao período de agosto de 2011 a julho de 2012, a ministra comemorou o fato de a taxa ter ficado abaixo dos 5 mil km2. Segundo ela, com o desempenho registrado entre 2011/12, quando foi registrado desmatamento de 4.656 km2, o Brasil atingiu 76,2% dos 80% do desmatamento que se comprometeu a reduzir na Amazônia até 2020. A meta é redução do desmatamento para 3.925 km2. Ela lembra que o compromisso voluntário assumido pelo governo brasileiro é de redução entre 31,6% e 38,9% das emissões projetadas de gases de efeito estufa até 2020, segundo a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

A ministra destacou a expressiva redução de 44% no de desmatamento registrado no Pará, que ficou em 1.699 km2, que mesmo assim ainda é a maior área de desmate no País. Izabella Teixeira demonstrou preocupação com crescimento de 33% em Tocantins, de 29% no Amazonas e de 10% no Acre. Ela disse que as informações sobre as causas do desmatamento serão debatidas com os governos estaduais.

Em Mato Grosso, onde o aumento do desmatamento no ano passado levou o governo federal a criar um “gabinete de crise”, houve queda de 12% na taxa registrada de agosto do ano passado a julho deste ano em relação a igual período entre 2010 e 2011, para 761 km2. Na entrevista à imprensa, a ministra lembrou que o governo de Mato Grosso se comprometeu, mas ainda não regulamentou a proibição ao uso de “correntões” na derrubada de florestas, como foi constatado pela fiscalização.

Autos de infração

O balanço do Ibama relativo aos autos de infração lavrados na Amazônia Legal entre agosto do ano passado a julho deste ano mostra que foram feitas 3.356 autuações, no valor de R$ 1,611 bilhão. No Pará, foram lavrados 857 autos, no valor de R$ 941,3 milhões. Em seguida, ficou Mato Grosso, com 830 autos e valor de R$ 339 milhões. Em Roraima, foram 581 autos e valor de R$ 121,4 milhões. Nas autuações, o Ibama apreendeu 329 caminhões, 95 tratores e 143 outros veículos, além de 111 motosserras.

Fonte: Agência Estado

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Dilma negociará com governadores veto parcial à projeto que altera royalties

O governo deve procurar até sexta-feira (30) os principais governadores envolvidos na discussão dos royalties para explicar como será feito o veto parcial ao projeto aprovado pelo Congresso e pedir compreensão. Ainda que reconheça como legítima a dif

iculdade de os aliados apoiarem publicamente a medida, devido aos interesses regionais, a ideia é evitar que haja uma grita generalizada. Até o momento, a opção do governo é buscar um meio termo que preserve os recursos que os estados produtores já recebem e, ao mesmo tempo, assegure que o valor adicional de royalties seja distribuído entre todos os estados.

A tendência é que na sexta-feira o governo anuncie o veto ao artigo que trata da redistribuição de recursos das áreas já licitadas e, ao mesmo tempo, edite uma medida provisória para sacramentar que a nova regra de distribuição valerá para áreas concedidas desde que haja incremento na produção. Ou seja, tanto o Rio e os municípios produtores devem preservar como piso o valor que hoje recebem, mas, caso a produção aumente, essa diferença será rateada de acordo com a nova regra e não pelo critério atual. Uma ideia do governo é incluir na Medida Provisória as fórmulas que vinham sendo usadas no relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) para a redistribuição dos royalties no projeto que não chegou a ser votado na Câmara.

Para os governadores do Rio, Sérgio Cabral; e do Espírito Santo, Renato Casagrande, o governo pretende ressaltar que a manutenção dos valores atuais é o máximo que poderia ser feito sem abrir uma guerra com os demais estados e o Congresso Nacional. Também devem ser procurados os governadores Jaques Wagner (Bahia), Eduardo Campos (Pernambuco) e Cid Gomes (Ceará), que estão entre os principais aliados da presidente Dilma Rousseff e entre os maiores defensores das novas regras. Emissários do governo devem expor a eles a preocupação com a situação financeira dos estados produtores e pedir que compreendam a medida como a melhor possível, já que redistribui recursos até de contratos já firmados.

Incorporando o papel de “bombeiro” na crise entre os estados, a presidente Dilma Rousseff preferiu não fazer qualquer comentário sobre a passeata de ontem no Centro do Rio em defesa do veto ao projeto de redistribuição dos royalties. Ainda que integrantes do governo considerem que o governador Sérgio Cabral está incendiando um debate no qual não ter armas para sair vencedor, a presidente não pretende piorar ainda mais a situação, dando declarações a respeito. O governo federal sabe que qualquer decisão – seja pelo veto, seja pela sanção integral – provocará reações de um lado ou de outro. Por isso, a opção por um meio-termo que não abra uma crise insuperável com qualquer estado aliado.

Dilma defende “uso responsável”

A presidente Dilma também quer que todo o dinheiro dos royalties seja destinado à educação. A estratégia é incluir uma emenda no Plano Nacional de Educação, que está em discussão no Senado, apontando os royalties como uma das fontes de financiamento do programa, que prevê a destinação de 10% do PIB para a educação.

Na coluna semanal “Conversa com a Presidente”, distribuída pela Presidência da República a jornais de todo o país, a presidente Dilma Rousseff defendeu a utilização “responsável” dos royalties. Sem entrar no mérito da disputa entre estados produtores e não produtores, Dilma respondeu de forma genérica à pergunta da paulista Raianne Justus Bezerra de Almeida, de 31 anos, engenheira de Lençóis Paulista, sobre a produção no pré-sal.

“Usando de forma responsável os recursos dos royalties teremos um passaporte para transformar o Brasil em um país muito mais desenvolvido e com mais oportunidades para toda a população”, disse a presidente.

Fonte: Gazeta do Povo

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O protocolo de Kyoto fez diferença nas emissões de carbono?

Sob o Protocolo de Kyoto – assinado em dezembro de 1997 –, a maioria dos países desenvolvidos, exceção aos EUA, comprometeram-se com metas de redução das suas emissões dos principais gases de efeito estufa. As metas variaram entre as nações. Algumas

foram autorizadas a aumentar as suas emissões em uma determinada quantidade, outros foram obrigados a fazer cortes significativos. O objetivo era atingir um corte médio de cerca de 5% em relação aos níveis de 1990 com prazo para ser atingido até 2012 (ou mais precisamente 2008-2012).

Para dar uma noção de qual foi o desempenho dos países em relação às suas metas, o gráfico abaixo mostra a lacuna entre a meta expressa em percentual de cada nação e sua variação percentual de fato entre 1990 e 2010. Por exemplo, se uma nação tinha um alvo de -10% mas suas emissões aumentaram 10%, ela marca -20, se tivesse uma meta de corte de 5%, mas cortou 15% ela marca 10.

Na produção do gráfico, incluiu-se todas as emissões, inclusive as relacionadas ao uso da terra e a capacidade das florestas de sequestrarem carbono (as barras azuis que ficam à esquerda da linha base mostram países que ficaram aquém das suas metas. Passando o mouse por cima de cada barra, o número aparece).

De forma geral, há mais sucessos do que fracassos e a soma das emissões de países com metas de Kyoto caíram significativamente. Nesse meio tempo, no entanto, as emissões no resto do mundo aumentaram drasticamente – especialmente na China e em outras economias emergentes, como o gráfico a seguir deixa claro.

Isso denigre o sucesso das nações com metas de Quioto, porque grande parte do crescimento na China e outras economias emergentes tem sido impulsionado pela produção de bens e serviços exportados para países desenvolvidos. De acordo com um estudo que eu divulguei no ano passado, quando você olha para a pegada de carbono total de cada nação (incluindo importações e excluindo exportações), os progressos alcançados pelo Protocolo de Kyoto são extremamente pobres, com as reduções de apenas 1% obtidas pela Europa entre 1990 a 2008, e com um aumento de 7% se considerados todos os países desenvolvidos.

Ao fim, o resultado é que as emissões globais não mostraram nenhum sinal de desaceleração, como o gráfico abaixo mostra. Nesse sentido, o protocolo de Kyoto foi um fracasso. Entretanto, sem dúvida, foi um primeiro passo importante na diplomacia do clima global. A questão é se um segundo passo mais ambicioso chegará a tempo de evitar riscos inaceitáveis de mudanças climáticas devastadoras.

Fonte: Planeta em Perigo

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