Brasil e Noruega tentam conciliar impasses sobre clima

As negociações climáticas na Conferência das Partes (COP)em Doha entraram nesta segunda-feira em sua etapa final com os principais pontos que precisam ser resolvidos ainda abertos, o que deixa sua solução para os ministros de Estado. Na tentativa de facilitar o processo, o presidente da COP, Abdullah Bin Hamad Al-Attiyah, convocou o Brasil e a Noruega para fazer consultas com os ministros a fim de tentar destravar os trabalhos.

Seguem dúvidas, por exemplo, sobre quanto tempo o novo período do protocolo deve ficar em atividade, se até 2017 ou até 2020, mas principalmente o que será feito com o chamado “hot air” – uma espécie de poupança de emissões reduzidas que países como Rússia e Polônia possuem, por diminuir mais do que o necessário, e querem agora carregar para as novas metas.

No caso da Rússia, é ainda mais complicado porque o país não quer mais se comprometer com o Protocolo de Kyoto, mas continuar usando a flexibilidade do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, negociando créditos.

“Apesar de não quererem metas quantificáveis mandatórias de redução, eles querem comprar créditos. Essa é uma conversa de alta sensibilidade política e tem de ser resolvidas até o final desta semana”, diz o presidente da COP.

Ao colocar no jogo o Brasil, que nas últimas COPs tem desempenhado um papel de resolver impasses, e Noruega, que vai seguir em Kyoto e é um país que tem dado ajuda financeira para ações de redução de emissões, Hamad Al-Attiyah pode ter enfim atuado para mediar os conflitos.

Um pouco mais cedo, a comissária do clima da União Europeia, Connie Hedegaard, tentou minimizar o problema do “hot air”, que vem sendo considerado uma ameaça para a continuidade do Protocolo de Kyoto. “Há uma questão, estamos lidando com ela. Temos de entender que há a formalidade e há a realidade. A realidade é que já está na lei da União Europeia que, a partir de 1.º de janeiro de 2013, quem não estiver no segundo período de compromisso não poderá usar isso para negociar.”

Financiamento - Assim como aconteceu em outras COPs e também na Rio+20, a questão do financiamento de países desenvolvidos para ações de mitigação e adaptação segue sendo um problema. Em 2012 termina um período de compromisso rápido, iniciado em 2010, que implicava investimento total de US$ 30 bilhões. As nações ricas estão dizendo que cumpriram, mas ainda está sendo avaliado se realmente se tratou de dinheiro novo ou de “reempacotado”, como alega a ONG Oxfam.

Para o ano que vem, teria de ser iniciado um novo compromisso, que deve resultar em financiamento de até US$ 100 bilhões em 2020. Em Doha, era de se esperar que fosse ao menos desenhado um mapa do caminho para atingir esse resultado, com a verba sendo distribuída ao longo dos anos.

No fim da semana passada, os países do G-77 (que reúne desde Brasil, Índia e China a nações bem menos desenvolvidas e estados-ilha) sugeriram que US$ 60 bilhões sejam entregues até 2015, mas tanto União Europeia como Estados Unidos, apesar de se dizerem comprometidos com a meta, não estão parecendo dispostos a anunciar novidades. “Estamos comprometidos em mobilizar o fundo para 2020″, limitou-se a dizer o chefe das negociações americanas, Todd Stern.

Fonte: Agência Estado

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Nasa desmente ‘fim do mundo’ e alerta sobre suicídios

Nesta quarta-feira (dia28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.
Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.
“Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio”, afirmou Morrison.
“Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.”
Calendário maia
Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.
Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 70. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
“A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia”, diz o site da Nasa.
Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os “calendários de cozinha” chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente – 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar “estejam se alinhando”, como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
“Não há base para essas afirmações”, diz. “Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu”, diz o site da Nasa.
Fonte: BBC Brasil
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Energia solar ganha espaço na América Central com usina na Costa Rica

Longas fileiras de painéis solares, que produzem eletricidade suficiente para abastecer 600 lares, chamam a atenção no meio do verde característico de La Fortuna de Bagaces, situada na litorânea província costarriquenha de Guanacaste.

Trata-se do Parque Solar Miravalles, a primeira grande usina da Costa Rica para gerar eletricidade a partir da luz do sol e a maior da América Central, com uma capacidade de 1,2 gigawatts/hora (GWh) ao ano.

A usina, que ocupa uma superfície de 2,7 hectares, conta com 4,3 mil painéis solares de 235 watts de potência cada um e foi construída com uma doação de US$ 10 milhões do Japão.

A luz do sol captada através destes painéis, constituídos pela união de várias células solares de silício de alta eficiência, acaba transformada em eletricidade em um processo ambientalmente limpo.

A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ser um país que supre mais de 90% de sua eletricidade com produção hidrelétrica e eólica, mas, até então, não tinha avançado tanto na geração de energia solar. .

O estatal Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), que tem o monopólio elétrico do país, estabeleceu pequenas instalações solares em comunidades indígenas e rurais, além uma usina de 15 painéis em seu edifício central. No entanto, o projeto em Miravalles é o primeiro de grande escala do ICE e, inclusive, do país.

Neste aspecto, as autoridades do ICE destacaram que este projeto poderá gerar mais energia limpa para atender a demanda da população e evitar as emissões de gases do efeito estufa que provocam a mudança climática.

“Com esta produção evitaremos a emissão de mais de mil toneladas de dióxido de carbono por ano, um número que equivale ao consumo de cinco mil barris de petróleo”, explicou o diretor do Parque Solar, Luis Rodolfo Ajún.

A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, inaugurou pessoalmente o projeto na quinta-feira passada e assegurou que, com sua operação, a Costa Rica não só aumenta sua capacidade geradora de energia, mas também confirma que seu “crescimento vai seguir através das energias renováveis”.

Com sua entrada em operação, o Parque Solar Miravalles enriquecerá uma zona que se transformou em um “corredor” de energias renováveis, já que nesta mesma província se concentram diversos tipos de geração amigáveis com o meio ambiente: solar, geotérmica, eólica e hidrelétrica.

O presidente-executivo da ICE, Teófilo de la Torre, ressaltou que “Guanacaste é agora o celeiro energético do país” e reiterou o interesse da instituição em continuar sua expansão no uso de fontes renováveis.

“De 2010 a 2014 serão inauguradas usinas elétricas renováveis em um total de 435 megawatts (MW), com usinas adicionais de 645 MW. Tudo para totalizar os 1,08 mil MW, ou seja, para alcançar um aumento de 60% de toda a potência renovável instalada anterior ao ano 2010″, destacou De la Torre.

O caminho de produção de energia renovável, segundo o Governo, também incluirá a energia geotérmica, que atualmente só conta com um projeto em operação.

É por isto que durante a inauguração da usina solar, a presidente Laura assinou um decreto para que o ICE possa desenvolver pesquisas no Parque Nacional Volcán Rincón de La Vieja, também situado na província de Guanacaste, perto da fronteira com a Nicarágua.

O decreto permitirá que o ICE inicie a avaliação da viabilidade de uma área de 10,4 quilômetros quadrados nesse parque para determinar a eventual implementação de um projeto geotérmico.

Fonte: Agência EFE

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Cientistas transformam poluição em combustível

Imagine se fosse possível retirar o CO2 da atmosfera, reduzindo o aquecimento global, e de quebra transformar esse gás em fonte de energia para a humanidade? É justamente isso que cientistas da empresa inglesa Air Fuel Syntesis dizem ter conseguido. A chave da descoberta está em um processo químico que funciona mais ou menos assim. Primeiro, o ar atmosférico é combinado com soda cáustica (hidróxido de sódio), numa reação que gera CO2 puro. Depois, aplica-se corrente elétrica para quebrar o CO2, que é decomposto em carbono e oxigênio. O carbono é misturado com hidrogênio, e isso, após mais algumas reações, forma os chamados hidrocarbonetos – entre eles, gasolina. Pode parecer milagre, mas é apenas ciência.

“Os princípios químicos dessa reação são conhecidos desde o fim do século 19”, diz o engenheiro aeroespacial americano Robert Zubrin. Ele é presidente da ONG Mars Society, que defende a exploração do planeta vermelho – onde esse processo de transformação do CO2 em combustível poderia ser utilizado para gerar energia. A Air Fuel Syntesis quer usar a tecnologia aqui mesmo na Terra, agora, para resolver os problemas ambientais do planeta. Mas o grande obstáculo é econômico. Os cientistas da empresa gastaram dois anos e quase US$ 2 milhões para montar um reator experimental que, por enquanto, produziu apenas cinco litros de combustível. Mas eles acreditam que o aperfeiçoamento do processo vá torná-lo economicamente viável. E a fumaça possa ser transformada em combustível – e em dinheiro.

Fonte: Super Interessante.

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Três cidades vizinhas de Maceió só têm água para 1 mês: mananciais secam

Desde segunda-feira (26), a Casal precisou recorrer ao sistema de rodízio para o abastecimento de água dos municípios de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba, cujos mananciais estão quase secos e só têm água suficiente para, no máximo, 30 dias. A medida foi adotada em função do agravamento da seca, considerada a maior dos últimos 30 anos, que provocou uma drástica diminuição do nível de água nos mananciais que abastecem essas cidades.

Juntas, as três cidades têm 28 mil habitantes que sofrem com o racionamento. De acordo com informações da Casal, em Satuba o sistema de rodízio dividiu a cidade em duas áreas para o abastecimento. A parte alta do município recebe água em dois dias e passa outros dois dias sem receber, enquanto a parte baixa é abastecida.

O revezamento também se repete em Santa Luzia do Norte. O Centro da cidade é abastecido por dois dias e passa dois dias sem receber, quando o fornecimento é direcionado para os bairros periféricos da cidade. Em Coqueiro Seco, a vazão da distribuição foi diminuída em 35% para toda a cidade.

De acordo com o assessor técnico e representante da Casal no Comitê da Seca, engenheiro Jorge Briseno, a medida foi tomada para prevenir um esvaziamento total dos mananciais. “Mas infelizmente mesmo com o rodízio, eles não mostram sinais de recuperação. Se essa situação permanecer nos próximos dias, em cerca de um mês esses reservatórios estarão esvaziados”, alerta Briseno.

Ainda de acordo com Briseno, em outras circunstâncias a Barragem do Catolé poderia fornecer água para Satuba, mas como também está comprometida não haverá condições de fornecer água para outras localidades.

Abastecimento x demografia

Os sistemas de abastecimento de água das cidades de Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba foram implantados há cerca de 30 anos e não acompanharam o desenvolvimento da região. Por isso, o governo estadual busca, junto ao governo federal, garantir a execução das obras de um sistema integrado de abastecimento para as três cidades.

Dados do IBGE apontam para o crescimento da população desses municípios. Há 32 anos, em 1980, quando o sistema de água foi implantado na região, Satuba tinha uma população total de 6.228 habitantes. Atualmente a população do município passa de 14 mil habitantes. A situação se repete em Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco.

Rodízio se repete na capital

A partir desta quarta-feira (28), a Casal também adotou o sistema de rodízio no abastecimento da parte alta de Maceió. A medida foi adotada em função da redução do volume de água da barragem do Catolé, que abastece 20% da cidade de Maceió. Essa redução é causada pela falta de chuva na região.

De acordo com o cronograma estabelecido pelo setor operacional da Casal, nos dias pares serão abastecidos o conjunto Medeiros Neto e o bairro do Tabuleiro Velho; nos dias ímpares, o abastecimento contempla o conjunto Santos Dumont e os bairros do Clima Bom e Rio Novo.

De acordo com o presidente da Casal, Álvaro Menezes, a previsão é de que as chuvas no Estado só ocorram a partir do segundo bimestre de 2013.

Fonte: Uol

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Onze estados aderem ao Cadastro Ambiental Rural

A reserva de R$ 3,5 milhões que seria investida, a partir do final do ano, para mapear propriedades rurais gaúchas serão remanejadas para outras ações de regularização fundiária e zoneamento florestal no estado. O dinheiro é parte de um convênio entre o governo do Rio Grande do Sul e o Banco Mundial para organizar a ocupação das zonas rurais no estado. Como o governo gaúcho assinou hoje (28) o acordo de cooperação com o governo federal para implantar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), as imagens de satélites com alta resolução vão ser disponibilizadas gratuitamente.

“Vamos investir esse dinheiro em outras ações agora e vamos conseguir encurtar o cronograma porque as imagens que iríamos contratar só chegariam no final do ano que vem”, explicou o secretário estadual do Meio Ambiente, Helio Corbellini. Segundo ele, com essas imagens, o cadastro gaúcho vai reunir informações detalhadas de cerca de 20 mil propriedades rurais, onde as principais atividades desenvolvidas são a pecuária e a produção de soja.

Além do Rio Grande do Sul, mais dez estados aderiram ao acordo com o governo federal para a implantação do CAR. A expectativa é que, com a adesão, a partir do ano que vem, Amazonas, Acre, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Sergipe, Ceará e Espírito Santo já comecem a receber os cursos de capacitação de técnicos para montar o cadastro e os dados e as imagens que foram contratadas pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Rio de Janeiro já tinha aderido à implantação do CAR. Seis estados, que têm seus próprios cadastros, como Mato Grosso do Sul e o Pará, terão apenas que fazer ajustes para integrar os dados com o banco de informações nacional.

A expectativa do governo federal é que, até o final do ano, Maranhão, Distrito Federal, Paraíba e Alagoas também assinem o acordo. Uma mudança nas cláusulas do acordo atrasou a adesão de alguns estados. Há poucos dias, o ministério incluiu uma cláusula que obriga os estados a informar todas as autorizações de supressão de vegetação estadual.

Com a novidade, o presidente do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, Adriano Augusto de Araújo Jorge, explicou que terá que ajustar o documento, mas assegurou que o estado vai cumprir a exigência. Segundo ele, a maioria das pequenas propriedades no estado não tem um documento oficial de posse. Calcula-se que o estado abrigue cerca de 90 mil imóveis rurais com menos de 50 hectares.

“Com essas imagens [que serão disponibilizadas pelo governo federal], que tem resolução de 1 metro para 5 metros, vamos conseguir ver até os animais nessas propriedades. Vamos conseguir enxergar as cercas. Essa qualidade é fantástica para que possamos fazer a regularização fundiária em Alagoas”, explicou.

“O acordo é importante para que todos estejam no CAR”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo ela, a partir desse cadastro será possível identificar os déficits ambientais no campo, as formas possíveis de recuperação em cada região e as situações mais críticas. “A partir daí, vamos poder propor, para cada situação, um programa de regularização ambiental.”

Os estados terão as imagens de um satélite alemão que foi contrato pelo governo federal e mapeou as áreas rurais do território brasileiro durante todo o ano passado. A expectativa é que com esse material seja possível identificar, com precisão, a situação nos 5,2 milhões de imóveis rurais que existem no país e localizar áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade.

Além da adesão dos estados, o governo tem procurado parcerias com entidades representativas. Segundo Izabella Teixeira, esta semana foi acertado com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar uma parceria para que a entidade estimule a adesão dos produtores. “Eles podem fazer o cadastro nos órgãos ambientais dos estados ou no Ibama [Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]”, explicou.

A ministra ainda acrescentou que o governo mantém o mesmo diálogo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que tem 1,5 milhão de filiados. E a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que tem tem 2 milhões de cadastrados.

Fonte: Agência Brasil.

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Petrobras bate recorde na geração de energia termelétrica

A Petrobras obteve esta semana novo recorde de geração de energia termelétrica a gás natural. A empresa forneceu para o Sistema Interligado Nacional (SIN) 7.415 megawatts (MW) médios de energia. A geração demandou 39,8 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Do total gerado, 5.404 MW médios foram provenientes de termelétricas a gás natural do Parque Gerador da estatal, cuja capacidade instalada é 5.741 MW, e 2.011 MW médios de termelétricas privadas, para as quais a estatal fornece gás natural.

As informações da Petrobras indicam que, considerando os mercados termelétrico, não termelétrico e o consumo interno da companhia, a movimentação de gás no dia 26, segunda-feira, quando o recorde foi alcançado, foi 95 milhões de metros cúbicos por dia.

O recorde anterior de geração a gás, segundo a empresa, ocorreu no dia 23 deste mês, quando foram gerados 7.362 MW médios, sendo 5.350 MW médios de termelétricas próprias e 2.011 MW médios de termelétricas privadas, com demanda de 40,1 milhões de metros cúbicos diário de gás natural.

A Petrobras esclareceu, ainda, que os sucessivos recordes de geração de energia termelétrica no Parque Gerador da Petrobras devem-se “ao aumento do despacho termelétrico ordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)”.

Fonte: Agência Brasil

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Desmatamento deixa de ser vilão das emissões aos poucos

Em 2012, o desmatamento deve dar adeus ao título de maior vilão das emissões de gases efeito estufa no Brasil. Na sequência, os setores de energia e agricultura se tornarão as principais fontes emissoras dos gases que contribuem para o aquecimento gl

obal.

É o que aponta um estudo preliminar e independente que o engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente Tasso Azevedo vai levar para a COP-18, em Doha, no Catar.

Os dados são de impressionar, a começar pela redução estimada das emissões totais: uma queda de incríveis 35% entre 2005 e 2011, isso durante um período em que as emissões aumentaram 9% em todo o mundo.

A queda do desmatamento foi de longe o fator que mais contribuiu para o país alcançar a taxa de fazer inveja. “Com esses números, estamos bem abaixo da meta de redução para 2020”, disse Azevedo à EXAME.com poucas horas antes de embarcar rumo à COP-18 nesta quarta. “O desafio agora é manter as taxas de desmatamento baixas e passar a combater outras fontes de emissões”.

Novos vilões, velhos problemas:

De mãos dadas com os números otimistas, o estudo revela um dado perturbador. Deixando o desmatamento de fora dos cálculos, as emissões totais do Brasil, acredite, subiram no período analisado, puxadas pelas agricultura e o setor de energia, que inclui transportes.

Ao invés de cairem 35%, elas aumentaram 18%. “Ou seja, crescemos mais que a média global, de 9%”, destaca o especialista. Para se ter uma ideia, o estudo estima que, entre 2005 e 2011, a emissões do setor de energia cresceram 33%, as da agricultura, 6,7%, e as da indústria 16% – ao passo que as emissões do desmatamento caíram impressionantes 64%.

Os vilões das emissões têm nova cara. Em 2005, dois terços das emissões eram explicadas pelo desmatamento e em 2011 caiu para pouco mais de um terço. Já energia e agricultura passaram a responder por cerca de 56% das emissões. “O consumo de combustível pelo setor de transporte aumentou muito, assim como o uso de carvão mineral e as emissões da produção do petróleo”, explica.

E agora?

Na opinião do especialista, o momento é de buscar eficiência energética, tanto no setor de transporte como nas indústrias. Na prática, precisamos produzir mais, gerando menos emissões.

O estudo mostra que a quantidade de dólares em PIB gerada para cada tonelada emitida cresceu de forma significativa passando de pouco mais de US$ 200 por tCO2e (tonelada equivalente de CO2) em 2004 para quase US$ 1600/tCO2e em 2011.

“Isto quer dizer que estamos aumentando nossa eficiência

econômica em relação as emissões, ou seja, geramos mais PIB por unidade de carbono emitida”, diz Azevedo. “Mas para a meta de redução ideal, precisamos gerar US$ 20 mil/tCO2e”, conclui.

Sem isso, o Brasil corre o risco de entrar novamente em uma saia-justa ambiental. Conforme o estudo, o crescimento das emissões nos setores de energia, agricultura, processos industriais e tratamento de resíduos devem levar ao crescimento das emissões nos próximos anos, devendo se aproximar ao valor da meta para 2020.

Fonte: Exame.abril

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Incra institui programa de sustentabilidade para assentamentos na Amazônia

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) instituiu hoje (28) o Programa Assentamentos Verdes, para coibir o desmatamento ilegal em áreas de reforma agrária na Amazônia. O programa pretende desenvolver atividades produtivas sustentáveis nos assentamentos e realizar a recuperação ambiental das áreas já degradadas.

A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira e prevê um plano plurianual que vai vigorar entre 2013 e 2019 para atender a até 190 mil famílias, em 980 assentamentos. Também prevê visitas para coibir crimes ambientais.

O plano, que será encaminhado ao Incra até o dia 17 de dezembro, será feito em quatro oficinas por servidores das 11 superintendências regionais da Amazônia Legal. Depois disso, segue para aprovação dos órgãos da administração pública e da sociedade civil envolvidos com as questões ambientais direta e indiretamente. Em 28 de março do ano que vem, o plano deve ser publicado.

O programa vai se aplicar aos assentamentos beneficiados com o Bolsa Verde – auxílio do Programa Brasil sem Miséria para assentados em locais com mais de 50% de área florestal, e atuará nas seguintes linhas: capacitação e formação; diagnóstico de potencial florestal e mercados; regulação das relações entre empresas e comunidades; e assistência técnica.

Fonte: Agência Brasil

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Cerca de 85% dos brasileiros separariam o lixo caso serviço de coleta seletiva estivesse disponível, aponta Ibope

A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada hoje (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.

Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o percentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínios ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.

Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.

O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relaciona ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.

Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.

Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto percentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.

O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade.

Fonte: Agência Brasil

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