São Paulo assina acordo com governo federal para implantar Cadastro Ambiental Rural

O governo estadual paulista assinou ontem (20) acordo de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com a adesão de São Paulo, chega a 19 o número de estados que estabeleceram parceria com o governo federal para construção do cadastro, que se tornou obrigatório com a aprovação do novo Código Florestal. “A expectativa é que se encerre tudo [a assinatura dos termos de cooperação com estados] até março”, estimou a ministra Izabella Teixeira.

A parceria permite, por exemplo, que o estado receba do ministério imagens de satélite que vão permitir o confronto entre as informações declaradas pelos proprietários rurais no cadastro online com a condição geográfica fotografada. “A declaração vai ser como no Imposto de Renda, preenche e já está de acordo com a lei, depois a gente faz o pente fino”, explicou o secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.

O governo paulista vai desenvolver um sistema próprio para reunir as informações de pelo menos 330 mil propriedades rurais existentes no estado, sendo que cerca de 270 mil são de pequeno porte. O objetivo é que o programa específico atenda às peculiaridades de São Paulo. “É uma realidade distinta. Nós já temos um inventário florestal que será refeito neste ano, temos protocolos com setores da economia, que já colocaram metas de recuperação [ambiental]. Tudo isso vai estar dentro do CAR”, justificou.

Alguns estados optaram por utilizar o sistema desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Outros já tinham sistemas similares, que vão precisar de ajustes, como os de Mato Grosso do Sul e do Pará. Seja por meio de cadastro próprio ou não, todas essas informações vão alimentar um banco de informações nacional.

A previsão para São Paulo é que exista a necessidade de recuperação de pelo menos 1 milhão de hectares. “É uma estimativa. A gente não sabe se diminui ou não com o novo código, mas com o CAR vamos ter a real necessidade. A partir disso, seja cobrando dos proprietários, seja com políticas públicas com pagamento para serviços ambientais, vamos ajudar essas pessoas a recuperar suas áreas”, declarou o secretário.

A ministra reforçou que o cadastro vai apresentar, entre outras informações, um diagnóstico do déficit de área de preservação permanente no país e de reserva legal, que será atualizado anualmente. “A partir dessas informações, nós podemos evoluir para outras políticas, como, por exemplo, regularização ambiental de propriedades em face do licenciamento ou de assentamentos. E poderemos implementar também instrumentos econômicos”, apontou Izabella Teixeira.

A meta do ministério é que a implantação do CAR seja finalizada em 2014. De acordo com a ministra, são pelo menos 5 milhões de propriedades rurais no país. Em São Paulo, a secretaria espera iniciar o cadastramento no início de abril. “Mesmo antes do ato formal da ministra, a gente espera já disponibilizar o sistema para as pessoas preencherem pela internet”, explicou Covas.

Fonte: Agência Brasil

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Governos de países em desenvolvimento terão recursos para desenvolver economia verde

Nos próximos dois anos, os governos de sete países em desenvolvimento vão receber orientações e recursos para desenvolver estratégias de economia verde em seus territórios. A parceria firmada por quatro agências das Nações Unidas em Nairobi, no Quênia, foi anunciada durante a sessão universal do Conselho Administrativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que está ocorrendo no Continente Africano desde o último dia 18.

Pela primeira vez, as quatro principais agências internacionais das Nações Unidas ligadas ao meio ambiente, ao trabalho, ao desenvolvimento industrial e à pesquisa vão trabalhar juntas para garantir a implementação de políticas sustentáveis como as de tecnologias limpas e de erradicação da pobreza. Os países ainda não foram selecionados, mas a expectativa é que sejam definidos nos próximos meses e sirvam como projeto experimental.

A partir dessa experiência, os representantes do Pnuma, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar) vão ampliar o apoio para mais 23 países. A implementação das estratégias deve ocorrer até 2020 nas 30 economias.

A proposta é que a Parceria para Ação pela Economia Verde (Page, na sigla em inglês) estimule os investimentos em ativos econômicos verdes, incluindo tecnologias limpas, o uso eficiente de recursos, a conservação de ecossistemas, a formação de mão de obra qualificada para empregos verdes e a boa governança nesses territórios. A expectativa é que com a medida sejam criados novos empregos e áreas de atuação dentro de uma nova configuração de desenvolvimento.

Pelos dados apresentados pela OIT, metade da força de trabalho global – cerca de 1,5 bilhão de pessoas – pode ser favorecida em uma transição para a economia verde. Países como Barbados, o México, Nepal e a África do Sul foram citados pelos representantes da organização por terem estruturado iniciativas verdes em seus territórios. Os governos da Alemanha, do Quênia e da Coreia do Sul conseguiram, segundo a OIT, fazer “mudanças radicais” em suas políticas energéticas, favorecendo fontes renováveis.

Os representantes da Unido destacaram ainda, durante a reunião, que o desenvolvimento de indústrias limpas e o apoio para que esses negócios se tornem mais eficientes é um dos focos da medida conjunta.

A proposta está entre os pontos acordados no documento final da Rio+20 – O Futuro Que Queremos. Assinado por líderes de mais de 190 países em junho do ano passado, no Rio de Janeiro, o texto destaca a economia verde como um dos motores do desenvolvimento sustentável,  da erradicação da pobreza e uma responsabilidade da comunidade internacional.

Fonte: Agência Brasil

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Registro de reserva legal está suspenso no Paraná por seis meses

A averbação de reservas legais em propriedades rurais está suspensa por 180 dias, enquanto durar o processo de implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental, que estão sendo desenvolvidos pelo governo estadual. A previsão inicial é de que os projetos estejam concluídos até o fim do primeiro semestre. A interrupção é necessária para adequar a averbação às novas exigências Código Florestal, e pedidos de desmembramentos de imóveis deverão esperar o fim da suspensão.

O Ministério do Meio ambiente tem cedido imagens de satélites e sistemas de informática para o registro de informações. Os primórdios do CAR no Paraná apareceram em 2004, com a criação do sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (Sisleg). A ideia é aproveitar informações já registradas no Sisleg sobre 100 mil propriedades.

Fonte: Gazeta do Povo.

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Depois de dragagem, volume do pescado cai 60% no litoral do Paraná

Três associações de pescadores do Litoral do Paraná, que representam cerca de 3 mil pessoas, ingressaram na segunda-feira com uma ação civil pública contra órgãos estaduais e federais por causa dos prejuízos provocados pela dragagem no Canal da Galheta, que dá acesso aos portos de Paranaguá e Antonina. A obra, que teve início em julho de 2012, teria causado queda de até 60% no volume pescado. A ação pede, em caráter liminar, o pagamento de indenização aos pescadores, no valor de um salário mínimo mensal, e exige que os órgãos competentes refaçam o estudo de impacto ambiental (EIA) da dragagem, para que sejam ampliadas as compensações ambientais para toda a sociedade.

De acordo com o advogado Bernardo Rücker, que representa as associações, o EIA prevê a indenização aos pescadores atingidos, mas o pagamento nunca foi feito. Segundo eles, os problemas na pescaria começaram a ser observados ainda em agosto, um mês depois do início da dragagem, que foi feita apenas em alguns pontos críticos do canal. “Sabemos que a obra é extremamente importante para o porto. Mas ela suga tudo o que há no fundo do mar, como os metais pesados que restaram dos desastres ambientais que ocorreram na região. Isso tudo é jogado em uma área em alto-mar, impactando toda a região”, afirma.

O advogado ressalta que também é necessário refazer o EIA da obra, que atualmente está sendo realizada nas proximidades de Antonina. “O estudo tem 1,4 mil páginas. Reconhece o impacto causado, mas não prevê as devidas compensações. É preciso criar áreas de preservação e construir escolas, não apenas ficar dando palestras sobre o assunto”, diz Rücker. A ação elenca como réus a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a União.

Prejuízo

As famílias afetadas relatam muito prejuízo e descaso. “Eles nem comunicam nada para a gente, muito menos pagam alguma coisa”, reclama Diarone das Neves, 49 anos, de Ilha dos Valadares, em Paranaguá. Segundo ele, uma saída para o alto-mar de três dias costumava render cerca de cem quilos de pescado. “Na semana passada, foi difícil conseguir 40 quilos”, conta.

Os pescadores dizem que qualquer dragagem afeta a pescaria, mas demonstram preocupação pela falta de indenização e com outras dragagens programadas para Paranaguá – uma de manutenção e outra mais complexa, de aprofundamento – que devem ter início ainda neste ano. “Qualquer dragagem mexe com todo o canal, mas agora a situação está muito complicada. O pessoal vive exclusivamente da pesca, mas os peixes desapareceram”, afirma Isael Vicente Alves, 69 anos, de Paranaguá.

Fonte: Gazeta do Povo

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Mercedes-Benz cria lancha elétrica que atinge 160 km/h

Fonte: www.exame.abril.com.br

A Mercedes-Benz resolveu levar o conceito da sustentabilidade sobre quatro-rodas para o alto-mar. No Boat Show de Miami, que começou ontem nos EUA, a empresa alemã apresentou uma super lancha elétrica capaz de atingir a velocidade máxima de 160km/h, uma façanha para deslocamentos sobre água.

Fruto de uma parceria com a Cigarette Racing, empresa do ramo náutico, a máquina marítima ganhou a fama de “barco elétrico mais rápido do mundo” pela imprensa internacional.

Motores de barco são verdadeiros beberrões de combustível, gerando altas emissões de CO2 na atmosfera. A lancha da Mercedes, entretanto, conta com doze motores elétricos, que juntos somam 2.282 cv de potência. Para recarregar 100% as baterias, são necessárias sete horas na tomada.

A pintura amarela e outros componentes da lancha foram inspirados no Mercedes SLS AMG Coupe Eletric Drive, o elétrico mais veloz da marca alemã a entrar em produção. O superesportivo foi apresentado no Salão de Paris de 2012, com velocidade máxima anunciada de 250 km/h. Em homenagem ao carango ecológico, a lancha elétrica traz o logo “AMG” registrado no casco.

Veja mais fotos no site:

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/mercedes-benz-cria-lancha-eletrica-que-atinge-160-km-h

Fonte: Exame.abril

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Aneel pode antecipar sistema de bandeiras tarifárias

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode antecipar para este ano a aplicação do chamado sistema de bandeiras tarifárias, em meio a reclamações de distribuidoras de energia sobre perda de caixa gerada por custo mais alto da eletricidade produzida por usinas térmicas.

O diretor da Aneel Romeu Rufino afirmou nesta terça-feira que o sistema é “uma das possibilidades” que estão em discussão pela agência.

O sistema de bandeiras tarifárias está programado para entrar em vigor em 2014. Ele consiste em uma espécie de alerta na conta de luz, avisando o consumidor que as condições gerais do sistema implicarão em uma energia mais cara ou mais barata no futuro, numa tentativa de fazer o usuário programar melhor seu consumo.

Rufino disse que na próxima quinta-feira haverá uma reunião da Aneel com distribuidoras para tratar de reclamação das empresas de que a compra de energia mais cara das térmicas está afetando seus fluxos de caixa.

Fonte: Exame.com

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Risco do Ártico virar novo eldorado do petróleo causa temor

A demanda por recursos naturais causada por uma das transformações mais dramáticas em curso no mundo – o derretimento acelerado do gelo do mar – requer prudência e governança eficaz para evitar danos ao meio ambiente do Ártico.

O alerta vem do Anuário do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente 2013 (Pnuma), relatório que apresenta anualmente as questões emergentes mais importantes que afetam o planeta.

Nos últimos anos, durante o verão, a redução do gelo no Ártico tem se intensificado de tal maneira que atingiu um mínimo de 3,4 milhões de quilômetros quadrados, em 2012, 18% a menos do que o recuo em 2007 e 50% abaixo da média dos anos oitenta e noventa.

O recuo permite o acesso a recursos naturais, como gás e petróleo, levando ao aumento da atividade humana, o que pode representar uma ameaça para os ecossistemas e à vida selvagem.

“As mudanças nas condições ambientais do Ártico, muitas vezes considerado um indicador da mudança climática, preocupa há algum tempo, mas essa consciência ainda não se traduziu em ação urgente no mundo”, disse Achim Steiner, diretor Executivo do Pnuma.

“Na verdade, o que acontece é que o derretimento do gelo está causando uma demanda por combustíveis fósseis, os principais responsáveis pelo degelo”, acrescentou. “Todos os países devem considerar cuidadosamente as conseqüências da corrida para a exploração dessas vastas reservas, dado o que está em jogo no mundo.”

O Ártico no tabuleiro energético mundial

Com o desaparecimento de gelo e da neve, o que facilita o acesso à região, a importância do Ártico no campo da energia global e fornecimento de recursos minerais vai aumentar consideravelmente. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que 30% do gás natural não descoberto no mundo está no Ártico, principalmente na plataforma continental.

Estima-se, ainda, que mais de 70% dos recursos do petróleo que ainda não foram descobertas no Ártico estão no norte do Alasca e no leste da Groenlândia, entre outras regiões intocadas. Como grande parte do Oceano Ártico está localizado sobre plataformas continentais, países vizinhos já reivindicam zonas econômicas no âmbito da convenção das Nações Unidas sobre as leis do mar.

O recuo do gelo do mar também faz com que a Rota do Mar do Norte e da Passagem do Noroeste fiquem abertas para a navegação em determinados momentos do ano. Alguns países prevêem que a rota marítima do norte se torne uma “auto-estrada” para a navegação de importância global, com tráfego até 40 vezes maior em 2020.

Também é bem possível que haja um boom de pesca devido à mudança para o norte da espécies como bacalhau do Pacífico e do Atlântico. Estudos prevêm um aumento de entre 30 e 70 por cento das capturas em altas latitudes até 2050. Somadas, a demanda por recursos e a rápida transformação ambiental podem atrapalhar a hidrologia, pondo em perigo os ecossistemas, adverte o relatório.

O degelo - Existem várias razões por que o Ártico está aquecendo duas vezes mais rápido que o resto do mundo. A atmosfera e as correntes marítimas levam mais calor para o pólo, reduzindo a reflexão da luz solar. O gelo e a neve branca atuam como um espelho e refletem 85% da radiação solar. As áreas livres de gelo do oceano, no entanto, refletem apenas 10%, e a tundra, apenas 20%.

Acredita-se também que a fuligem causada pela queima de carbono e outros poluentes contribuem para escurecer a neve e o gelo, reduzindo a área de reflexão.

O derretimento dos subsolos árticos congelados, o chamado permafrost, por sua vez contribui para o aquecimento adicional. Pesquisas indicam que a camada de gelo do continente antártico é uma fonte importante, embora esquecida, de metano, um gás efeito estufa com potencial de aquecimento global 21 vezes maior do que o do CO2.

Geopolítica - O estudo levanta uma série de importantes questões geopolíticas que quase certamente terão consequências muito além do Ártico. Nesse sentido, o Conselho do Ártico, cujo núcleo compreende Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia e Suécia, desempenha um papel central na garantia de que os recursos sejam explorados de forma responsável.

Cabe ao Conselho analisar o desenvolvimento sustentável do Ártico, através de relatórios sobre a neve e o gelo, a poluição, as alterações climáticas, os transportes, o desenvolvimento humano e da biodiversidade, e tomar medidas para melhorar a governança ambiental.

Atualmente, outros países, como Brasil, Índia e China, buscam assumir uma vaga de observadores permanentes para participar das decisões tomadas pelos países membros para a região.

Desafios - O relatório oferece ainda recomendações para enfrentar os novos desafios. Dentre elas, a redução das emissões de gases de efeito estufa continua a ser a medida mais importante.

Além disso, o Pnuma adverte que nenhuma ação deve ser tomada para explorar as reservas do Ártico sem primeiro avaliar como tal exploração afetaria os ecossistemas, povos do norte e o resto do mundo, afinal há um alto risco de danos ambientais significativos.

O ritmo acelerado das mudanças torna igualmente essencial a existência de sistemas de monitorização e de alertas mais apurados. Especificamente, destaca o estudo, é urgente realizar uma investigação ambiental do impacto de curta duração de poluentes nos mecanismos de mudança na neve e no gelo e as suas implicações, e futuras alterações na biosfera.

Ainda de acordo com o relátorio é preciso ter uma visão de longo prazo e adotar políticas inovadoras para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e do desenvolvimento socioeconômico no Ártico.

Fonte: Exame.com

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Estudante cria gerador que transforma o ar em energia

O estudante alemão Dennis Siegel, da Universidade de Arte de Bremem, desenvolveu um gerador que transforma as ondas transmitidas no ar em energia. O processo acontece por qualquer aparelho elétrico, desde cabeamentos de energia e antenas, até celulares e roteadores.

Portanto, o dispositivo aproveita as radiações eletromagnéticas para produzir eletricidade. O gerador funciona em duas versões. Uma delas aproveita as radiações de frequências baixas (entre 50 e 60 Hz). A outra gera eletricidade por meio das altas frequências (ondas de rádio, telefonia, bluetooth e WiFi) que se propagam pelo ar.

O sistema é simples, pois qualquer aparelho ligado à eletricidade emite radiação eletromagnética. Siegel afirma que o sistema é capaz de carregar uma bateria AA por dia com apenas a eletricidade obtida das radiações eletromagnéticas.

Portanto, o gerador segue o mesmo princípio de carregadores sem fios, cada vez mais usados por smartphones. A polêmica em torno desse tipo de conversão de energia eletromagnética em eletricidade era a necessidade de que o carregador e a bateria do aparelho eletrônico estejam próximos, em uma posição ideal.

O estudante ainda não patenteou sua invenção. Além disso, ele não divulgou informações detalhadas sobre o dispositivo que ainda está em fase de testes e não tem previsão para chegar ao mercado.

Fonte: Info.abril

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Operação contra tráfico de madeira prendeu 200 na América Latina

Duzentas pessoas foram detidas em 12 países da América Latina na primeira operação internacional contra o corte e o comércio ilegal de madeira realizada pela Interpol, informou a polícia internacional. O valor total da madeira apreendida chega a US$ 8 milhões (cerca de R$ 15,7 milhões).

A operação foi realizada entre 17 de setembro e 17 de novembro de 2012 no Brasil, na Bolívia, no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, na República Dominicana, no Equador, na Guatemala, nas Honduras, no Paraguai, no Peru e na Venezuela.

Os países registraram um total de 194 prisões. Atualmente, 118 pessoas estão sendo investigadas.

“Esta operação marca o início dos esforços da Interpol para ajudar os países membros a combater o corte ilegal e os crimes florestais, que não apenas afetam a saúde, a segurança e a qualidade de vida das comunidades dependentes dos recursos florestais, como também causam gastos significativos aos governos”, diz a polícia internacional.

Fonte: AFP

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Receita divulga regras do IR; veja quem tem de declarar

A Receita Federal do Brasil publicou, nesta terça-feira (19), no “Diário Oficial” da União a instrução normativa 1.333, que define as regras do Imposto de Renda pessoa física 2013 (relativo ao ano de 2012).

O documento determina quem é obrigado a declarar, quais os prazos e as multas. Entre os que devem declarar, estão os que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65 ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40.000,00.
Rendimento tributável, por exemplo, é o salário. Rendimento isento ou não tributável pode ser uma indenização trabalhista.
Também é obrigado a apresentar o IR quem investiu em ações ou tinha bens acima de R$ 300 mil em 2012.
A declaração pode ser entregue pela internet. Apesar de estar em desuso, a Receita permite também o envio por disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
O prazo para declaração começa em 1º de março e termina em 30 de abril. Pela internet, a entrega pode ser feita até as 23h59min59seg de 30 de abril. Por disquete, o limite vai até o horário de expediente das agências bancárias, que varia conforme a cidade.
A multa para quem entrega a declaração fora do prazo é de 1% ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74, e o máximo é de 20% do imposto devido.
O programa para fazer a declaração estará disponível no site da Receita a partir de 25 de fevereiro. A expectativa é receber mais de 26 milhões de declarações, segundo o supervisor nacional do IR, Joaquim Adir.
Está obrigado a declarar em 2013 o contribuinte que, em 2012, preencheu alguma das seguintes situações:
1 – recebeu rendimentos tributáveis (salários, por exemplo) acima de R$ 24.556,65;
2 – recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (indenizações, por exemplo), acima de R$ 40.000,00;
3 – obteve ganho de capital ao vender bens ou direitos ou investiu em Bolsas;
4 – em caso de atividade rural:
a) obteve receita bruta acima de R$ 122.783,25;
b) vá compensar, no ano-base de 2012 (a que se refere o IR 2013) ou depois, prejuízos de anos anteriores ou do ano-base de 2012;
5 – teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil;
6 – passou a morar no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro;
7 – optou pela isenção do IR do ganho de capital na venda de imóveis residenciais, por ter aplicado o dinheiro na compra de outro imóvel residencial, em até 180 dias a partir venda do imóvel original.
Fica dispensado de fazer a declaração do Imposto de Renda o contribuinte que esteve numa das seguintes situações em 2012:
1 –  enquadrar-se apenas na hipótese prevista no item 5 (possuir bens acima de R$ 300 mil) e que, se viver em sociedade conjugal ou união estável, tenha os bens comuns declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não passe de R$ 300 mil;
2 – que se enquadrar em uma ou mais das hipóteses dos itens 1 a 7, caso conste como dependente em declaração de outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos.
Se quiser, a pessoa, mesmo desobrigada, pode apresentar a declaração.

Regras para escolha do modelo simplificado ou completo

O contribuinte pode escolher o modelo completo ou o simplificado. Na opção pelo simplificado, é aplicado o desconto padrão de 20% (independentemente de gastos com saúde e educação, por exemplo). O limite para esse desconto de 20% é de R$ 14.542,60.
Não pode escolher pelo modelo simplificado o contribuinte que compensar prejuízo da atividade rural ou imposto pago no exterior.

Pagamento do imposto pode ser feito em 8 parcelas

Se a pessoa tiver imposto a pagar, pode dividir em até oito meses, desde que a parcela não seja menor que R$ 50,00. Imposto de valor menor que R$ 100,00 deve ser pago à vista.
A primeira cota ou cota única deve ser paga até o prazo final da declaração (30 de abril). As demais cotas são pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros conforme a Selic, até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês do pagamento.
Fonte: Uol
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