Na base do troca-troca!

Você já pensou em emprestar aquela TV sobrando para o seu vizinho? Ou trocaria aquele aparelho de som que não usa mais pela coleção de livros do seu amigo que você sempre sonhou? O consumo colaborativo, nome dado para essa prática tem se tornado bastante usual. Nos Estados Unidos, por exemplo,não se fala de outra coisa.

O eco-empresário Roo Rogers de Nova Iorque,  co-autor do livro What´s mine is yours – The rise of collaborative consumption (“O que é meu é seu - A ascensão do consumo colaborativo”, em português) diz que trata-se de um sistema de troca, compartilhamento e doação,mas em grande escala. É um antídoto para o que ele chama em seu livro de “hiperconsumo”, ou o consumo doentio de nossos dias.

A internet, é lógico, é a grande aliada deste tipo de comércio. Há vários sites de comunidades de troca e compartilhamento de qualquer coisa como o Freecycle, ou o Paper Back Swap, para troca de livros, sites para trocas de roupas de grife, ou até mesmo de aluguel e empréstimo de automóveis a preços baratíssimos e especificamente para o horário que se quiser usá-lo, como o Zipcar. No Brasil temos um similar, o Zazcar, e também o Sebo Online, para trocas e venda de livros usados.

A idéia porém é ainda mais abrangente. Vale também para prestação de serviços. Exemplo: um jardineiro pode oferecer-se para cuidar do jardim de um médico em troca de uma consulta. Para organizar essas demandas foi criado em Nova Iorque o Time Bank, ou “banco de tempo”. Você abre uma conta e administra seus créditos e débitos de tempo disponível para pequenas tarefas.

Particularmente, acho essa idéia genial. Uma maneira de retornarmos as práticas comunitárias de antigamente e também de poupar os nossos recursos naturais, é claro.

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