Espécies invasoras podem ocasionar a próxima extinção em massa

Durante toda a história da Terra, já aconteceram 5 grandes eventos de extinção, ou seja, períodos em que ocorreram um grande decréscimo tanto na diversidade quanto na abundância de vida. Com as estimativas apontando que atualmente perdemos uma espécie animal a cada 20 minutos, alguns já consideram que estamos enfrentando o 6º período de extinção.

Apenas as perdas de espécies por si só, não são capazes de determinar um período de extinção, mas de acordo com um novo estudo, a falta de novas espécies também é importante, e a disseminação de espécies invasivas pode ser o maior impedimento do processo de especiação.

Alycia Stigall, pesquisadora da Universidade de Ohio, estudou várias espécies do último período de extinção em massa, o período devoniano, e para a sua surpresa descobriu que tudo se tratou de uma crise de biodiversidade.

Durante este período no qual ocorreu um grande isolamento, as espécies se adaptaram a as diferentes condições o que possibilitou o desenvolvimento de espécies novas. Isso acabou quando o nível do mar subiu e porções de terra que antes eram separadas, se uniram. Uma mistura de espécies que antes eram isoladas ocorreu, introduzindo invasores a muitos dos ecossistemas.

As mais fortes das espécies invasoras sobrevieram, levando as espécies locais a extinção e impedindo qualquer nova espécie de se desenvolver.

O impacto, especialmente nos oceanos foi muito grande. Os fósseis mostram que durante o período, os ecossistemas marinhos colapsaram completamente. Os recifes de corais foram dizimados e não retornaram antes de 100 milhões de anos, além disso, espécies de peixes gigantes, esponjas e conchas declinaram.

A pesquisa de Stigall sugere que os mecanismos que levaram a este colapso são tão relevantes hoje em dia quanto eram no período Devoniano. A autora ainda aponta que a taxa de extinção atual é a maior da história do planeta e, além disso, a disseminação de espécies invasoras pelo globo tem acelerado.

Segundo ela, mesmo que a destruição humana dos ecossistemas acabe, já temos muitas espécies invasoras espalhadas por aí atualmente que são responsáveis pela diminuição da taxa de especiação, e isso ainda custará um tempo para que o planeta se recupere.

Para manter os ecossistemas da Terra, a pesquisadora diz que as ações e recursos devem ser focados na proteção da formação de novas espécies, um processo que ainda não é completamente entendido.

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