Bactérias podem se tornar o novo HD de nossos computadores

Pesquisadores descobriram que informações podem ser armazenadas em bactérias. Apenas um grama delas é capaz de guardar mais dados do que um drive de 900 terabytes. Esta prática é chamada de bioarmazenamento e os estudantes da Universidade Chinesa de Hong Kong estão a testando com a E. Coli, bactéria que habita o intestino dos seres humanos e de outros animais de sangue quente.

De acordo com uma matéria da Discovery News este conceito já existe há alguns anos.

“Em 2007, uma equipe da Universidade de Keio no Japão, afirmou ter codificado com sucesso a equação que representa a teoria da relatividade de Einstein, E=MC², no DNA de uma bactéria comum do solo. Eles apontaram que devido a reprodução constante das bactérias, um grupo destes organismos unicelulares é capaz de armazenar informações por milhares de anos”.

Agora, a pesquisa avançou ainda mais, e os cientistas em Hong Kong  conseguiram descobrir como comprimir dados, armazená-los em fragmentos de vários organismos, e mapear o DNA para que a informação seja facilmente resgatada. Esta técnica foi nomeada de biocriptografia.

De acordo com os pesquisadores, isso pode significar uma grande revolução no modo em que armazenamos textos, imagens, músicas e até vídeos. E o melhor é que esta informação não pode ser hackeada.

“Todos os tipos de computadores são vulneráveis a falhas elétricas ou roubo de dados, mas as bactérias são imunes aos ataques cibernéticos. Você pode guarder a informação com segurança,”  disse o  Professor Chan Ting Fung à AFP.

Os pesquisadores estão tentando descobrir agora quais são os melhores tipos de bactéria a serem usados (algumas podem sobreviver até a radiações nucleares, o que é importante para assegurar a sobrevivência de informações nos piores cenários), e também como conter as bactérias e acessar a informação depois de codificada. Ainda faltam muitos anos para vermos a substituição dos HDs por bactérias, mas já estamos tomando os primeiros passos.

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