Seminário discute desenvolvimento da Zona da Mata de Pernambuco

Na terça-feira, dia 26/10, os problemas e catástrofes ambientais que têm marcado a vida da população da Zona da Mata de Pernambuco foram debatidos no seminário Desenvolvimento e Mudanças Climáticas na Zona da Matade Pernambuco, que aconteceu a partir das 9h, no auditório da CNBB, no
Recife.

Fonte: Embrapa

O encontro foi uma realização das organizações Centro Sabiá, Fase Pernambuco e Diaconia, apoiado pela Oxfam, KFW, Projetos Demonstrativos
(PDA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).  A atividade contou com a
presença de organizações governamentais e não governamentais, movimentos sociais, universidades e agricultores e agricultoras de municípios da Zona da Mata Sul de Pernambuco.

O seminário foi apenas mais uma oportunidade de discutir os impactos no meio ambiente sofridos pela região, as estratégias de fortalecimento da agricultura familiar agroecológica e o modelo de desenvolvimento que vem
sendo adotado na Zona da Mata.

O encontro também apontou referenciais e estratégias que devem orientar as ações públicas para o desenvolvimento sustentável da região e do estado de Pernambuco.

Foram discutidos O modelo de Desenvolvimento da Zona da Mata e as Mudanças Climáticas, por Evanildo Barbosa, da FASE Nacional; o Contínuo urbano-rural e implicações para o projeto de desenvolvimento, por Aldo Santos, do Centro Sabiá; e O Urbano e o Rural: Continuidades e descontinuidades na Zona da Mata, pelo professor Jan Bitoun, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No seminário também foram apresentados os resultados do estudo sobre os
impactos do Programa de Assistência Técnica, Social e Ambiental à Reforma
Agrária (ATES) em cinco assentamentos rurais da Zona da Mata de Pernambuco.

O estudo foi realizado pelo Centro Sabiá e pela Fase Pernambuco, entre anos
de 2009 e 2010, nos municípios de Ribeirão, Rio Formoso, Tracunhaém, Pombos e Palmares.

O estudo analisou o impacto do programa de ATES no desenvolvimento
sustentável dos assentamentos, na adoção de práticas agroecológicas de
produção, na preservação da biodiversidade e sua contribuição para a
garantia das Áreas de Preservação Permanente – APP’s e de Reserva Legal.

“A ideia de apresentar esse estudo no seminário é pra que a gente possa
articular uma reflexão conjunta sobre os resultados. De como o programa tem sido implementado e de como os agricultores e assentados rurais tem se
apropriado ou não dos conceitos e da visão que o programa traz, pra mudar
sua forma de trabalhar a terra, pra mudar sua forma de lida com o campo e
com as atividades rurais”, explica Alexandre Henrique Pires, coordenador das atividades do Centro Sabiá na Zona da Mata.

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