O ponto de vista de Sérgio Serra para a COP16

Em dezembro deste ano acontecerá a 16º edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP16, que será realizada em Cancún. O objetivo é definir estratégias a serem praticadas pelos países para diminuir o aquecimento global.

A última conferência, realizada em Copenhague no ano passado, não obteve o resultado esperado. Por isso, as expectativas para a próxima reunião não são muito positivas. Vindo na direção contrária aos críticos mundiais, está o Embaixador para a Mudança Climática do Brasil, Sérgio Serra. Em entrevista concedida ao jornalista norte-americano Stephen Messenger, ele apresenta as suas expectativas e declara que a última reunião não foi ruim, foi “um importante passo a frente”.

Para o embaixador brasileiro, os resultados obtidos em Copenhague não foram melhores porque as expectativas eram grandes demais. A COP16 não tem tido muito espaço na mídia e esse é o principal fator considerado por Serra. Ele acredita que, com menos pressão por parte da mídia os países terão mais facilidade em definir as estratégias que deverão ser praticadas em longo prazo.

Mesmo mantendo um pensamento positivo, Serra garante não depositar todas as suas esperanças na COP16. Um dos grandes motivos da falta de convicção é a participação americana, que ainda não tem agradado os outros países. Segundo Serra, os americanos ainda não estão prontos e provavelmente isso não mudará durante o pouco tempo que antecede a reunião.

Mesmo sem a participação efetiva de alguns países ricos, as nações em desenvolvimento não deixaram de aproveitar ao máximo as oportunidades geradas pela conferência. Entre os benefícios mais aproveitados está o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), que destina verba aos países subdesenvolvidos para que seja possível manter áreas de preservação, como a Amazônia, por exemplo.

A esperança é de que a COP16 sirva para que os países que mais emitem gases de efeito estufa assumam suas responsabilidades. Isso inclui destinar verbas para o desenvolvimento de tecnologias verdese estrutura sustentável para países em desenvolvimento.

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