Empresas estão economizando milhões na redução do consumo de água

Assim como a economia de energia, a conservação da água também tem um grande potencial de aumentar os lucros das empresas. Um estudo publicado recentemente por uma instituição americana de Ética chamado “Destravando os lucros da economia de água”, revelou que a tendência é que a conservação deste bem seja prioridade das companhias nos próximos 10 anos. As empresas não apenas se mostra ecologicamente consciente para os seus clientes, mas também economiza muito dinheiro com isso.


Foi realizado um questionário com várias empresas, entre elas as grandes multinacionais como Coca Cola, Unilever, Shell, etcAinda, 99% dos gerentes de sustentabilidade das empresas entrevistadas afirmaram que a economia de água será prioridade em um futuro muito próximo, e 52% já consideram que o consumo de água já é um dos 5 maiores problemas que eles lidam atualmente.

O que deixa mais fácil convencer os setores financeiros, que às vezes manifestam certa resistência a este tipo de projeto, é que o investimento em medidas para diminuir o consumo de água reflete em uma grande economia para a empresa, quase imediata. De acordo com o estudo, a maioria das companhias que já iniciaram a redução do consumo de água se mostrou muito surpresa com a grande taxa de retorno que isso gerou.
O Sainsbury’s, por exemplo, uma cadeia líder de supermercados no Reino Unido, já economizou 1,6 milhões de libras (cerca de R$ 4,32 milhões) desde que consertou vazamentos, instalou sensores nos mictórios e reduziu a capacidade de água dos vasos sanitários. As reduções, porém, não estão apenas nestas medidas. As companhias podem ainda repensar seus esquemas de produção e reduzir drasticamente os custos.

“A água é um recurso crítico que sustenta o desenvolvimento social, e obviamente a proteção ambiental. E mesmo assim, a discussão dos problemas relacionados a água ainda se mantém limitada aos ministérios ambientais,” relatou Andy Wales, responsável do setor de sustentabilidade da Cia de cerveja SABMiller. “Esses ministros, são ótimos ministros, mas não são os mais poderosos no governo. Nós precisamos fazer os ministros de áreas financeiras e de energia, entender o impacto que a água tem de provocar o crescimento em seus países.”

Empresas como a IBM, por exemplo, já estão prestando atenção a esta tendência, e criando softwares e hardwares para auxiliar na economia de água.

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