Corrente do golfo não aparenta estar diminuindo de intensidade

Pelo menos uma das sérias consequências das mudanças climáticas previstas por alguns dos modelos não aparenta estar acontecendo:  A diminuição da corrente do golfo, que foi atualmente dramatizada no filme O dia depois de amanhã.  Quem concluiu isso foi uma pesquisa publicada no  Geophysical Research Letters, que confirmou outros estudos anteriores mostrando que a corrente do golfo não apresentou nenhuma tendência definida de variação à longo prazo.

Cientistas do laboratório de propulsão a jato da NASA afirmaram que novas medições da circulação da corrente no Atlântico Meridional  “não mostraram redução significante nos últimos 15 anos .” Na verdade, pelo menos em uma escala de curto prazo, a corrente aparentou ter aumentado um pouco.

O oceanógrafo da NASA  Josh Willis disse que mesmo com a previsão dos últimos modelos climáticos de uma diminuição na circulação da corrente, ocasionada pelo aquecimento do planeta e a entrada de mais água no sistema,  isso não está acontecendo, pelo menos não por enquanto.  Willis acrescenta que “As mudanças que estamos vendo na força da corrente são provavelmente parte de um ciclo natural.”

E porque isto é importante?

 A NASA explica que a última era do gelo foi ocasionada por mudanças nesta corrente.  Sem o calor carregado por esta corrente, o clima na Europa, América do Norte e no norte da África seria muito mais frio. Os cientistas tem uma hipótese de que o rápido resfriamento que ocorreu há 12000 anos atrás no final da última era do gelo  foi ocasionado quando a água proveniente de geleiras em derretimento alteraram a salinidade do oceanos diminuindo a intensidade da corrente, por fim diminuindo a quantidade de calor carregada por ela para o norte.

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