Água contaminada por urânio encontrada perto de mina na Bahia

Em outubro de 2008, o Greenpeace publicou dados mostrando que a água potável em torno da mina de urânio de Caetité, na Bahia estava contaminada pelo mineral em níveis 7 vezes maiores do que os recomendados pela OMS.O Instituto local de clima e gestão de recursos hídricos (Ingá) começou então a investigar o problema. Em novembro de 2009 eles suspenderam o uso de água de 5 poços como prevenção, pois os níveis de radioatividade estavam acima dos limites permitidos.

Em 21 de Janeiro de 2010, Ingá e o departamento de saúde da Bahia notificaram as autoridades locais em Caetité que outros 3 poços deveriam ser fechados e que água potável deveria ser fornecida à comunidade. Radioatividade foi outra vez encontrada em níveis superiores aos permitidos nestes poços, de acordo com essas instituições.

De acordo com o Greenpeace, que realizou uma visita à área ontem (27/01), os poços ainda não foram fechados e tanto a INB (Industrias Nucleares Brasileiras) quanto o CNEN (orgão regulador) alegam que os resultados do Ingá são falsos.

O Greenpeace ofereceu uma garrafa de água de um dos poços contaminados para o secretário de recursos hídricos, o setor local responsável por providenciar água potável, que recusou a oferta.

O INB alega que mesmo se a água estiver realmente contaminada isso não é causado pela mineração de urânio. De fato, a presença natural do urânio pode causar aumento dos níveis de contaminação em águas subterrâneas. De qualquer forma, o INB é responsável por monitorar os impactos possíveis das atividades da mineração do mineral. Eles devem fazer testes regulares na água potável utilizada pelas comunidades próximas e alertar a população se a água contém níveis perigosos de urânio.

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