Prós e contras da COP15

A análise imediata é de que a COP15 foi um fracasso. Principalmente por que  não atendeu as altas expectativas.  O resultado da conferência não foi o acordo fechado para salvar o mundo, que alguns esperavam. Nem tem as metas mais ousadas, que tentaram arrancar dos países desenvolvidos.

cop15

A conferência acabou sem um documento final aprovado em plenária. No lugar dele, o documento pouco consistente que foi acertado a portas fechadas por um grupo de cinco chefes de estado, incluindo os presidentes Lula e Obama.

 Para Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente do Brasil,a COP15 ainda foi “um passo para frente”. “Pequeno, é claro. Mas eu daria um viés de alta.”

Azevedo fez um análise resumida dos prós e contras deste novo documento. Confira abaixo:

Os contras:

O documento não estabelece metas para os países desenvolvidos cumprirem até 2020. Nem objetivos comuns de redução na intensidade do crescimento das emissões para os países em desenvolvimento. Também faltou a definição de qual é o pico no crescimento das emissões, ou seja, qual é o ano a partir do qual elas devem parar de crescer e começar a cair, para limitar o aquecimento.

Os prós:

O documento assume que é preciso se ater à melhor informação científica disponível. Incorpora o conceito que as metas terão por objetivo limitar o aquecimento a 2 graus celsius, o que permite chegar aos limites de emissão, fazendo o cálculo de trás para frente. Mesmo que não estabeleça a data para os índices de emissão chegarem ao seu pico máximo, o documento já tem o conceito de que é preciso ter esse momento de inflexão no lançamento de gases na atmosfera. Finalmente, o texto cria um acordo para uma questão problemática, que é a verificação das ações para reduzir as emissões nos países. Os projetos que forem financiados com dinheiro internacional serão submetidos a escrutínio externo, cujo mecanismo será ainda definido. E os projetos bancados pelos próprios países só serão fiscalizados por eles mesmos.

 

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