Terra pode esquentar mais do que o previsto nos próximos anos

O que eventualmente os “céticos das mudanças climáticas” costumam argumentar para defender suas posições é que desde 1998, o ano mais quente registrado, as temperaturas globais se estabilizaram ou até diminuíram um pouco, provando que o aquecimento global é uma coisa sem sentido. Porém, uma nova pesquisa publicada na revista Geophysical Research Letters mostra que esses argumentos já não servirão mais.

Judith Lean, do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA e David Rind, do Instituo de Estudos Espaciais Goddard, da NASA, observaram os impactos combinados na temperatura global ocasionado pelas emissões humanas, aquecimento pelo sol, atividades vulcânicas e El Niño. Para a surpresa de muitos, esta é a primeira vez que todos esses fatores são estudados simultaneamente.

Os dois cientistas descobriram que a estabilidade das temperaturas globais nos últimos anos se deve ao decréscimo da entrada de raios solares. O resultado da fase anterior do ciclo solar de 11 anos, combinou com a não ocorrência de eventos fortes de El Niño. Isso mascarou o aquecimento causado pelas altas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera.

Lean e Rind afirmaram que as temperaturas devem aumentar 150% mais rápido do que o previsto pelo boletim do IPCC. Além disso, como o mundo está entrando em um novo período de aquecimento pelo El Niño, o aumento da temperatura pode ser ainda mais notável.

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