Leilão de energia solar ocorre na sexta-feira e tem 341 projetos habilitados

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou hoje (25) ter habilitado 341 projetos de energia solar para o 1º Leilão de Energia de Reserva (LER) 2015, programado para a próxima sexta-feira (28). Os empreendimentos habilitados poderão gerar 11.261 megawatts (MW), volume de energia comparável a grandes projetos hidrelétricos, como a Usina de Belo Monte (PA).

Na avaliação do presidente da EPE, o elevado número de empresas inscritas será bom para a competitividade do leilão. “O grande número de projetos habilitados permite prever uma forte competição no leilão, que vai beneficiar o consumidor”, avaliou o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

A Bahia tem o maior número de empreendimentos habilitados, 125 ao todo, somando 3.998 MW de potência. Entre os estados habilitados a participar da licitação estão ainda Piauí, com 61 projetos; Rio Grande do Norte, com 37 projetos; Pernambuco, com 31 empreendimentos; São Paulo, com 30; Minas Gerais, com 22 projetos; Paraíba, com 18; Ceará totaliza 11 projetos; Tocantins tem cinco habilitados e Goiás com apenas um.

Fonte: Agência Brasil.

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Hollande: os compromissos na luta da mudança climática são insuficientes

O presidente francês, François Hollande, disse nesta terça-feira que há 56 países que já enviaram suas contribuições para reduzir as emissões poluentes visando a cúpula sobre a mudança climática do final do ano, mas ressaltou que os resultados obtidos até agora “não são suficientes”.

Hollande, que explicou que esses 56 países que apresentaram seus programas para reduzir os gases do efeito estufa representam mais de 60% das emissões, pediu aos outros que também reconheçam seus compromissos.

O presidente francês anunciou que trabalha, junto com seu colega peruano, Ollanta Humala, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para organizar uma reunião de chefes de Estado e de governo sobre este tema no final de setembro, coincidindo com a Assembleia Geral das Nações Unidas realizada em Nova York.

O objetivo dessa reunião, precisou, não seria substituir as negociações que estão sendo realizadas, mas “fixar o nível de ambição global e obter os meios para alcançá-la”.

Hollande disse que são “indispensáveis” os US$ 100 bilhões que foram estimados que farão falta para 2020 para as adaptações ao aquecimento global.

O líder francês insistiu que a “solidariedade” será necessária para não haver oposições entre o Norte e o Sul, algo que no passado impediu o avanço em um compromisso internacional.

Visando a preparação da cúpula sobre a mudança climática programada para dezembro em Paris, Hollande viajará para Pequim no início de novembro e depois a Seul.

Fonte: Agência EFE

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Cientistas transformam CO2 do ar em fibras de carbono

Cientistas nos Estados Unidos conseguiram criar nanofibras de carbono a partir de dióxido de carbono (CO2) extraído do ar ─ e dizem que o processo poderia até ajudar a combater a mudança do clima.

O método apresentado nesta semana em um encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston, é capaz de produzir 10g por hora das valiosas fibras.

Mesmo se as potenciais aplicações no combate às emissões de CO2 não derem frutos, como suspeitam alguns especialistas, a técnica promete baratear a produção de nanofibras de carbono.

O sistema é alimentado por poucos volts gerados por energia solar. A eletricidade atravessa um tanque cheio de sal derretido, à medida que o CO2 é absorvido, as valiosas nanofibras começam a se formar ao redor dos eletrodos.

“Até hoje, nanofibras de carbono são caras demais para muitas aplicações”, disse à BBC o professor Stuart Licht, da universidade George Washington.

Redução de custos

O material é usado atualmente na produção de componentes eletrônicos e baterias, mas se fosse mais barato, poderia reforçar materiais usados na fabricação de peças de avião e carro, entre outros.

A questão é se o sistema criado pela equipe do professor Licht será capaz de reduzir estes custos.

cientista diz que aumentar a produção seria fácil, e que o equipamento consome pouca energia.

A maior promessa, porém, é a possibilidade de usar o sistema para reduzir os níveis de CO2 na atmosfera, considerados os culpados pelo aquecimento global pela grande maioria dos cientistas.

Para isso, seria necessário construir enormes reatores ─ algo que suscita o ceticismo de especialistas.

“Como estão capturando CO2 do ar, o processo precisa lidar com enormes volumes de gás para coletar a quantidade necessária de carbono, o que, em grande escala, pode aumentar o custo do processo”, afirmou a engenheira química Katy Armstrong, da universidade de Sheffield.

Outro que levanta dúvidas sobre a viabilidade da ideia é o pesquisador da Imperial College London Paul Fennell.

“Se o objetivo deles é fazer nanofibras, é louvável, e vão ter um produto que vale a pena. Mas se a sua ideia é tirar CO2 da atmosfera e produzir uma quantidade de nanofibras suficiente para fazer diferença na mudança climática, eu ficaria muito surpreso se conseguir”, afirmou Fennell.

O professor Licht, no entanto, diz que vai ser preciso trabalhar conjuntamente, com recursos da sociedade, para testar o processo em larga escala.

“Não tem pegadinha”, afirmou.

De toda forma, outros químicos ficaram impressionados com o simples fato de a equipe do professor Licht ter produzido nanofibras a partir do carbono atmosférico.

Fonte: BBC Brasil.

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Amazon quer que todos os seus data center sejam alimentados por energia renovável

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (10) que está apoiando a construção e operação de uma usina solar de 80 megawatts no estado da Virginia, nos Estados Unidos, que irá gerar energia suficiente para alimentar 15 mil casas todos os anos.

Mas toda essa eletricidade não irá parar em nenhuma residência: a Amazon planeja usar a energia para alimentar seus imensos data centers. A fazenda de energia solar deve começar a funcionar em outubro de 2016.

Ainda não se sabe qual a parcela de energia solar que será usada pela Amazon, nem quanto dinheiro a empresa está colocando na obra, responsabilidade da Community Energy.

A ideia da empresa é que no futuro todos os seus bancos de dados sejam alimentados por fontes de energia renováveis. Mas a Amazon está um pouco atrasada em relação a outras empresas de tecnologia.

A Apple afirma que todos os seus data centers, lojas e escritórios são alimentados por energia renovável e o Facebook inaugurou no ano passado um data center que opera completamente usando eletricidade gerada pelo vento.

Fonte: Amazon.

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Aneel propõe redução de 18% no valor adicional cobrado nas contas de luz

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou hoje (13) proposta para uma redução de 18% no valor adicional pago pela energia elétrica, indicado pela bandeira vermelha – mecanismo adotado nas contas de luz para informar ao consumidor se ele está pagando mais caro. A redução já havia sido sinalizada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 11, durante o lançamento do Programa de Investimento em Energia Elétrica (Piee).

Apresentada na audiência pública da agência, a proposta reduz o valor pago na cobrança extra, dos atuais R$ 5,50 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para R$ 4, 50. Essa redução representa para o consumidor uma redução média de 2% no valor final a ser pago.

A diminuição desses valores será possível graças ao desligamento de 21 usinas termelétricas que produziam cerca de 2 mil megawatts médios de energia a um Custo Unitário Variável maior que R$ 600 por megawatt-hora. Os desligamentos foram decididos no dia 5 de agosto pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que solicitou então à Aneel um estudo que simulasse o impacto dos desligamentos dessas térmicas nas receitas das bandeiras tarifárias.

O estudo foi apresentado na audiência de hoje da Aneel. A partir de amanhã (14), começa o prazo para o recebimento de sugestões e questionamentos ao estudo apresentado. Está prevista  nova audiência no dia 28, quando será tomada a decisão final. Os novos valores da bandeira vermelha deverão ser cobrados a partir de 1º de setembro.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. As bandeiras funcionam como um sinal de trânsito. A bandeira verde significa custos baixos para gerar a energia, portanto, a tarifa não terá nenhum acréscimo naquele mês. A bandeira amarela indica que a tarifa terá acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos. A bandeira vermelha informa que o custo da geração naquele mês está mais alto. Ainda não há previsão sobre a mudança da bandeira vermelha para a amarela.

Fonte: Agência Brasil.

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Arroz geneticamente modificado reduz emissão do segundo maior vilão do efeito estufa

O arroz, um alimento básico para mais da metade da população mundial, é também conhecido pelos ambientalistas como uma das maiores fontes de metano atmosférico, o segundo gás que mais contribui para o efeito estufa. Agora, depois de mais de uma década de estudo, pesquisadores de três países conseguiram criar um tipo de arroz que emite quase nenhum metano durante o crescimento da planta, além de conter mais amido, algo positivo para tornar a fonte de alimento mais rica e gerar maior quantidade de biomassa para a produção de energia.

Para criar o novo grão, apelidado de SUSIBA2, os cientistas introduziram um único gene de outro grão, a cevada, à célula vegetal do arroz comum. A experiência resultou em uma planta capaz de nutrir seus caules, folhas e os próprios grãos com mais eficiência, ao mesmo tempo em que “matava de fome” os micróbios que produziam o gás metano no solo.

O que os pesquisadores fizeram foi concentrar as taxas de carbono e açúcar resultante da fotossíntese nas partes superiores da planta. Durante a fotossíntese, o dióxido de carbono é absorvido e transformado em açúcar, que ou alimenta a planta ou fica armazenado. O detalhe é que as raízes cheias de nutrientes da planta combinadas com um solo quente e úmido formam o ambiente ideal para as bactérias realizarem a metanogênese, processo final que resulta na produção do metano.

Em uma parte inicial do estudo, os pesquisadores investigaram de que maneira uma proteína especial, chamada fator de transcrição, interferia na distribuição desse açúcar ao longo da planta. Eles então canalizaram mais carbono para as sementes de arroz, criando um grão mais volumoso e com mais amido. Eles também observaram que canalizando carbono e açúcar resultante para folhas e caules aumentava a massa do grão e criava maior quantidade de biomassa vegetal, ou bioenergia. Como o carbono praticamente não chegava às raízes e ao solo, os micróbios não conseguiam produzir metano.

Os pesquisadores descobriram o fator de transcrição envolvido e concluíram que a molécula funcionava como um gene “controlador mestre”, pois tinha a capacidade de direcionar a maior parte do carbono disponível para os grãos e folhas. “Ao controlar onde o fator de transcrição é produzido, podemos impor onde em uma planta o carbono – e os açúcares produzidos – se acumulam”, disse Christer Jansson, um dos pesquisadores envolvidos e diretor de ciências das plantas no PNNL, um laboratório de pesquisa do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Na China, os pesquisadores plantaram o arroz geneticamente modificado ao lado de uma plantação de arroz comum e, após três anos, observaram que o SUSIBA2 havia aumentado a produtividade da cultura e praticamente eliminado as emissões de metano.

Combate ao efeito estufa

“Tentativas para aumentar a produtividade do arroz e reduzir as emissões de metano, como vistos no arroz SUSIBA2, podem ser particularmente benéficas em um clima futuro com o aumento das temperaturas, resultando em aumento das emissões de metano provenientes de plantações”, diz o estudo, publicado no jornal Nature.

Os arrozais contribuem para até 17% da emissão global de metano, ou 100 milhões de toneladas por ano. Ainda que seja uma taxa relativamente menor do que o dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa, o metano retém cerca de 20 vezes mais calor.

Fonte: PNNL

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Governo brasileiro trabalha proposta para reduzir efeito estufa

O governo brasileiro está trabalhando na elaboração do projeto que será encaminhado ao secretariado da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21) até o dia 1º de outubro. A data foi definida como prazo final para a apresentação das propostas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelos países que fazem parte da Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Esses gases são considerados a principal causa do aquecimento global. A COP21 ocorrerá em Paris, França, entre 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano.

O diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santiago, disse que, embora houvesse uma chamada para que os países que tivessem condições encaminhassem seus relatórios até o primeiro trimestre deste ano, o Brasil mantém o prazo de 1º de outubro “para trabalhar com calma e apresentar números realmente consistentes”.

Santiago lembrou que na Conferência de Varsóvia, em 2013, o governo brasileiro sugeriu que a formulação da contribuição nacional fosse aberta também à consulta da sociedade. No ano passado, sob a coordenação do Itamaraty, foi iniciada uma série de consultas eletrônicas e presenciais que resultou no fechamento de um relatório, em abril deste ano, tornado público desde então na página do Itamaraty.

A pedido da presidenta Dilma Rousseff, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, fez consultas adicionais a atores importantes da sociedade civil, englobando academia, setor privado e outros ministérios, visando obter contribuições à proposta que será levada pelo Brasil à COP21. “Isso tudo para poder apresentar uma proposta que seja robusta”, apontou o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do MMA. Ele salientou que o pedido é para que se tenha algo ambicioso e justo, que proteja os interesses nacionais, interesses sociais e econômicos, geração de emprego e desenvolvimento tecnológico. “A gente está falando de uma necessidade de desenvolvimento, por isso a cautela de fazer toda essa consulta para poder apresentar algo forte e sem pressa”, enfatizou.

Recomendações

O relatório poderá ainda incluir sugestões. Pretende-se, ainda, que se reconheça o que o Brasil já fez nessa área de mudança do clima, acrescentou Santiago. “O esforço do Brasil até o momento é muito forte, principalmente na redução do desmatamento na Amazônia. Com essas ações, nós conseguimos atingir uma redução de emissões de gases de efeito estufa entre 2005 e 2012 da ordem de 41%”, lembrou. Isso significou sair de cerca de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente para 1,2 bilhão de toneladas de CO2 equivalente. “Não houve, no mundo, país que tenha feito tamanha redução”. Nos Estados Unidos, a redução alcançou 10%.

Adriano Santiago ressaltou também que algumas mensagens do governo brasileiro já aparecem na declaração conjunta Brasil/Estados Unidos feita durante visita da presidenta da República àquele país em junho passado. O Brasil se comprometeu a restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, o que equivaleria a quase o território da Inglaterra. Outro compromisso é com o desmatamento ilegal zero até 2030.

Na área de energia, a meta é promover a participação de fontes de energia renováveis entre 28% e 33% na matriz energética. O recurso hidrelétrico não foi incluído nessa conta. Para a matriz elétrica, os dois países se comprometeram a chegar a 2030 com 20% de recursos renováveis, também além de recursos hidrelétricos. Para os Estados Unidos, isso vai significar triplicar a participação dessas fontes na matriz elétrica, enquanto o Brasil duplicaria. “Esse é um desafio forte. Foi uma ação ambiciosa colocada e, certamente, fará parte da contribuição brasileira (à COP21)”. Segundo Santiago, os compromissos constantes na declaração conjunta com os Estados Unidos  “formam a base para a declaração maior (do Brasil à COP21), sim”. Outros números serão anunciados posteriormente pelo governo brasileiro.

O diretor do MMA assegurou que o Brasil prioriza os investimentos em fontes renováveis. Disse que hoje, essas fontes limpas têm 40% de participação na matriz e, mesmo assim, o país está se comprometendo a expandir essas energias. Observou que o leilão de energia previsto para ocorrer em novembro próximo envolve propostas que somam 39 gigawatts (GW) de capacidade instalada, sendo 21 GW de energia solar fotovoltaica e 18 GW de energia eólica. “É um recorde para esse tipo de fontes renováveis em um leilão de energia”. Informou que em comparação ao leilão que ocorrerá em agosto, houve incremento de cerca de 70% de propostas de energia solar fotovoltaica e de quase 70% de capacidade instalada desses projetos. “Mostra que país tem um grande interesse em investir nessas energias, sim, ainda que a gente já conte com uma participação importante de renováveis, tanto na matriz energética, como na matriz elétrica”, manifestou Santiago. O esforço, insistiu, é forte para o país continuar investindo em renováveis.

Fonte: Agência Brasil

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Obama divulgará plano mais duro contra mudança climática

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai divulgar na segunda-feira a versão final de um plano para cortar as emissões de gases do efeito estufa por termelétricas a carvão, com o objetivo de estabelecer seu legado contra a mudança climática, disse um alto funcionário do governo.

A revisão do Plano de Energia Limpa vai procurar reduzir as emissões de carbono do setor de energia elétrica em 32 por cento ante os níveis de 2005 em 2030, uma elevação de 9 por cento ante a proposta anterior.

A regulação dará início a uma transformação abrangente do setor elétrico norte-americano, encorajando uma agressiva mudança rumo a mais energias renováveis e afastando a geração via carvão.

Grupos industriais e alguns legisladores de Estados que contam com energia baseada no carvão disseram que vão desafiar o plano nos tribunais e por meio de manobras no Congresso, acusando a administração de um ataque à regulamentação que elevará os preços da energia.

“Minha administração vai lançar a versão final do Plano de Energia Limpa da América, o maior, mais importante passo que jamais demos para combater a mudança climática”, disse Obama em um vídeo postado pela Casa Branca à meia noite de domingo.

Obama disse que até agora não houve limites federais para a poluição gerada por usinas a carvão, a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa nos Estados Unidos.

(Por Valerie Volcovici; reportagem adicional de Timothy Gardner)

Fonte: Info.abril

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RJ ‘esquece’ meta olímpica e vê Guanabara limpa em 2035

Na semana em que começa a contagem regressiva de um ano para a Olimpíada de 2016, o governo do Rio de Janeiro “caiu na real”. Governador e secretário de Estado falaram com sinceridade sobre a Baía de Guanabara, assumiram erros históricos na limpeza do espaço e abandonaram definitivamente a meta olímpica de despoluição do local. Lançaram ainda um novo plano de recuperação da área, o qual prevê um investimento de, no mínimo, R$ 12 bilhões no saneamento da região da Guanabara e a despoluição das águas do espaço dentro de um horizonte de 20 anos, ou seja, em 2035.

O novo plano para recuperação da baía foi apresentado em evento público nesta segunda-feira (3). Por meio da iniciativa, o governo do Rio fez uma parceria com sete universidades e três centros de pesquisa para planejar ações que visam eliminar o despejo de esgoto não tratado na Guanabara não mais para a Olimpíada, mas sim no longo prazo.

Em 2009, quando o Rio de Janeiro, candidatou-se à sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Estado prometeu tratar ao menos 80% do esgoto que chega à Guanabara –hoje, o Estado trata 50%. Para o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, essa meta foi um erro e não será cumprida. Uma nova meta olímpica de despoluição será divulgada após estudos preliminares que as universidades farão para a recuperação da Guanabara.

“Erramos. Agora, não podemos seguir errando”, ratificou o governador Luiz Fernando Pezão. “Só vamos divulgar uma meta depois que tivermos os estudos necessários.”

Pezão disse que Estado não pode olhar a baía só com um olhar olímpico. Ele disse que o governo tem que ter como meta tratar 100% do esgoto que chega ao local, mesmo que isso leva muitos anos e demande grande investimentos.

Dados da Secretaria e Ambiente indicam que pelo menos R$ 12 bilhões são necessários para universalizar o saneamento em municípios ao redor da baía. Até agora, o governo do Rio investiu só R$ 2,5 bilhões em obras para tratamento de esgoto. Já prometeu também aplicar mais R$ 3 bilhões nos próximos anos.

Segundo Pezão, a partir de agora, as universidades e centros de pesquisa podem ajudar o governo a encontrar formas de financiamento e de redução do custo das obras necessárias na baía. Rogério Vale, pesquisador da UFRJ (Univeridade Federal do Rio de Janeiro), só lembrou que isso pode levar um bom tempo para realmente acontecer.

“Vamos trabalhar num plano gradual e de longo prazo para recuperação da baía”, disse Vale, que representou uma das universidades que trabalharão pela despoluição da Guanabara. “Estamos falando num horizonte de 20 anos. A baía pode atingir uma boa condição em 2025, 2030 ou mesmo 2035.”

Vale afirmou que, até o final do ano, as universidades vão divulgar o que precisa ser feito na baía e um plano de execução. A partir daí, vão monitorar e checar se tudo está sendo feito.

Pezão afirmou que, apesar do novo plano de recuperação da Guanabara ter sido apresentado só agora, a baía terá condição de receber competições olímpicas. No ano passo, foi realizado no espaço o primeira competição-teste de vela da Rio-2016. Tudo ocorreu bem. De hoje até 2016, a situação da água ainda deve melhorar, disse Pezão.

Fonte: Uol

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Cientistas usam plantas para carregar celular

Cientistas da universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, estudam formas de transformar a energia produzida por plantas em “paineis solares biológicos”.

O grupo também investiga como algas marinhas podem ser usadas como fonte de energia.

Por enquanto, o processo, que aproveita os elétrons armazenados pela fotossíntese, ainda é muito lento.

Mas no futuro, cientistas acreditam que será possível criar jardins que fornecerão energia renovável e barata.

Fonte: BBC Brasil
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