Celulares podem ganhar tela com célula solar

Um pesquisador do Centro de Nanotecnologia de Londres desenvolveu uma solução que poderá resolver o problema da curta vida útil das baterias de celular: embutir células solares na tela dos aparelhos.

Segundo o pesquisador, Arman Ahnood, somente 36% da luz produzida pelos displays OLED é projetada e o restante é desperdiçado. E esta sobra que “vaza” pelas bordas do visor pode ser aproveitada com células solares, embutidas dentro da própria tela.

O sistema desenvolvido pelo pesquisador atualmente tem uma eficiência de 11%, produzindo um total de 5 miliwatts (mW) em um dispositivo com tela de 3,7 polegadas, mas ainda é inferior ao que um smartphone necessita.

Segundo pesquisas, um smartphone comum utiliza até centenas de miliwatts e até 68.6 miliwatts em um estado suspenso. Mas Ahnood afirma que a eficiência pode aumentar significativamente, ao ponto onde o sistema possa ampliar a vida da bateria em algumas horas.

O próximo passo das pesquisas será utilizar novos designs e materiais para que a eficiência energética chegue até 90%, o que já permitiria estender a vida útil da bateria em uma única recarga.

Fonte: Planeta Sustentável.

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Anvisa publica novos critérios para registro de agrotóxicos

Os estudos sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos, elaborados pelas empresas para registrar esse tipo de produto no Brasil, terão que seguir metodologias semelhantes às adotadas internacionalmente. A norma está fixada em resolução da Agência Nacional de Viglância Sanitária ( Anvisa) publicada hoje (23) no Diário Oficial da União.

A norma fixa todas as condições técnicas a serem observadas pelas empresas na condução dos estudos de resíduos de agrotóxicos em alimentos, tais como: critérios para preservação de amostras, apresentação de estudo de estabilidade de agrotóxico na cultura e curva de dissipação.

Com esse regulamento, a Anvisa espera garantir mais segurança na condução das análises de resíduos de agrotóxicos em alimentos. De acordo com o diretor da agência, Agenor Álvares, os estudos de resíduos elaborados em condições insatisfatórias ou inadequadas aumentam o custo e o tempo de análise dos produtos.

O novo regulamento é uma atualização da Resolução RDC 216/ 2006 da Agência. Com essa norma, os estudos de resíduos de agrotóxicos em alimentos passam a seguir as recomendações metodológicas do Codex Alimentarius, programa da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, o registro de agrotóxicos é feito pelo Ministério da Agricultura, órgão que analisa a eficácia agronômica desses produtos. Porém, a anuência da Anvisa e do Ibama é requisito obrigatório para que o agrotóxico seja registrado.

A Anvisa faz a avaliação toxicológica dos produtos quanto ao impacto na saúde da população e estabelece os limites máximos de resíduos em alimento, bem como, o intervalo de segurança que deve ser observado entre a última aplicação do agrotóxico e a colheita. Já o Ibama observa os riscos que essas substâncias oferecem ao meio ambeinte.

Fonte: Palneta Sustentável.

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Criação de Frango e Eucalipto – Fonte de economia para o produtor

Apostando na diversificação, criadores de frango de corte aderem ao sistema integrado de produção de aves e eucaliptos para tornar aviários auto-sustentáveis. Diversificação, auto-sustentabilidade e reflorestamento. Estas são as palavras mais usadas pelos criadores de frangos e empresas avícolas no Noroeste do Paraná. Para reduzir custos e aumentar a renda dos aviários, criadores apostam na produção integrada de frango de corte e eucalipto. Os produtores acreditam que a rentabilidade pode ser ampliada em até 10% com a prática.

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Aeroporto ecológico entra em operação ainda este ano

A bordo do Beagle em setembro de 1835, o jovem Charles Darwin conheceu um arquipélago cuja biodiversidade inspiraria seu principal trabalho, a Teoria da Evolução. Quase dois séculos depois, as ilhas Galápagos, que continuam impressionando pela diversidade biológica, serão palco da construção do primeiro aeroporto ecológico do planeta.

O terminal está sendo construído na Ilha de Baltra, uma das 58 ilhas que formam o arquipélago de Galápagos. Embora tivesse sido anunciado para entrar em operação ano passado, após a previsão inicial para 2009, somente há algumas semanas as obras começaram. Ainda assim, sua inauguração está marcada para ocorrer este ano.

A tecnologia empregada no aeroporto é totalmente pensada para utilizar os recursos naturais sem abdicar do conforto dos passageiros:

  • A localização do terminal considera a incidência dos ventos e da luz solar para melhor aproveitá-los
  • A água será fornecida por uma usina de dessalinização, canalizada primeiro para as torneiras e reutilizada nos sanitários, que também serão tratadas para posterior reuso. Calhas e tubulações no teto recolherão a água das chuvas
  • Distância maior das aeronaves afasta dos passageiros os gases do efeito-estufa expelidos pelos aviões e os ruídos dos motores
  • O teto das fachadas possui aberturas que dão para jardins internos que fornecem luz natural e ventilação
  • Paredes opacas e sem janelas evitam a incidência direta do sol ao amanhecer e entardecer
  • Telhados recobertos por materiais naturais evitam reflexos e piso de cores claras reduzem o aquecimento


O horário de funcionamento será das 9 às 14 horas, justamente para evitar as temperaturas mais altas da tarde. A construtora, a holding Corporación América, pretende obter o nível Gold da certificação de design ambiental LEED no terminal.

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Câmara analisa redução no IR de quem reciclar

O projeto de lei 2551/11 prevê redução no Imposto de Renda das pessoas que entregarem seus resíduos recicláveis nos postos de coleta adequados. A proposta, feita pelo deputado Jhonatan de Jesus, está em análise na câmara e tem como objetivo auxiliar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Caso a ideia seja aceita e entre em vigor, os beneficiados poderão conseguir descontos de até 10% do valor total devido ao governo. Além disso, a proposta é de que o Poder Executivo faça todas as adequações necessárias em até 90 dias após a legislação começar a valer.

Segundo o deputado, a intenção de oferecer o benefício financeiro, em troca do cuidado com o lixo reciclável é uma ação que visa a conscientização. “Incentivar as pessoas físicas a cooperar para a solução do problema revela-se uma medida razoável e sensata, além de coerente e compatível com a grandiosidade do desafio enfrentado por toda a sociedade”, declarou Jhonatan de Jesus.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determina que as empresas fabricantes e os comerciantes de itens como pilhas, baterias, pneus, agrotóxicos, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos, tenham que criar medidas que possibilitem a logística reversa, para que os resíduos sejam descartados adequadamente e passem pelo tratamento que reduz os impactos ao meio ambiente.

Mesmo que os maiores responsáveis pela efetivação da legislação sejam as empresas, a população também terá papel essencial para que ela seja aplicada com sucesso no Brasil. Até porque, conforme aumenta o consumo, aumenta-se também a quantidade de resíduos produzidos. Por isso, é muito importante promover a conscientização dos cidadãos.

Fonte. EXAME.com

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Índia anuncia fabricação de triciclos movidos a hidrogênio

O governo da Índia anunciou, em Nova Délhi, a criação da primeira frota de 15 triciclos movidos a hidrogênio no país. Batizados de “rickshaw“, o veículo não tem pedais e é ecologicamente sustentável.

A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), que destinou meio milhão de dólares ao projeto. A transformação dos triciclos demorou um ano.

Segundo o governo indiano, os veículos movidos a hidrogênio “são uma promessa futura de um ambiente urbano mais limpo”. A índia é um dos países com maiores índices de poluição do mundo, de acordo com o Centro de Ciência e Meio Ambiente da Índia (CSE).

Os triciclos vão fazer parte dos produtos que a Organização do Comércio da Índia irá apresentar em feiras industriais  junto a entidades oficiais.

Os organizadores do projeto esperam exportar os veículos como parte da promoção de “tecnologia verde”.

Fonte: Eco Desenvolvimento.

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Etanol ilumina estação da Marinha na Antártica

Desde o dia 10 um motogerador brasileiro movido a etanol começou a iluminar a estação operada pela Marinha na Antártica. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação Antártica Comandante Ferraz. O ministro da Defesa, Celso Amorim, dará partida na operação do motogerador durante o evento.

O motogerador tem capacidade de suprir toda a energia necessária às operações e aos programas científicos feitos na estação. O equipamento foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa. De acordo com o Ministério da Defesa, o Brasil é o primeiro país do mundo a usar biocombustível para produção de energia no continente.

O equipamento e o biocombustível foram levados à Antártida em outubro do ano passado. Uma equipe de engenheiros brasileiros também partiu para o continente para instalar e testar o equipamento. Durante um ano, o motogerador vai operar junto aos motogeradores já existentes a diesel.

Segundo o ministério, a Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para avaliar e garantir o uso do biocombustível em condições climáticas severas.

Além do ministro Celso Amorim, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito, também participam do evento.

A estação brasileira foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, em1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

Fonte: INFO.com

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Usinas batem recorde de produção de energia

A energia gerada pelas usinas nucleares Angra 1 e 2 foi recorde histórico no ano passado, somando 15,644 milhões de megawatts-hora (MWh).

A informação foi divulgada, no Rio de Janeiro, pela Eletronuclear, empresa do Sistema Eletrobras. Individualmente, as duas usinas também bateram os recordes anteriores de produção registrados em 2010 e 2008, respectivamente, atingindo 4,654 milhões de MWh (Angra 1) e 10,989 milhões de MWh (Angra 2).

O diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear, Pedro Figueiredo, comemorou o desempenho das usinas nucleares. “Angra 1 tem 30 anos de funcionamento e nunca gerou tanto. E Angra 2, com dez anos, também não”.

Figueiredo atribuiu o fato à troca do gerador a vapor de Angra 1, realizada em 2009, o que vem melhorando gradualmente o resultado da usina. “Em Angra 2, não houve necessidade de parar para reabastecimento. Isso aumentou também [a geração]“. Outro fator que contribuiu para a geração registrada em 2011 “foi a demanda do sistema, que pediu mais geração e nós respondemos”.

Para ele, a fonte nuclear de energia “é uma opção válida para suprir as necessidades do sistema elétrico”. No momento, as duas usinas estão operando a 100% de sua capacidade.

De acordo com informação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia nuclear foi a segunda maior fonte de geração de eletricidade no Brasil, no ano passado, respondendo por 3,17% da matriz elétrica nacional. A primeira fonte geradora foi a energia hidráulica (91% do total). “E a gente espera que continue assim, porque é uma dádiva para o país ter essa disponibilidade de água”.

No estado do Rio de Janeiro, as usinas Angra 1 e 2 geraram o equivalente a 30% do consumo. Quando a usina Angra 3 entrar em operação, entre o final de 2015 e o início de 2016, a energia nuclear representará 60% do que é consumido de energia elétrica no estado, estimou Figueiredo.

O diretor da Eletronuclear acredita que o ano de 2012 também será bom para a área nuclear. “A expectativa é boa porque Angra 1 não deve parar para reabastecimento, porque parou em outubro [de 2011]. Em segundo lugar, porque o ONS vem gradativamente solicitando mais e mais a participação das [usinas] nucleares como complementação das usinas hidráulicas”.

Ele apontou como vantagem diante de outras usinas términas, o fato de as usinas nucleares serem mais baratas. O custo médio do combustível nuclear para as usinas Angra 1 e 2 ficou em R$ 20,41 por MWh, no ano passado. Essa mesma geração, se tivesse sido feita por outras fontes de energia térmica, conforme Figueiredo, custaria R$ 71,31 por MWh. “Quase três vezes e meia a diferença entre o custo do combustível nuclear e o de outros combustíveis, entre os quais carvão e gás natural”. As usinas Angra 1 e 2 têm potência total de 2 mil MW.

Fonte: Planeta Sustentável.

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Mata Atlântica terá 320 pontos estudados em 2012

A partir de janeiro de 2012, a Mata Atlântica fluminense vai passar por um raio X . Durante todo o ano, cinco equipes formadas por cinco especialistas da Secretaria Estadual do Ambiente farão o inventário da biodiversidade de 320 pontos da floresta em todo o Estado. Segundo a superintendente de biodiversidade e florestas da secretaria, Alba Simon, o objetivo é determinar a situação real do bioma para que possam ser implantadas políticas públicas mais efetivas de conservação da floresta.

“Vamos fazer a coleta do solo, da vegetação, a contagem de carbono no local e perguntar às comunidades próximas a esses pontos qual o uso pessoal e econômico que elas fazem dos recursos naturais da floresta, se usam a madeira para combustível, se usam ervas para a saúde. A conclusão do inventário nos dirá em que situação se encontra a Mata Atlântica”, explicou Alba, ao detalhar a pesquisa, que terá apoio de especialistas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

O material coletado do solo será enviado à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para análise e o da vegetação, para o Jardim Botânico. De acordo com Alba, os estudos mais atuais indicam que a Mata Atlântica tem hoje entre 21% e 27% de cobertura florestal. No entanto, são pesquisas feitas com base em imagens de satélite, o que dificulta estabelecer com precisão o estado da floresta.

“Nunca pisamos no solo para ver o que são esses 27%, se são um bando de jaqueiras, por exemplo. Queremos crer que não, pois são fragmentos florestais, mesmo assim, precisamos saber o que estamos preservando nas unidades de conservação”, projetou Alba.

A pesquisa dará prioridade às áreas de unidades de conservação e lugares onde estão programados licenciamentos para empreendimentos de grande porte. A superintendente de biodiversidade e florestas da Secretaria de Ambiente lembrou que existem no estado do Rio empreendimentos com grande impacto ambiental previstos para os próximos anos e destacou que, com o estudo, será possível haver mais rigor no licenciamento.

“Na Bacia de São João, por exemplo, há vários projetos de grande impacto e, por isso, vamos correr e conhecer primeiro, antes de licenciar. Se o inventário tivesse sido feito antes do Comperj [Complexo Petroquímico da Petrobras], não haveria toda essa gritaria agora”, observou ela, ressaltando os impactos socioeconômicos e ambientais em Itaboraí com a implantação do Comperj, contestada por ambientalistas e moradores da região.

“Este é o marco zero de uma política séria para a conservação da biodiversidade no estado do Rio de Janeiro”, completou Alba Simon.

O estudo do Rio será o segundo inventário feito no país – o primeiro foi em Santa Catarina. A ideia é que os 15 estados que compõem a Mata Atlântica mapeiem suas florestas para criar um inventário nacional, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. O projeto custará cerca de R$ 5 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano e do Fundo da Mata Atlântica. A meta do ministério é realizar o inventário a cada cinco anos.

A pesquisadora adiantou que espera, com o inventário, revelar um retrato fiel e cruel da Mata Atlântica, com base nos resultados de Santa Catarina. “A mata está muito rala, fragmentada, sem continuidade. O resultado foi muito ruim com relação à quantidade, qualidade, biodiversidade. Encontram mais espécies em extinção do que previam”, exemplificou Alba.

Se os resultados do inventário do Rio forem similares aos de Santa Catarina, Alba defende que se tripliquem os investimentos em conservação, restauração e reflorestamento. “A biodiversidade é a espinha dorsal dos outros serviços. Sem serviço ambiental não temos nada mais”.

No dia 27 de maio de 2012, data comemorativa da Mata Atlântica, será divulgada uma prévia do censo da floresta.

Fonte: Eco Desenvolvimento.

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Tribunal autoriza plano europeu para taxar emissões de carbono de aviões

O Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) considerou legal que a Europa obrigue os aviões a pagar pela poluição atmosférica que geram em seu continente, rejeitando uma demanda dos Estados Unidos contra a medida que entrará em vigor em 2012.

Com o objetivo de aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, a UE incluirá a partir de 1º de janeiro todas as companhias aéreas, europeias ou estrangeiras, que voam para e a partir da Europa no Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trading System, ETS), que força os poluentes a pagar por cada tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida.

O Tribunal de Justiça Europeu, com sede em Luxemburgo, confirmou a validade da medida que inclui o setor aéreo no sistema de intercâmbio de cotas de emissão.

Mas o plano pode provocar uma guerra comercial entre Europa e Estados Unidos, afirmou um especialista do setor em Bruxelas.

As principais companhias do setor nos Estados Unidos (American, Continental e United Airlines) denunciaram a legislação europeia na justiça britânica, que, por sua vez, consultou o Tribunal de Justiça da UE.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu à UE em uma carta enviada em 16 de dezembro que o bloco europeu renunciasse ao plano, pois, caso contrário, os Estados Unidos adotariam “medidas apropriadas”.

E a China ameaçou com represálias contra a indústria aeronáutica europeia.

As companhias aéreas americanas argumentam que impor o ETS às empresas fora da UE viola a lei internacional. Os Estados Unidos pedem, portanto, que se contabilize apenas a emissão de CO2 sobre o espaço aéreo comunitário, e não sobre todo o trajeto.

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) concorda com esta opinião. O diretor geral da entidade, Tony Tyler, considera que a medida extrapola as competências territoriais da UE ao afetar empresas não europeias.

Mas o tribunal europeu afirmou nesta quarta-feira que o plano não é discriminatório, pois será aplicado tanto às companhias do continente como às estrangeiras.

O projeto foi aprovado em 2008 com o objetivo de reduzir em 20%, no mínimo, as emissões de gases que provocam o efeito estufa até o fim da década.

As emissões da aviação, que representam 3% dos gases de efeito estufa gerados pela UE, são as que mais crescem, argumentou a comissária para a Mudança Climática da UE, Connie Hedegaard.

Além dos Estados Unidos e da China, os dois principais emissores de gases do efeito estufa, o plano não agrada grandes empresas europeias e também foi criticado por países como o Brasil, que não aceitam que os voos transnacionais sejam taxados.

Leia mais no G1.

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