Brasil tem dois anos para apresentar marco regulatório de proteção de ecossistemas

O governo brasileiro tem dois anos para apresentar um marco regulatório de proteção dos ecossistemas costeiro e marinho se pretende cumprir o compromisso firmado por vários países durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho do ano passado no Rio de Janeiro. No encontro, negociadores de vários países não conseguiram chegar a metas comuns para a proteção da biodiversidade em alto-mar.

Apesar do esforço da delegação brasileira e de outros países e dos resultados de um estudo das Nações Unidas que alertava, em 2004, que algumas espécies de peixes podem deixar de existir se não forem adotadas medidas urgentes – comprometendo, inclusive, a segurança alimentar -, os países definiram apenas que vão adotar regras nacionais para proteger essa diversidade.

As regras nacionais para proteger os ecossistemas costeiro e marinho serão a base para que as economias cumpram as metas internacionais. No Brasil, a proteção dessa diversidade é assegurada apenas pela Constituição Federal, com a Lei de Gerenciamento Costeiro. “De 1988 para cá, muita coisa mudou e temos novas atividades econômicas, novas ameaças e muito pouco da lei que, de fato, ocorreu e foi implementada”, disse Leandra Gonçalves, bióloga e consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.

A Mata Atlântica estende-se por quase todo o litoral brasileiro, em pelo menos 13 dos 17 estados que abrangem o bioma. Os ecossistemas costeiro e marinho são considerados fundamentais para vários processos naturais, por serem áreas de reprodução de espécies. Além disso,  servem como fonte de alimentação e abrigo, e a fauna e a flora encontradas nessas áreas são fontes de alimentos e renda para populações locais.

Especialistas destacam que essas áreas contribuem para a proteção da linha de costa, o equilíbrio climático, o conforto térmico nas cidades e a produção de pescados. Apesar de todos os serviços prestados, as autoridades ambientais lembram que esses ecossistemas estão entre os mais ameaçados do mundo.

Leandra Gonçalves destaca que o bioma apresenta duas situações de ameaça. Enquanto a Região Nordeste sofre por ter a maior cobertura de manguezais ameaçados pela indústria da pesca do camarão, os estados do Sudeste absorvem as pressões pela concentração populacional e o maior nível de interesse econômico que impulsiona atividades como a exploração de petróleo e a pesca.

“Temos baixíssimo nível de medidas de zoneamento costeiro e de organização. Desde 2008, temos acompanhado uma euforia pela exploração offshore, por exemplo, e observado vazamentos de óleo que geram prejuízos para todo o sistema. O governo tem prometido um plano de contingência, mas isso ainda não saiu do papel”, acrescenta.

Parlamentares e representantes do governo, de organizações da sociedade civil e do setor produtivo começaram os debates, no Congresso Nacional, para reunir informações sobre o que deveria estar incluído no marco legal para a área. O maior desafio do grupo é tentar compatibilizar os interesses pelo uso econômico dos recursos hídricos e marinhos com a conservação dos ecossistemas. “Há interesse muito forte da exploração de petróleo, da indústria pesqueira e dos setores de mineração, já que, no fundo do mar, há vários minérios importantes para a própria indústria e para o setor farmacêutico. Por isso, antes de receber críticas da iniciativa privada, queremos chamar todos para uma conversa”, diz a bióloga.

Diante de tantas divergências, a legislação corre o risco de não ser concluída até 2015, mas os negociadores esperam, pelo menos, que as discussões estejam adiantadas até lá. As normas terão que prever, por exemplo, a criação de áreas protegidas, o que é considerado um dos principais compromissos internacionais com essa biodiversidade. “De dez anos para cá, a última unidade de conservação (UC) costeira e marinha, criada em nível federal, foi em 2009 e é de uso sustentável. Não me lembro de uma UC de conservação integral, que é a que realmente permite que a natureza se recupere”, acrescenta.

Os negociadores também terão que equacionar a polêmica sobre subsídios industriais de grande escala. Pelos dados da SOS Mata Atlântica, 80% dos estoques de peixe estão sendo pescados acima do do limite de recuperação dessas espécies. As áreas protegidas podem minimizar os impactos dessa atividade, mas os ambientalistas defendem a revisão dos incentivos a alguns setores e a exigência de um plano de manejo.

A lei de proteção dos oceanos também terá que preencher uma lacuna que as regras atuais não cobrem. Pela lei de gerenciamento costeiro em vigor, está assegurada a linha de costa até 12 milhas náuticas. A Constituição estabelece que a União é soberana até 200 milhas náuticas. “O intervalo entre as 12 milhas e 200 milhas, por mais que tenha regras internacionais, ainda está carente de uma lei que proteja e complemente essa área”, diz a bióloga.

Fonte: Agência Brasil.

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Angra 3 retoma licitação de serviços

As obras civis da usina nuclear Angra 3 estão com 47 por cento da execução concluída, no momento em que a Eletronuclear dá prosseguimento à última fase para contratação do serviço de montagem eletromecânica da usina.

Os dois consórcios que passaram pela fase de pré-qualificação para executar o serviço tem até o dia 4 de julho para entregar documentação de habilitação preliminar e das propostas comerciais, informou a Eletronuclear, empresa do grupo Eletrobras.

O processo de licitação, que começou em agosto de 2011, chegou a ser interrompido depois que o consórcio desclassificado questionou a fase de pré-qualificação. No final do ano passado, a Eletronuclear teve o aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para prosseguir com o processo.

“Os recursos interpostos na licitação da montagem poderão causar alterações nos prazos da obra. Uma avaliação do cronograma está sendo feita para verificar se haverá impacto no início de operação de Angra 3″, informou a Eletronuclear, em nota. Atualmente, a previsão é que a usina comece a operar em 2016.

Seguem na disputa pela montagem eletromecânica os consórcios UNA 3 (Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Correa e UTC Engenharia) e Angra 3 (Queiroz Galvão, EBE e Techint).

Dois contratos fazem parte da montagem eletromecânica. Um cobrirá as atividades da área nuclear, no valor de 1,31 bilhão de reais, e outro para sistemas convencionais da usina, no valor de 1,67 bilhão. Quando estiver pronta, Angra 3 terá 1.405 megawatts (MW) de potência instalada.

Fonte: O Estadão.

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Avião solar bate recorde em travessia pelos EUA

O Solar Impulse, primeiro avião tripulado que voa de dia e à noite movido exclusivamente a energia solar bateu, nesta quinta-feira, um novo recorde, ao completar a segunda etapa da sua travessia pelos Estados Unidos. Foram percorridos 1.541 quilômetros, a maior distância já cumprida por um avião solar.

Fonte: www.info.abril.com.br

O recorde anterior também havia sido alcançado pela aeronave há um ano, quando completou o percurso de 1.116 quilômetros entre a Suíça e a Espanha.

O projeto, idealizado e comandado por dois pilotos suíços, tem como objetivo demonstrar o que pode ser conquistado sem combustíveis fósseis. A meta é que a aeronave possa realizar um voo ao redor do mundo em 2015.

O avião revolucionário pousou no aeroporto Dallas-Fort Worth, no Texas, às 01h08 do horário local, depois de um voo de 18 horas e 21 minutos que saiu de Phoenix, no Arizona.

“Essa etapa foi particularmente difícil por causa de ventos fortes na hora da aterrissagem. O piloto precisa ficar acordado por mais de 20 horas, sem recorrer ao piloto automático em nenhum momento”, explicou o piloto André Borschberg, que tem a marca do voo mais longo com energia solar: 26 horas.

Depois de Dallas, o avião solar viajará para Saint Louis, no Misouri. No meio de junho, partirá para o aeroporto Dulles, próximo à capital Washington. O Solar Impulse chegará ao seu destino final em julho: o aeroporto Kennedy, em Nova York.

O avião permanece vários dias em cada local de escala para permitir que a população o conheça e converse com os pilotos. A aeronave, de 1,6 tonelada de fibra de carbono, teria condições técnicas para fazer o voo sem escalas, mas as autoridades proibiram o feito porque o avião só tem lugar para um piloto, que só pode voar por até 24 horas.

Fonte: Info.abril

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Aprovada a criação do Parque Nacional da Ilha dos Currais, no Paraná

O Senado aprovou terça (21) a criação do Parque Nacional de Currais, o primeiro de ambiente marinho no Paraná e o terceiro do Brasil. A proposta de transformar a ilha em uma unidade de conservação já havia sido aceita pelos deputados federais e agora depende da assinatura da presidente Dilma Rousseff. A proposta, de autoria do ex-deputado Luciano Pizzato, tramita no Congresso Nacional desde 2002.

fonte: www.g1.com.br

A área pertence à União e não tem praias ou moradores. São três pequenas ilhas, compostas por costões de rochas e que servem de ninho, com registros de 8 mil aves. O ecossistema, que também é rico em vida marinha, observada em pontos de mergulho, está ameaçado pela pesca predatória. As ilhas ficam entre as baías de Guaratuba e Paranaguá, a 6,2 milhas de distância da costa, em frente ao município de Pontal do Paraná.

Outro ponto levantado na justificativa pelo então deputado era a preservação dos recifes da região. As ilhas estão entre os poucos pontos utilizados pelos mergulhadores para exploração.  Quando propôs a lei, Pizzato defendia que conservar a área poderia significar a restauração das formações desses recifes naturais.

Com a aprovação no Senado, o projeto segue para a sanção presidencial. Caso a presidente Dilma Roussef transforme o texto em lei, a pesca dentro dos limites do parque nacional será proibida.

Fonte: G1

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Ministério do Meio Ambiente pode ter apoio de sindicatos para cadastro ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se reuniu na tarde de segunda (20) com representantes de trabalhadores rurais, que se dispuseram a auxiliar o ministério no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério, Paulo Guilherme Cabral, também presente ao encontro, se mostrou otimista com a postura dos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que representaram os trabalhadores rurais e seus sindicatos.

“A Contag quer se envolver nessa etapa, que a lei estabeleceu, da obrigatoriedade do CAR. Isso foi muito bem acolhido pela ministra. Ela recepcionou a oferta e vai criar meios para capacitar os dirigentes da Contag para que os sindicatos de trabalhadores rurais possam também apoiar o produtor familiar na elaboração do seu cadastro ambiental”.

Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Contag, reiterou a oferta e avaliou positivamente a postura do governo federal. “A gente tem uma boa impressão da ministra, no sentido de buscar uma resolução, especialmente na questão do CAR. Ela se colocou à disposição, inclusive, de fazer a capacitação dos nossos dirigentes sindicais e buscar com que auxiliemos no processo”.

O CAR é obrigatório para todos os imóveis rurais. Por meio de um sistema disponível na internet, o proprietário desenha os limites de seu imóvel e preenche as informações, inclusive sobre Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente no local. De posse das informações, o governo pode integrá-las e usá-las para preservação ambiental e combate ao desmatamento.

Fonte : Agência Brasil

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ONGs vão monitorar regulamentação e implementação do Código Florestal

Representantes de organizações não governamentais (ONGs) vão monitorar, a partir de ontem (21), a regulamentação e a implementação do Código Florestal no país. O grupo também pretende avaliar o desempenho dos estados na aplicação da nova lei, aprovada no ano passado. O acompanhamento das políticas será feito a partir de um observatório que foi apresentado hoje (21), em Brasília, por especialistas do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), do WWF-Brasil, do SOS Mata Atlântica, do Instituto Centro de Vida (ICV) e do Instituto Socioambiental (ISA), entre outras organizações.

“A implementação efetiva da lei com garantias de avanços só vai ocorrer se tiver uma mobilização informada da sociedade. Sem isso não temos como garantir que o Cadastro Ambiental Rural [CAR] e o Programa de Regularização Ambiental [PRA] não sejam apenas uma maquiagem verde”, explicou André Lima, advogado do Ipam.

Segundo Lima, a ferramenta estará disponível para qualquer pessoa interessada em acompanhar a implementação do código. Ele explicou aos integrantes da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados que o observatório foi criado para identificar com mais clareza onde estão as dificuldades para tornar a lei prática e tentar apontar soluções para os problemas.

“Temos alguns gargalos observados hoje. Faltam recursos humanos nos órgãos ambientais estaduais e municipais. O governo federal não tem como cadastrar todas as propriedades e monitorar. Isso terá que ser descentralizado e a tecnologia utilizada hoje já mostra que trará problemas no futuro pelas limitações da resolução das imagens cartográficas”, disse.

Integrantes da organização não governamental The Nature Conservancy (TNC) disseram que a experiência acumulada ao longo de oito anos pela ONG pode contribuir com a meta de cadastramento dos imóveis rurais. Suelma Rosa, representante da TNC no Brasil, disse que a organização foi a primeira a implantar o CAR em grande escala no país. O projeto da TNC é voltado para municípios que compõem o arco do desmatamento na Amazônia, como São Félix do Xingu (PA), Paragominas (PA), Lucas de Rio Verde (MT) e cidades do oeste da Bahia.

‘É melhor que o governo leve mais tempo para se preparar melhor para essa implementação do que saia promovendo um CAR sem proposta. O cadastro é o meio e não o fim para a implementação de um projeto de recuperação ambiental”, disse, destacando que sem os elementos básicos de avaliação sobre o tamanho real de áreas e de quanto é preciso recuperar, o CAR não cumprirá sua função.

As ONGs, que encaminharam uma carta para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltando o interesse em participar do processo, destacaram que o observatório não será usado como plataforma política. De acordo com o grupo, a função será coletar, sistematizar e analisar informações. Além de apontar indicadores que mostram como está a implementação do CAR e do PRA em todas as regiões do país, o grupo quer identificar, nos estados, as dificuldades de regulamentação e cumprimento do novo Código Florestal.

Durante todo o dia, o grupo ficou reunido em um seminário de balanço sobre as medidas que foram adotadas até hoje. Pelos números divulgados pelas organizações, nenhum estado aprovou o Programa de Regularização Ambiental, cerca de 4,5 milhões de propriedades rurais ainda precisam ser registradas no Cadastro Ambiental Rural e o Artigo 41, que prevê incentivos econômicos para as propriedades rurais que não desmataram ilegalmente, ainda não foi regulamentado.

Os prazos ainda não expiraram e o governo sinalizou que as regulamentações estão em fase final de conclusão. Durante o evento, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, disse que a lei foi aprovada com muita polêmica e divisão de posições e que agora é preciso que as autoridades se voltem para a implantação das regras para que a falta de uma regulamentação não esbarre em outras decisões, como a que o tribunal terá que tomar agora em relação aos produtores dispensados do Imposto Territorial Rural (ITR).

O Código Florestal está em vigor desde o dia 25 de maio de 2012, depois de uma tramitação polêmica que dividiu posições no Congresso Nacional e provocou diversas críticas por parte de agricultores e ambientalistas.

Fonte: Agência Brasil

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Aneel aprova edital de leilão de energia existente

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou nesta quarta-feira, 22, resolução aprovando o Edital de Leilão nº 04/2013. A licitação, que se refere à contratação de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes, será operacionalizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no dia 24 de junho.

No leilão serão negociados os Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) na modalidade por quantidade, com início de suprimento de energia elétrica em 1º de julho de 2013 e término em 30 de junho de 2014. O preço inicial da energia será R$ 171,80/MWh.

Para participar da concorrência serão exigidos dos compradores e dos proponentes vendedores a inscrição e o aporte de garantias financeiras, de acordo com as condições e os prazos previstos no edital. A CCEE ainda divulgará o detalhamento da sistemática do leilão. A Resolução Homologatória nº 1.530 da Aneel, que aprova o edital, está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).

 Fonte: Estadão
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Termelétricas terão modelo de gestão automatizado

Nos próximos dois meses, o governo vai definir um modelo computadorizado para coordenar o funcionamento das usinas termelétricas do país, adiantou ontem  (21) o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, na abertura do 10º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico. O objetivo é que o acionamento das usinas passe a ser automatizado pelo programa Newave, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Durante o período, serão testados dois modelos. Atualmente, a ordem de entrada em funcionamento das usinas termelétricas é definida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). De acordo com o secretário executivo, o modelo computadorizado deverá ligar as usinas com base na chamada ordem de mérito, que considera a ordem de acionamento das usinas da mais barata para a mais cara. A escolha deve ser feita até agosto.

O modelo computacional será incorporado ao sistema de cálculo do preço da energia de curto prazo, informou Zimmermann, o que vai aperfeiçoar a definição do custo marginal de operação, alinhando a percepção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento energético, e do ONS, que gerencia a operação.

Dois modelos estão em estudo no governo, o SAR (Superfície de Aversão a Risco) e o Cvar (Valor em Risco Condicional, do inglês Conditional Value at Risk), e eles estarão prontos para ser testados a partir de 31 de maio. Entre junho e julho serão feitos os testes, e o resultado será encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto, para os procedimentos que permitirão o funcionamento.

“A partir do momento em que você começa a usar o modelo Newave já colocando isso no preço, você vai ter uma ferramenta mais eficaz, tanto no planejamento, que vai dar um sinal econômico para a expansão, como para o operador evitar que tenha proposição de despacho [acionamento das usinas] fora da ordem de mérito para o CMSE”, explicou Zimmermann.

O secretário executivo explicou que o comitê de monitoramento nem sempre leva em conta a ordem de mérito. “Eu faço despacho [aciono as usinas] fora da ordem de mérito, não porque o Newave mandou, mas porque sou eu que tenho um nível meta para atingir por ano e me previno gerando térmica fora do que o Newave mandou. O que queremos agora é que todas essas térmicas sejam ligadas em uma lógica de segurança energética dentro do Newave”.

Fonte: Agência Brasil

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Sensor lança sementes de flores quando poluição fica alta

Fonte: www.info.abril.com.br
O designer americano Michael Jantzen criou uma máquina que espalha sementes de flores quando os níveis de poluição da região onde está instalada sobem. Além de monitorar a qualidade do ar, o sistema chamado de Eco Seed Sowing deixa o ambiente mais bonito.

A máquina pode ser instalada em qualquer lugar, independente do alcance da rede de transmissão. A Eco Seed Sowing seria movida a energia solar e preenchida com sementes de flores.

O equipamento também teria sensores tradicionais, que coletam os dados climáticos e as condições do ar e guardam as informações.  Mas também seria capaz de liberar sementes de flores sempre que a poluição aumentar. Então, quando os sensores detectassem altos níveis de poluição, a máquina liberaria pequenas quantidades dessas sementes.

Se a poluição continuasse elevada, a máquina permaneceria lançando sementes. Com isso, cresceriam flores nas áreas mais poluídas. Jantzen acredita que as máquinas são uma resposta simbólica de arte pública para a degradação ambiental.

Mas se fossem implantadas, elas poderiam ser mais do que isso. Poderiam medir a qualidade do ar em todo um país, com dados coletados e mapeados para mostrar tendências de poluição e pontos que precisam de mais ajuda. E de bônus ainda teriam flores.

Fonte: Info.abril

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Taiuaneses protestam contra abertura de usina nuclear

Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Taipé contra o uso da energia nuclear em Taiwan, com apoio de dirigentes do opositor Partido Democrata Progressista (PDP), e exigiram que as obras da quarta usina nuclear da ilha sejam paradas.

A União de Proteção Meio Ambiental de Taiwan (UPMT) convocou a manifestação, realizada no domingo, na qual participou o ex-primeiro-ministro Chang Chun-hsiung, do PDP, que pediu a parada das obras da usina nuclear e a não realização do plebiscito sobre o tema que o Governo quer impulsionar.

“Os perigos do uso da energia nuclear e o apoio popular para que não se utilize deveriam convencer o Governo da necessidade de parar a construção da quarta usina nuclear”, disse no evento o presidente do PDP, Su Tseng-chang, que considera desnecessário o plebiscito.

A UPMT pediu ao Governo que as pessoas que vivem em um raio de 50 quilômetros da usina nuclear tenham o poder de decisão sobre sua construção.

Taiwan, que não tem recursos energéticos próprios, produz com três usinas nucleares 20% da energia elétrica utilizada em sua indústria e consumo doméstico, e o resto é principalmente obtido do gás natural e do petróleo, segundo dados do Ministério da Economia.

Fonte: Agência EFE
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